Numa Amizade Um Grande Amor
50 Capítulo 50. Último.
Notas iniciais
Pov’s León
5 Meses Depois...
Pois é, se passaram 5 meses, a Violetta esta com 6 meses de gestação. O pai da Vilu já sabe sobre o nosso filho, no momento ele só nos xingou pelo telefone mas entendeu que agora não poderia fazer nada e também disse que sabe que seremos bons pais e claro sem falar que ele me deu uns belos sermões e várias “ameaças” mas sem deixar de dizer um simples parabéns. Eu e a Violetta estávamos pensando que agora com o nosso filho a caminho teremos que nós casar, mas esperaremos até nosso pequeno ter uns 2 aninhos para poder participar com a gente. Ainda morramos em Madrid, e logo após nosso filho nascer voltaremos para Buenos Aires construir nossa vida juntos. A uns 2 meses a Fran e o Federico ligaram dizendo que iriam se casar. Mas como o casamento será daqui 2 meses não vamos poder ir pois a Violetta já estará de 8 meses e a empresa do aeroporto não permite que mulheres de 7 meses em diante de gestação voem. Mais obviamente a primeira coisa que faremos ao chegar lá é visitar eles. Bem sobre mim, ainda não me resolvi com minha mãe. Diego... bem o Diego não quero ver tão cedo e até agora esta dando certo pois ainda não me encontrei com ele, não sei se ele não voltou para B.A depois da nossa briga.
Neste momento estou na sala de espera com a Violetta, esperando ela ser atendida para descobrimos o sexo do bebê.
–Ah, que demora...-Falou a Vilu pela décima vezes.
–Calma amor. Seu horário esta marcado para as 15:00 e ainda falta quinze minutos.-Falei dando um beijo na testa dela.
–Esta bem, esta bem...-Falou ela deitando sua cabeça em meu ombro.
Ficamos mais uns dez minutos ali esperando, minha bunda já estava quadrada de tanto ficar sentado. A Violetta também estava impaciente, quase explodindo de curiosidade.
–Violetta Castillo.-Chamou o médico.
–Eu...-Falou a Vilu quase pulando da cadeira.
–Boa tarde, podem passar naquela sala.-Falou o médico nos indicando a sala.
Rumamos até lá, nos sentamos e esperamos o médico se juntar a nós.
–Bem vamos lá. Sentiu algo de diferente neste mês?-Começou ele com suas perguntas diárias.
–Não.-Respondeu a Vilu.
–Esta bem.-Falou ele anotando algo.-Tomou o remédio direitinho?-Perguntou.
–Sim.-Respondeu ela.
–Ok. Só ir se trocar a se acomode na maca (cama).-Falou o médico se levantando.
Depois de uns minutinhos a Violetta voltou do banheiro já com a “roupa certa”, se deitou na maca e eu me sentei na poltrona ao seu lado.
–Então vamos começar.-Falou o médico passando um gel na barriga da Vilu.
Ficamos todos olhando para o monitor onde parecia meu pequeno, ou pequena. Admito que não conseguia entender nada, mas fazia um esforço para tentar decifrar algo.
–León será um pai bem protetor.-Falou ele do nada, fazendo a gente dirigir nossa atenção a ele.-Ficará sempre de olho nessa menininha.-Falou ele abrindo um sorriso para a gente.
Minha pequena... Será uma menina, não sabem o tamanho da emoção que me consome. Gay não? A que seja, é da minha garotinha que estávamos falando.
O médico acabou de ver tudo e já nos liberou. Estávamos indo para a recepção já para marcar a próxima consulta que seria daqui a um mês. Marcamos e fomos para o estacionamento aonde estava o nosso carro.
–Ta tudo bem Vilu?-Perguntei estranhando ela estar calada até agora.
–S-sim.-Falou ela com a voz falha.
–Não esta não.. Me fala.-Insisti.
–Eu só estou feliz.-Falou ela abrindo um lindo sorriso e sincero.
–Também estou feliz.-Falei dando um beijo nela.
Voltamos para o nosso apartamento e contamos a novidade para a minha tia.
–To me sentindo um botijão de gás.-Falou a Violetta deitando me cama.
–Ta linda.-Falei me deitando ao seu lado.
–Não precisa mentir.-Falou ela me olhando.
–Não estou mentido.-Falei a encarando de volta.
–Sei...-Falou ela desconfiada.
–Serio!-Falei tentando ao máximo que ela visse que estava sendo sincero.
–Esta bem... Boa noite.-Falou ela.
–Boa noite.-Falei e ela se virou com muita dificuldade para o lado.
Mais 3 Meses Depois...
Nesse momento estou quase pirando. Porque? Lhe explicarei. Estou na sala de espera (novamente) esperando que o médico me chame para mim ver o parto da minha pequena. Sim, sim, ela nasce hoje sem falta. Depois de vários alarmes falsos da Violetta o dia tão esperado chegou.
–León Vargas.-O médico me chamou.
–Eu, eu, eu...-Respondi apavorado e ansioso ao mesmo tempo.
–Siga-me.-Falou ele me levando ao ultimo quarto do corredor.
–Vista isso no banheiro e volte aqui.-Falou ele me entregando um tipo de bata azul, uma touca azul e uma mascara também azul.
Fui até o banheiro e coloquei tudo necessário e voltei para ali rapidamente.
–Espero que não desmaie..-Falou o médico zombando de mim.
Tive vontade de bater nele mas só não o fiz porque estava num hospital e ele estava me levantando para mim ter o melhor momento de minha vida. Rumamos em passos rápidos para uma sala que ficava dentro dessa sala (confuso não?). Entramos na sala e pude ver a Vilu deitada em uma cama e vários médicos em seu redor. O médico que estava me guiando indico que eu ficasse do lado da Vilu. Quando ela me viu abriu um enorme sorriso, e eu retribui e dei minha mão para ela segurar.
–Esta bem, Violetta controlaremos o tempo de suas contrações, e sempre que elas vierem faça o máximo de força que conseguir.-Indicou o médico que acompanhou a gestação da Violetta.
E assim se passou segundos, minutos, horas. As contrações vinham mais seguidas e a Violetta parecia já acabada. Só sei da parte das contrações pois os médicos falaram. A cada contração e cada esforço para fazer sua maior força a Vilu apertava minha mão, que no momento eu já não sentia mais. Se ela estava quase dominada pela dor o que tem eu sentir um pouquinho né?
–Vamos Violetta está quase lá.-Indicou o médico que fazia o parto.
A Vilu fazia força e minha mão ficava esmaga.
–Mais.-Pediu o médico.
A Vilu gemeu de esforço e apertou minha mão ao máximo. Nesse momento quase gritei, mas me contive. Estava sendo um fraco perto dela. Ela estava trazendo um ser ao mundo e eu reclamando de uma simples dor? Não pode.
Fui tirado de meus pensamentos por uma voz forte e fina da criança chorando. Pera, minha pequena. Violetta se encontrava deitada na cama com olhos fechados, respiração ofegante e sorrindo. Ela abriu os olhos e os nossos olhares se encontraram. Não resisti e a dei um beijo.
–Nossa linda Jolie nasceu.-Falou ela no meu ouvido.
Só consegui sorri. O médico venho com a nossa pequena e a botou nos braços da Vilu que a amamentou pela primeira vez . Logo depois levaram Jolie para o berçário.
3 Dias se passaram e a Violetta voltou para o nosso apartamento com a nossa querida Jolie. Estávamos arrumando tudo, pois daqui a quatro dias voltaremos para Buenos Aires.
–Ai que linda!!-Falou minha tia ao pegar a Jolie no colo.
Eu e a Violetta, apenas sorriamos abobados.
Voltamos para o nosso apartamento, arrumamos nossa pequena no berço e dormimos.
Ao Passar 4 Dias...
–León acorda...-Falou alguém que eu achava ser a Vilu, me chamando.
–Só mais um pouquinho.-Falei manhoso.
–Nem um segundo. Vamos... se não perderemos o vôo.-Lembro a Violetta.
–Esta bem...-Falei abrindo meus olhos.-Já disse que você estava bonita hoje?-Perguntei.
–Você acabou de acordar, nem os dentes escovou.-Falou a Violetta me olhando como se eu fosse louco.
–Bem lembrado. Então agora eu falo Você esta muito linda hoje.-Falei e fui dar um beijo nela mas ela desviou.-Por que isso?-Perguntei.
–Nada de me paparicar demais, agora vá para o banheiro se arrumar... Agora!-Mandou ela.
–Esta bem, mas depois cobrarei esse beijo.-Falei e ela revirou os olhos e concordou com a cabeça.
Fui até o banheiro me arrumei e voltei para o quarto a Vilu estava arrumando a Jolie, eu me intrometi no meio da Vilu e dei um beijo na pequena e logo depois me levantei e dei um beijo na Vilu, que ficou surpresa, mas correspondeu a ele. Acabei de me arrumar a Vilu também e fomos nos despedir de minha tia.
–Tchau crianças se cuidem!!-Falou ela depois de toda aquela babação, de que vai sentir falta e tal. Ta eu vou sentir falta, mas isso não vem ao caso.
Rumamos até o carro e em menos de quinze minutos chegamos. Estava acabando do botar nossas malas na esteira e voltando para a onde a Vilu estava sentada com a Jolie, mas agora ela não estava sozinha havia alguém com ela. Fui chegando mais perto a pude perceber que a pessoa que estava com ela era a Fernanda.
–O que ela faz aqui?-Perguntei cruzando os braços.
–Saber a sua resposta.-Respondeu Fernanda.
–Que resposta?-Perguntei confuso.
–Vai me perdoar ou não?-Perguntou.
Nesse momento tudo que aconteceu dos anos para cá se passaram por minha cabeça. Mas não poderia negar, ela era minha mãe. Gostando do que ela vez ela se arrependeu e aqui esta. Esperou o tempo em que eu pedi para pensar, e agora tenho que lhe contar.
–Vou... Querendo ou não, você é minha mãe, e se arrependeu do que fez. E fico feliz que tenha esperado meu tempo.-Falei, e a cada palavra que sai de minha boca era uma lágrima que escorria no rosto dela.
–Obrigada filho, muito obrigada!!!-Falou ela me abraçando.
–Te amo... Mãe...-Falei e senti uma lágrima escorrer de meus olhos.
Minha mãe me soltou e ficou me olhando por um tempo ainda chorando.
–Se tornou um belo rapaz, e de bom caráter. E é muito bom ouvir essa palavrinha sair de sua boca.-Falou ela limpando minhas lágrimas.
–Mãe...-Repeti e a vi abrir um sorriso de orelha a orelha.
Até a Vilu chorava a esse ponto.
–Vôo 424, partira em torno de quinze minutos.-Uma voz soou por todo aeroporto.
–Vocês tem que ir...-Falou minha mão.-Irei visitar assim que der. Tchau Vilu. Tchau lindinha. Tchau Filho.-Falou ela dando beijo em todo mundo e me dando um abraça apertado de foi retribuído.-Até breve.
–Até...-Falei indo em direção a porta de embarque, acompanhado da Vilu e da Jolie.
Entregamos nossos passaportes e nossas passagens e embarcamos no avião. Sentamos em nossas cadeiras e ficamos esperando até a hora de descer em Buenos Aires.
–Queria ter dito o que sentia antes.-Falei baixinho.
–Não pode voltar atrás.-Falou a Vilu acariciando meu rosto com sua mão desocupada pois a outra estava segurando a pequena.
–Eu sei. Mas não estou querendo voltar atrás. Fiz isso porque achei o certo, não deixar ela me magoar novamente.-Falei com a cabeça encostada em seu ombro.
–E se ela não te magoasse?-Perguntou a Violetta.
–Isso eu nunca saberei.-E assim terminou o nosso dialogo.
Depois de longas horas finalmente chegamos ao nosso destino: Buenos Aires.
–Senhores passageiros apertem os cintos, em menos de cinco minutos desembarcamos em nosso destino Buenos Aires.-Uma voz feminina soou pelo avião.
Apertamos nossos cintos e questão de segundos já estávamos em nossa cidade natal.
Pov’s Francesca
Vou contar rapidamente para vocês o que aconteceu comigo nesses meses. Irei falar rápido pois já estou atrasada para ir no aeroporto esperar a chegada da Violetta, León e sua pequena Jolie. Mas continuando. Logo após a Vilu e o León irem para Madrid o Federico me disse que precisava falar urgente comigo. Curiosa como sempre, não esperei duas vezes e fui a onde ele tinha marcado. Cheguei lá e não o vi, pensei que com tanta curiosidade acabei me antecipando. Sentei no banquinho que ali havia e o esperei, estava distraída vendo umas fotos nossas em meu celular e nem percebi e que alguém havia se sentado ao meu lado, olhei para ver quem era e a única coisa que vi foi um buque enorme de flor vermelhas. O rapaz tirou as flores da frente de sua rosto e pude ver que era o louco do Federico.
–Flores para você meu anjo.-Falou ele me entregando o buque.
–Ai que lindo amor...-Falei abobada.
–Preciso te dizer algo.-Falou ele passando a mão pelo cabelo.
–Fale.
–Francesca, meu amor. Você sabe o quanto eu te amo, sabe que sempre fiz e continuarei fazendo tudo por você. Te darei o céu e as estrelas. Te darei uma família, mas você antes de qualquer coisa precisa me responder uma coisa. Aceita se casar comigo?-Falou ele se ajoelhando e abrindo uma caixinha com 2 alianças.
–C-claro que sim.-Falei emocionada, e ele botou a aliança em meu dedo e eu na dele.
Suspiro toda vez em que lembro desse dia. Mas o momento melhor foi nosso casamento a um mês atrás, a hora de dizer sim, foi em que eu mais chorei. Sempre chorei em casamentos, e porque o meu seria diferente?.
–Francesca vamos. Estamos atrasados.-Gritou o Federico.
–Estou indo.-Gritei de volta.
Agora eu me vou, porque estou morrendo de saudades da minha amiga.
Pov’s Violetta
Quanta coisa aconteceu hein?! Pois é!
Descemos do avião e o meu pai já estava nos esperando. Quando ele nos viu abriu um grande sorriso. Entreguei a Jolie que dormia tranquilamente para o León e corri até o meu pai.
–Paiii, que saudade.-Falei o esmagando em um abraço.
–Que saudade, minha linda!!-Falou ele me levantando do chão.
–Olá senhor Germán!-Cumprimentou o León.
–Olá, León.-Falou meu pai olhando o León, mas sua atenção foi a Jolie.
–Essa é sua neta Jolie.-Falei.
–O meu Deus! Que lindinha.-Falou meu pai.-Posso?-Perguntou meu pai.
–Claro.-Falou o León entregando a Jolie para o meu pai.
Em casa...
Iremos ficar na antiga casa do León, então já estávamos arrumando tudo lá. Até que o meu telefone toca.
–Alô.-Atendi.
–Oiii Amigaa. Cheguei tarde no aeroporto, então me diga a onde esta?-Falou a Fran super rápido.
–Na antiga casa do León...
–Estamos indo.
Desligou
–Quem era?-Perguntou o León.
–A Fran.-Respondi.
Depois de um tempo, a campainha toca e eu abro e dou de cara com a Fran e o Fede.
–Que saudade!!!!-Gritamos todos.
Ficamos nós quatro na sala e a Jolie no quarto dormindo (menina que puxou ao pai), ficamos conversando sobre tudo, a Fran me contou cada detalhe do seu casamento em quanto os garotos conversam sobre sei lá o que. Acabemos descobrindo também que a Fran estava grávida. Convidei ela e o Federico para serem padrinhos da Jolie e ela já fez o mesmo comigo e com o León e claro que nós aceitamos. Até lembramos do passado, tudo que aprontamos, tudo que passamos, sempre juntos e olha agora. Grandes amigos, tudo casados.
–E tudo começou Numa Amizade.-Falei.
–E se transformou em Um Grande Amor.-Completou o León.
Fim
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