Nunca Mais Sem Você
14 Milagres
Notas iniciais
Eis um capítulo um pouco diferente dos demais. Espero que gostem!
Fiquei sem mais forças para falar. Não havia mais sentido em nada. Até minha fé na Deusa se esvaiu. Foram longos treze anos sempre tendo esperança de tê-lo ao meu lado, e algumas horas de amor e felicidade ontem e hoje. Mas agora, ele se foi... Não pertencia mais a este mundo. Jazia sem vida em meus braços. Transformou-se em lembranças e memórias estampadas pela eternidade em minha alma...
A armadura de Aquário deixou seu corpo e voltou a sua forma de objeto. Mesmo ela, forjada no frio eterno, chorava pela perda de seu mestre. As lágrimas caíam como um rio da face de seu suporte.
Perdi meus sentidos e consciência. Queria morrer para encontra-lo no Mundo dos Mortos, mesmo que sofrêssemos pela eternidade... Mas juntos, suportaríamos o que fosse. Meu coração quase chegou ao auge de dor, mas...
Um pequeno e leve feixe de luz dourada veio na minha direção no momento em que tudo escurecia...
#Vários Flashbacks muito rápidos e seguidos#------------------------
_Camus aos cinco anos_
“ Me espera, Milo!” (correndo para o coliseu de treinamento atrás de mim)
“Não fica triste.” (depois de me ver cabisbaixo ao levar um esporro do Mestre)
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_Camus aos seis anos_
“E-eu também...” (depois que eu disse que o amava pela primeira vez)
“Vou, mas volto, tá?” (quando perguntei aonde ele ia, mas não lembro onde)
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_Camus aos sete anos_
“Eu tô aqui...” (me abraçando, quando me contou que ia embora)
“Por favor, nunca se esqueça do quanto eu te amo.”
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_Camus aos quatorze anos_
“Milo, o que houve?”
“Pardon.” (por não poder ficar comigo na Casa de Escorpião)
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_Camus aos vinte anos_
“ Sou seu... Sempre fui. “
“Esse coração frio sempre foi aquecido pelo amor eterno que eu sinto por você, Milo.”
“Eu sempre voltarei para você.”
“Te amo por toda a eternidade.”
#Fim dos Flashbacks#-------------------------------------------------------
Ofeguei e abri os olhos. As últimas duas frases se misturavam e ecoavam pela minha mente. Um floco daquela luz dourada pairava no rosto dele. Estendi a mão e o peguei cuidadosamente. Meu coração voltou a seu estado são... Aquelas lembranças eram como preces que o trouxeram paz.
O que restava de seu cosmo havia me salvado... Ao menos ao meu corpo e o suficiente para que minha alma e cosmo não se perdessem por completo. Continuei a abraça-lo e mantive seu cosmo quase extinto em minha mão, até que o deixei ir em direção ao céu e se juntar as estrelas. Minhas lágrimas não paravam de cair... O peguei e levei para seu quarto.
Mais lágrimas e lamentos quando peguei uma toalha para secá-lo... Quando aqueles olhos tão expressivos já não se abriam mais... Quando aqueles braços e mãos já não correspondiam ao meu abraço... Quando aquela boca já não mais sorria ou beijava meus lábios... Quando aqueles cabelos ruivos já não mais brilhavam... Quando aquele cosmo tão conectado ao meu já não mais existia... Quando aquele coração já não mais batia, dizendo meu nome... Quando já não havia mais sua voz...
- ...
Deitei-o na cama... Aquela onde eu já o havia dito adeus há treze anos. Fui até seu armário, peguei uma calça seca e o vesti. Peguei suas mãos e coloquei uma sobre a outra em seu peito. Me deitei um pouco a seu lado, acariciei seus cabelos e chorei mais.
Afrodite também havia partido, juntamente com Shun. Mas minha tristeza já não tinha mais como aumentar... Shaka havia retornado do outro mundo. Pude sentir seu cosmo presente de novo no Santuário. Seiya e Ikki batalhavam contra Saga na Sala do Mestre.
Toda aquela batalha... Todo aquele sangue derramado... Todas aquelas perdas... Por causa de poder. Esses Cavaleiros de Bronze eram algo de impossível. Passaram pelas Doze Casas e desmascararam o falso mestre para salvar Saori Kido, que certamente era Atena.
O deixei com um beijo na testa e voltei para a Casa de Escorpião. Tentei controlar minha dor, pensando se não o estava fazendo sofrer ao me observar ao longe nesse estado. Estaria me chamando, tentando dizer algo que me confortasse, mas eu não podia escutá-lo. Minha visão estava embaçada e meus olhos doíam e ardiam.
Desci as escadas automaticamente. Passei direto pelo interior da minha Casa e me sentei nas escadas que levam a Libra. Olhei para o céu, que tinha suas estrelas encobertas por algumas nebulosas. Respirei fundo, buscando ar ao máximo, até que meus pulmões quase não pudessem suportar. Expirei lentamente, e meus olhos voltaram a se encharcar. Abaixei a cabeça e a apoiei nos braços, e as lágrimas tocaram o chão de pedra. Minha alma doía...
Uma onda de revolta e raiva surgiu em meu cosmo. Me levantei bruscamente, com ódio da vida e questionando-a sobre a razão de eu ter perdido Camus. “Somos humanos, e teríamos uma vida normal se não fosse nosso destino de sermos Cavaleiros! Por que, além de lutarmos e nos privarmos da vida o tempo quase todo, ainda passamos por algo tão doloroso assim?! Por que não posso ser feliz?!” Fui até meu quarto e lavei o rosto, sendo bruto comigo mesmo.
Senti um cosmo conhecido querendo dizer algo... Era o Mestre Ancião, que nos contou a verdade sobre a noite em que Aiolos salvou Atena das mãos de Saga e foi morto por Shura. Também disse que o bebê era realmente Saori Kido, que havia sido criada no Japão por Mitsumasa Kido, exatamente como Saga havia dito durante a União Dourada. Naquela época, ainda cheguei a duvidar da verdade, dizendo ao Mestre Ancião que já tinha ouvido falar de Saga e que ele não seria capaz de fazer algo assim. Tão inocente, logo eu...
Atena havia sido salva da flecha que a mataria em doze horas pelos Cavaleiros de Bronze, e estava subindo as Doze Casas. Quando a vi, seu cosmo acolhedor e imenso tomou conta do meu ser, me dando forças para seguir com ela e os outros Cavaleiros até seu templo para parar Saga. Só sendo obra Dela mesmo. Até parecia que eu estava bem e com toda aquela vontade de ir lá...
Ao passarmos pela Casa de Capricórnio, vi que Ela ressuscitou Shiryu com seu cosmo. Cheguei a me encher de esperanças de que Ela iria fazer o mesmo com todos os Cavaleiros que encontraram esse destino nessa batalha, mas não... Somente o fez com seus queridinhos de Bronze... Senti uns dois olhares fixos em mim quando passamos pela Casa de Aquário. Discretamente, procurei seus donos: Shaka (mesmo que de olhos fechados) e Mu. Os ignorei. Quando Hyoga foi revivido, olhou diretamente para mim, que desviei o olhar.
Depois de tudo, Saga acabou se matando com o próprio Báculo de Atena para redimir-se de seus pecados, não tendo coragem de prosseguir nessa vida com toda a culpa que sentia. Filho de uma pu%#... Se redimir de seus pecados se matando?! Vai ver é quando chegar a uma das Prisões do Inferno...
Peguei Hyoga nos braços por um tempo, mas logo o entreguei a um dos outros Cavaleiros de Bronze que estavam presentes. Eu... Ainda sustentava um sentimento grande de ódio e repulsa por ele. Não é certo dizer que eu o culpava, mas ele foi o responsável por Camus ter sido levado desse mundo. Culpo sim, a mim mesmo até hoje, por tê-lo deixado prosseguir...
Atena e os Cavaleiros de Bronze desceram na frente, deixando a nós, Cavaleiros de Ouro no Templo de Atena. O Cavaleiro de Gêmeos jazia morto aos nossos pés.
- Quem vai leva-lo?! – rosnou Aiolia, cheio de ódio pelo responsável pela morte de seu querido irmão.
- Não irei sujar as minhas mãos tocando nesse traidor. – disse Shaka, franzindo as sobrancelhas.
- Eu levo. – disse Mu calmamente, pegando o corpo de Saga nos braços.
- Mas Mu, ele assassinou seu mestre! Ou melhor, nosso querido Grande Mestre Shion! – espantou-se Aldebaran, vendo aquela cena bizarra.
Mu suspirou e virou-se para iniciar a descida.
- Se Atena o perdoou, quem somos nós para não fazermos o mesmo. – e começou a caminhar.
Eu mantinha meu olhar distante, sem interagir com eles. Não havia sentido para eu iniciar ou participar de uma discussão com meus companheiros para chegar a conclusão de quem estava certo ou errado. Os três se entreolharam e disseram algo que eu nem escutei. Já estava descendo na frente há muito tempo junto com Mu.
Ao passarmos pela Casa de Peixes, lá estava Afrodite caído com inúmeras pétalas de rosas em volta.
- Ahhh, Dite. – lamentou Deba – Eu disse a você que não era só a beleza... – e pegou o Cavaleiro de Peixes em seus braços.
Eu só observava, sem continuar a dizer uma palavra ou fazer um gesto. Mas lamentei mentalmente pela morte de Dite. Apesar de nossas diferenças, eu gostava do peixinho. Minha expressão não mudava, apesar da dor imensa que voltei a sentir ao pisar na Décima Primeira Casa.
Os quatro procuraram com os olhos pelo saguão de entrada encharcado, ao não verem o Cavaleiro de Aquário caído por ali como Afrodite.
- Mas... Aonde está o Ca... – tentou perguntar Aiolia, mais foi interrompido pelo som de meus passos vindos do interior da Casa, pela visão que teve de Camus em meus braços e da minha expressão.
Foi um momento de silêncio. Todos os quatro me olhavam estáticos, sem saber o que dizer. Toda a tristeza que emanava do meu cosmo já dizia tudo que precisavam saber. Eu olhava profundamente nos olhos de cada um deles, que retribuíam. Deba e Aiolia pareciam paralisados, já Mu e Shaka entendiam tudo. Eu já não tinha medo de nada... Do que fossem achar dos meus sentimentos... Se iam me chamar de viado, bicha, baitola... Minha vida não mais fazia sentido, então que se fu%$#@* a opinião deles... Minha energia cósmica estava totalmente exposta a todos... Eu não tinha energia ou vontade de escondê-la. Entendam-na como quiserem.
Somente seu corpo sem vida jazia em meus braços, mas eu o tratava como a coisa mais importante. Como se ainda estivesse vivo... Além de seu amor que continua em mim para sempre, seu corpo era tudo que eu tinha...
Shaka levou a mão à boca e uma lágrima correu por seu rosto.
- P-por Atena, Milo... – disse ele com dificuldade – Eu... Sinto muito...
Abaixei a cabeça e uma lágrima pingou no rosto de Camus.
- Vamos... – disse eu, finalmente.
Descemos em silêncio até Capricórnio. Até Deba se manifestar.
- Pobre Shura... – começou a chorar – Nem podemos enterrá-lo... Que coisa... Coitado... – não conseguia falar por causa do choro.
Continuamos nossa descida até Câncer.
- Até o desbocado do Máscara não merecia!... – continuou Deba.
- Pelo menos ele tem o Dite no Mundo dos Mortos. – disse Aiolia em um comentário infeliz.
Mu, Shaka e Deba o olharam, repreendendo-o. Depois, os quatro me observaram. Os encarei com o mesmo olhar vazio e segui em frente, como se aquilo não tivesse me machucado ainda mais. Sim... Dite e MdM tinham sorte...
Quando chegamos ao pátio do Santuário, fomos recebidos por Shina.
- Cavaleiros de Ouro, Atena lamenta profundamente as perdas inestimáveis que tivemos nessa batalha. – disse ela – Por favor, me acompanhem.
A seguimos até uma pequeno salão de pedra que ficava afastado da área principal do Santuário. Dentro dele, já estavam três caixões de mármore em suportes de pedra. Não... Voltei a derramar lágrimas e a tremer... Aquilo só podia ser um pesadelo... Não... Por Atena...
Shina pegou três túnicas longas e nos ofereceu para que os vestíssemos...
- Sinto muito. – disse ela, e saiu.
Sentindo meu cosmo pesar e escurecer ainda mais, meus companheiros vestiram Afrodite e Saga, e os repousaram em sua nova morada eterna. Me escorei na parede e cai sentado, abraçando Camus fortemente. Eles vieram ao meu encontro. Aiolia e Aldebaran se sentaram cada de um lado, já Shaka e Mu se agacharam na minha frente.
- Milo... – disse Mu.
- Não... Não...
- E-eu sei que é muito doloroso... Mas... – disse Aiolia.
- Você deve deixa-lo ir, meu amigo. – Deba chorava.
- Por que isso?...
- Fale conosco. Somos seus amigos. – disse Aiolia, tentando conter suas lágrimas.
- Q-quando ele... Foi pra C-Casa de Aquário... Eu... Não queria... Que fosse... Ouvi vozes... – eu chorava desesperado, tentando desabafar – M-me disse... Que ia... Voltar... Pra mim...
Todos os quatro derramavam lágrimas.
- Ele... Me deixou... Pra sempre... Eu... O esperei... Treze anos... Dói... Demais...
Deba me deu um tapa bem forte no ombro.
- Sabe, Milo, esse daqui – apontou para Camus – me disse uma coisa há uns dois anos.
Foi quando eu finalmente ergui a cabeça e olhei para eles, e depois encarei Deba.
- Hãn...
- Foi quando eu fui lá na Sibéria chama-lo para me ajudar numa missão...
#Flashback do Deba#--------------------------------------------------------
TOC-TOC-TOC-TOC (quase arrombando a porta)
Porta se abriu.
- Aldebaran de Touro! – disse Camus, feliz em ver o amigo depois de tantos anos.
- Que formalidade é o ca#$%&@! – zoou Deba – É nóis! Dá um abraço aqui!
-Pffffff! (sendo espremido até os olhos quase pularem fora)
- HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHAUHA!!!! – riu Deba, soltando Camus, que cambaleou – Tá no habitat certo, hien, pinguim de ouro?! – não podia deixar de soltar um apelido infame – Eita frio da po&%$!
- Tá quente hoje. – Camus estava de regata com -45 ºC – Entra, vamos beber alguma coisa pra diminuir o seu frio. – disse ele, convidando-o.
- Opa! Falou minha língua. – e foi atrás do Cavaleiro de Aquário – O que você bebe nesse fim de mundo, picolé? – se sentou no sofá e colocou no chão sua mala e Pandora Box.
- Isso aqui. – e trouxe uma garrafa de Vodka IMPERIA* com dois copos.
- Então, põe pra gente ai! – disse Deba, animado e esfregando as mãos.
Uma hora depois e a garrafa vazia...
- Mas, então, mané, tá com alguém? – perguntou Deba, bêbado.
- Nada, Deba.
- Só curtindo a vida, né?
- Mais ou menos...
- Como assim, “mais ou menos”, freezer? Tem mulher aqui não?
- Tem...
- Então, pode ir falando!
- O que? Quantas?
- É, po%$#! Quero números.
- E eu vou ficar contando?!
- Claro! Já que você não começa, lá vou eu: 13 esse mês, e tá fraco.
- 13?! – se espantou Camus – Mas... Transa com todas?
- Claro né?! – riu Deba – Acha que o papai aqui vai se contentar só com beijinhos?! É ripa na chulipa!
- Mas isso é quase uma diferente a cada dois dias!
- Iiiiiihhhhhhhhh, a lá! O gelado gosta de mesmice! Hahahahahahaha! Quando é o casamento? Quero ser padrinho!
- Tá maluco?! Que casar o quê!
- Você é muito devagar! Tinha que ficar mais com o pessoal lá na Grécia. Hauahauhauahauaha!
- Ah é? – quando ouviu a palavra Grécia, o assunto começou a ficar mais interessante.
- Pôôooo, lá é show. Precisa ver só o que o Aiolia e o Milo aprontam! Quando eu vou pra lá, a gente faz a festa.
- Tisc, fazer o que né, Deba?! – disse Camus, fingindo não se importar – O Santuário me deixa preso aqui e tal... Nunca me deu uma missão para aqueles lados!
- É mesmo. O mestre bem que podia liberar você uns meses pra ficar lá com eles. Os dois vão zoar tudo contigo. Huahuahuahuaha! Aê, Milin me falou que teve UM dia que deve ter metido umas 18 vezes!
“Quê?!” pensou Camus. Fingiu achar graça.
- Nossa! KKKKKKKKKKKKKKK!
- Mas, vem cá, aqui entre nós. – disse Deba, em tom que ia contar um segredo – Ele tava me confessando um dia desses que ele é po%$ louca assim porque gosta de alguém que não corresponde...
- Hum... – Camus fez cara de desentendido – Perai.
Voltou com mais uma garrafa de Vodka.
- Você quer me matar, maluco?! Huahuahuahuahau! Põe no meu copo, aqui!
-ÉÉÉ... Falta de educação recusar. – e encheu o copo de Deba.
- Mas, hein?! – continuou Deba – Tu que é amigo do Milo pra caramba, sabe quem é? Eu o bichano estamos fazendo uma aposta pra ver quem descobre primeiro.
- Ahhh, Deba. — fingindo não saber... – Não falo com ele há quatro anos. Sei não...
- Hum... É verdade. Mas... Po&%$, eu tô bêbado. Vou te falar uma parada muito séria, mas não fica bravo comigo não...
- O que, chifrudo mor? – disse Camus, zoando para descontar sua ansiedade.
- Na boa... Acho que... Nossa, isso é difícil. Vou falar só pra tu.
- Fala, pô!
- Promete que não vai ficar pu&$?!
- Tá, prometo.
- Acho que o Milo... Pu%$ que pariu... Tá... Coragem... – suspirou – Sério... Acho que esse alguém é você.
Camus virou o copo num gole. Acabara de ganhar o dia, mês, ano...
- Po@$%... Ficou pu%$, né? Eu tinha que falar, parceiro...
- Não, Deba...
- Sério? Ahhh... Que sorriso é esse? Não vai me dizer que você tam...
- Isso ai.
- Mas... Que me@#$! E vocês ficam longe um do outro a vida toda... Você aqui, ele lá...
Camus suspirou.
- Sabe de uma coisa, sorvete? Eu invejo vocês dois.
- Mas nem podemos viver isso, Deba.
- E eu? Que nunca amei ninguém de verdade? Nunca me apaixonei, nem nunca fui amado. Esse amor de vocês é... FO-$#! Desde que se conhecem, né? Os grudes...
- É...
- Como é sentir isso por alguém? Logo você, o frio e sem sentimentos, me aparece com uma dessa...
Camus olhou para baixo, mas nem dava pra pensar muito no que dizer:
- Deba, eu faço qualquer coisa... Tudo pelo Milo.
- Uau... Tudo tipo, o que?
- Até o maior dos milagres.
#Fim do Flashback do Deba#----------------------------------------------
- Ouviu isso, peçonha? – finalizou Deba, chorando como uma criança.
Shaka pôs a mão em meus ombros.
- Então, ele vai voltar. – disse ele, com convicção.
- Não... S-Shaka...
- Ele não sempre voltou? – disse Shaka – Já descumpriu com sua palavra?
- Sim... M-mas... Agora...
- Então acredite, Milo! – me sacudiu – Acredite naquele que tanto te ama!
- Por mais que pareça impossível! – disse Aiolia.
- M-mas...
- Um milagre... – disse Mu – Ele disse que sim, Milo!
Meu coração bateu com felicidade, quando eu pensei que nunca mais fosse fazê-lo. Beijei seu rosto...
“Meu milagre é você...”
Notas finais
Bom final de semana a todos! Sexta-feira, 13! HIHIHIHIHIHIHIHIHEHEHEHEHEHAHAHAHAHA! By Saga
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