Now Is Good
41 Uma nova amiga?
Notas iniciais
Passadas pelo menos umas 6 horas, Whale volta para me liberar novamente. Dessa vez eu me sentia pior do que de manhã. Estava me sentindo bastante fraca e um pouco enjoada. Despedimo-nos de Aurora e Zelena, e já no estacionamento entrego as chaves do carro para Emma.
– Vamos passar pegar Roland já. – Digo, já que estava perto dele sair da escola, alguns minutinhos antes na teria problema.
– Vamos sim. – Emma desvia um segundo os olhos da estrada para me olhar. – Como ta se sentindo amor?
– Enjoada e fraca, mas bem.
– Tadinha amor. – Olho-a e ela estava com uma expressão triste.
– Está tudo bem querida, não se preocupe. – Digo para tranquiliza-la.
– Não queria que você tivesse que passar por isso.
– Eu também não queria passar por isso, mas não tenho escolha não é?!
– Infelizmente. – Ela diz encarando a estrada a sua frente.
Quando chegamos à escola de Roland, Emma desce e vai busca-lo enquanto espero por eles no carro torcendo para que não demorassem á voltar, o que de fato acontece. Alguns minutos depois pude ver os dois vindo correndo para o carro.
– Oi mamãe. – Roland diz enquanto Emma o prendia na cadeirinha, no banco de trás.
– Oi querido, como foi à aula hoje?
– Eu fiz um desenho da nossa família.
– Uh, é mesmo? – Sorrio para ele.
– Sim.
– Quando chegarmos em casa eu vou querer ver. – Ele só confirma com a cabeça, sorrindo, e olha pela janela, enquanto Emma já dava a partida.
Quando chegamos, eu estava me sentindo completamente esgotada. Peço a Emma que deixe Roland brincar um pouco, e depois que o alimente e o bote na cama, enquanto eu subo direto para o quarto, era cedo para dormir, mas eu só queria a minha cama.
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POV EMMA
Depois que Regina subiu para o quarto, fiquei com Roland na sala, ajudei-o com as tarefas da escola, alimentei-o e depois o coloquei na cama, mas ele não dormia, por que queria mostrar o desenho que ele havia feito de nós, para Regina.
– Ok garoto, eu vou ver se elas ta acordada, ta bom?! Fica ai. – Deixo- o sentado na cama, enquanto vou até meu quarto e de Regina, e vejo que ela está imóvel na cama, provavelmente dormindo. Saio de fininho e quando estou fechando a porta, ouço-a falar.
– O que foi querida? – Sorrio para mim mesma, imaginando que obviamente ela não iria dormir antes que eu fosse para cama.
– Achei que já estava dormindo, vida. – Aproximo-me da cama, e sento ao lado dela, que continuava deitada.
– Tava te esperando. – Ela sorri de leve.
– Que linda. – Me inclino e beijo sua testa. – Ta passando bem?
– Vomitei um pouco, mas estou bem sim.
– Ai amor, por que não me chamou?
– Pra me ver vomitar?
– Não, pra estar com você, eu me preocupo. – Acaricio seus cabelos.
– Eu sei.
– Roland quer te mostrar o desenho que ele fez.
– Ele ainda não dormiu? – Regina me olha pronta para me dar uma bronca.
– Não, ele cismou em vir mostrar o desenho, afinal, você disse que queria ver. – Me defendo antes dela me xingar.
– Ah, é verdade. Traga-o aqui. – Confirmo com a cabeça, e vou buscar Roland, e quando chego ao quarto, ele estava deitado por cima das cobertas, abraçado ao desenho, dormindo. Volto para nosso quarto e não me contenho:
– Amor, você tem que ver isso. – Falo e ela me olha curiosa. – Vem cá. – Ela levanta-se coloca o robe por cima da camisola e me acompanha até o quarto do nosso filho.
Quando chegamos à porta, eu paro e olho para Regina, que estava com a maior cara de derretida que eu já vi, olhando para Roland. Caminho até ela e a abraço por trás, ela passar seus braços pelos meus em frente ao seu corpo e ficamos paradas algum tempo só observando Roland dormir.
– Ele é tão lindinho. – Falo no ouvido de Regina.
– Claro que é. – Ela diz e mesmo que eu não visse, pude perceber que sorria. – Ele é nosso filho. – Solto uma risada, e levo um apertão de Regina.
– Ops. – Volto a rir baixinho, sendo acompanhada por ela.
Regina se solta dos meus braços, caminha até Roland, e tira lentamente o desenho de suas mãozinhas, e olho para o papel encantada. Eu já havia visto o desenho, e no mínimo fiz a mesma cara que ela estava fazendo.
– Amor. – Sussurro pra ela, que me olha. – Ta com cara de pateta. – Falo para implicar e ela me mostra a língua, dobrando o desenho e colocando no bolso do seu robe. Ela pega Roland nos braços, e não sei se ele estava crescendo ou Regina parecia menor, mas o corpinho do garoto cobriu seu tronco inteiro. Caminho até perto da cama, e puxo as cobertas, ela coloca nosso filho com cuidado na cama, enquanto eu puxo as cobertas, cobrindo-o. Ela deposita um beijo leve na testa dele, e eu repito o gesto, saindo do quarto nos calcanhares de Regina.
Já deitadas na cama, olhando uma para a outra.
– Ta se sentindo bem, amor?
– Estou. – Regina responde e sorri
– Então vamos dormir bem agarradinhas assim. – Abraço-a com força, e a puxo para mais perto. Ela dá um longo suspiro.
– Obrigada por estar comigo.
– Não há outro lugar no mundo no qual eu queira estar que não seja ao seu lado, Regina. – Sinto seu sorriso contra a pele do meu pescoço, e acaricio seus cabelos, até que pouco tempo depois ouço sua respiração mais constante, indicando que ela havia dormido. Não me lembro quando peguei no sono, mas deve ter sido logo após Regina dormir em meus braços.
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No dia seguinte, elas seguiram a rotina do dia anterior: Acordar, tomar café, arrumar Roland, Leva-lo a escola, e irem para seus respectivos trabalhos e mais tarde para o hospital, para mais uma sessão de quimioterapia de Regina.
O dia todo passou lentamente para ambas, Regina queria a todo custo ir embora antes de ter terminado as ultima sessão, e apesar de Emma estar tão entediada quanto ela, a loira convenceu a morena a ficar até o final, para que mais para frente não houvesse problemas.
Quando estavam quase terminando, Regina tem um crise de vomito e Emma fica desesperada, sendo tranquilizada por Zelena, que estava com a irmã na mesma situação que Regina, mas Aurora havia passado mal o dia inteiro.
– Como você consegue? – Emma pergunta a Zelena.
– Como eu consigo o quê? – A ruiva a olha intrigada.
– Ficar assim, tão tranquila diante disso. – A loira aponta para Aurora que ainda vomitava.
– Acostuma. Não há o que fazer quanto a isso Emma. – Ela fala calmamente.
– Acho que nunca vou me acostumar a ver Regina sofrer.
– Você não tem escolha. Tudo que você pode fazer quanto a isso, você já esta fazendo. –Pausa. — Que é estar ao lado dela. – Emma olha para a mulher ruiva, alta, de penetrantes olhos verdes e sorri.
– Aurora precisa de um doador de medula, não é? – Emma questiona.
– Sim, urgentemente.
– E você não é compatível?
– Não. Raramente parentes são compatíveis entre si.
– Nossa, e é tão difícil assim achar um doador compatível?
– É sim Emma, muito difícil. – Emma engole seco e olha para Regina, que estava mais branca que um papel, encostada na poltrona e torce consigo mesma para que Regina não precise de um doador. O toque do celular da loira a faz despertar de seus devaneios.
– Oi Jeff. – Ela diz atendendo e fazendo um gesto pedindo um minuto a Zelena. – Diz ai. – O homem do outro lado da linha pede que ela volte urgente para a delegacia, pois iriam buscar um detento, para transferência, e precisavam da xerife para assinar alguns documentos. – Ai, mas que saco. – Zelena percebe Emma nervosa ao falar no telefone. – Eu não posso deixar a Regina aqui sozinha, esses caras que esperem.
– Emma. – Zelena a chama e a loira vira-se para ela.
– Um minuto Jeff. – Ela pede ao homem no telefone, e vira-se para Zelena novamente.
– Eu posso levar Regina para casa. Percebi que você precisa resolver algum problema, não é?
– Eu preciso sim, mas não se incomode, você precisa ficar com sua irmã aqui, fica tranquila, levo Regina e resolvo isso depois.
– Não se preocupe, o noivo de Aurora vem passar as noites com ela. Levo Regina e você resolve seus problemas.
– Tem certeza? Não vai mesmo atrapalhar você?
– De jeito nenhum.
– Ok, então. Muito obrigada. – A loira diz e volta ao telefone, comunicando Jefferson de que estaria chegando em 15 minutos. Após desligar o telefone Emma caminha até Regina, que estava visivelmente enfraquecida, e ajoelha-se em sua frente.
– Amor, eu tenho uma emergência no trabalho, vou precisar dar um pulo lá, mas prometo não demorar.
– Eu não consigo dirigir. – Regina tinha os lábios ressequidos e sem cor.
– Zelena vai te levar pra casa, e prometo que vou lá na delegacia, assino os papeis e volto pra você. Ta bom amor?
– Ta bom. Não demore.
– Não vou. – Emma beija a testa da morena, e se levanta indo em direção à saída. – Obrigada mesmo Zelena. –Ela entrega as chaves do Mercedez de Regina nas mãos da ruiva e sai apressada.
Alguns minutos depois que Emma saiu, Whale libera Regina, ele insiste para que ela fique no hospital, pois estava bem debilitada, mas nada no mundo faria Regina aceitar ficar no hospital.
Ao fazer força para levantar-se a poltrona, a morena sente uma forte tontura e logo em seguida uma mão segurando firme seu braço. Até parecia Emma.
Ao perceber o mal súbito da morena, Zelena se apressa em segura-lá, ela conhecia tudo muito bem, sabia como era cada reação da quimioterapia.
– Tudo bem eu levar você para casa? – Regina não diz nada, só confirma com um aceno de cabeça. Zelena já havia se despedido de Aurora, então coloca Regina sentada numa cadeira de rodas, e a conduz pelos corredores do hospital, até o estacionamento, onde praticamente levanta a morena no colo para coloca-la dentro do carro. Após colocar Regina devidamente no banco, ela prende o cinto e dá a volta no carro, entrando pela porta do motorista, sentando-se e ligando o motor, e enquanto colocava o cinto ela se vira para Regina e pergunta:
– Você consegue me dizer o endereço da sua casa?
– Esta salvo no GPS.
– Ok. Ta se sentindo bem? Quer vomitar?
– Não, estou bem. – Zelena confirma com a cabeça, e liga o GPS e encontra o endereço de Regina.
– Rua Mifflin, 108? Ok. – Zelena sabia que aquela rua era o que chamavam de “A rua da burguesia”, não era de se estranhar a julgar que Regina era a prefeita da cidade.
Não demora muito e elas chegam, Zelena estaciona o carro dentro da garagem, e ajuda Regina a sair do carro, a morena já estava melhor e dispensa a companhia que Zelena lhe ofereceu, até que Emma chegasse.
– Tem certeza que não quer que eu fique até Emma chegar?
– Tenho sim, muitíssimo obrigada. E me desculpe atrapalhar você.
– Não me atrapalhou não, eu estava mesmo indo para casa.
– Ok, então obrigada.
– Por nada. Qualquer coisa, é só ligar, anotei meu numero no seu celular.
– Certo.
– Até amanhã.
– Até. – Regina responde com as chaves já na porta, ela entra e logo em seguida fecha a porta atrás de si, e vai diretamente para o banheiro, vomitar mais uma vez.
Sai do banheiro e se joga no sofá da sala, e então ouve a voz de Roland no andar de cima. Havia esquecido completamente que havia pedido para Johanna pegar o pequeno na escola, já que ela não poderia e Emma estava trabalhando.
– Regina querida, você já chegou, nem te ouvi. Como você está?- Uma mulher baixa, com cabelos castanhos sai da cozinha em direção à morena.
– Estou meio enjoada, mas estou bem Jo. – Regina sorri para a mulher.
– E cadê a Emma?
– Ela teve um assunto para resolver no trabalho. – Suspira. – E Roland, se comportou direito?
– Sim, esse garoto é um anjo.
– Realmente. – Ao dizer isso, Regina ouve os passos na escada, e logo em seguida os pequenos bracinhos de Roland estavam em volta dela.
– Oi mamãe.
– Oi amor. – Regina beija a testa dele.
– Você viu o meu desenho ontem?
– Eu vi sim, e eu adorei. Ta guardadinho comigo, muito obrigada.
– Poi nada. – Ele levanta os ombros e sai correndo pela casa novamente.
– Querido, não corre pela casa. – Regina fala um pouco mais alto, o máximo que ela conseguia, o que era bem pouco.
– Eu já estou preparando o jantar. É tão bom estar de volta. – A senhora sorri.
– É realmente bom te ter de volta. – Regina diz abraçando-a. – Você é da família há muito tempo.
– Oh minha boneca. – A mulher mais velha, sorri ainda abraçada à morena.
– Acho que vou tomar um banho, pra ver se melhoro um pouco mais, quero esperar Emma, ela disse que não iria demorar.
– Ta bom, vai la então. Já dei banho no pequeno príncipe. – Ela diz se referindo a Roland.
– Perfeito. Eu vou e já volto. – Regina diz subindo as escadas, caminhando para seu quarto, ansiando por tomar um banho gostoso de banheira. Se sentia um pouco melhor, mas tinha certeza que um tempo na banheira, melhoraria ainda mais.
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