Nunca Vou Deixar Você Partir

3 Muito Para O Meu Final Feliz


Notas iniciais
Boa leitura gente!

POV: Kyle.

- Kyle, acorda filho! Já é hora de você estar no ponto de ônibus — disse minha mãe.

Ouvindo isso, acordei no pulo.

- Já são oito horas?! — quase gritei.

- Não, são sete e cinquenta. Corra! — disse minha mãe.

Levantei, tomei um banho extremamente rápido, escovei os dentes e fui pro ponto de ônibus.

É, não comi nada.

- O que aconteceu, Kyle? — perguntou Stan, que obviamente, já estava no ponto me esperando.

- Acordei sete e cinquenta graças á minha mãe. — respondi.

E então, o ônibus passou.

Hoje Alexia veio, mas estava tentando acalmar a amiga, que chorava descontroladamente, mas em silêncio.

- Hey, Katy, não chora! — pedi. — Olha, venha sentar comigo.

Você também pode se quiser, Alexia.

Alexia sorriu e companhou a amiga. As duas se sentaram atrás de mim e Stan, Cartman sentou com Kenny na nossa frente.

- Não, Alex, não dá. Não posso esperar pela chegada dos meus tios para recomeçar... — disse Katy aos soluços.

Alexia, calmamente, passava a mão pelos cabelos loiros dela enquanto a abraçava.

- Calma, Katy... Vai dar tudo certo. Tudo vai passar rapidinho. Eu sei que é inesquecível, mas vai dar certo, prometo. — dizia Alexia.

Senti que agora eu também tinha que ajudá-la.

- Sabe, Katy, eu sinto que você precisa desabafar. — disse. — Não se preocupe, você está entre amigos.

Ela hesitou:

- Não dá para desabafar, Kyle. — respondeu.

- Sabe Katy, a nossa vida é tão curta, e se ficassemos nos preocupando só com problemas, a gente não conseguiria viver. A gente tá aqui para ser feliz, pois a gente vive uma vez só. Cada problema que tiver, a gente tem que encarar e ser feliz, de um jeito ou de outro. — fiz meu discursinho.

Poxa, a garota estava totalmente abatida. Ela estava totalmente perdida.

Se fosse comigo, eu também não sabia o que faria.

- O Kyle tem razão, Katy. — disse Alexia.

Ela parou de soluçar.

- Ok, ok, você tem razão. — disse sorrindo.

Aquele sorriso era aquele sorriso que esperávamos.

Hoje, ela e Alex não se desgrudaram da gente. Elas não ficaram no portão e nem sozinhas, tudo porque eu não deixei.

Até sentaram perto da gente.

Quando o Sr. Garrison chegou hoje, parece que ele estava mais maleável.

- Muito bem crianças, hoje tem a apresentação dos semináios sobre Cristovão Colombo. — disse. — Quem vai ser a primeira dupla à apresentar?

A sala inteira olhava um para o outro enquanto o professor colocava a tela branca em cima da louza e ligava o datashow em seu notebook.

Eu e Katy nos olhamos e levantamos.

Ela pegou seu pen-drive, onde estava o seminário, conectamos e começamos a apresentar o trabalho.

Senti que ela, apesar de tudo o que aconteceu com ela, ela tenta prevalecer o máximo que pode. E não é facíl para ninguém perder os pais assim, tão de repente.

Quando terminamos, o professor começou a falar sobre o trabalho:

- Vejam crianças, esse trabalho tem tudo sobre Cristovão Colombo. Ainda acham que ele é um viadinho?

A sala inteira não respondeu nada, apesar de suas respostas serem positivas.

Logo os outros grupos foram apresentar.

Fiquei observando Katy. Ela não estava bem, mas tentava dar a impressão que estava bem. Mas só alguns perceberiam isso.

Quando o sinal para o intervalo tocou, fomos na nossa mesa do refeitório e vi Cartman a fazendo rir com suas piadas sujas.

- Hey, cara, você viu a Bebe? Ela tá na enfermaria. — disse Stan quando fui me sentar do lado de Alexia.

- Não. O que aconteceu com ela? — perguntei.

- Ah, não sei, acho que ela caiu de algum lugar e quebrou o braço.

- Onde foi isso?

- Acho que no banheiro feminino.

- Tinha que ser loira, né?

- HEY! — exclamou Katy.

Aé, a Katy é loira...

- Desculpa... — disse sem graça.

- Tudo bem. — disse se voltando para ás piadas babacas do Cartman.

Pelo menos aquelas piadas tem algum uso agora.

Logo, o sinal bateu.

Voltamos para a sala e o Sr. Garrison disse que todos devemos ir para o ginásio.

Fomos ao ginásio, como a escola inteira.

- Bom dia, alunos. Hoje houve um acidente aqui na escola com a aluna Bebe Stevens. Eu gostaria que o responsável por esse acidente se apresentasse agora. — disse a diretora.

Todos ficaram em pleno silêncio. Ninguém seria babaca para falar naquela hora.

- Ok. Bem... como agora teremos a reunião de pais dos alunos do jardim de infância, e isso requer a escola vazia, então estão dispensados das aulas. — finalizou a diretora.

Todos nós fomos para a sala.

Na sala, eu estava brigando com Cartman, porque ele estava fazendo piadinhas sobre o judaísmo de novo.

Katy e Alexia estavam arrumando seus materiais perto de nós.

- Cala a boca, seu bundão! — disse Kyle.

- Ah, vai se fuder, seu judeuzinho de merda! — gritava Cartman.

Cartman deu um tapa em mim, e nisso, ele tinha ido na frente da Katy, que não estava nem aí para isso.

Foi daí que eu soquei o queixo dele.

- Licencinha aí, gente! — disse a Red passando com um potinho de tinha preta no meio de mim e do Cartman.

Cartman ia dar outro soco em mim, quando eu tive uma grande idéia: jogar a tinta no Cartman.

Peguei a tinta da mão da Red e joguei no Cartman, que desviou e a tinta caiu da Katy.

- Kyle... o que você fez? — disse Red olhando para Katy, que estava coberta de tinta preta.

E isso foi motivo de gozação da sala inteira.

Ela olhou para mim decepcionada, e começou a dizer:

- Kyle... Por que você fez isso? — perguntou.

- Desculpa Katy, foi totalmente sem querer, juro!

- Sei... Nunca deveria ter confiado em um babaca como você!

Epa. Aí já exagerou.

- Eu não sou um babaca, sua aprendiz de puta!

- Não sou como a Rebecca!

Pegou no meu ponto fraco. Apesar de tudo o que tenha acontecido com a Rebecca, eu ainda gosto um pouqinho dela.

- Não fala assim da Rebecca! Eu já te pedi desculpas, qual é o seu problema, hein? Perdeu seu batom rosa?

- O meu problema? Por que você não pergunta a si mesmo e para o babaca gordo do Cartman?

Foi daí que a discussão parou. Ela pegou seu material e saiu da sala acompanhado com os olhares de todos da sala.

- Não Katy, espera... — disse Alexia indo atrás dela.

- Pô, cara, justo quando tudo parecia dar certo para a garota e para você, você piora a situação dela e sua vida se torna a mesma, né? — disse Stan se voltando para mim. — E você, Cartman! Quando vai parar de ser um babaca e parar de zoar com a religião do Kyle? — disse se voltando ao Cartman, que engoliu essa totalmente bem rindo da Katy. — Vocês dois são uns babacas mesmo. Parabéns, acabaram de perder uma boa amizade! — e então saiu acompanhado de Kenny.

Stan estava certo. Eu estava agindo como um babaca.

Mas ela não aceitava as minhas desculpas, então não tem porque eu ficar insistindo, tenho?


POV: Katy.

Ontem á tarde, minha avó veio ficar comigo esse tempinho, enquanto meus tios não chegavam.

Minha vó tentava me dar a pior sensação de conforto do mundo.

Hoje, ás sete e dezesseis, estou eu aqui na cama, refletindo sobre tudo o que aconteceu.

- Katy Marshal, saia dessa cama e vá se arrumar! — berrou minha avó.

Fiz isso, com o pior ânimo que se pode imaginar.

Quando fui na casa da Alexia, a mãe dela me fez tomar café junto com ela e Alexia. Ela sentia pena de mim.

Na hora de ir para a escola, fomos ao ponto de ônibus.

- Katy, desculpe, eu tinha que contar para a minha mãe para ela te ajudar de alguma forma. Eu não aguento ver você chorando por causa da morte dos seus pais, isso me deixa pra baixo também.

Na hora, deixei derramar uma lágrima.

- Ah, não chora, me desculpa tá legal... — disse Alexia se aproximando de mim para um abraço.

Sabe quando você está chorando e seu amigo percebe e vem te dar um abraço, e é daí que você chora ainda mais?

É bem assim que aconteceu no momento comigo.

De repente, o ônibus passou.

No ônibus, sentamos no nosso lugarzinho de sempre.

- Calma, Katy, não chora. Olha, isso é apenas uma etapa da vida. Todo mundo vai passar por isso um dia.

- Eu sei disso, Alex, mas o problema é que... Quem vai me dar tudo o que eu preciso agora?

- Bem, os seus tios. Eles vão te dar um abrigo, comida...

- Não é disso que eu estava tentando te falar. O que eu mais preciso é de carinho e amor, entende? Eu sei que meus tios podem dar isso mais eles nunca irão substituir meus pais.

- Mas nunca vão mesmo, Katy! Eles estão ali para te acolher e dar o que você precisa, só isso. Eles não precisam substituir seus pais.

- Mas e a dor, como fica?

- O machucado vai se curando com o tempo. Ele é uma ferida que nunca, mais nunca vai sair do seu coração. Por enquanto dói, mas é porque ainda está recente o ocorrido e seu coração está tentando se acostumar com a partida deles. Eu sei que a minha explicação é patética, mas você entendeu o que eu quis dizer.

Respirei fundo.

- Não dá pra superar essa dor, Alex, não dá.

- Por enquanto não. Dê um tempinho, apenas um tempinho.

Por mais que isso me reconfortasse, eu ainda não parava de chorar.

De repente, o ônibus parou e Kyle, Stan, Kenny e Cartman entraram.

- Apenas espere um pouquinho, Katy, seus tios logo estarão com você, e então você vai poder recomeçar.

- Hey, Katy, não chora! — disse Kyle quando chegou perto de mim. — Olha, venha sentar comigo. Você também pode se quiser, Alexia.

Vi Alex sorrir.

Fomos nos sentar com Kyle.

- Não, Alex, não dá. Não posso esperar pela chegada dos meus tios pra recomeçar... — respondi, meio que sussurando.

Alexia passava a mão no meu cabelo enquanto ela me abraçava. — Calma, Katy... Vai dar tudo certo. Tudo vai passar rapidinho. Eu sei que é inesquecível, mas vai dar certo, prometo. — dizia Alexia.

- Sabe, Katy, eu sinto que você precisa desabafar. — disse Kyle — Não se preocupe, você está entre amigos.

Não acho que seja uma boa idéia desabafar, afinal, meus sentimentos são um saco.

- Não dá para desabafar, Kyle. — respondi.

- Sabe Katy, a nossa vida é tão curta, e se ficassemos nos preocupando só com problemas, a gente não conseguiria viver. A gente tá aqui para ser feliz, pois a gente vive uma vez só. Cada problema que tiver, a gente tem que encarar e ser feliz, de um jeito ou de outro. — disse Kyle tentando me reanimar.

Eles realmente queriam me ver feliz. Mas eu não conseguia fingir isso...

- O Kyle tem razão, Katy. — disse Alexia.

Eu tinha que tentar fingir, ao menos, que tudo á partir de agora, ia ficar bem e eu tinha que estar feliz. Arrumar um motivo inútil pra ser feliz.

- Ok, ok, você tem razão. — respondi sorrindo, o mais falsamente que eu pude.

Hoje, Kyle não me deixou ficar no portão com a Alex ou sertarmos sozinhas no fundo da sala. Tínhamos que estar do lado dele.

Achei isso bem fofo da parte dele.

Hoje o Sr. Garrison estava mais maleável.

- Muito bem crianças, hoje tem a apresentação dos semináios sobre Cristovão Colombo. — disse. — Quem vai ser a primeira dupla à apresentar?

A sala inteira s entreolhava. O Sr. Garrison colocava a tela branca em cima da louza e ligava o datashow em seu notebook.

Eu e Kyle nos olhamos e decidimos por meio de olhares (eu sei que isso é estranho) ir apresentar o trabalho.

Peguei meu pen-drive, conectei no notebook do professor e começamos a apresentar o trabalho.

Percebi que Kyle ficava me analisando.

Quando terminamos, o professor começou:

- Vejam crianças, esse trabalho tem tudo sobre Cristovão Colombo. Ainda acham que ele é um viadinho?

A sala inteira não respondeu nada.

E então, os outros grupos foram socializar seus seminários.

Quando o sinal tocou, fomos na mesa dos meninos no refeitório e Cartman começou a me contar suas piadas babacas.

Por mais estranho que parecia, eram engraçadas.

- Hey, cara, você viu a Bebe? Ela tá na enfermaria. — disse Stan para Kyle.

- Não. O que aconteceu com ela? — perguntou Kyle.

- Ah, não sei, acho que ela caiu de algum lugar e quebrou o braço.

- Onde foi isso?

- Acho que no banheiro feminino.

- Tinha que ser loira, né?

- HEY! — exclamei.

- Desculpa... — desculpou-se, sem graça.

- Tudo bem. — perdoei-o.

Cartman, não parava de contar suas piadas babacas.

Quando o sinal bateu e fomos para a sala, o Sr, Garrison disse que tínhamos que ir para o ginásio, e então fomos.

- Bom dia, alunos. Hoje houve um acidente aqui na escola com a aluna Bebe Stevens. Eu gostaria que o responsável por esse acidente se apresentasse agora. — disse a diretora Vitória.

Ninguém fez um barulho. Que diretora mais burra... Até parece que ele ou ela ia falar para todos que ele/ela foi o culpado.

- Ok. Bem... como agora teremos a reunião de pais dos alunos do jardim de infância, e isso requer a escola vazia, então estão dispensados das aulas. — terminou a diretora Vitória esperando os alunos ir para a sala.

Na sala, Kyle estava brigando com Cartman por algum motivo, mas ignorei e começei a arrumar meu material para guardar no meu armário. De repente, senti algo molhado me atingir.

Quando passei a mão pelas minhas costas, vi que era tinta preta.

- Kyle... o que você fez? — disse Red olhando para mim.

E então, a sala inteira riu de mim.

Como que o Kyle, que estava totalmente disposto a me ajudar pode me fazer uma coisa dessas comigo?

Ele me odeia, eu sei, mas poxa, qual era a dele?

- Kyle... Por que você fez isso? — perguntei.

- Desculpa Katy, foi totalmente sem querer, juro! — respondeu.

- Sei... Nunca deveria ter confiado em um babaca como você!

- Eu não sou um babaca, sua aprendiz de puta!

- Não sou como a Rebecca!

- Não fala assim da Rebecca! Eu já te pedi desculpas, qual é o seu problema, hein? Perdeu seu batom rosa?

- O meu problema? Por que você não pergunta a si mesmo e para o babaca gordo do Cartman?

Pensei que Cartman ia responder, mas ele estava ocupado demais tentando se levantar do chão e escutar a discussão.

Ele não respondeu. Decidi parar de perder tempo ali, peguei meu material e saí daquela sala babaca com os olhares de todos ali presentes voltados á mim.

- Não Katy, espera... — disse Alex indo atrás de mim.

- Ele vai se ver comigo, Alex! Ele vai me pagar! — disse.

- Foi totalmente sem querer, Katy!

- Duvido.

- Qualé, Katy, dá uma chance pra ele!

- HEY KATY! — disse Stan me fazendo parar.

Stan estava acompanhado pelo o Kenny.

- Desculpa o Kyle por aquela atitude babaca dele, por favor! — pediu Stan.

- Desculpe, Stan, mas isso quem tem que me pedir é ele. — disse.

Deixei ele parado ali com Kenny enquanto eu e Alex iamos para o ônibus.

- Katy, você não pode fazer isso! — disse Alex dentro do ônibus. — Tem que dar uma chance á ele!

- Desculpe, Alex, mas eu já fiz a minha decisão. Ele é um judeu babaca e eu vou para Nova Iorque morar com meus tios.

Alex não respondia nada, apenas respirava fundo e olhava para o chão do ônibus um tanto pensativa.

Notas finais
E então Lindos? A história saiu da expectativa de vocês?