Now, The Only Thing I Need, Is You
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Acordei, e os meninos ainda estavam dormindo. Decidi tomar um banho, e colocar uma roupa mais a vontade. Coloquei um moletom, um short, e meu tênis favorito da vans. Quando fui para sala, Louis e Zayn, já estavam acordados.
– Bom dia meninos! – disse sorridente enquanto me sentava ao lado deles, e Louis me abraçou.
– Bom dia princesa! – Louis disse sorrindo, e o abracei.
– Ah, bom dia Yas! Espero não ficar de vela logo de manhã. – Zayn ironizou enquanto ria.
Louis me abraçava, e eu me sentia protegida. Zayn, teve uma ótima ideia de acordar, Harry, Liam e Niall, a almofadadas. Nos preparamos, cada um com duas almofadas. Começamos a jogar nos meninos, Niall deu um grito que parecia uma menininha, os meninos acordaram assustados. Eu não me aguentava de rir da cara deles, até que Harry pegou uma almofada e tacou em mim.
– Ah Sr. Styles, provocou agora vai levar. – eu o encarei, e pulei em cima de suas costas, tentando o derrubar no chão. Louis viu, segurou meu braço, e tentou nos separar. – Louis, não se envolve. – disse, e Louis entristeceu, ele levou a sério.
– Nossa... – Louis disse, soltando meu braço.
– Ah Louis, você entendeu. Não era pra levar a sério. Nunca falaria isso, sério pra você. – disse e o abracei. Ele apenas deu um leve sorriso e olhou em meus olhos.
Conversamos por alguns minutos, e Zayn recebeu uma ligação. Parecia ser de Perrie. Ele se levantou, e foi para a cozinha. A conversa levou alguns minutos. Zayn voltou, e parecia animado para nos contar algo.
– Meninos.. Yas. O que acham de irmos para o Brasil? Vamos, vai. – Zayn disse animado.
– ZAYN , SÉRIO? – Niall disse, pulando, e Zayn o acompanhou. Pareciam duas crianças.
– Zayn, você está brincando? – disse nervosa, refletindo sobre meus tempos no Brasil, e fiquei preocupada.
– Não, não estou. Perrie tem um primo, que é brasileiro, e a convidou para passar algumas semanas lá. Então, ela perguntou a ele, se poderia levar alguns amigos, e está chamando a gente. Vamos, vai ser divertido, sempre quis conhecer lá. – Zayn disse animado, insistindo para que eu aceitasse.
Os meninos perceberam, que havia algo de estranho comigo, em relação ao Brasil.
– Yasmin, aconteceu alguma coisa? – Liam me perguntou, preocupado.
– Nada... Tudo bem Zayn, vamos para o Brasil. – disse e os meninos me abraçaram.
– Ok, meninos precisamos ir pra arrumarmos as nossas malas, amanhã bem cedo passamos aqui. Louis te manda mensagem avisando os horários certinhos. – Zayn disse se levantando, e arrumando o topete. Os meninos o acompanharam, e deram uma arrumada na roupa que estava amassada. Eles me comprimentaram, e foram embora. Louis ficou.
Louis POV.
– Louis, você não vem? – Niall perguntou, e os meninos o puxaram.
– Niall, para de ser inocente. – Harry disse maliciosamente, e os meninos começaram a rir.
– Calma, eu ainda não entendi. – Niall disse confuso, e tentando entender as brincadeirinhas dos meninos.
Os meninos foram embora, e fiquei a sós com a Yasmin. Precisava conversar com ela. Percebi, que quando Zayn falou sobre o Brasil, ela ficou tensa. Aconteceu alguma coisa, e ela está guardando para ela.
– Então... Louis, o que foi? – Yasmin me perguntou confusa, e tensa.
– Yasmin, o que aconteceu no Brasil? – Perguntei e ela abaixou a cabeça. – Desculpa, não é obrigada a me contar, e muito menos a ir ao Brasil. – disse e me levantei para ir embora. Ela segurou minha mão, e sentamos no sofá.
– Louis... Eu nunca mostrei isso pra ninguém. – Yasmin se levantou, e pegou uma caixa, que estava trancada. Ela a abriu, e pegou umas cartas, e algumas fotos. – Continuando, essas são cartas, que eu escrevia quando tinha 15 anos. Como não tinha coragem de contar pra alguém, o que acontecia comigo, eu escrevia e guardava. – ela pegou uma carta, e começou a ler. – “É, a cada dia que passo, menos vontade de morar aqui tenho. Meus pais só me julgam, eles não me entendem. Eu sinto falta deles, e eles só sabem brigar comigo. Me lembro, de quando tinha 5 anos, e morávamos em uma casa que tinha um quintal enorme. Sempre que mamãe chegava do trabalho, brincávamos, até anoitecer. Agora, tudo que faço, faço errado ou preciso melhorar. Nunca me apoiam. Me xingam de vagabunda, inútil... E o único que me entendia, é meu irmão que, há alguns dias atrás, descobriu ter Mal de Alzheimer, e suicidou-se. E tudo isso, é culpa minha, se eu para-se de apenas me preocupar comigo, e dar mas atenção a única pessoa, que realmente sempre esteve comigo... “ – Percebi que os olhos de Yasmin avermelharam e estavam cheios d’água, e nisso a abracei.
– Tudo bem, não precisa mais ler. – Disse, e ela me abraçou e chorou em meu ombro. Eu daria tudo, pra não vê-la chorar. – Ei, princesa, levanta a cabeça, se não a coroa cai. – disse, e ela sorriu levemente. Não aguentei vê-la chorar, e percebi que lágrimas caiam, cada vez que ela chorava mais forte. Ela suspirou, e se levantou.
– Tá, estou bem. – ela disse, segurando o choro. Segurou minha mão, e me guiou até seu quarto.
Yasmin POV.
Louis, é realmente maravilhoso. Eu consegui contar a ele, uma coisa que nem minhas melhores amigas, sabem. Ele me faz um bem enorme. Eu acho que.... Não, não posso estar sentindo nada por ele.
Fomos até meu quarto, e com a ajuda de Louis, arrumei minha mala. Louis caminhou até a porta, me olhou e sorriu. Sorri de volta, e o abracei. Olhei para aqueles olhos azuis, e me perdi completamente. Fomos lentamente nos aproximando, até que numa dose de doce paixão fechei os olhos, nossos lábios se encontraram, foi como se meu corpo não me obedecesse mais, não resistia aquele encontro de desejos. Parei, e o olhei. Novamente nos aproximamos, e sorrimos entre o beijo, e logo depois nos abraçamos, rimos e o acompanhei até o estacionamento, onde o carro dele estava.
– Então... até amanhã. – Louis sorriu, e abriu a porta do carro.
– Louis... – puxei ele pelo braço, e o beijei. – até amanhã. – ele se surpreendeu, e sorriu.
Ele entrou no carro, acenou e foi embora. Subi para meu apartamento, cansada. Esses meninos parecem 5 crianças. Fui pro banho, e passei metade do tempo, pensando sobre minha vida. Como esses 5 idiotas, entraram na minha vida tão rapidamente, e me fazem feliz. Sai do banho, me sequei e enrolei a toalha no cabelo. Coloquei uma blusinha solta cinza, e uma calça de moletom. Deitei, e demorei para dormir. Não conseguia parar de relembrar o gosto do beijo de Louis. Finalmente, consegui dormir.
Acordei com o toque do meu celular. Louis haverá me mandando uma mensagem, para que me arrumasse, que ele e os meninos já estavam vindo pra cá. Levantei, e coloquei uma roupa. Um moletom leve, um short, minha meia pata roxa, e uma corrente que ganhei da minha melhor amiga, Alice. Sequei o cabelo, e fiz um rabo de cavalo alto. A campainha tocou, Zayn, Liam, Harry e Niall estavam lá para me ajudar a descer as malas.
– Ué, cade o Louis? – perguntei enquanto franzia as sombrancelhas. Nenhum dos meninos me responderam, então mudei de assunto. – Então... estão ansiosos? – perguntei sorrindo .
– SIM! Meu maior sonho, é conhecer as comidas típicas do Brasil. Todo mundo fala que é muito boa. – Niall disse pulando de felicidade. Comecei a rir.
– Não liga Yas, ele é sempre assim. E-S-F-O-M-E-A-D-O. – Liam disse, todos começaram a rir.
– Esfomeado é a vovozinha, Liam. – Niall disse brincando, e o encarando. Liam abaixou a cabeça e Niall o abraçou.
Os meninos pegaram minhas malas, e nem deixaram eu ajuda-los. Descemos, e eles colocaram a mala dentro do porta-malas do carro de Louis. Tá... Mas cadê o Louis? Quando me virei para perguntar aos meninos novamente, levei um susto.
– BU! – Louis disse pulando na minha frente. Gritei feito uma menininha... Bom, eu sou uma menininha, mas não costumo demonstrar. Os meninos riram de mim, e eu dei um tapa no braço de Louis.
– Louis seu idiota. – disse e o abracei. – Nunca mais faça isso, meu Deus. E vocês sabiam disso né? – disse apontando para os meninos, e eles só rindo de mim. – Ah, que ódio. – disse e entrei no carro.
Os meninos entraram, e me pediram desculpas. Harry ligou o rádio, e os meninos começaram a cantar. Me empolguei e cantei junto com eles. Rimos, conversamos, até chegar ao aeroporto, onde encontraríamos Perrie.
Chegamos, e encontramos Perrie sentada. Quando me viu, sorriu e me abraçou.
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