Nu ma opri
1 Capítulo 1 - Um novo caso
Notas iniciais
Estavam paradas frente a frente na sala de Maura. Os corpos ainda abraçados sentindo a respiração uma da outra. A legista foi a primeira a quebrar o silêncio com um chamado que mal passava de um sussurro:
- Jane...
A detetive então saiu do transe em que se encontrava se afastando bruscamente da amiga. Com olhos arregalados deu meia volta e saiu da casa como um furacão.
- Jane? – a outra disse confusa correndo até a porta e acompanhando com o olhar a figura morena que dava partida no carro e sumia logo após virando numa esquina.
Elas haviam se beijado. E aquilo parecia tão certo e tão errado ao mesmo tempo. Elas eram amigas. Melhores amigas! E agora? Haviam estragado tudo...Tantos anos de afeto seriam perdidos por que a morena não soube controlar seus impulsos. Esse pensamentos martelavam a cabeça de Jane que chegou em casa sem nem notar como e já estava afundada no sofá com uma cerveja gelada numa mão e Jo Friday em seu colo pedindo carinho.
2 SEMANAS ANTES
- Nem pensar! Eu não vou levar a Maura numa missão em campo novamente! – Jane esbravejava na sala da Central onde todos os detetives estavam reunidos discutindo o andamento de um novo caso.
- Mas Jane, nós não temos provas concretas! – Korsak tentava ser razoável – E a única pessoa que fala romeno que temos é a Maura.
- Ahh, como se não houvesse nenhum tradutor de romeno em Boston né? – Jane dizia ainda contrariada
- Jane, a questão é que não temos tempo! – Frost entrou na conversa – Teríamos que treinar um leigo para entrar nisso, menos do que teremos que treinar a Dra. Isles. E pelo que rastreamos das ligações do Mitrea, ele só vai estar na cidade mais esta noite.
- Não podemos perder esse cara! Não de novo...
Marcel Mitrea: um romeno naturalizado americano, autointitulado microempresário de sucesso do ramo alimentício que por baixo dos panos movimentava um esquema de drogas e prostituição muito mais lucrativo. Vários casos consecutivos fizeram os detetives chegar nele como mandante, mas até agora foi impossível captura-lo uma vez que seus álibis foram muito bem plantados e ele nunca apareceu pessoalmente em nenhuma das cenas do crime. A única prova seria gravá-lo fazendo uma negociação que o ligasse as outras vítimas.
O plano era simples: segui-lo até sua “casa de entretenimento adulto” que fiscalizava pessoalmente todas as noites, fazer Maura se aproximar dele como uma possível cafetina interessada em negociar algumas meninas e substâncias ilícitas para elas usarem, gravar toda a conversa, forçando-o a descrever detalhes que o ligasse aos acontecimentos anteriores. O que podia dar errado? Bem, na cabeça de Jane só uma coisa: TUDO!
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