Nunca Me Deixe Ir
5 Eu Te Desejo
Notas iniciais
1 semana depois...
Abby Jackson — Quarto 43
Depois daquela festa idiota que fui obrigada a participar, eu não sai do meu quarto para nenhum outro lugar a não ser para as aulas que já tinham começado. Naquela festa eu fui quase pisoteada e prometi a mim mesma que jamais, JAMAIS iria ser quase pisoteada e muito menos correr o risco de ser expulsa. Os dias depois daquilo foram longos e normais pra mim. Eu indo para as aulas, me trancando em um quarto sozinha — pois Kate só vive com o Greg agora e estudando. Eu prometi ligar aos domingos pros meus pais, já que a universidade proibia celulares e disponibilizou 2 telefones públicos do lado de fora de cada dormitório. Mas hoje, uma sexta, eu resolvi ligar porque queria escutar o som da voz da minha mãe. Tocou algumas vezes e depois escutei a voz da minha mãe.
– Alô?
– Mamãe?
– Ah, oi filha. Que surpresa!
– Resolvi ligar hoje.
– Por que amor?
– Estou com saudades, mãe. — Suspirei.
– Ei, ei, o que houve bebê?
– Nada... sério. Só estou com saudades suas e do papai.
– Também estamos querida, mas o feriado está próximo e vamos nos ver.
– Espero que sim.
– E como está as coisas ai, amorzinho?
– Normais, mãe. Estudando, estudando e estudando, nada demais.
– Nenhuma festa de inicialização das aulas?
– Não. — Menti.
– Hm... Seu pai quer falar, beijos querida. Amo você.
– Também, mãe.
– Alô? Abby? — Meu pai falou.
– Sim.
– Saudades querida. Tudo bem aí?
– Sim, pai. Bom te ouvir.
– É bom te ouvir também, querida. — Ouvi alguém tossir propositalmente atrás de mim.
– Pai, alguém quer usar o telefone. Tenho que ir. Até domingo que vem.
– Ok, amo você querida. — Eu desliguei.
Eu realmente sentia falta deles e adoraria estar com eles. Mas para entrar em uma boa faculdade eu precisava tirar boas notas na Champion, então quando desliguei o telefone e dei a vez pra uma garota voltei para o quarto e me tranquei. Me sentei sobre a cama e peguei o livro de francês, comecei a estudar e depois fiz o "dever de casa".
1 mês depois...
A Kate tinha literalmente sumido. Às vezes ela chegava umas 3 da madrugada no quarto, apenas pegava umas roupas e saía de novo. Claro que eu fingia estar dormindo, eu não me importava com ela e nem com quem ela estava. E muito menos por ela ter faltado quase todas as aulas de francês e religião dos mundos. As poucas vezes que conversamos foi rapidamente no refeitório, ela se gabando o quanto Greg era perfeito e o quanto eles transavam. Meu Deus, ela era viciada em sexo com o Greg. Nós viramos amigas, melhores amigas eu diria. Até porque eu era a única pra quem ela tinha 10 minutos livres e suas outras amigas riquinhas ela nem se quer olhava pra elas. Eu estava feliz por ela e pelo Greg, aliás, ela esperou durante 2 anos pra que ele pedisse ela em namoro e eu fiquei feliz em saber. Mas pra falar a verdade, com um pouco de inveja de ambos. Inveja do Greg por ter uma garota que o ama tanto e inveja da Kate por ter um cara lindo que a ama. Estávamos na primeira semana de provas e no meu tempo livre eu estava estudando em meu quarto como sempre até que Kate chegou cantarolando.
– Estou amandooooooooooo! — Ela cantarolou.
– Já estava a muito tempo. — Disse friamente.
– Nossa, Abby, o que você tem?
– Estamos em semana de prova, Kate... Você sabia?
– Ah... Meu Deus... Qual prova tivemos hoje?
– Francês, religião dos mundos, bioquímica e vamos ter Pré-calculo amanhã.
– Pode me ajudar com pré-calculo?
– Sim. — Dei de ombros.
– Vou tomar um banho e volto já.
Fiquei em silêncio estudando enquanto ouvia o barulho da água no banheiro. Eu queria perguntar como ela estava com o Greg, mas eu não iria me intrometer na vida dela apesar dela saber 50% da minha vida. Depois de uns minutos ela chegou, enrolada na toalha dela e abriu o armário dela.
– Pode ir explicando. — Ela disse.
– Não vai sentar?
– Explica, Abby.
Comecei a explicar enquanto ela procurava uma roupa no armário dela. Quando ela deixou cair a toalha não consegui deixar de olhar o corpo perfeito que ela tinha. Uma pele morena um tanto molhada, os cabelos caídos por cima do ombro, uma bunda perfeita e quando se virou para me olhar tinha os seios mais lindos que já vi. Eu não tenho seios muito grandes, acho que não desenvolvi isso, só a inteligencia.
– Abby? — Ela disse se aproximando... Nua.
– Ahn... Oi?
– Você tá bem?
– Você é gostosa. — Disse diretamente e ela riu.
– Valeu... Você é bonitinha também.
– Não, sério, você é gostosa. — Coloquei o livro do meu lado.
– E sério, Abby, você também. Quer ver? Levante. — E eu levantei.
Ela segurou minha mão e me levou para o banheiro, ficamos de frente a o espelho que havia lá dentro. O espelho era enorme e mostrava totalmente nossos corpos, dos pés as cabeças. Ela começou a me despir e com um susto segurei minha regata e ela sorriu como forma de "Por favor, me deixe seguir" e eu deixei. Ela me deixou nua, colocou as roupas no cesto de roupas sujas e ficou atrás de mim.
– Está vendo? Você é gostosa. — Ela disse, com o queixo em cima do meu ombro.
– Fala sério, Kate.
– É sério... Olhe.
Ela levou as mãos dela até meus cabelos, tirando eles de perto dos meus seios e o segurou com uma mão enquanto a outra ia até meu seio e o apertou.
– Durinhos. Perfeito.
Eu reprimi um gemido enquanto apenas olhava para o nosso reflexo no espelho. Ela desceu a mão pela minha barriga, sempre sorrindo maldosamente.
– Barriga retinha.
E continuou a descer, sinceramente nunca iria esperar isto dela, mas não falei nada e continuei esperando que ela descesse mais. Ela soltou meus cabelos e se abaixou perto das minhas coxas, acariciou elas.
– Coxas lindas.
Dei dois beijinhos e abriu devagar minhas pernas, levando a mão suavemente até minha virilha, acariciando o local olhando nosso reflexo no espelho. Com dois dedos abriu espaço na minha vagina e com a outra mão passou o dedo indicador em meu clitóris, sentindo o quanto eu estava molhada.
– Você está... Deliciosamente molhada pra mim. — Ela disse, com um tom de espanto.
– Como eu não estaria? — Eu falei a erguendo e a pressionando contra o espelho.
– Abby?
– Sim?
– Você é deliciosa.
Ela disse e tentou se soltar mas eu não permiti, segurei a mão dela e levei até minha vagina mostrando o quanto estava molhada pra ela. Mordi meu lábio inferior e a beijei, sem falar nada, pois sabia que ela também queria. Sem rodeios, ela enfiou dois dedos em mim e eu gemi entre o beijo. Levei a mão até o seio dela e apertei, era ótimo sentir finalmente ela. Durante as 2 últimas semanas ela tinha sido o motivo da minha insônia, desde que a vi nua na minha frente, ela tinha sido o motivo da minha insônia. E o motivo dos meus sonhos eróticos. Eu a beijava intensamente, com desejo, chupei sua língua mostrando o quanto a queria e ela gemeu baixinho. De repente retirou o dedo e me afastou delicadamente dela, eu a olhei e ela balançou a cabeça negativamente.
– Desculpe, Abby... Não posso.
– Tudo bem... Desculpa.
– Eu te desejo, mas não posso. Eu amo o Greg.
– Eu sei, desculpe. — Recolho minhas roupas.
Depois daquele dia nós não nos falamos mais. A amizade acabou, tudo acabou. As visitas dela no quarto 43 diminuíram mais, ela indo apenas para buscar roupas as 3 da manhã e dormindo sempre com o Greg. Eu não parava de pensar nela, no seu corpo e seu dedo dentro de mim. A partir daquele dia, os sonhos eróticos aumentaram mais e eu não me controlava. Eu queria tê-la mas, não podia. E eu sinceramente respeitei ela. Nos vimos apenas nas provas e nas aulas. Tudo ficou estranho, mas eu já sabia que isto iria acontecer.
Fale com o autor