Nuestro Camino
20 Tragédia
Notas iniciais
Buenos Aires , ARGENTINA. Quarta — Feira 05 de Março 2014
POV VIOLETTA
– Tomás ? — chamei-o e abri as minhas pálpebras com dificuldade e com uma enorme dor de cabeça. Finalmente abri as minhas pálpebras e vi Tomás falando com alguém — o que esta fazendo com o meu celular , Tomás ? Quem é ? Tomás — falo desesperada e com algumas lágrimas escorrendo.
– Cala a boca sua vadia — grita o Tomás se virando para mim com a sua arma destravando-a e atirando um pouco ao lado aonde eu estava e me encolhi com medo.
– Quem era ? — indago.
– O seu leãozinho — responde ele rindo. Lê , aah como eu queria ele nesse momento — ele esta muito exaltado , acho que eu preciso dar um jeito nele , para ele ficar mansinho , sabe ? — fala ele pensativo.
– Não , Tomás. Isso é entre eu e você , não envolva o León — falo desesperada e o desgraçado ainda ri. — vai para o inferno Tomás.
– Vou e ainda te encontro lá depois — fala debochando.
– Você não vai conseguir escapar por muito tempo , Tomás — falo dando um sorriso falso — eles vão te pegar. — completo.
– Se eu tiver você como refém , acho que não querida — fala ele se aproximando de mim e me roubando um beijo. Tentei ao máximo deixar minha boca fechada , mas o filho da puta é mais forte que eu.
– Babaca — murmuro de ódio.
– Vamos ver quem é o babaca querida – fala ele se ajoelhando e tirando a mesma faquinha do bolso.
Tomás começou a prensar a faquinha sobre o meu rosto afundando e já se derramava sangue. Não poderia gritar , pois não havia ninguém por ali , chorar não resolveria nada , mas era a única opção. Parecia um pesadelo o que estava se passando ali , só queria um colo uma hora dessas. Porque esse infeliz deve que voltar , o que eu fiz para merecer uma praga dessas na minha vida ?. Tomás agora estava fazendo leves cortes pela a minha pernas.
– Agora vem a melhor parte — fala ele lambendo os lábios e dando um sorriso malicioso.
Tomás rasgou literalmente a minha calcinha e depois levou as suas mãos até os meus seios apertando-os com força. Tomás retirou suas mãos dali e pegou algo em seu bolso e logo puder ver que era um pedaço de pano e já estava ficando com medo do que ele poderia fazer. Ele colocou o pano na entrada de minha boca e pegando as duas pontas amarrando na parte de trás de minha cabeça me impedindo de falar.
Me debatia a toda hora mas sem sucesso , podia-se perceber o sorriso diabólico em seu rosto e o seus olhos de puro ódio. Tomás segurou o meu rosto com uma mão e foi se aproximando cada vez mais pensei que ele ia me beijar mas o vagabundo virou um pouco o meu rosto e deu um tapa estalado em minha bochecha.
– Vadia apanha na cara — fala ele rindo enquanto passava as mãos em minhas bochechas — estou tendo uma boa visão — completa ele analisando o meu corpo.
– Covarde — falo fechando a cara e o mesmo começou a ri e depois deu mais um tapa.
– Com muito orgulho , princesa – fala sorrindo como se tivesse orgulho mesmo daquilo que ele estava fazendo.
POV LEÓN
Estava desesperado na delegacia , olhei em meu relógio e eram 19hrs. Se encontrava eu , Fede e o Germán inquietos os policias seguravam a todo o custo o Germán para ele não ir atrás da Vilu por ser muito perigoso , mas garanto que esse Tomás é um bunda mole e não mata nenhuma mosca , ele não deve ter agido sozinho , alguém lógico estava ajudando a anta. Olhei na minha tela de bloqueio do meu celular era uma foto minha com a Vilu , o seu rosto angelical , o seu sorriso de me fazer derreter , se acontecesse algo com ela o que vai ser de mim ?
Fixei o meu olhar para o meu telefone por alguns minutos e foi ai que me lembrei. Eu tinha falado com o tal de Tomás pelo o telefone da Vilu , então é só rastrear. Fui até o delegado correndo , com alguns guardas atrás de mim mas fui.
– Delegado — falo apoiando as mãos nos joelhos e respirando fundo — rastreia o celular da Vilu — falo mostrando o meu celular com o numero dela.
– Garoto , o Tomás já deve ter desligado ou quebrado o celular dela — fala o Delegado revirando os olhos.
– Tente — única coisa que falei e o Delegado cujo o nome seja Raimundo.
O Delegado pegou o meu celular da minha mão e conectou em seu computador e só ouvi as teclas sendo apertadas , não consegui ver o que ele estava fazendo , pouco minutos depois um olhar surpreso dele e um grande sorriso. Me aproximei do computador e fiquei analisando até que vejo o nome da rua e ao lado aparece a foto da rua que com certeza é completamente deserta. Peguei uma folha e uma caneta sem permissão e anotei.
– O que você vai fazer , garoto ? — fala o Delegado ao me ver dobrando o que eu anotei.
– Posso ? — pedi permissão para pegar o meu celular e o mesmo assentiu — é melhor os seus policiais já virem atrás , ou se não vão encontrar o Tomás , morto — falo olhando para trás e saindo daquela sala.
Sai daquela delegacia com muito custo com alguns guardas tentando me impedi mas relutei e finalmente consegui sair daquela bendita delegacia. Adentrei em meu carro e peguei o papelzinho do meu bolso anotando no GPS que logo apareceu na pequena telinha o caminho que eu tinha que traçar. Apertei com força o volante e dei partida pisando fundo.
Não me importei com os sinais vermelhos , não me importei com nada , vi no retrovisor que cinco viaturas da policia me seguindo e revirei os olhos. Após alguns minutos de velocidade cheguei na rua deserta aonde o celular estava. Fui diminuindo a velocidade e a única coisa que se encontrava naquela região era matos e mais matos. Avistei no final da rua um tipo de casa abandonada toda destruída e aumentei a velocidade. Por sorte as sirenes dos carros dos policiais estavam desligadas. Parei um pouco longe da casa e sai do carro fazendo nenhum silêncio.
Os policias saíram do carro e eu fiz uma sinal para eles ficarem em silêncio. Fui em passos silenciosos e largos. O lugar estava rodeada de madeiras queimadas. Olhei em um dos buracos e não conseguia ver nada , além de um lugar vazio , alertei os policias e pedi para cercarem. Fui para trás daquele local e entrei de fininho e pude-se ouvir alguém tentando gritar.
– Você não fica quieta né sua puta — ouvi a mesma voz que eu falei no celular esse deve ser o desgraçado do , Tomás.
Ao ouvir aquela voz segui e até me deparar com a Violetta totalmente nua com os pulsos e tornozelos amarrados e com a boca com um pano impedindo-a de falar e o filho da puta em cima dela. Não pensei duas vezes e fui para cima daquele merda puxando-o pela a blusa e o jogando contra a parede ao lado. Olhei para a Vilu ela tinha muitos cortes pelo o corpo , estava com uma cara de dar pena , não esta mais com o seu sorriso radiante , sua feição é de medo e também alivio. Agachei e tirei o pano de sua boca.
– Lê — fala ela olhando para um ponto fixo e olho para trás era o Tomás já levantado vindo em nossa direção.
Me levantei e fiquei parado esperando aquele merda vim para cima. Cruzei os braços e o mesmo ainda vinha , quando chegou em minha frente começou a ri debochado.
– O príncipe azul , veio salvar a donzela ? — debocha ele rindo. Tomás era um homem magro , com barba , olhos azuis e cabelo preto. — quer dizer donzela não , a puta — completa ele rindo.
– O que você disse ? — desafio-o dando um passo para frente.
– Violetta é uma pu..
Não deixo ele terminar de completar e viro um soco em seu maxilar e o mesmo cai no chão com a mão no maxilar mas ainda continua a rir. Vou até ele e puxo-o pela a gola de sua camisa erguendo e dando um soco agora em seu olho.
– León — grita a Vilu , chamando a minha atenção — não vale a pena , vamos embora — pede ela e viro o meu rosto para ver melhor a minha pequena. — Leóon — grita novamente e fico confuso pois já tinha ouvido o que ela pediu.
Logo sinto algo rasgar a minha coxa e entrar ali mesmo aprofundando. grito de dor e jogo o Tomás para longe , olho para a minha calça e o vagabundo me deu uma facada. Toquei em minha perna e estava doendo muito. Fui mancando em direção ao Tomás e o mesmo estava deitando olhando para o teto rindo. Sem pensar duas vezes com a outra perna peguei impulso e chutei com a maior força que eu tinha a sua cara. Tomás colocou a mão no rosto e ficou deitado , corri para a Vilu e tirei as suas correntes soltando-a e a mesma foi a procura de suas roupas.
Olhei de canto e Tomás estava começando a se levantar e percebi que a parte em que eu dei o chute estava totalmente roxa e seu nariz estava sangrando.
– Desgraçado — murmura ele cuspindo sangue e vindo em minha direção.
Olhei para a Violetta e ela estava com um olhar furioso , a mesma viu que fiquei confuso e mostrou sua camisa e seu shorts completamente rasgados. Joguei a minha blusa xadrez que eu estava vestindo e que na mesma iria ficar um vestido e a mesma conseguiu amarrar a barra de sua calcinha que também havia sido rasgada. Logo sinto um soco em minha barriga. Segurei em seu ombro e logo o abaixei com tudo levantando o meu joelho e dando uma bela de uma joelhada nele na cara dele. Envolvi meu braço em seu pescoço apertando fazendo-o o famoso mata leão.
Tomás conseguiu se soltar e foi em direção a algo e aproveitei e olhei para a Vilu , a mesma estava encolhida com medo , chorando.
– Violetta , sai — falo para a mesma para não presenciar isso.
– Não , só saio daqui com você junto — fala ela firme — Lê , cuidado — completa apontando para Tomás que voltava com um ferro na mão.
Vou até o Tomás o encarando e o mesmo me olhava com fúria , nem me importei e fui até ele e na mesma hora que ele ia me acertar abaixei desviando e peguei o ferro de sua mão jogando para trás. Dei mais dois socos na cara do Tomás e três em sua barriga dava para ouvir os soluços de Violetta devidamente com medo. Dei um chute em seu rosto e o mesmo caiu quase desmaiando , me agachei ao lado dele cerrando os meus punhos na hora que ia dar outra em sua cara , ele sacou a arma destravando-a e disparando quatro tiros , um catou em meu ombro e ouvi o gemido de dor da Vilu e a mesma tinha dois tiros na perna esquerda e um na direita.
Consegui ler o seus lábios e a mesma pedia ajuda e caiu no chão e por azar o ferro que eu havia jogado para trás estava ali fazendo-a bater a cabeça ficando desfalecia no chão. Ouvi a risada do Tomás e coloquei a mão em meu ombro estava muito dolorido , mais que a minha perna , soquei o Tomás literalmente sem parar , descontando a minha raiva e na hora que eu parei o rosto dele estava totalmente cheio de sangue e o vagabundo estava desacordado.
Logo vários policiais estavam adentrando naquela casa com varias armas. Andei com um pouco de dificuldade pois minha perna e coxa estava doendo o corte foi do meio da coxa até a metade da perna e na parte da coxa o otário aprofundou a faca. Segurei a cabeça da Vilu e comecei a chorar , escorria um pouco de sangue em sua cabeça e a mesma tinha ficado branca que nem papel.
– Senhor Vargas , tem uma ambulância ai fora — avisa um dos policiais e logo saindo
Levaram o Tomás para não sei aonde. Pedi ajuda a um policial para levar a Vilu pois meu ombro tinha recebido em cheio uma bala. Adentrei na ambulância com a Vilu que estava em uma maca ainda desfalecida na maca. Alguns minutos as médicas que havia ali começaram a retirar a bala que eu havia tomado ali mesmo e a costurar imagina a dor , parecia que estavam me cortando ao meio , não podiam ter esperado chegar no hospital e ter me apagado primeiro ? Depois de costurar o meu ombro e a metade da minha perna e da minha coxa ela passou algo em um algodão e limpou o ombro e a metade da perna e da coxas e a cada toque era uma dor maior. Havia chegamos e estavam tirando a Violetta , queria ir mas a mulher tinha que terminar , ela enfaixou ambos e colocou fitas para segurar me deu os remédios e me recomendou a trocar os curativos no mínimo duas vezes no dia e no máximo três , e sempre que começasse sangrar era para trocar para não inflamar , durante um mês ou se em um mês não curar continuar passando o remédio e colocar o curativo , e ficou falando um monte coisas eu queria a minha pequena logo.
Depois de muito custo consegui me livrar daquela mulher e entrei no hospital indo em direção a recepção.
– Por favor , a paciente , Violetta Castillo — falo com a mulher , que começou a mexer no computador e logo voltou a sua atenção a mim.
– Ela esta na sala de exames , pode ficar esperando na área de espera — responde ela dando um sorriso e apenas assenti em agradecimento.
Fui até a área de exames e fiquei lá pensando um pouco , ainda mancando fiquei andando de um lado para o outro e pessoas olhavam para mim com um olhar confuso e apenas fiquei pensando nas possibilidade do que pudesse acontecer com ela , algo inútil pois comecei a chorar ao pensar em inúmeras possibilidades , não sei o que faria sem a mulher da minha vida ao meu lado , ela e a nossa filha são a única coisa que dão cores ao meu mundo se eu perder ela , eu perco a metade da minha alma.
– Acompanhantes da senhorita Castillo ? — grita o médico olhando uma prancheta.
– Eu — grito de volta e vou mancando até o médico — ela esta bem doutor ? — falo com um olhar de esperança.
– Bom — começa ele — ela desmaiou e o impacto aonde ela bateu foi muito forte por isso ela poderá ter um inicio de coma — continua e já fiquei assustado — ela deve acordar no mínimo em uma semana , e no máximo duas , caso isso aconteça ela entrará em um coma profundo e de grandes riscos de morte .- completa ele
– C-omo ? — sussurro
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