Now Is Good
23 Suíte Maçã
Notas iniciais
POV EMMA
Regina fica olhando analisando a minha reação. Eu ainda estava com o corpo meio mole, pelo orgasmo. Entro no quarto meio cambaleante, e fico completamente deslumbrada com a beleza, e sofisticação que havia naquele lugar.
Viro-me olhando para todos os lados, aquilo era tão grande que mais parecia um apartamento, do que um quarto de motel. Paro meu olhar em Regina que havia sentado num poltrona e me observava divertida. Sorrio de volta para ela.
– Gostou querida? — Ela me pergunta, ainda sentada enquanto eu ainda olhava tudo.
– Esse lugar é incrível amor. -Digo indo até ela, ajoelhando em sua frente. Ela parecia ofegante. — Você está bem?
– Sim, foram só nossas atividades de alguns minutos que me deixaram um pouco sem fôlego. — Ela sorri piscando um olho. Aquilo não me convenceu completamente, mas não digo nada.
– Regina. — Chamo sua atenção para mim. — Não gosto quando você diz que vai morrer. — Digo a encarando nos olhos.
– Eu não disse nenhuma mentira, querida. — Ela diz se levantando dando a volta por mim, e indo até uma área fora do quarto. Eu a sigo, e só então vejo que la também tinha uma cama, e envolta dela uma piscina. — Tinha esquecido como esse lugar e magnífico. — Ela diz, me fazendo franzir o cenho.
– Então você já esteve aqui antes? — Digo sentimento certo desconforto.
– Já. — Ela responde curta e direta.
– Com Killian? — Torço os lábios em uma careta. Aquela ideia não me agradava nem um pouco.
– Talvez. Mas agora não é hora pra ciúmes, Swan. — Ela diz andando até mim e me puxando pelo colarinho, colando nossos lábios em um beijo doce, que logo se torna urgente e possessivo. As coisas já estavam esquentando e muito, quando Regina separa nossos lábios alguns centímetros. — Vou deixar você escolher, aqui ou la dentro?
– Posso escolher os dois? — Digo mordendo o lábio inferior, fazendo-a rir.
– Mas precisa escolher um para começar. — Ela aproxima os lábios roçando-os nos meus.
– Eu não sairia daqui nesse momento por nada na vida. — Digo puxando-a pela cintura, girando nossos corpos rapidamente, fazendo minha língua invadir sua boca sem reservas. — Mas eu queria entrar na piscina antes, o que acha? — Levanto uma sobrancelha para ela.
– Demorou. — Ela se afasta e começa a se despir na minha frente, vai tirando peça por peça enquanto eu só consigo olhar para aquele corpo maravilhoso. Ela estava de costas para mim, quando deixa a última peça de roupa escorregar para o chão, me dando a perfeita visão de sua bunda, mordo os lábios com força, impedindo que um gemido me escape. Ela vai até a beirada da piscina, e se joga nela, dando um mergulho e depois se levanta virando para mim. — Vai ficar parada ai? O que está havendo hoje, querida. Está na marcha lenta? — Ela ri.
– Vou te mostrar a marcha lenta. — Começo a tirar minhas roupas, fazendo-as voar por todos os cantos. Ela me observava na tarefa, com um olhar que transbordava desejo. Em poucos instantes já estava completamente nua, e vou para a piscina, mergulhando, a água era aquecida, maravilhosa.
– Isso é maravilhoso, amor. — Digo me aproximando dela. — Mas você, com certeza é mais. -Puxo-a pela cintura, colando nossos corpos. Faço com que nossos lábios fiquem a milímetros de distancia, mas não a beijo e quando ela tenta eu me afasto um pouco. Ela me encara confusa. — Se eu estou na marcha lenta, você está com o pé de chumbo hoje.
– E por que disso agora? Venha aqui vem. — Ela diz enlaçando os braços no meu pescoço, me puxando para si. Novamente desvio os lábios, ela me encara séria.
– Sem pressa, depois do que você me fez no elevador eu quero aproveitar cada detalhezinho. — Ela suspira, mas logo depois afirma com a cabeça.
Pego em seus ombros e a viro de costas, vejo as manchas roxas em maior quantidade, levo as mãos sobre elas, e acaricio suas costas delicada e lentamente. Dirijo meus lábios para seus ombros nus, plantando leves beijos por ele, subindo por seu pescoço. Envolvo meus braços por ela, colando completamente meu corpo ao dela.
– Amor, faz tempo que estou pra te perguntar uma coisa mas acabo sempre esquecendo. — Digo bem próximo ao ouvido dela.
– O que é? — Ela me pergunta
– Aquele piano, na prefeitura, ele é seu, certo? — Ela balança a cabeça afirmando e eu continuo. — Você toca?
– Sim, eu toco. Por quê?
– Você tocaria um dia para mim? — Pergunto.
– Claro, um dia desses depois do expediente quem sabe. — Ela me diz, e fico animada.
– Perfeito. — Volto com os beijos, só separando meus lábios de sua pele por um instante para dizer. — Eu te amo.
A ouço dizer em resposta — Eu também te amo. — Nesse instante minhas mãos que estavam em seu ventre, sobem para seus seios, envolvendo- os completamente. Regina suspira e joga a cabeça para trás, apoiando-a em meu ombro, me dando livre acesso ao seu pescoço, que logo passei a beijar novamente. Massageio seus seios e brinco com os mamilos, fazendo a soltar um gemido baixo. Ela leva suas mãos por cima das minhas, que ainda estavam nos seus seios, e aperta com força.
–Emma ... — Sua voz estava entrecortada. — Preciso de você, agora.
Pensei em atender o seu pedido, mas achei cedo demais, então resolvo provoca-la mais um pouco. Desço uma das minhas mãos pelo seu ventre, e ela joga o quadril para trás, buscando mais contato, levo as mãos pela lateral de seu corpo, passando-as por suas coxas grossas e definidas, depois passando por seu sexo, que emanava calor, mesmo eu nem tendo encostado nele ainda, deixo meus dedos sentirem o quão excitada ela estava, e não era pouco, depois subindo novamente e apertando sua cintura, fazendo a soltar um ruído de reprovação.
– Amor... — Digo bem próximo ao seu ouvido, fazendo-a estremecer. — Você é a mulher mais linda e gostosa, que eu já vi na vida. E sabe o que é melhor? Você é minha. — Ela coloca um de seus braços para trás, puxando meu pescoço mais para si, e virando o rosto para falar também no meu ouvido.
– Sou toda sua. Use desse privilégio, e me come agora. — Ela diz com aquela voz rouca dela, que me enlouquecia. Minha batalha estava perdida, não conseguiria tortura-la por mais um segundo, depois de ouvir aquilo.
Levo minha mão esquerda de volta aos seios dela, enquanto a outra mão desce deslizando pelo seu corpo, até minha mão submergir na água em direção ao seu sexo. Sem aviso coloco dois dedos de uma vez pra dentro dela, que solta um grito e relaxa mais o corpo em meus dedos. Começo um movimento de vai e vem dentro dela que acompanhava meu ritmo com os quadris, me fazendo ficar com ainda mais tesão.
– Isso morena, geme pra mim, assim. — Ela gemia e gemia, e aquele som só aumentava cada vez mais a minha excitação, já sentia escorrer pelas minhas pernas. E acho que percebendo isso, ela leva as mãos para trás, em buscar de satisfazer meu desejo, assim como eu fazia com ela.
– Emma, me deixa te comer também. — Sem perder o ritmo do vai e vem dos meus dedos, ela passa a brincar com meu clitóris, sensível e pulsante, me fazendo gemer junto com ela. O som dos nossos gemidos misturados era uma delicia de se ouvir, e aquela água toda intensificava ainda mais o momento.
Ela tira a mão do meu sexo, e levo os dedos na boca, chupando deliciosamente dois deles.
– Você é deliciosa, sabe? — Ela me diz, depois de chupar os dedos, voltando com a mão para meu sexo, me penetrando violentamente dessa vez. Pelos minutos seguintes e boa parte da noite, tudo que se ouvia entre nós era o som de nossos gemidos incontroláveis, a fricção dos nossos dedos em atrito com nossos sexos e milhares de declarações de amor.
No meio da noite quando o cansaço foi mais forte e nos obrigou a dormir, eu que tinha ela enroscada em meus braços, acordei num salto, quando a vejo levantar da cama correndo e tossindo como se estivesse afogada com alguma coisa, e ir em direção ao banheiro.
– Amor, o que foi? — Digo sentando na cama, olhando para a porta do banheiro esperando uma resposta, que não vem. Olho para o travesseiro ao lado do meu, sangue. E a julgar pela quantidade, ela havia acordado tossindo por que estava se afogando em seu próprio sangue. Chamo de novo. — Amor, fala comigo. — Eu já estava parada na porta do banheiro.
Bite your tongue
Don't make a scene, dear
Everybody's been here
Least once before
We've been here more
http://www.youtube.com/watch?v=Nf5--AFAfU8
– Ta tudo bem, pode voltar a dormir querida. — Ela diz tossindo com uma voz fraca.
– Nem pensar, abra aqui. — Peço
– Eu estou bem, não é nada. Volta a dormir. — Ela insiste.
– Regina, eu não saio daqui até você abrir essa porta. — Digo batendo na porta. — Abre a porta, amor. Eu vi sangue no seu travesseiro.
– Não quero que você me veja assim. — Ela fala do outro lado, sua voz parecia cansada.
Your heart breaks
Rolls down the window
I've seen it all go
Come back around
And I've heard the sound
The tip of your tongue
The top of your lungs
Is doing my head in
– Me deixa ficar com você, me deixa te ajudar, amor. — Digo e tenho silêncio como resposta. Então ouço a chave da porta girar e a porta abrir levemente. Empurro com a mão e entro no banheiro. Ela parecia tão pequena, tão frágil. Não me importo com o sangue em seu corpo, chego perto e a envolvo com meus braços, apoiando sua cabeça no meu colo, e nesse momento sinto seu peso sobre meu corpo, seus ombros pendem, e o choro dela vem desesperado, como num grito de dor reprimido. "Seja forte Emma" dizia para mim mesma mentalmente. E partir daquele momento decido que Regina e eu não seremos o tipo de pessoas que choram juntas, mas sim aquelas que lutam juntas. E como numa luta em duas pessoas se protegem, dão apoio uma para outra e às vezes se permitem desmoronar por alguns instantes, tendo aquele ombro pra saber que não está sozinho, eu permanecerei firme, para permitir que ela desmoronasse por alguns instantes, antes de voltar a luta e para mostrar que ela nunca estaria sozinha.
I say "love don't mean nothing
Unless there's something worth fighting for"
It's a beautiful war
Ficamos envolvidas no abraço por um longo tempo, até que ela se afasta um pouco, e olha para mim, que estava suja de sangue também.
When I hold
The warmth of your body
There is nobody
That I'd rather hold
Shattered and cold
– Ah Emma, olha como eu te deixei. — Se vira pegando papel e passando pelo meu colo que estava vermelho. Seguro seus pulsos levemente, fazendo-a parar o que estava fazendo.
– Amor, para de frescura. — Pego seu rosto entre as mãos. — Você está bem?
– To me sentindo um pouco fraca e tonta, mas já vai passar. — Ela diz com a voz baixa, saindo do banheiro indo em direção a cama, senta e olha o seu travesseiro. — Droga, teremos que pedir que alguém troque isso.
The tip of your tongue
The top of your lungs
Is making me crazy
I say "love don't mean nothing
Unless there's something worth fighting for"
It's a beautiful war
Caminho até ela, e me ajoelho em sua frente, apoio as mãos em seus joelhos. — Vou pedir um chá de camomila pra você, amor. Você está tremendo, fica calma. Primeiro vamos limpar isso aqui, tudo bem? — Digo apontando para o colo dela, que também estava tomado pelo tom vermelho escuro do seu sangue.
Ela afirma com a cabeça, enquanto eu me levanto e vou até o banheiro molhar uma toalha para limpa-lá. — Dessa vez o fluxo estava bem mais forte, acordei sufocando. — Ela diz do quarto, e eu no banheiro engulo a seco.
– Mais tarde vou ligar para o Whale, quero que ele agilize esses exames. — Já estava passando a toalha pelo seu corpo.
– Me desculpe querida, eu te assustei. — Ela diz me oferecendo um sorriso amarelo.
– Isso eu não posso negar. — Rio com ela. — Mas, eu to aqui, e você está bem agora, né?
– Estou sim, obrigada querida. — Eu havia terminado de limpa-lá, mas algumas manchas ficaram no tecido do seu sutiã. — Minha vez. — Ela diz pegando a toalha da minha mão, virando-a do lado limpo, e passando em minha pele.
I say "love, it don't mean nothing
Unless there's something worth fighting for"
It's a beautiful war
It's a beautiful war
It's a beautiful war
Ambas já estavam limpas, e haviam ido deitar na cama de fora, a da piscina, pois os lençóis da cama de dentro estavam manchados com sangue. Já quase amanhecia, e Emma não conseguirá pregar os olhos, estava com medo de que Regina passasse mal novamente, então fica acordada observando a morena dormir
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