Notas iniciais
Leiam pausadamente para aproveitarem mais o capítulo ♥

Um novo dia já havia surgido. E com ele a grande esperança de uma nova vida.

Sakura mal havia dormido direito naquela noite. Queria logo chegar e libertar sua filha daquela angustia, mas quando havia chego ela já estava dormindo. Mas mesmo na manhã do novo dia, sua opinião não tivera mudado. Dali em diante seria uma nova mulher, ou melhor, voltaria a ser a mulher que sempre foi.

— Sarada!

Não houve resposta.

— Ora, Sarada! Você ainda está trancada nesse quarto? Como vai querer ir atrás do seu amado se não sai dai?

— O-oque?! — A jovem morena deu um pulo de surpresa, ouvira errado? Só podia estar delirando.

— Anda, saia já dai e vá atrás da sua felicidade!

Ela sai correndo da cama e abra a porta. Se depara com uma estranha mulher. Não parecia sua mãe, apesar de ser ela, aquela Sakura tinha uma firmeza no olhar, tal que nunca havia visto antes.

— Mãe? O que está acontecendo? Você parece... Diferente...

— Querida, há muito tempo eu havia perdido o meu eu. E agora descobri que não é tarde para encontrar-me de volta. Sabe, apoiando seu pai eu estou propondo para você uma vida amargurada igual a minha. Meu amor, de tudo que eu conquistei depois que me casei você é a única coisa que eu amo! A única coisa que não me arrependo. Você é como eu quando mais nova, não posso deixar virar como eu sou agora.

A morena chora ao ouvir tais palavras.

— Mãe, você é maravilhosa! Você é a melhor mãe do mundo! Desculpe se eu falei algo que te feriu...

— Apenas escute, sua determinação e de Bolt, fizeram lembrar-me quem eu era, e chegar a essa conclusão. Você pode ficar chateada com o que eu vou falar, mas a partir de hoje serei sincera contigo, e comigo. Filha, como eu já disse você é a única coisa da qual não me arrependo. Eu lhe amo muito. Mas, essa casa, ela me sufoca, a cama vazia, as noites frias, sem companhia, não há nada que eu odeie mais que isso! E o seu pai...

— Mãe, eu entendi. Você não o ama...

— Exato... Querida, durante toda a minha vida eu pensei amar esse cara. Na verdade, eu o amei sim, na infância, coisa de criança, Ino era até minha rival nisso. E com o passar do tempo esse "amor" foi esfriando, mas a minha teimosia me fez querer continuar apostando nisso, insistir que ele era o meu amor por toda vida, e pensar assim me fez perder as coisas mais importantes na minha vida, o meu Eu e...

— Naruto Uzumaki.

Sakura faz uma pausa, cabisbaixa, e confirma com a cabeça.

— Sim, mas, como sabe?

— Mãe, eu posso não ter vivido na sua época, mas fiquei sabendo que até cego podia ver o quanto vocês eram próximos, e existia algo muito além que amizade entre companheiros de time. Tsunade, Sai, Shikamaru, Yamato, Kakashi, Jiraiya... São tantos, tantos que testemunharam os sentimentos de vocês dois. Enquanto eu estava trancada nesse quarto refleti sobre tanta coisa, principalmente sobre você mamãe. Eu sentia que havia algo errado com você! Essa não podia ser Sakura Haruno que tanto falavam, parecia outra pessoa, aqui em casa, mamãe, você é totalmente submissa ao pai, muito diferente da mulher das histórias. Eu cheguei a pensar que fosse tudo mentira! Mas vendo você assim, na minha frente, parecendo outra mulher, me faz acreditar em tudo principalmente no amor que existiu entre você e Naruto.

Sakura estava emocionada. Sua filha era também sua melhor amiga. As lágrimas escorriam do seu rosto parecendo cachoeiras incessantes.

— Mamãe, não quero que chore mais. Você pode contar comigo também, nós vamos passar por cima do papai juntas! Mesmo que você termine sem um marido, eu acho melhor assim do que com alguém como Sasuke!

— Querida, ficar ou não sem marido é o menor dos problemas... Sabe, estando com seu pai é a mesma coisa que estar sozinha, mesmo com ele dormindo ao meu lado de vez em quando, a cama continua fria e solitária...

— Eu estarei sempre com você, mãe.

— Obrigada, querida. Agora vá! Vá ser feliz com quem ama! Você tem toda vida pela frente.

— Sim, mamãe, eu vou ir, te amo!

Sarada sai às pressas para encontrar o seu amado. Sakura havia feito a coisa certa. O próximo passo era esperar Sasuke chegar para poder pedir a separação. Seria difícil, mas com certeza melhor que a situação atual.

•

Hinata quase não dormira aquela noite. O desespero tomou conta depois de ver que Naruto chegou embriagado, e não se deitou com ela. Não queria levantar. Estava com medo do que podia vir. Sua intuição dizia que não era coisa boa. Ficaria na cama por mais tempo, mas sua filha entra no quarto para chama-la.

— Mãe? Você está bem?

— S-sim, Himawari.

— Não parece... Dormiu até mais tarde. Você sempre gosta de acordar cedo.

— É que estava bastante cansada, mas já vou me levantar, não se preocupe.

— O café já está na mesa, e o papai disse que queria nos dizer algo sério, estava esperando por você, mas como eu percebi que demorava muito vim chama-la.

De repente, Hinata ficou gelada. Naruto tinha algo sério a dizer, depois daquela noite não podia esperar por algo bom. Estava muito nervosa, mas teve de ir encarar.

— Então, vamos?

— C-claro, filha.

Já na sala, Bolt parecia apreensivo. Himawari estranhava a expressão de sua mãe e irmão. Não entendia por que tanta tensão.

— Bom dia, Bolt, Himawari, Hinata. Eu esperei estarem todos reunidos aqui, pois tenho algo importante a dizer, e não posso adiar.

— Naruto-kun! — Por um impulso, Hinata, com medo do que estava por vir, tenta mudar de assunto perguntando — P-por que voltou tarde ontem? Nem o notei deitar na cama...

— Isso porquê eu não deitei. O que tenho a dizer é sobre isso também. — Ele percebe a tensão de sua esposa, pelo visto não seria nada fácil.

— Pai comece por favor, agora até eu estou ficando nervosa... Você não dormiu com a mamãe ontem, por que?

— Então, vamos começar. — Naruto olha serio para com todos, e reza para que possam o entender. — Bolt, meu filho, lhe peço perdão por ser esse pai muitas vezes ausente, e pouco compreensivo. Nunca foi minha intenção trata-lo com indiferença, eu lhe amo muito. Não sei ao certo o motivo pelo qual sou assim, mas acho que seja porque você é meu reflexo jovem. Um reflexo no qual eu queria esquecer, mas você é tão parecido comigo que é impossível fugir! Talvez por isso eu tenha estado tão distante de você por tanto tempo, mas por favor entenda, não foi por mal, falo do fundo do meu coração.

Bolt acreditava nele. A sinceridade com que ele falava o comoveu. Não eram meras palavras da boca pra fora, seu pai falava também com o olhar, não poderia estar mentindo.

— Mas se é assim, por que fugiu de seu passado?

— Nós chegaremos lá, calma... Himawari, o que eu estou prestes a fazer pode te magoar, te pegar de surpresa, pode parecer não fazer sentido, mas é pelo fato de você ser como sua mãe, uma mulher desatenta, que não percebe com clareza os sentimentos de outra pessoa, não as culpo por isso, cada um tem seu jeito. O que eu quero dizer que isso não é de hoje, não foi algo que me surgiu do nada, espero que possa entender isso.

Himawari permaneceu em silêncio, estava tensa, ao ouvir aquilo não encontrou palavras, nem quis dizer mais nada.

— E, finalmente, Hinata. — O coração da mesma disparou, ficou mais pálida do que já era. Seu nervosismo fez com que tivesse dificuldade em respirar. — Você é uma ótima esposa, mãe, mulher da casa, o sonho de qualquer homem, pode ter certeza. Mas, eu nunca lhe amei.

Aquela frase pegou todos de surpresa.

— Não pense que eu estava te enganando esse tempo todo, eu realmente tentei, eu quis poder corresponde-la, mas ao longo dos anos foi ficando cada vez mais difícil, e cada vez que aumentava a dificuldade, mais distante eu ficava de vocês.

— Mas pai, se você nunca amou nossa mãe, por que casou-se com ela? Isso é canalhice!

— Sim, filho, você esta certo. Mas por favor tente me entender, eu quis amar sua mãe, estava disposto à isso. Na minha infância eu não recebi amor, apenas desprezo, e depois de adulto, como poderia negar tamanho amor que ela me propões? Eu pensei que um dia poderia amar ela também, mas infelizmente não foi dessa forma. E é por isso que eu estou me separando de sua mãe.

Hinata estava tremula, não conseguia falar nada. Durante toda sua vida seu único foco era apenas Naruto, e quando finalmente conseguiu casar-se com ele e ter uma família ele resolve deixa-la?

— Hinata, eu peço que entenda, eu fiz o melhor para todos nós. Como poderia eu, deitar-me ao seu lado todas as noites, tomar sua liberdade, faze-la cuidar de uma casa sem ama-la? Não aguento mais isso, me sinto mal, parece que estou lhe enganando! Fazendo faze-la tantas coisas por mim sem poder retribui-la com meu amor, esse não seria eu se continuasse assim!

Hinata começa a chorar desesperadamente. Bolt ao ver a cena se exalta e começa a gritar.

— Viu o que você fez?! Fez a mãe chorar! Você está fazendo ela sofrer! Que tipo de homem você é?!

Naruto se sentia muito culpado, mas era o melhor a se fazer. Ninguém merecia viver em uma mentira, por pior que fosse a pessoa.

Himawari amparava sua mãe que estava ajoelhada em prantos no chão.

— Pare nii-chan! Não fale assim com ele! É o nosso pai!

— Isso não deve ser chamado de pai! Ele enganou uma mulher por anos!

Cada vez ele gritava e se exaltava mais, mas por apenas receber o silêncio de seu pai sai de casa nervoso antes que piorasse a situação.

— Pai, eu lhe entendo... Você é um grande homem, não é atoa que é hokage, você sabe o que faz, eu posso não conhecer seus verdadeiros sentimentos por isso não vou julga-lo, mas eu sei que seus motivos são verdadeiros, e você também.

— Obrigado, filha. Agora por favor, me deixe sozinho com sua mãe.

A jovem sai silenciosamente. Naruto se ajoelha na frente de Hinata e segura suas mãos numa tentativa de conforta-la.

— Hinata, eu sei que sera melhor para todos nós. Você é uma ótima mulher, e precisa se valorizar. Comigo ao seu lado você nunca conseguirá fazer isso, você só faz as coisas por mim. Olhe para você mesma, se coloque em primeiro lugar. — Essas palavras te lembravam Kiba, que já havia lhe dado o mesmo conselho. Talvez ele estivesse mesmo certo. — Eu sei que vai encontrar alguém que te ame, e que te faça sentir-se amada como nunca sentiu. Erga a cabeça, siga em frente, conheça-te a ti mesma.

Ela consente com a cabeça. E depois de muito tempo, conseguiu ter forçar para falar.

— Você, sempre amou a Sakura-san, não é mesmo?...

— Sim. Mesmo que seja um amor platônico, isso não me dá o direito de engana-la dessa forma. Agradeço por ter sido essa esposa maravilhosa, e ter cuidado de nossa família, mas agora é a hora de cuidar de você mesma.

Ela entendia. No fundo sempre soube que Naruto nunca havia á amado. Seria difícil para ela, talvez nunca esqueceria ele, mas não havia mais nada a ser feito.

— Eu vou embora, ok? Fica bem, por favor, não se castigue, a culpa não é sua.

Naruto sai. Voltaria para buscar seus pertences quando as coisas finalmente se acalmassem.

Notas finais
Peço a vocês que além de deixarem seus comentários, curtam minha página, la posto novidades de fic, fichas sobre os personagens na qual não trato por aqui, e minhas fanarts/artes. ^^ https://www.facebook.com/YunaSama