Notas iniciais
Olá pessoal. Esta fic foi uma ideia que me saiu de um filme indiano (o nome está na capa), adorei a história e tentei criar um guião semelhante mas do nosso universo Naruto. As postagens vão ser quinzenais, ou seja, o primeiro saiu hoje (29.de Setembro), o próximo só deverá sair a 13 de Outubro. ((O capítulo começa com quatro histórias diferentes, se tiverem alguma dúvida é só falarem, que eu esclareço)) Bem, boa leitura.

O público delirava conforme a equipa dos Shinobis avançavam para a baliza adversária mantendo a bola na sua posse.

À frente de todos seguia o jogador com o nome de “Hatake” na camisola.

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A música ouvia-se por toda a casa. Mas uma mulher de longos cabelos rosados, olhos verdes e um longo vestido branco parecia incomodada com tudo aquilo.

Aproximou-se de um espelho embaciado e, com um lenço, começou a limpá-lo.

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Os saltos altos brancos faziam um som ensurdecedor no chão de madeira enquanto a mulher de longos cabelos loiros seguia em frente de cabeça erguida e com uma pasta debaixo do braço.

Estava na editora da revista DIVA.

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Por toda a casa se viam pessoas caídas no chão, adormecidas. O cheiro a alcóol era intenso.

Num dos sofás um homem ruivo dormia com um cachecol de plumas em cima de si quando o telemóvel tocou.

_Estou?

_Bom dia senhor. É só para o avisar que a limusine para o casamento já chegou.

_Qual casamento? – perguntou o homem, ainda adormecido.

_O seu, senhora – respondeu o homem do outro lado da linha.

Quase automáticamente o homem levantou-se.

_A Sakura vai matar-me.

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A rosada acabava de limpar o espelho outrora empaciado quando alguém a chamou do outro lado da porta.

_Sakura? O noivo está quase a chegar. Estás pronta?

Sakura virou-se para a porta que dava acesso ao jardim e saiu, deixando a pessoa do outro lado da outra porta sem resposta.

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A loira estava sentada à frente de um homem alto e moreno.

_Sou casada à cinco anos, tenho um filho, mas não tenho problemas com os horários pois a minha sogra não se importa de cuidar dele enquanto trabalho.

_Esta editora precisa de muito tempo.

_Não – disse a loira – esta editora precisa de mim – sorriu confiante.

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_Hatake Kakashi foi derrubado. Isto dará origem a penalti, não é? – perguntava o comentador do jogo de futebol.

E foi o que se sucedeu, Kakashi preparou-se para o penalti. Respirou fundo, correu e chutou.

_E é golo dos Shinobis. Os Shinobis estão a 3 golos aos 89 minutos. Os minutos finais serão decisivos – continuava o comentador.

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O ruivo bateu à porta de um quarto de hotel, estava apressado. Já deveria estar a caminho de casa onde a noiva o esperava para o casamento.

Uma mulher em trajes menores abriu-lhe a porta e ele ficou a olhar para ela.

_Quem és tu? – perguntou.

_Sou quem tu quiseres que seja bonitão – disse ela, com voz sedutora.

Mas o ruivo abanou a cabeça e entrou no quarto, encontrando um homem alto e de longos cabelos brancos de costas para si, com um comando na mão para abrir as cortinas do quarto.

_Dude, o que é isto? – perguntou o ruivo.

_Relaxa Gaara, só estava...amarrado – disse o homem mostrando as algemas de pelo num dos pulsos.

_Pai, estamos atrasados para o casamento. A Sakura vai me matar se não aparecer lá o mais depressa possível – dizia Gaara, desesperado.

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_Consegui o trabalho – gritava a loira no meio da rua com o telemovel no ouvido.

Do outro lado da linha ouvia-se muito barulho.

_Kakashi? – gritou ela.

_Estou aqui Ino. Conseguiste? Que bom – disse ele, respirando ofegante.

_Que barulhão é esse aí? – perguntou ela.

_Este barulho? Ah, não é nada de mais, foi só um pequeno grande jogo que ganhamos – disse Kakashi como se não fosse nada.

_Esqueci-me completamente Kakashi. Desculpa. Como correu?

_O costume – disse simplesmente.

_Temos de celebrar estas duas vitórias – disse a loira.

_Claro, e celebramos também o meu contrato de 5 milhões de euros.

_5 milhões de euros? Que bom Kakashi. Estou tão feliz por ti. Estás a conquistar o teu sonho.

_O nosso sonho, Ino – corrigiu ele.

_Claro. Bom, eu vou buscar o Naruto à escola. Passa no casamento e vai buscar a tua mãe. Ah, e já agora, feliz aniversário – disse e desligou.

Kakashi ficou uns segundos a olhar para o telemóvel até perceber ao que a mulher se referia. Esquecera-se completamente.

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Numa limusine branca seguia Gaara e o pai, Jiraiya. Estavam a dirigir-se para a casa onde Sakura os esperava para o casamento.

_Nem acredito que o meu filho se vai casar – gritava Jiraiya, com o corpo quase fora do tejadilho da limusine.

Mas Gaara nada disse, o que fez o pai voltar para dentro da limusine e olhar para o filho.

_O que se passa, dude?

_Esperei três anos até a Sakura aceitar casar comigo. Tenho medo que ela mude de ideias – confessou ele.

_Ela não vai fazer isso.

_Eu sei, ela nunca ia encontrar um homem como eu.

_Não é isso filho, temos é uma segurança muito apertada – respondeu o homem fazendo Gaara olhar para ele.

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Dentro da grande casa branca, agora decorada com flores, estavam perto de uns 200 convidados, a esperar a chegada do noivo, visto que a noiva já estava lá em casa, embora no piso de cima.

Das escadas desceu uma mulher loira com o cabelo preto em dois, ficando sobre os ombros. Era ela quem estava a manter as coisas organizadas, só faltava a noiva aparecer, pois tinha desaparecido do quarto e ninguém sabia dela.

Estava tão fixa nas flores do centro de mesa da entrada que não percebeu quando o dono da casa apareceu.

_Flores bonitas – disse o homem.

_Ah, Sabaku no Jiraiya, o dono da casa – disse a mulher.

_Tu deves ser Hatake Tsunade, a mulher responsável por manter tudo organizado até ao início da cerimónia. Bem, vou buscar uma bebida, já volto – disse e saiu, mas Tsunade seguiu-o com os olhos.

_Que se passa? – disse Kakashi aparecendo de repente à frente da mulher.

_Nada, nada.

_Estás pronta para ir? – perguntou ele.

_Não. Não sei o que se passa com a noiva, porque ela ainda não apareceu e até lá não posso sair daqui. Mas vai andando para casa, eu vou lá ter – disse ela.

_Ok então, até logo – disse Kakashi e foi embora.

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Kakashi tinha uma pastilha na boca, mas estava sem sabor, e ele preparava-se para a atirar para o chão quando ouviu uma voz feminina ao seu lado.

_Desculpe, desculpe, acabei de limpar o jardim.

Quando Kakashi se virou, viu que a mulher trajava um longo e belo vestido branco, enquanto que os seus olhos verdes eram contornados por uma maquilhagem clara mas suave e os cabelos rosados estavam presos com alguns enfeites em flores.

_Não pareces ter cara de jardineira – comentou ele.

_Então o que parece?

_Que roubaste as roupas da noiva e por isso ela ainda não apareceu para se casar – Sakura sorriu com a ideia.

Kakashi sentou-se no banco onde a rosada estava, fazendo-a afastar-se um pouco dele.

_És um homem estranho. Porque te sentaste?

_Porquê? Preferes que me deite e conversar? – fez menção de se deitar e a rosada afastou-se mais.

_Qual é o teu problema? – perguntou ela.

_Meu? Eu não tenho problema nenhum, tu que pareces ter um problema. Afinal, estão todos lá dentro a tua espera para te casares. Por causa de estares aqui a minha mãe não pode ir para casa comigo.

Sakura olhou para o ruivo. Era um estranho, mas a companhia não era tão má.

_O teu problema está na tua cabeça – disse ele fazendo o gesto com a mão esquerda.

_És casado? – perguntou ela, vendo a aliança.

_Einstein – comentou sorrindo – faz cinco anos hoje.

_O que pensaste antes de casar?

_Mas quem é que pensa antes de casar? – disse ele, e riu, sendo acompanhado pela rosada.

_Ela é tua amiga ou é o teu amor? – perguntou a rosada.

_Ino e eu somos amigos desde o secundário. Até que um dia decidimos dar um novo significado à nossa amizade.

_Às vezes a amizade ocupa todo o espaço e não deixa espaço para o amor. Eu e o Gaara somos amigos de infância, pois quando os meus pais morreram, ele e o pai cuidaram de mim.

_E ele? É teu amigo ou teu amor?

Mas Sakura não tinha uma resposta para essa pergunta, e era por isso que não sabia se casava.

_Não podes demorar tanto para responder – disse Kakashi junto ao ouvido, fazendo arrepiar-se, mas sorriu como se nºao tivesse acontecido nada.

_Não sei. Tenho medo de casar e não o conseguir amar.

_Se não tentares nunca saberás.

_E se eu encontrar a minha alma gémea depois do casamento? O que faço?

_O que o teu coração te diz agora? – perguntou Kakashi.

_Está confuso.

_Então eu digo-te o que vais fazer agora. Vais por um sorriso no rosto, levantar-te, casar e ser feliz – disse, levantando-se. – Foi um prazer conhecer-te, menina...

_Sakura – respondeu a rosada, levantando-se.

_Kakashi...Hatake Kakashi. Mau nome. Mas vai. Vai lá para dentro, casa e sê feliz.

_Foi bom falar contigo – confessou a rosada.

_Digo o mesmo. Adeus, sayonara, alvida.. – disse e fez menção de se virar.

_Alvida não, mata a esperança de nos voltarmos a encontra. E quem sabe? Podemos voltar a nos ver daqui a uns tempos.

Kakashi sorriu e fazendo adeus com a mão virou-se para ir embora, e Sakura voltou-se para entrar em casa. Mas ao fim de alguns passos Kakashi voltou se para observar a rosada, e depois foi a vez dela. Mas seguiram sempre o caminho.

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Quando Sakura entrou em casa, Jiraiya já a esperava e abraçou-a, seguindo em direção ao jardim da frente, onde estava tudo pronto para o casamento.

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Kakashi, sorridente e a cantarolar, seguia o caminho para casa, mas as vezes voltava-se para trás.

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Sakura foi levada por Jiraiya até Gaara e o mestre de cerimónia iniciou o casamento.

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Kakashi saiu dos portões da casa e preparava-se para atirar a pastilha para o chão quando se lembrou da fala de Sakura. Sorriu e quando se voltou para a casa, e se preparou para atirar a pastilha para o chão, um carro atingiu-o.

Caiu no chão, desmaiado e muito sangue escorria de uma ferida que ele tinha no joelho direito.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, alguma dúvida é só dizerem. Beijocas e até breve.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.