Nunca te esqueci

3 Você não é o mesmo de ontem


Notas iniciais
Oláaaaaaaa estavam com saudades seus lindos? Wow amei todos os comentários de vocês, sério, vocês sabem fazer um autor feliz. Sinto muito pela demora mas estava trabalhando e deixando a fic gostosinha de ler, por que trabalhar com o Izaya não é nada fácil, amo e odeio ele ♥ Enfim nesse capítulo vamos ter treta e um pouco de lemon hehehehe, o lemon ta beeeem leve, mas um lemon é um lemon ok u-u Boa leitura

— Shizu-chan?

— Izaya?!

Foi como se o tempo tivesse parado, implorei para que fosse só mais um pesadelo, mas infelizmente não era. Que azar do destino, eu deveria ter pesquisado antes sobre esse tal guarda costa ou alguma filiação do senhor Kwon. Velho maldito.

O Shizu-chan não pode estar aqui de verdade.

Minhas mãos ficavam cada vez mais frias, meu estômago apertava como se eu estivesse querendo vomitar, é assim que me sinto quando tenho pesadelos, mas agora é muito mais forte. Tsc e para piorar minha perna voltou a doer.

Ele continuou parado olhando para mim com uma cara incrédula. Nunca desejei que esse dia acontecesse, sai de Ikebukuro por uma causa, ficar longe do Shizu-chan e agora ele aparece na minha frente dois anos depois com a mesma cara e mesma roupa de barmen ridícula.

— O que é que você está fazendo aqui? É alguma armação sua ter me trazido aqui não é?!

— Não foi minha ideia trazer você Shizu-chan, fiquei tão surpreso quanto você. Aliás a única armação que eu faria para você seria a sua morte. Nada me faria mais feliz do que ver o Shizu-chan morrendo pelas minhas mãos.

— Desgraçado, eu deveria ter te matado naquele dia. – Shizu-chan estava se irritando e começava a se aproximar de mim. – Mas agora você não vai escapar sua maldita pulga!

Senti um arrepio horripilante e minha boca quase travou, ele iria me matar. Eu não podia fugir, tudo que eu queria era fugir dali, me esquivar dos ataques rápidos do Shizu-chan, eu não conseguia nem me mexer por que graças a ele que minhas pernas foram destruídas.

Que vergonhoso.

Rapidamente pus a mão debaixo da minha mesa particular, havia uma arma escondida. Destravei e fiquei esperando que Shizu-chan agisse.

— Ah meu caro Shizu-chan, foi muito idiota por não ter me matado na hora, ah é verdade a sua namoradinha apareceu e atrapalhou, na verdade foi ela que quase ia me matando. Como ela está? Ela ainda flui sentimentos amorosos por você? Hahahah um desperdício de garota. Tão forte e burra.

— Não abra sua boca imundo pra falar da Vorona!

Oh ele iria me atacar, esse definitivamente seria meu fim. Shizuo sempre foi muito rápido, eu também era ...Pelo menos vou deixar essa morte mais divertida.

Num piscar de olhos vi o punho de Shizu-chan em minha direção. No mesmo segundo puxei a arma, mirando em seu peito, puxei o gatilho mas já era tarde demais.

Senti minha respiração falhar, junto com o peso do punho de Shizu-chan no meu rosto. Acabei sendo atirado no chão, por sorte conseguir virar um pouco o rosto senão o estrago teria sido pior.

Minha cabaça estava girando muito, esse cheiro de sangue novamente.

Sangue e Shizu-chan, odeio essas duas combinações.

As dores das minhas pernas nem me incomodavam mais. Continuei deitado por alguns segundos, até me situar onde estava, pelo menos não desmaiei. Shizu-chan ainda estava ali.

Ele me olhava com um olhar feroz e de um instinto assassino, do mesmo jeito de antigamente, ah ele não mudou nada.

— Então você fugiu de Ikebukuro e acabou se acomodando, ficou mais fraco do que já era seu lixo. Vai ficar bem mais fácil de te matar assim.

Ah ele está debochando de mim, era o que me faltava.

— Shizu-chan você é tão ingênuo. Se você me matar, vai virar um monstro Shizu-chan, Ah não espera, você já é um. Hahaha.

Esse é meu fim. Droga e a arma foi jogada pra debaixo da estante. Se eu pudesse chegar perto da minha cadeira de rodas.

Shizuo se aproximava de mim com um olhar estranho e um meio sorriso no rosto. Ele segurou a gola da minha camisa e me levantou na sua altura.

Senti de perto sua respiração rápida, seus olhos brilhavam de ódio por debaixo dos óculos. Ele me empurrou para perto da parede, se eu ainda tivesse o movimento das pernas tinha facilmente ficado em pé e saído dali, e ele também tinha pensando a mesma coisa, e mais uma vez para a surpresa de Shizu-chan e para o meu azar acabei desabando no chão assim que meus pés encostaram no piso.

— Hahahahaha.

Quanta humilhação, isso deve estar satisfazendo muito o Shizu-chan. Isso é o que mereço no final das contas.

Ele já começava a me olhar estranho, ele não estava entendo por que eu não ficava em pé hahahah que gracinha, isso é sua culpa Shizu-chan.

— Qual o seu problema, não deboche de mim maldito, fique em pé para me encarar. Assim fica mais divertido te esmagar.

— Em pé? Hahahaha Ah Shizu-chan você está zombando da minha triste derrota de dois anos atrás ou por acaso esqueceu que a nossa ultima luta teve um resultado. Eu não posso ficar em pé Shizu-chan, tudo graças á você.

Olhei para a minha cadeira de rodas, abaixo do braço da cadeira havia um suporte com uma faca dentro, eu poderia muito bem me arrastar até e pegar já que a arma está muito longe.

Shizu-chan acompanhou meu olhar em direção á cadeira, ele, naquele momento ficou quieto e parou de vir na minha direção.

— Você...não pode andar? – Ele disse sem tirar os olhos da cadeira cinza.

— Sinta-se orgulhoso Shizu-chan, isso é totalmente obra sua hahaha. – O aplaudi.

— ... – Ele me olhava com um semblante estranho e surpreso. Achava que ele não iria se importar, pelo contrário estaria comemorando e seria seu ápice para me torturar até a morte.

Isso seria ótimo, ver de camarote Shizu-chan se transformando em um monstro. Ele seria preso se alguém o visse me matar, logo eu tão frágil e desarmado, mas isso aconteceria somente se algum civil entrasse na sala por pura razão do destino e cometesse a coincidência de presenciar um assassinato, ela entraria em pânico e gritaria por alguém e imediatamente chamaria a polícia, Shizu-chan não machucaria a civil sem razão alguma, ele aceitaria ir pra cadeia com a maior satisfação, mas essa aberração conseguiria escapar da prisão fácil, fácil...

Coloquei minha mão esquerda dentro do meu bolso onde havia o celular, sem o Shizu-chan perceber, digitei um número de alguma funcionária e esperei pelo momento em que Shizu-chan me atacasse.

E apertasse o meu pescoço.

— Você está sem andar durante todo esse tempo? É por isso que fugiu de Ikebukuro? – Ele mostrou um semblante um tanto impressionado.

— Eu não fugi de Ikebukuro, somente resolvi manter distância de uma criatura como você e tenho que admitir que já estava ficando bem entediado.

— Tsc, então você não vai ter que usar cadeiras de rodas, para sempre? — Ele abriu um leve sorriso sarcástico no rosto. Não gosto de nada disso, não combina com esses óculos fora de moda.

— Sim... – Shizu-chan parou de vir na minha direção e a demonstrar um ar ameaçador, está agindo com muita naturalidade.

— Shizu-chan você não estaria com pena de mim não é, só por que eu estou usando cadeira de rodas agora, tudo graças a você que destruiu minhas pernas quando me arremessou como uma bola de baiseball no alto de um prédio.

Até achei que fosse morrer naquela hora, foi uma decepção ter aberto os meus olhos.

— Você não pode sentir isso Shizu-chan, apenas humanos tem compaixão por outros escondendo seu interesse pessoal, mas você, haha, você não é humano e nunca vai se encaixar nos padrões, tudo que você toca é destruído e ainda finge que pode conviver pacificamente ao lado deles... Se eu estivesse no seu corpo, eu teria pegado essa arma que está no chão e atirado na minha cabeça.

Ele já parece irritado, seus punhos tinham cerrado e conseguia sentir seus olhos me devorarem. Só mais um pouco.

— Ou melhor, pegue a arma e atire bem no centro da minha cabeça, esse é o seu maior desejo, e assim me torno quem sabe uma lenda, o informante que foi morto por desafiar o monstro de Ikebukuro. – No mesmo segundo me virei pegando a faca e atirando em direção ao pescoço dele.

Shizu-chan não se moveu, apenas inclinou a cabeça desviando do meu ataque.

Eu fui muito lento?

— Você está patético. – Ele acendeu um cigarro, sugando a fumaça lentamente para seus pulmões. – Não tenho a intenção de te matar agora, se fosse como antes seria a hora perfeita para te desmembrar mas agora... você não é o mesmo, não tenho o interesse em te matar, não seria nenhum pouco satisfatório.

Shizu-chan se virava de costas para mim e se dirigia para fora da sala.

— Eu que estou decepcionado com você Shizu-chan.

Mas do que ele estava falando? Será que enlouqueceu de vez naquela cidade? Deve estar acontecendo algo bem catastrófico para mudar o Shizu-chan. Por que ele está fingindo que é humano?

Encostei minha cabeça na parede, fechei meus olhos por bastante tempo, respirando fundo. Minha cabeça ainda girava. Bipei a secretária e rapidamente ela entrou na sala, me ajudou a sentar-me na cadeira de rodas.

Já chega de trabalho por hoje.

Cheguei em casa, fui direto para o banheiro tomar um banho. Yarichin estava na cozinha fazendo um bolo que eu havia lhe pedido hoje mais cedo. Aposto que ele colocou algum veneno dentro.

Ou deve ter sido no chá.

Tranquei a porta do banheiro, tirei minhas roupas e as joguei de qualquer jeito no cesto. Depois aquele ruivo vai arrumar. Do lado da banheira havia um tipo de assento mais elevado na altura da cadeira e da banheira onde eu poderia me mover. Toda essa casa foi modificada devido a minha condição, mas se bem que foi exagerada.

Passei sem nenhum problema para o assento próximo da banheira, abri a torneira deixando a água encher totalmente. Ela nem estava tão morna assim, estava quase frio.

Agarrei uma das minhas pernas colocando parte na água, depois a segunda perna. Eu poderia sentir o frio, poderia ... mas tudo que sentia era dor, isso não era mais dor, era parte de mim, como milhares de fios rasgasse a minha carne e facas perfurassem os meus ossos. Não sentia mais...

— Tsc, droga, esqueci da porra do remédio.

Apertei meus olhos. Me apoiei no assento empurrando meu tronco para dentro da banheira ficando só com a cabeça do lado de fora.

Só escutava o som da água caindo da torneira. Parecia ecoar, como uma cachoeira, era muito alto eu não conseguia me concentrar. Minha cabeça latejava, como se não bastasse a cachoeira agora havia um tambor abafado. Eu não... conseguia me escutar...meus pensamentos.

Enfiei minha cabeça dentro d’água numa tentativa frustrada de fazer esses sons parar. E nada adiantou.

Eu tentava falar mas o tambor impedia que minha voz saísse. Cada vez mais alto, mais e mais e mais!

PARAAAAAA!

Antes que eu pudesse engolir mais água, fui puxado para cima, agora estava de volta a superfície podendo respirar o gás oxigênio novamente.

— Qual o seu problema?! Se você morrer eu perco uma grana absurda seu idiota egoísta suicida!

A voz de Yarichin, nunca pensei que fosse agradecer em ouvir essa voz birrenta.

— Preocupou-se comigo? – Sorri de lado.

— Nunca! Agora chega, você precisa descansar e-

— Eu preciso do meu remédio isso que vai me ajudar agora.

Yarichin me ajudou a sair da banheira, peguei uma toalha para me cobrir e o pedir para me deixar na cama. Vesti um calção e uma camisa confortável sendo assistido pelo meu querido assistente pervertido.

— Gosta disso? — Apontei para uma de minhas cicatrizes.

— Elas ficam bem em você – Ele disse meio relutante. Pouco depois se aproximou, sentando na beirada da cama.

Eu ainda estava sentido dor, e só o meu remédio diminuiria isso mas o Vicodin não estava em cima da mesinha, Yarichin deve ter pego, então ele quer brincar? Então vamos brincar.

Inclinei levemente minha cabeça o olhando ficar vermelho, sorri de ponta. As reações do Yarichin eram imediatas, ele ficava mais vermelho, tinha cruzado suas pernas para evitar que sua excitação fosse exposta, mas já era óbvia demais. Até os olhares incertos, ele negava sua vontade mesmo a querendo tão fervorosamente.

— Você quer isso não quer? – Toquei seu rosto de leve, acariciando sua bochecha até a outra.

Yarichin fechava os olhos, virava o rosto em direção ao meu toque, até parecia um gatinho.

— Não precisa negar seus sentimentos, sabe que quer isso e que você precisa disso Yarichin, são seus instintos, não tem nada de errado em segui-los, é ser o humano que você é, com esse desejo imenso em ser tocado e tocar alguém. Sentir prazer é um sentimento humano e é saudável, privar essas sensações pode te prejudicar.

— Mas eu ...

— Umas das melhores sensações é o prazer e você sabe disso, não precisa se segurar, somente se solte. – Ele estava mais quente do que eu esperava, bom, pelo menos posso me distrair.

Yarichin segurou minha mão, tocou meus dedos com seus lábios rosados. Sentia sua respiração quente. Seus olhos estavam embriagados, pôs dois de meus dedos em sua boca e começou a chupá-los lentamente. Ele se arrepiou, segurando o cós de sua calça.

Eu o observava apenas.

Depois ele se aproximou do meu rosto, deitando seu corpo sobre o meu, beijando meu pescoço de forma agoniada como se fosse a ultima vez que estaria fazendo aquilo. Toquei suas costas, arranhando de leve até perto dos quadris, ele soltou um gemido sem timidez voltando a mordiscar minha orelha. Desci minhas mãos até sua calça alcançando o bolso, havia um volume pequeno e cilíndrico.

Glória, meu mágico Vicodin.

Peguei o vidrinho, abri e engoli dois comprimidos. Yarichin estava ocupado demais chupando meu pescoço para perceber algo.

Ele começou a esfregar a perna na minha virilha, isso não era confortável, devia acabar logo com isso.

Segurei seu quadril e o coloquei sentando em cima da minha cintura, arranhei sua pele clara o que fez com que ele jogasse a cabeça para trás e rebolasse em mim. Ele já estava muito excitado. Ele tocou seu próprio volume em sua calça, apertando por cima da roupa.

— Eu... não aguento mais ..Izaya – Sua voz era falha e bem mais fina.

Abri o zíper de sua calça, o apalpei. Seu pênis estava rígido de excitação. A cada movimento que eu fazia com as mãos, Yarichin gemia e se contorcia, mordendo os lábios e rebolando cada vez mais.

Aumentei os movimentos das minhas mãos, seus gemidos também ficavam cada vez mais altos.

— I- izay..aa – Ele havia chegado ao ápice.

Acabou gozando nas minhas mãos e nas minhas roupas antes de se debruçar sobre mim, me deu alguns beijos no queixo. Fechei meus olhos, não podia negar que aquilo era bom.

Ele pôs a mão na minha calça, apertando um volume que estava semi desperto. Mas rapidamente retirei sua mão. Eu não queria nada daquilo.

— Eu estou bem, não preciso disso, já tenho meus próprios passatempos.

Ele me olhou incrédulo, suspirou e deitou ao meu lado.

Não é por que eu não sentia prazer ou que não gostava dele, só não via graça em fazer sexo. Fazer alguém matar outra pessoa por um pedaço de bolo é bem mais interessante.

Falando em bolo...Seria ótimo um bolo de chocolate agora, tsc esse projeto de ninfomaníaco já está dormindo, tenho que treinar ele melhor.

Notas finais
Yoooo, então o que acharam desse capítulo ? Como ainda está bem no comecinho ainda vou ficar só mostrando como está sendo a vida dos personagens. O Izaya é assexual ta gente, mas o que é ser assexual? ~~ Caso alguém não saiba. É não sentir atração sexual. Se você der um pedaço de chocolate e sexo para uma pessoa ace, ela vai escolher o bolo. OBS: Pessoas assexuais podem transar sim, eles sentem prazer sim quando são estimulados. Bom é isso, espero que tenham gostado do capítulo, deixem reviews lindos e favoritem e guardem bem fundo no kokoro ♥ Beijoooox e até o próximo o/