Nunca Me Deixe Ir
3 Festa No Lago
Notas iniciais
Gregori Chambers — Lago da Universidade, às 19:00
A festa já havia começado faz um bom tempo e desde de o momento que eu cheguei estava bebendo, andava por todos os lados com uma garrafa de whisky na mão. A música estava alta, tocava uma série de músicas eletrônicas ótimas. Algumas pessoas dançavam, outras tomavam banho no lago, outras bebiam e eu estava incluído nisso. Kate estava com seu grupinho, as líderes de torcida, olhei cada rosto ali e não encontrei o da novata... Como ela se chamava mesmo? Abby, eu acho. Até que a achei, estava literalmente encolhida atrás de uma árvore segurando um copo mas nem se quer bebia. Olhava todos com pavor, eu ri e me aproximei.
– Gostando da festa?
– Sim. — Ela mentiu, claro.
– Sei, você nem tocou na sua bebida né?
– Eu não bebo. — Ela jogou o copo no chão.
– Ei! É por que você não bebeu a coisa certa... Experimente. — Entreguei meu copo na mão dela.
– Não sei se devo.
– Beba. — E ela bebeu. Fez uma careta e engoliu. — Bom, né? -
– Eu não diria isto com tanta certeza. — Eu ri.
– Beba mais, vou pegar um copo pra mim.
Abby Jackson — Lago da Universidade, às 19:20
Eu bebi exatamente aonde ele tinha colocado a boca dele. Pura sorte, talvez. A bebida era ruim, desceu literalmente rasgando minha garganta, mas só por que ele mandou eu bebi tudinho. Por Deus, ele estava sem camisa e com a bermuda toda molhada por ter tomado um banho no lago. Ele era tão... delicioso. Kate me acordou dos meus devaneios, vindo dançar na minha frente.
– NÃO VAI DANÇAR, ABBY? — Ela gritava.
– Não sei dançar.
– O QUE?
– NÃO SEI DANÇAR.
– AI MEU DEUS... SE SOLTA ABBY.
Ela segurou em minha mão e me levou até aonde todos estavam dançando. Começou a pular no ritmo da música Summer — Calvin Harris, ela pulava muito bem. Eu tentei ler os lábios dela e tenho quase certeza de que ela falou "PULA, ABBY" e então comecei a pular, tentando seguir o ritmo da música e pular no mesmo instante que ela também pulava. Gregori chegou, me entregou outro copo e então parei de pular. Ele encostou seu lábio em meu ouvido e sussurrou: — Experimente o Mix Sabores do Greg. — E com aquela voz, o lábio tão perto do meu, eu obedeci no mesmo instante. Bebi completamente, a bebida desceu rasgando novamente. Eu fechei os olhos e apenas escutei a música alta, as pessoas gritando e rindo, algumas me empurrando e alguém me segurou... Gregori talvez. Abri os olhos e era ele que me segurava, sorrindo e me olhando diretamente nos olhos.
– O QUE TINHA NISSO?
– VODKA, WHISKY, CERVEJA E VINHO, GOSTOU?
– ODIEI. — Ele riu e voltamos a pular, nós três juntos.
Kate chegou nele e envolveu seus braços no pescoço dele, dançando sensualmente pra ele e ele ficou paradinho. Estava gostando. E eu também estava, por que eu estava gostando disso? Passava a bunda pelo corpo dele devagar e por um momento, fiquei sozinha. Credo. Olhei meu copo e ainda tinha um pouco do Mix Sabores do Greg, então bebi tudo em um gole só. Começou a tocar Bad — David Guetta e novamente voltei a pular, cantando a música pois eu sabia a letra.
– I said why does it feel so good? So good to be bad getting what I want, boy why does that make you so mad?
– VOCÊ CANTA BEM. — Alguém fala perto de mim.
O olho da cabeça aos pés e era um garoto, bem bonito também e então sorri em forma de agradecimento. Então, a partir dali, ficou dançando perto de mim sem trocar nenhuma palavra apenas olhando para meu corpo e mordendo os lábios. Eu não tirava os olhos do Greg e Kate, que estavam quase se pegando.
Kate Flamming — Lago da Universidade, às 20:00
Minha boca estava tão próxima da boca do Greg... Pelos deuses, Greg, me beije! Meu inconsciente gritava isso. Quasse berrava. Eu estava me insinuando pra ele do jeito que sabia e ele não fazia nada além de segurar firme em minha cintura enquanto eu literalmente me esfregava nele.
– ME BEIJA, CARALHO! — Disse irritada.
– Kate... Tem certeza?
– Por que está perguntando isto?
– Porque quando eu começar a te beijar, não vou parar até estar dentro de você. — Por Deus... ele me deseja. Eu abri um enorme sorriso.
– Me beije.
E ele, sem demora, colocou a mão em meu rosto e me beijou ardentemente. Ele não fez rodeios, começou um beijo intenso. Sentia sua língua brincar com a minha, explorando minha boca, parou o beijo por um breve momento e começou a distribuir beijos em meu pescoço enquanto uma mão escorria pelo meu corpo. Isso era ótimo, a sensação de finalmente tê-lo me beijando. Dois anos de espera vai valer a pena.
– Vamos pra outro lugar? — Ele pergunta.
– Sim.
Ele segurou em minha mão e saímos dali rapidamente, não fomos em direção aos dormitórios, fomos adentrando na floresta. Eu tropeçava em alguns galhos, mas ele segurava firmemente em minha cintura. Às vezes me olhando de relance e dando alguns sorrisos maldosos.
– Vamos transar na floresta. — Falei, quando já estávamos longe da festa.
– Sim, na floresta.
– Greg... Depois... Ainda vai falar comigo?
– Claro, Kate. Eu amo você, boba.
GREGORI CHAMBERS ME AMA! AI MEU DEUS DO CÉU, ACHO QUE VOU TER UM ATAQUE CARDÍACO NESTE MOMENTO. O garoto mais lindo e desejado ME AMA, parece um sonho mas eu não quero acordar deste sonho maravilhoso.
– Eu amo você, Greg. — Sussurrei.
Ele sorriu e me pressionou contra uma árvore, voltando a me dar beijos e mordidas pelo pescoço. Passando a mão pelo meu corpo, como se estivesse o conhecendo, era uma sensação maravilhosa.
– Namore comigo? — Ele perguntou.
– O que?
– Namora comigo, Kate? — Ele repetiu, me olhando nos olhos.
Eu fiquei paralisada por um instante. Apenas fitando os olhos azuis acinzentados dele. O sonho tava pra lá de maravilho. Mordi meu lábio inferior. Eu beijei o Greg, iria transar com o Greg e namorar com o Greg, É BOM DE MAIS. E sem demoras respondi:
[ Continua ]
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