Nunca Vou Deixar Você Partir
29 O Fim
Notas iniciais
Mas não se preocupem, eu farei mais um cap como epílogo
(Desculpas adiantadas por algum erro de ortografia, ou qualquer outro no cap !)
Boa leitura!
POV: Katy.
Acordei hoje, no meu horário normal, sem acordar mais cedo ou mais tarde.
Fiz uma trança lateral, uma maquiagem fraca e arrumei meu material. Depois, fui tomar café e escovar os dentes. E o principal: Coloquei o meu anel.
Quando estávamos no apartamento de Stan, Kyle foi o primeiro a nos receber. Logo em seguida, ele me levou no seu quarto, trancou a porta e me fez sentar na cama dele. Na minha frente, ele ficou de pé com um violão nos braços.
– Vou cantar uma das músicas que eu fiz pra você. — começou.
– Uma das músicas. Eu quero ouvir todas.
Ele deu um sorrisinho e começou:
Eram 3 da manhã quando você me acordou
Depois pulamos no carroe dirigimos o mais longe que pudemos ir
Só para fugir
Nós conversamos sobre nossas vidas e o sol apareceu
Agora eu estou pensando
Como eu gostaria de poder voltar
Só para mais um dia
Mais um dia com você
Toda vez que eu vejo o seu rosto
Toda vez que você olha para mim
É como se tudo se encaixasse
Tudo fica bem
Desde que você foi embora
Deixou minha vida bagunçada
Tudo o que eu quero é mais um dia
Tudo o que eu preciso é mais um dia com você
Depois o carro quebrou, nós continuamos andando
Até chegarmos a esta cidade
Não havia nada lá, mas estava tudo ok
Nós desperdiçamos todo o nosso dinheiro com coisas estúpidas
Mas se eu olhar para trás agora, eu provavelmente daria tudo
Só para mais um dia
Mais um dia com você
Toda a vez que eu vejo o seu rosto
Toda a vez que você olha para mim
É como se tudo se encaixasse
Tudo fica bem
Desde que você foi embora
Deixou minha vida bagunçada
Tudo o que eu quero é mais um dia
Tudo o que eu preciso é mais um dia com você
Agora eu estou sentado aqui, como costumávamos fazer
Eu penso sobre a minha vida e como não há nada que eu não faria
Só para mais um dia
Mais um dia com você
Toda vez que eu vejo o seu rosto
Toda a vez que você olha para mim
É como se tudo se encaixasse
Tudo fica bem
Toda vez que eu escuto o seu nome
Toda a vez que eu sinto o mesmo
É como se tudo se encaixasse
E tudo parece bem
Você foi embora
Só mais um dia
É tudo o que eu preciso
Só mais um dia com você
Ele olhou para o violão e depois para mim. Já podia sentir meus olhos se encherem de lágrimas.
– Não chora, Perfeição, vai borrar a maquiagem. — disse com um sorriso zombeteiro no rosto.
– Não importa a minha maquiagem, foi linda a canção. — disse.
Ele se sentou do meu lado.
– Ainda quer ouvir as outras? — perguntou.
Olhei para o relógio.
– Talvez mais tarde, agora temos que ir para a faculdade — respondi.
Saimos do quarto e começamos a caminhar até a faculdade juntos. Amy e Addie nos acompanhou. Senti que Eric se excluía de uma forma triste da gente. Fui até ele com Kyle.
– Eric, você tá bem? — perguntei.
– Eu não sei...- respondeu.
– O que tá acontecendo, bundão? — perguntou Kyle.
– Kyle! — exclamei incrédula.
– O que foi? — perguntou.
– Pronto, Eric, pode falar. — disse olhando feio para Kyle.
– Eu não sei o que tá acontecendo comigo. Eu tô confuso.
– É alguma garota?
– É, mas não é isso o que você está pensando.
– O que é então?
– É que, ela gostava de mim desde o primeiro dia. Ela sempre tentava um jeito de se aproximar de mim. Teve um dia, que eu estava irritado...
– Você sempre está irritado, né Cartman! — interrompeu Kyle.
– Kyle, me faiz um favor, vai lá conversar com Stan, vai! — disse.
Ele foi, confuso.
– Continua. — disse.
– Teve um dia que eu estava irritado e ela se aproximou de mim e disse que estava gostando de mim, mas eu respondi ele com uma resposta muito grossa. Daí, ela ficou chateada, e saiu de perto de mim. Depois daquele dia, eu fiquei arrependido, e queria me desculpar com ela, mas ela, desde aquele dia, ela sempre arruma um jeito de me evitar.
– E por que você respondeu mais ou menos quando eu te perguntei se você estava bem?
– Porque eu acho que... Eu to começando a gostar dela.
Dei um sorriso pela idéia, mas ele nem percebeu. Apesar dele ser masoquista, egocêntrico, duas caras, etc. ele também tem sentimentos, e ele mudou muito do tempo da quarta série pra cá, pelo menos, é o que eu acho.
– Qual é o nome dela?
– Zoey.
– Como ela é?
– Ela tem cabelos negros, encaracolados nas pontas, olhos azuis, pele clara...
– Então ela é bonita?
– É, ela é bonitinha :/
De repente, Kyle se aproxima.
– Katy, não conte pra ninguém, ok? Eu só contei isso porque eu sei que você entenderia a minha situação e não contaria pra ninguém. — disse Eric.
– Tudo bem, Eric. — disse.
Kyle colocou a mão em volta da minha cintura e me puxou.
No pátio, todos começaram a nos olhar. Eramos o centro das atenções e eu odiava isso, mas ontem eu não estava me importando.
– Kyle... Vamos para outro lugar? — perguntei,
Ele cedeu e fomos nos sentar em um lugar onde ninguém ia — no refeitório. Os alunos preferiam ficar onde todos passavam para reparar nos outros, e esse lugar é o pátio.
O refeitório ficava aberto antes das aulas e depois das aulas. O intervalo, não é muito lá grande coisa. Cada sala tem um lugar e horário certo para comer. O diretor da faculdade achou melhor fazer assim para evitar problemas. Mas no intervalo eu não como nada, eu apenas fico estudando ou pensando no Kyle, como já era o esperado. Por isso, eu acho que o intervalo é um tipo de complemento da aula, para mim.
Kyle e deixou sentada na mesa enquanto ele ia fazer nossos pedidos, e depois, se sentou do meu lado após fazer o pedido.
– O que você pediu? — perguntei.
– Duas limonadas e um pacote de biscoitos.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, resolvi quebrar o silêncio:
– Em que você tá pensando?
– No meu primeiro beijo.
– Foi com quem?
– Rebecca. — disse em um tom de desaprovação. — E o seu?
– Brian Stevens.
– Você gostava dele na quarta série, não gostava?
– Como você ficou sabendo disso?
– Eric me contou.
– Bem, não era exatamente gostar dele, eu só queria beijar ele.
Ele fez uma cara de desaprovação, como se estivesse com ciúmes, ou o melhor, ele está com ciúmes.
– Ah, O que é isso, Kyle? Isso foi na quartá série, e já se passou oito anos! Pelo amor de Deus! — disse.
– Mas eu continuo com ciumes, ele dominou algo que era para ser meu desde aquela época.
– Mas você sabe que isso não importa mais né?
– Sei.
A mulher chamou Kyle para pegar o lanche. Ele pegou a bandeja e trouxe para a nossa mesa.
Começamos a comer. Depois, o sinal bateu e ele me levou para a minha sala.
– Bom dia, queridos alunos! — disse o professor, entrando na sala com seus livros. -
– Bom dia, Sr. Langdon. — disse um aluno da sala, pois ninguém além dele respondeu.
– Hoje vamos criar um enigma para o outro colega resolver. E depois, vamos entrar nas matérias.
Depois disso, a sala havia ficado em um silêncio abslouto.
Lembrei de um enigma que eu li no livro da biblioteca e fiz. Depois, troquei com o do Rodrigo, que falava de um caso chamado "Evangeline" .O caso falava de um casal podre de rico que havia tido uma filha só — a Evangeline — E que, certo dia, eles tinham ido em uma confraternização para adultos em outra cidade, e deixaram a Evangeline com uma babá. A babá disse que havia sido mandada se retirar do apartamento, e enquanto isso, a criança havia sido desaparecida.
Olhei para ele, que olhou para mim com um ar de deboche. Peguei meu caderno, e escrevi em letras gigantes: " COMO EU VOU RESOLVER ISSO? EU TINHA QUE ESTAR LÁ NO LOCAL, NÃO TINHA? ¬¬'" e ele pegou seu caderno e escreveu rindo: "AH, EU SEI QUE VOCÊ CONSEGUE! ")".
Fiz um olhar para ele tipo "¬¬' Eu te mato" e encarei o texto novamente.
No final, consegui concluir o enigma. A babá havia feito um plano com mais pessoas incluídas para sequestrar a criança, para os pais pagarem uma fiança extremamente cara depois. Depois, o professor mandou cada um explicar a sua resolução na frente da sala inteira, além de corrigí-la. E, graças a Deus, acabei acertando.
O que eu menos podia esperar é pelo Baile que Kyle me convidou. Depois da aula, fui trabalhar. Mas, fiquei um pouquinho só trabalhando, e fui para o salão, fazer a maquiagem e o cabelo. Fiz um coque lindo e uma maquiagem épica. Voltei para casa, coloquei o vestido que eu peguei ontem na loja — esse vestido estava mais parecendo de bailes atuais, e não épicos, mas era o único que eu encontrei na loja que era mais épico, na minha opinião. — liguei para o Kyle:
– Alô? Judeu? — disse.
– Oi, Perfeição! Algum problema?
– Quando vai ser o baile?
– Sete horas.
Olhei no relógio. três e dezoito.
– Ah, obrigada. — disse.
– Denada, amor, até logo!
– Até.
E então, ele desligou. Olhei para o meu vestido e depois para mim no espelho. Eu não parecia nadinha com aquelas pessoas de época. Decidi ir em uma loja de fantasias alugar, como ainda tem tempo. Troquei de roupa e fui na lojinha perto.
– Boa tarde! Em que posso ajudá-la? — disse a funcionária.
– Quero uma fantasia de um vestido de épocas de princesas, e tals :/
– Ah, ok, siga-me.
Segui ela. Ela me mostrou vários, mas eu me apaixonei por um vestido de princesa dourado, que vinha até com uma tiara.
– Vou querer esse. — disse para mulher ápós sair do vestiário com o vestido na mão.
– Vai querer o sapato também?
– Vou sim.
Segui ela, e peguei um sapato dourado e paguei pelo aluguel. Logo, cheguei no apartamento, me vesti com as coisas que aluguei — menos a coroa — começei a me ver no espelho.
Agora sim, tudo estava bem. Apesar de eu estar me sentindo um bolo de casamento dourado. Dei uma olhada no relógio — cinco e quarenta e oito.
Kyle deve estar vindo me buscar, eu acho. — pensei.
Dei um suspiro e começei a passar perfume.
Toc! Toc! Toc!
Saio do banheiro e vou atender a porta. E um, principe judeu, jersey e ruivo aparece na minha frente.
– Você bem que podia tirar seu chapeu, né Kyle. -disse segurando um cotovelo.
– Como se eu fosse deixar todo mundo ver meu cabelão. A propósito, você tá linda. — disse sorridente.
Ele me abraçou e eu mordi um lábio dele. Ele deu um sorriso e logo abri a loca, soltando o lábio dele.
– Isso é golpe baixo, sabia. — murmurou.
Logo, ele me beijou de uma vez. Depois, ainda abraçados, ele se virou para mim e disse:
– Agora estamos quites.
– Vamos então?
Ele me soltou e agarrou minha cintura e fomos ao elevador.
– É melhor eu ficar esperto agora. — comentou.
– Por que?
– Por que você está absurdamente linda! No entanto, que sempre foi.
– Eu nunca ia te trocar.
– Fico mais reconfortado em ouvir isso.
– Por que está falando assim, mais... Formalmente?
– Estou me preparando para o baile.
– E o que que tem? É só um baile.
– Mas é como se fosse uma demonstração daqueles bailes de tempos de reis e rainhas.
Preferi não falar mais nada.
Quando chegamos no apartamento dos meninos, vi todos os meninos — menos Cartman — usarem o mesmo tipo de fantasia, só muda a cor.
– Onde está Cartman? — perguntei.
– Ah, ele está no quarto dele. — respondeu Stan.
Olhei para Kyle.
– Você pode ficar aí por um instante? — pedi.
– Claro! Mas não demore.
Fui até o quarto de Eric. Era facil identificar o quarto dele porque tinha uma bandeirinha roxa na porta.
Respirei fundo e bati três vezes na porta.
– Eric, sou eu, a Katy! — disse.
Ele abriu a porta e me deu passagem para entrar. Me sentei na cama dele enquanto ele fechava a porta.
– Desculpe incomodar, eu só vim pra ver se você está bem. — disse.
– Não, tá tudo bem. Eu estava estudando. — disse se sentando em uma escrivaninha.
Me aproximei dele.
– Você pretende ser o que? — perguntei.
– Juiz. Vou ter muita autoridade. — disse sorrindo.
Não pude deixar de soltar um sorriso.
– E a... Zoey? — perguntei.
Ele deu um suspiro.
– Me evitando, como sempre. — respondeu.
– Por que você não vai conversar com ela?
– Eu fico tímido na hora, mas eu sempre planejo ir conversar com ela.
Fiquei quieta por um instante. Voltei a me sentar na cama.
– Por que você não vem ao baile com a gente? Lá você vai poder se divertir um pouco.
– Eu preciso estudar, mas obrigado pelo convite.
Dei um suspiro.
– Eric, pode contar comigo em tudo o que você precisar, ok? — disse me levantando. — Vou sair.
– Tá, até mais. — respondeu.
Saí do quarto. Fui até a sala, onde encontrei Amy abraçada com Kenny e Addie abraçada com Stan.
– Vamos, Katy?- perguntou Stan.
– Vamos. — respondi indo ao lado de Kyle, que logo agarrou na minha cintura.
Entramos no elevador apertadamente, pois nossos vestidos — digo, meu, da Addie e da Amy — eram volumosos.
Quando finalmente saímos de lá, cada casal pegou um taxi, e então fomos para a faculdade da Addie.
– O que você estava conversando com Cartman? — perguntou Kyle.
– Não precisa ficar com ciumes, Kyle. — disse. — Ele só estava me pedindo ajuda com uns exercícios, já que estamos fazendo... Ah, não vou f...
– Posso confiar em você mesmo? — perguntou me interrompendo.
– Dá pra parar? Se continuar com ciuminho, eu saio desse carro, você entendeu? — disse.
– Eu só estou confirmando se...
Abri a porta do carro, saí e fechei. Decidi ir até lá a pé e correndo, por isso, tirei os sapatos do pé. De repente, senti mãos me pegando pelo braço, abaixo do ombro. Me virei.
– Dá pra me soltar? — pedi.
– Será que dá pra você ter paciência com o ciumento aqui?
Dei um suspiro.
– Eu só queria que você entendesse que eu amo você. E não te trairia nunca, e não tenho nem motivos para fazer isso e você sabe muito bem disso.
– Tá, é que... Tá, agora eu admito, eu sou o ciumento, e não você.
– Não precisa ter ciumes. — o reconfortei. — Quando é que você vai parar de ter ciumes de mim?
– Hum... Vejamos, quando a gente se casar e ter a nossa primeira noite juntos.
Dei um tapa no ombro dele e coloquei meus sapatos e começei a andar. Ele me acompanhou.
– Você sabe onde é? — perguntei.
– Sei. — respondeu. — Você pode me fazer o favor de me dizer o que você estava fazendo com o Cartman?
– Já disse que não vou falar, e nem é isso que você está pensando, Judeu.
– Ok. — disse.
Continuamos andando e conversando. Contamos piadas e sobre o nosso dia. Quando chegamos lá haviam dois holofotes na entrada.
Kyle pediu para um cara tirar uma foto nossa perto de um holofote. Depois, entramos e fomos pro ginásio. Lá encontramos eles com caras de preocupados, e bastante gente conversando com seus pares.
– O que aconteceu? Pensamos que iam chegar logo em seguida da gente. — perguntou Stan.
– O ciúmes... — respondi olhando pro Kyle, que também olhou para mim.
– Bem, isso não importa, Stan, o que importa é que eles estão aqui agora. — disse Addie. — Agora me deixem explicar o sistema. Estão vendo aquelas oito cadeirinhas ali? — apontou para as cadeirinhas, que também pareciam bolos de casamentos. — Ali vão se sentar os marqueses, os duqueses, os principes e os reis do baile. Isso é, quem os juízes escolherem. — e apontou para os sete juízes, do outro lado do ginásio.
– Mas como eles vão decidir? — perguntou Kenny.
– Pelos atos, gestos, modo de dançar, de falar... — respondeu. — Vocês tem que agir como se fosse daquela época.
– E quer dizer que são escolhidos por casais e os primeiros lugares serão o rei e a rainha, segundo o principe e a princesa, terceiro marquês e marquesa, quarto duque e duquesa? — perguntou Stan.
– É isso aí. — respondeu Addie.
Estava olhando a minha volta, até que vejo um tipo de uma barraquinha de máscaras.
– Kyle, vamos lá comprar máscaras? — pedi, me achando uma criança.
– Claro!
Fomos lá. Peguei uma roxa com glitter roxo, Kyle pegou uma preta. E então, voltamos para perto dos caras, mas a música começou a rodar. Kyle estendeu a mão, gesticulado para mim se eu gostaria de dançar.
Com uma mão, peguei uma parte do vestido e com a outra segurei a mão dele.
Então, Kyle colocou as mãos na minha cintura e eu nos ombros dele e começamos a dançar as músicas com movimentos suaves.
Ele estava com uma cara muito pensativa, apesar da principal parte do rosto estar escondida por uma mascara preta.
– Em que está pensando? — perguntei.
– Quando eu estou no meu quarto ou fora de casa, é sinal de que eu perdi muita coisa.
– Como assim?
– Tipo, a de que o Stan estava com a Addie falsa, e que essa morreu e que eu não havia ido no enterro.
– Pelo menos foi da falsa Addie.
– É. E você, tem mais alguma coisa pra me contar que eu não saiba?
– Bem, tem umas coisa que eu acho que você sabe, mas eu vou contar. — disse. — Descobri os assassinos dos meus pais, Derek veio para Nova Iorque, Lily foi embora com os pais, eu bati na Rebecca, e eu acho que só...
Ele ficou emboquiaberto.
– Cassete, eu não sabia que você tinha brigado com a Rebecca! — disse.
– Só batemos nos pontos fracos uma da outra! Isso não é exatamente briga.
– E além do mais, quem é o assassino dos seus pais?
– Você tem tempo? É uma história longa...
– Não. Depois você me conta então. — disse.- Gostaria de me acompanhar em um lanche? — disse em um tom de formalidade.
– Seria magnifíco! — disse imitando ele no tom.
Nossas mãos se soltaram e ele encurvou um dos braços, para que eu passasse o meu braço por ele e irmos comer assim.
Fomos até a mesa e nos sentamos. Quando vi que três juizes estavam olhando para nós, começei a me portar como uma dama. De repente, veio um garçom.
– Gostaríamos de ver o cardápio, por favor. — pedi.
Ele me deu.
– Obrigada. — respondi sorridente.
Ele corou e depois saiu. Kyle me olhou tipo "O que está acontecendo aqui?".
– Hey, isso é um baile tá? — disse.
– Perdão, meu caro, eu só estou tentando imitar as damas dos filmes épicos. — disse naquele tom formal.
Ele pareceu engolir essa.
Abri o cardápio. A única coisa que eu conhecia que tinha lá era biscoitos, chá e suco de laranja.
– Posso pedir o mesmo para nós dois? — perguntei.
– Mas é claro!
Chamei o garçom e pedi suco de laranja com gelo e biscoitos.
Começamos a ver Stan e Addie dançando, e do lado deles, Kenny e Amy. Era legal ver eles dançando.
Logo, nosso lanchinho chegou.
– Kyle, porte-se como um cavalheiro. Estamos sendo vigiados por três juizes. — disse colocando uma mão na mão dele.
Ele olhou para os juízes, e eu tirei a minha mão de cima dele.
– Ok, vamos comer.
E então, comemos. Me senti uma patricinha comendo. Depois, voltamos para a pista.
Ficamos, praticalmente, a noite inteira dançando e sorrindo um para o outro.
Quando o baile estava acabando, houve a votação. E a música parou.
– Muito bem, alunos e convidados, agora vamos começar a votação.– disse uma voz feminina. — Vamos começar pelos duques...
– É agora... — sussurou Kyle no meu ouvido me fazendo arrepiar.
– Kenneth McCormick e Amy Palmer!
E então, o casalsinho feliz subiu, receberam flores e faixas e se sentaram distantemente. Kenny se sentou em uma ponta e Amy se sentou em outra.
– Os marqueses... Addie Lefebvre e Stanley Marsh!
E então eles também receberam flores e faixas e se sentaram nas extremidades.
– O Principe e a princesa... Kyle Broflovski e Katy Marshal!
Eu não consegui me mover, eu estava paralisada. Eu não conseguia acreditar que eu era a princesa do Baile.
– Vamos, princesa? — sussurou Kyle no meu ouvido.
Ele pegou minha mão e fomos até a frente. Recebi uma coroa, uma faixa e as flores. Kyle também recebeu uma faixa e uma coroa, mas usou só a faixa e a coroa ficou na mão. Ele não usou porque estava com o seu chapéu. Também nos sentamos nas extremidades.
– E finalmente, o rei e a rainha... Eric Cartman e Zoey Andrews!
O QUE?! O ERIC ESTAVA AQUI NO BAILE O TEMPO TODO E EU NÃO VI???
Ele veio com uma menina alta, cabelos negros e encaracolados nas pontas. E eles se sentaram juntinhos.
Ele e Zoey conversavam corados de vergonha.
– Pensei que você não ia vir, Eric! — disse.
– Ah, eu vim porque tomei coragem e fui conversar com a Zoey. — disse olhando para a Zoey
– Oi Zoey! — cumprimentei.
– Oi!
– Sou Katy Marsal, prazer...
– Por favor, reis, principes, marqueses e duques, venham dançar aqui no meio, por favor!
Eu e Kyle esperamos todos sair
– Quem era aquela? — sussurou no meu ouvido.
– Era uma amiga de Cartman.
Ele balançou a cabeça, assentindo.
Ele esticou a mão, me pendindo para dançar e eu puxei uma parte do meu vestido e coloquei minha mão em cima da mão dele. Começamos a dançar como da última vez e então, o baile se encerrou. Só que, envés de colocar músicas épocas, colocaram músicas de balada.
– Vamos ir para outro lugar? — perguntou Kyle.
– Vamos. — disse.
Começamos a sair do baile. Na saída, encontramos com Alex.
– O que você está fazendo aqui, menina? — perguntou Alex.
– Kyle me convidou para o baile, porque?
– Nada.
– Atá. Divirta-se e juízo, viu?
Ela riu e entrou.
Pegamos um taxi que estava saindo e fomos para o meu apartamento. Lá, coloquei uma roupa mais confortável e fui até a sala, onde Kyle estava me esperando.
– Eaí, bonitão? — disse me sentando do lado dele no sofá.
Ele me fez sentar no colo dele, e eu virei ficando de frente para ele. Ele me abraçou e eu abraçei o pescoço dele, mas ainda mantíamos uma certa distância.
– Gostou do baile, princesa? — perguntou.
– Adorei. — respondi.
– Fico feliz com isso.
Ele então, me beijou.
De repente, a porta é arrombada, e eu e Kyle nos desgrudamos na hora.
Alguém, como o Derek, só que com barba, roupas sujas e uma bela arma na mão apareceu.
– Ora, ora, ora... Se não é a Marshal que está me perseguindo! — disse.
De repente, o Derek que eu conheço — sem barba, com roupas limpas e sem armas (pelo menos, é o que eu acho) — aparece.
– Patrick, largue essa arma! — disse Derek.
– Ainda não é o momento, Derek! — disse. — Preciso exclarecer umas coisas... — dizendo isso, ele andou alguns passos em direção a mim.
Kyle entrou na minha frente.
– Exatamente, e eu preciso que algumas coisas sejam esclarecidas. Acho que você tem as respostas. — disse entrando na frente de Kyle.
– Katy... — reclamou Kyle.
– Kyle, eu vou morrer de qualquer jeito.
– Eu não vou deixar você morrer.
Patrick bateu palmas.
– Bato palmas para seu romantismo. — diz.
– Pois então, me explique, desde o começo. Por que você está matando os Marshal?
– Por que? Bem, essa é uma história bem grande. Se você tiver tempo...
– Eu tenho todo o tempo que você precisa.
– Hum, ok. Vamos começar. — disse se sentando em uma cadeira. — Tudo começou quando eu fui abandonado pelos meus pais, e isso foi desde que eu nasci. A cada dia que eu passava dentro de um orfanato, em São Francisco, eu alimentava o meu ódio por eles. No entanto, que esse ódio me transformou em psicopata, nos meus seis anos. Com essa idade, eu já tinha matado dez crianças do orfanato. Mas, ainda nos meus seis anos, fugi de lá. Vim procurar meu irmão para me vingar dos meus pais, de alguma forma. Um dia, fui lá na casa dos meus pais para conversar com a minha mãe, mas ninguém sabia disso. Eu perguntei para ela porque ela me abandonou, e ela respondeu que não tinha condições, ela na época, estava ajudando os Marshal e sustentando Derek. Ela estava ajudando os Marshal em financia, e foi ande ela me explicou a árvore genealógica da família, e esses Marshal são a família bastarda. E ela estava ajudando uma família bastarda do que o seu próprio filho. E foi então que eu começei a matar esses Marshal. Quando matei seus pais, eles até imploraram para mim manter você viva. Foi o que eu prometi, desde que você não tentasse me descobrir. E, depois de matá-los, começei a planejar planos para matar meus pais. Mas Derek não podia saber, pois ele estava me ajudando a matar os Marshal, e se ele me ajudasse, eu não matava os nossos pais. E então, passou se o tempo, e eu continuava a pensar nesse plano, mas nunca tive nenhuma idéia. Queria que fosse um assassinato dramático, onde eu pudesse matar eles devagarmente e o mais dolorosamente possivel, onde ninguém pudesse ouvir eles. Se eu os sequestrasse, Derek iria sentir falta e ia informar a policia sobre o desaparecimento dos pais, e o pior disse é que Derek vivia na cola dos pais. E então, eu estava sem escolha. E você, você começou a cutucar a onça com vara curta, Katy Marshal... Você começou a me perseguir de um jeito que eu não esperava. E então, eu já sabia que Derek estava namorando com você, e ele não iria me deixar te matar. E, por isso, que eu enganei vocês dois. Eu contei para Derek que ia te matar, e ele veio correndo pra cá te dizendo toda a história, e assim você saberia o assassino, e para o fim: a sua morte. Eu adoro os meus finais felizes. — e então, ele se levantou da cadeira e se encostou nela, mexendo na arma. — Quem eu devo matar primeiro, o ruivinho ou a Katy, Derek?
– Nenhum deles, já chega, Patrick! — disse Derek tirando uma pistola do bolso.
– Pois então, eu decido. Só pra fazer a Katyzinha sofrer e implorar pela morte para mim... — disse ele mirando a arma para Kyle.
Logo, ele atirou.
Eu não consegui pensar no que eu estava fazendo, mas eu me vi entrando na frente de Kyle, e também consegui sentir a bala entrando arrasante em mim.
Logo, caí no chão. A queda me fez acordar um pouco.
– Katy, Katy? Você está bem? — disse Kyle, preocupado em cima de mim.
– Ah, era para você morrer no final, Marshal! — disse Patrick.
– Vai tomar no cú, Patrick! — exclamei. — Kyle, seu eu morrer, eu quero que você me prometa que não vai se matar depois. Eu quero que você vivo. Eu te amo.
– Aguenta firme, Katy...!
Outro tiro. Mas dessa vez não foi no Kyle, foi em Patrick. Ele caiu, desmaiando.
– Vamos levar ela pro hospital, rápido! — disse Derek largando a arma.
Senti Kyle me pegar no colo, e eu estava desmaiando.
POV: Kyle.
– Vamos! Ela já desmaiou! Temos pouco tempo! — dizia Derek.
Eu nunca pensei que acabaria desse jeito. Com a Katy sangrando e Derek fazendo uma dulpa comigo.
De repente, outro disparo. Foi em Derek, que caiu no chão. Quando entrei no elevador, vi que foi Patrick que disparou.
Apertei nos botões e fomos descendo.
– Calma Katy, meu amor, vai ficar tudo bem... — dizia,
Quando o elevador se abriu, fui correndo pela recepção. Uma mulher correu até mim.
– O que aconteceu com ela? O que você fez com ela? — perguntava a mulher.
– Atiraram nela! Ela está morrendo! Preciso ir ao médico! — respondi.
– Venha! Vamos no meu carro!
Ela pegou a chave e fomos para o carro dela. Fui no banco de trás e ela dirigia. Ela foi em alta velocidade até o hospital mais próximo, mas ela estava ciente que pela velocidade que ela andou, ela levaria algumas multas, com certeza.
No hospital, todos deram atenção para ela. Levaram ela para um quarto e depois médicos e enfermeiras sairam e entraram e eu não sei de mais nada.
Depois de algum tempo, um médico saiu e veio falar comigo e com a recepcionista.
– Eu tenho uma boa noticia, a garota vai ficar bem. Ela teve sorte: levou um tiro perto do coração. — disse o médico.
– Quanto tempo ela vai ficar aí, doutor? — perguntei.
– Ainda não sei ao certo. Mas acho que ela pode receber uma alta depois de uma semana.
– Pode me dar uma justificativa para dar para a faculdade dela?
– Vocês estudam juntos?
– Não só estudam como namoram. — respondeu a recepcionista sorrindo para mim.
– É, ok. Depois eu dou uma justificativa. Até mais.
E então, o médico saiu.
– Vai passar a noite aqui? — perguntou a mulher.
– Vou.
– Então acho melhor já ir lavando as mãos. — olhei para as mãos, e elas estavam ensanguentadas.
– Ok, obrigada.
– Volto aqui amanhã cedo. Boa noite. — e saiu.
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