Nuestro mejor momento
4 Amigos
Notas iniciais
POV. Violetta
Será normal pensar tanto em um menino? Por que Leon não sai da minha cabeça de nenhuma maneira...
Em todas as noites meus pensamentos não saíam da casa vizinha, como eu queria aquele menino, como eu queria ele junto a mim, mas não posso.. Ele nem sequer olha para mim, como pode acontecer algo mais entre a gente?
– Angie e papai, vou caminhar um pouco — Disse ao descer as escadas e ver papai e Angie sentado na frente da TV assistindo algum filme, típico nos dias de domingo. Não queria trapalhar mais o clima então saí antes mesmo de receber a resposta, coloquei os fones e andei sem um destino certo.
Já era tarde demais e tinha que voltar para casa. Sai correndo pela rua e sem reparar muito no caminho, já estava perto da minha casa quando de repente tropecei próximo a uma rua qualquer.
– Droga!
Tinha caído feio, meu tornozelo estava doendo muito e não conseguia nem sequer me levantar quando senti uns braços fortes entralaçando a minha cintura. Aquilo foi como se uma corrente elétrica estivesse tomado conta do meu corpo, senti um arrepio forte em todo meu corpo, aquele corpo era tão quente, forte, meigo e aconchegante, por mim eu jamais sairia dali. Me virei em direção a pessoa que estava me ajudando a levantar e vi Leon, ali parado me olhando com uma feição que eu jamais tinha visto antes, não era como a primeira vez que o vi, nem quando ele estava dando uma de galã, era uma feição de carinho, cuidado, era tudo o que eu mais queria ver naquele momento. Meu coração disparou, não conseguia mais pensar em nada, somente naquele ser de blusa apertada e cabelos ao vento, com os olhos mais encantadores do mundo. O que diabos estava acontecendo comigo?
– Tudo bem, vamos eu te ajudo! — Ele disse com um sorriso encantador brotando nos lábios — Quer que eu te leve pra casa? — "Pra sua eu aceito" pensei e sorri com as coisas que estavam passando pela minha cabeça naquele momento. Até que lembrei que ele estava ali e que tinha me feito uma pergunta, me recompus e o olhei novamente.
– Não por favor, se eu chegar em casa desse jeito meu pai vai dar um escandalo e vai querer que eu vá ao hospital... — Disse com uma cara de dor — E não tem necessidade!
–Ok, vem comigo! — Não tinha como negar, eu estava em seus braços, e estava muito a vontade!
Andamos um pouco até chegar em uma praça linda, que tinha uma espécie de bosque, ele saiu andando em meio as arvores e eu já estava ficando preocupada.
– Onde estamos indo? — Disse assustada
– Calma, você já vai ver. — Ele disse sorrindo com a minha cara de desespero.
Querendo ou não eu estava gostando de não saber para onde íamos, não me interessava se era um lugar bom ou não, a única coisa que vinha na minha cabeça é que eu estava ali... Com Leon ao meu lado.
– Chegamos! — Ele disse me sentando em uma pedra que estava próxima a ele.
Meu Deus, nunca tinha visto uma coisa tão linda na minha vida, era uma árvore gigantesca e tinha algo em cima dela, não sei o que é ao certo mais parecia uma casa na árvore.
– Onde estamos? O que é isso? — Perguntei admirada com a beleza daquela paisagem.
– É meu lugar secreto! — Disse rindo e apontando para o monte de madeira amontoado em cima da árvore — No em que cheguei de Madrid e viemos para a casa nova eu estava andando pela rua e descobri esse lugar... Acho que nunca ninguém tinha vindo aqui antes. É tão lindo né?
– É simplesmente perfeito... — Falei tentando me levantar e automaticamente senti uma fraqueza no meu tornozelo o que quase me fez cair se não fosse pelos seus braços fortes e ágeis que rapidamente foi ao meu encontro para evitar a minha queda. Fiquei olhando em seus olhos verdes que me hipnotizavam durante incontáveis minutos e seu sorriso no canto da boca estava me deixando completamente louca, minha respiração estava tão acelerada quanto a dele e os nossos corações pareciam uma orquestra, a mais linda orquestra. Eu podia ficar o dia inteiro ali, em seus braços, sentindo seu toque e seu olhar sobre o meu. Mas não! Eu precisava ser forte, Leon tem cara de encrenca e eu já estou cheia de garotos problemáticos na minha vida. Respirei fundo e disfarçei olhando para baixo, ele percebeu a minha troca de ações e se afastou também.
– Você está bem? — Ele disse ainda me segurando... Eu ainda podia sentir seu halito fresco e seu perfume tão próximo a mim.
– Sim, estou muito bem... — Disse corando, e me separando um pouco mais dele.
Tinha que mudar de assunto o mais rápido possível, se não eu seria inevitável me jogar nos braços dele. — Foi você quem construiu a casa da árvore?
Tenho certeza que ele reparou a mudança de assunto, porque ele rapidamente se separou um pouco mais de mim e sentou-me na pedra novamente — Sim, o que você achou?
Me senti um pouco mal porque tive que me separar dele, mas eu que tinha provocado isso — Linda, muito linda... Posso subir até lá?
– Sim, mas e o seu tornozelo? — Ele disse num tom de preocupado.
– Ele já está bem melhor, só preciso de uma ajuda! — Disse sorrindo.
POV. Leon
Que estava acontecendo? Foi tudo tão rápido... De repente ela já estava em meus braços... Eu jurei para mim mesmo que aquele seria o MEU lugar, e que não levaria ninguém até lá, e ela agora estava me pedindo pra subir comigo!
– Ele já está bem melhor, só preciso de uma ajuda! — Meus Deus que sorriso perfeito ela tinha, não podia negar nada a ela enquanto que este sorriso estivesse em minha frente!
Fomos subindo, a ajudei o máximo possível, não sei se seu tornozelo ainda estava doendo, ela não parecia sentir dor... Mas se estava sentindo conseguia disfarçar muito bem.
Entramos dentro da casa, não era muito grande, cabia três pessoas no máximo mas dava para ficar muito confortável, tinha uma janela na lateral e uns travesseiros ao lado que eu usava pra dormir de vez enquando.
– Que lindo que é aqui dentro, dá para ver o bosque inteiro! — Ela disse com um entusiasmo infantil, o que me fez soltar uma risada abafada — Do que está rindo?
– Nada, nada... Só que você me faz rir. — Mas que merda foi essa Leonard? Por que eu disse isso? Argh, seu idiota — Quer dizer... É... Ah, você entendeu.
– Tudo bem, eu entendi o que você quis dizer. — Ela disse rindo e colocando a mão no meu ombro como um gesto amigável.
A alguns dias atrás ela não conseguia nem olhar no meus olhos, e agora já estávamos "amigos", aquilo me deu um alívio tão grande.
– Sabia que eu prometi a mim mesmo que nunca traria ninguém aqui... Que esse seria o meu lugar. — Por que mesmo eu falei isso? Não sei mais acho que isso foi bom pra mim... Ela me olhou com os olhos brilhando, tão lindo, aquele cabelo loiro esvoaçando com o vento.
– Sério? — Ela disse sorrindo. — Então agora vai ser o nosso lugar... Certo?
O que ela está fazendo comigo? Ela vai me deixar louco. — Certo, nosso lugar! — Disse dando uma piscadela e sorrindo.
– Aqui é tão lindo, ainda não entendo como você conseguiu achar esse lugar. — Falou se aproximando da janela, como o lugar era pouco espaçoso ela ficou cada vez mais próxima, o que me fez sentir bem.
–Pois é, sabia que... Na verdade eu só achei esse lugar, por que eu tinha brigado com minha mãe e decidi andar um pouco. E aí achei esse bosque e entrei para ver se achava algo de bom... E encontrei essa árvore, que me encantou no primeiro segundo. — Não sei por que estou dizendo isso a ela... "É tão simples, você se sente bem com ela!" minha mente gritava pra mim. — Não sei nem por que estou dizendo isso pra você...
– Ei, você pode dizer o que quiser pra mim. Somos amigos a partir de hoje, certo? — Ela disse sorrindo. — Quer dizer.. Só se você quiser.
– Claro que somos amigos! — Disse soltando uma risadinha de leve.
Eu fiquei lá parado olhando para aquela figura feminina parada a tão poucos centimetros de mim... Ela é tão linda, tão sensível, tão atraente, tão sexy e tão menininha ao mesmo tempo... "Wow Leon parou, vocês vão ser amigos nada mais que isso!" mais uma vez minha mente gritou me acordando daqueles pensamentos que ultimamente tinha dominado minha cabeça.
– Já tá tarde...
–Hãn? — Eu disse acordando dos meus pensamentos — O que você disse?
– Eu disse que já está tarde, vai começar a escurecer, e é melhor irmos agora! -Ela disse sorrindo de mim.
– É verdade... — Eu disse me levantando e indo em direção a pequena portinha. — Precisa de ajuda princesa frágil? — Disse soltando uma gargalhada. Cada vez mais eu estava me sentindo a vontade com ela.
– Chato... Mas, infelizmente, eu vou ter que aceitar a sua ajuda sim. — Disse ela corando mais uma vez.
Descemos e fui ajudando-a até chegarmos na rua de casa, ela sorriu pra mim e foi tomando distancia andando com difuldade.
– Ei, obrigada por hoje! — Ela disse se virando e rindo. — Foi muito bom conhecer o Leon que fala com as pessoas.
Como ela me fazia ficar tão bem e essa tarde foi uma das melhores de toda minha vida, eu pude ser quem eu realmente sou na frente de uma garota. E essa garota a cada dia me conquistava cada vez mais.
POV. Violetta
Foi tão bom conhecer aquele Leon. Que a cada dia que passa me surpreende mais e mais. Tudo aconteceu tão rápido que eu mal consigo associar as coisas, entrei em casa e fui andando até a escada.
– O que você fazia com o Leon? — Dei um pulo de susto e me virei. Angie estava rindo e com os braços cruzados, ela estava curiosa e não parava de me perguntar sobre ele e bla bla bla. — Não tem mais para onde fugir, Violetta. Me fala, vai! — Ela fez biquinho e eu ri.
– Vem pro meu quarto então.
Subimos pro meu quarto rapidamente para fugir do meu pai, mas antes disso, claro, Angie fez um questionamente sobre o porquê de eu estar canxingando. Avisei que explicaria ao longo da história. Finalmente chegamos ao meu quarto e eu pude sentar e começar a falar para Angie.
– Então... — Ela riu e sentou-se na cama agarrada com o travesseiro — Conta logo, Vilu!
Contei toda a história pra ela e a cada palavra ela pulava na cama, Angie era, com toda certeza, a minha melhor amiga, parecia ter a minha idade. Era engraçado porque ela ocupava todos os lugares na minha vida, de tia, mãe, irmã e amiga. Acabei de contar tudo o que havia para falar e ela ficou me encarando com um sorrisinho no rosto.
– Então você está gostando do novo vizinho, dona Violetta? — Ela falou sorrindo e mordendo os lábios segurando a gargalhada.
– NÃO! — Gritei rindo e jogando o travesseiro nela — Eu só... Ah num sei, Angie — Fiz biquinho e Angie se aproximou para me abraçar.
– Eu te entendo, Vilu. É difícil ter certeza dos sentimentos, eu que o diga. — Ela soltou uma risadinha e depois continuou — Mas uma hora o seu coraçãozinho vai te mostrar o caminho e vai te fazer entender tudo isso que você está sentindo. Logo, logo você vai entender e começar a dominar esses sentimentos que estão guardados aí dentro, tá? — Ela sorriu e tirou algumas mechas de cabelo do meu rosto. — Fico feliz que minha menina esteja começando a conhecer o amor de verdade... — Ela suspirou — Não deixe que o passado fique influenciando no que está acontecendo agora tá? Tudo já passou e histórias não se repetem. — Ela sorriu — E Leon parece ser um cara legal.
– Ele é. — murmurei e a abracei — Muito obrigada, Angie! Você é a melhor!
Papai interrompeu o momento nos chamando para comer, primeiro ele desconfiou e perguntou o porquê de tanto amor e nós rimos nos levantando e o abraçando. Descemos e jantamos, tudo aconteceu normalmente e depois subi para o meu quarto.
Me preparei para dormir e quando deitei na cama tudo pareceu passar como um filme na minha cabeça, é incrível como a cama é o melhor lugar para pensar no que aconteceu durante todo o dia, Leon estava presente em todos os meus pensamentos, todas as vezes que nos víamos, todas as vezes que ele me surpreendeu.
E hoje eu acho que a melhor coisa que me aconteceu foi ser ignorada pelo aluno novo.
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