Now Is Good
19 Revelação
Notas iniciais
Quando desperto, estou deitada, e meus olhos ardem com a claridade, pisco varias vezes até me acostumar com a luz, e então a luz some e vejo uma sombra. Um rosto. Emma. As recordações de algum tempo atrás começam a vir à tona e sinto novamente a dor explodir em meu peito, o desespero tomando conta de mim, deixo as lágrimas rolarem pelo meu rosto, enquanto ouço a voz de Emma dizer:
– Eu estou aqui com você, vai dar tudo certo, amor. — Apesar de no fundo acreditar que nada daria certo, me atenho a suas palavras. Aperto sua mão que estava apoiada na maca, em busca de força. E apesar de ainda estar muito magoada com ela, agora não era o momento para eu me lembrar disso. O mundo estava desabando em minha cabeça e ela era a única pessoa a quem eu queria comigo. Vejo a porta do consultório de abrir e o Dr. Whale entrar.
– Como se sente Regina? — Whale pergunta se aproximando. Não posso evitar soltar uma risada irônica, Que pergunta era essa? Ele percebendo a forma como entendi sua pergunta, diz mais claramente. — Estou me referindo ao seu estado físico. Posso imaginar como está o seu emocional.
– Me sinto ótima e quero ir pra casa. — Digo sem nem olhar para o médico.
– Precisamos conversar Regina, você tem uma doença e precisa de tratamento. — Quando ele diz a palavra "doença", ela parece entrar na minha cabeça e ficar gritando como um eco.
– Pra que tratamento? Poupe seu tempo, eu vou morrer mesmo.
– Para de falar besteira. — Emma se pronuncia pela primeira vez na conversa.
– Precisamos coletar uma amostra de sua medula, para podermos avaliar o estágio da doença. E o quanto antes fizer isso, melhor pra você.
– E como isso funciona? — Emma pergunta, pois eu continuava virada para a parede, sem falar nada.
– Bom, se chama punção lombar, vamos remover um líquido chamado cefalorraquidiano, ele preenche o espaço dentro e ao redor da espinha onde se localiza a medula. Ela não sentirá dor alguma, pois vai estar anestesiada.
– Ta, e quando podem fazer isso?- Emma pergunta.
– Eu não disse que concordei. O corpo é meu. — Digo me virando para encara-los.
– Ouça Regina, isso é essencial para que possamos iniciar o tratamento, isso tem cura sabia?- Whale me diz com a maior paciência.
– Ela vai fazer sim, marque a data que eu me encarrego do resto. — Emma diz a Whale, e eu lanço um olhar raivoso a ela.
– Mas saiba que não podemos fazer nada sem o consentimento dela, mas ligarei para você quando tiver noticias. E se estiver se sentindo bem, já pode ir pra casa Regina. — Whale diz saindo da sala.
– Por que você faz isso? — Emma me pergunta.
– Faço o que? Só disse a verdade, o corpo é meu, e quem decide o que vão fazer com ele, sou eu.
– Sim, mas você sabe que se não fizer isso você pode... — Ela para, sem conseguir terminar a frase.
– Diga Emma, eu posso MORRER. — Ela aproxima o rosto do meu, irritada.
– Nunca mais diga isso, entendeu? Você vai fazer tudo o que for preciso, e ponto.
– E por que eu faria isso?
– Por que você não pode me deixar. Por que eu não posso te perder. — Nesse momento ela deixa as lágrimas caírem de seus olhos. Fazendo com que as minhas tomem liberdade de sair também. Mesmo de pé, ela deita a cabeça em meu peito e passa os braços em volta de mim, que ainda estava deitada, e diz: — Você não pode, entendeu?
Envolvo-a com meus braços, sentindo o desespero que exalava dela.
– Eu não vou te deixar. -De repente ela se levanta e me olha parecendo envergonhada.
– Te devo desculpas.
– E deve mesmo. — Ela me encara com um olhar de culpa, que no fundo me faz doer o coração, mas não digo nada. Levanto-me com a ajuda dela e caminhamos para fora do consultório, quando ouvimos o Dr. Whale nos chamando, paramos e ele vem até nós e me entrega uma receita.
– Tome isso se sentir alguma dor. E por favor, pense em tudo o que conversamos Regina. Pense em quantas pessoas estão na mesma situação que você, e sequer tem condições de pagar um tratamento. Não desperdice sua vida. — Confesso que aquelas palavras me atingem em cheio, como um tapa na cara. Como eu podia ser tão egoísta? Balanço a cabeça em confirmação, enquanto me viro seguindo em direção à saída do hospital. Chegando lá fora paro ao lado do meu carro com Emma ao meu lado.
– Vamos no meu carro, amor. Não quero que dirija nesse estado. — Ela diz.
– Que estado? Morrendo? — Digo ironicamente.
– Caramba, Regina. Dá pra você parar de dizer isso? Que droga — Ela diz, passando as mãos pelos cabelos, de forma nervosa.
– Não estou dizendo nenhuma mentira. E eu não vou deixar meu carro aqui.
– Amor, por favor, para de dizer isso. — Ela se aproxima e pega meu rosto entre suas mãos. -Me espere que vou estacionar o Herbie em algum lugar e volto pra ir com você, ta bom?
– Não demore, estou cansada.
– Volto em um minuto. — Ela diz e beija minha testa, enquanto corre até seu carro, e sai em busca de um lugar para estacionar. Por esse breve momento em que fico sozinha, a dor da realidade me atinge novamente e tudo que sinto vontade de fazer é chorar, entro no carro tentando expulsar todos aqueles pensamentos ruins da minha cabeça, quando ouço Emma bater no vidro do carro. Destravo as portas, e ela abre a porta do motorista, onde eu estava.
– Deixa que eu dirijo, chega pra lá. — Diz ela entrando, enquanto eu passo para o banco do carona. Ela fecha a porta e fica me observando. — Amor... — Ela começa, mas eu já estava no meu limite. Desabo no choro, um choro carregado de dor, tristeza e falta de esperança. Emma me envolve em seus braços, e posso senti-la chorar em silêncio, e aquilo me faz chorar mais ainda, por que saber que ela sofria por minha causa, me destruía por dentro. Quando finalmente consigo me acalmar, ela planta um doce beijo nos meus lábios, e seca meus olhos com suas mãos, me acariciando a face. Não dizemos nada, não precisava. Ela liga o carro e nos leva para minha casa. Para o carro e volta a me observar.
– Regina, me perdoa? — Ela diz quase num sussurro
– Você me magoou. Desconfiou de mim daquela forma e me acusou injustamente. — Eu realmente estava magoada com ela.
– Eu sei, como sempre fazendo burrada. Estou-me aqui agora, te pedindo perdão, e prometo que não vou mais desconfiar de você. É só que.. é que, eu te amo tanto que o medo de te perder é maior que tudo.
– Você não vai me perder. Pelo menos não para Killian.
– Regina... — Ela já ia me dar outra bronca, mas eu a interrompo.
– Você não vai me perder desde que pare com essas desconfianças bestas. Já te disse que Killian é uma boa pessoa, e não quero magoa-lo, por isso quero falar com jeito.
– Sim, eu sei. Vou tentar não implicar com o baba... — Ela vai dizendo mas eu a repreendo com o olhar. — Com o Killian. — Ela corrige.
– Acho bom, Swan. Não quero mais essa palhaçada entre vocês.
– Me deixa ficar com você?
– Você já esta comigo, Swan. — Digo me fingindo de desentendida.
– Não assim, sua boba. Deixa-me cuidar de você. — Ela me diz, pegando minhas mãos e levando aos lábios, dando um beijo em cada uma.
– Emma, eu... — Iria argumentar contra, mas eu precisava dela comigo, eu a queria comigo. -... Eu não quero atrapalhar você. Mas sempre que quiser pode vir me ver.
– Acha mesmo, que eu vou fazer outra coisa a não ser cuidar de você? Mesmo que você dissesse que não, madame prefeita. — ela diz, conseguindo me fazer dar um sorriso.
– Tudo bem, não irei reclamar. — Digo levantando as mãos como em rendição.
– Acho bom. E quero te pedir outra coisa.
– O que é?
– Me prometa que você vai fazer tudo que o Dr. Whale mandar. — Eu sabia que ela estava certa, mas pensar em todos os procedimentos que provavelmente eu teria que passar, e tudo o mais, mesmo sabendo que a minha vida ainda estaria correndo risco, me fazia não querer ocupar o tempo que eu teria, com essas coisas. — Por favor, amor. — Ela parece ter lido meus pensamentos.
– Vou tentar. — Digo, abrindo a porta do carro. — Vamos entrar.
– Vou voltar para buscar meu carro, e aproveito para passar em casa, falar com meus pais, e depois vou falar com Jefferson na delegacia, pedir que ele me cubra por alguns dias.
– E antes mesmo de começar, já estou atrapalhando você.
– Shiu, já disse que você nunca me atrapalha. Venho por que quero.
– Certo. Não demora.
– Não vou. — Ela diz vindo até mim, beijando meus lábios, e voltando correndo, literalmente, para buscar seu carro.
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Assim que deixa Regina em casa, Emma volta o mais rápido possível onde tinha deixado seu carro, e segue pra casa, precisava pegar algumas coisas. O que ela ainda não tinha pensando, era no que diria aos seus pais. Chegando em casa, sobe direto para seu quarto, notando que não havia ninguém em casa. Pega o maior numero de roupas que pode, e enfia de qualquer jeito dentro de uma mochila, vai ao banheiro e pega algumas coisas pessoais, e coloca junto na mochila, tendo que sentar em cima dela, para que fechasse. Quando estava descendo as escadas, ela vê a porta se abrir e seus pais entrarem.
– Emma, pra onde está indo com tudo isso ai? — David pergunta. Ferrou. Pensa a xerife, então achou que chegará a hora de contar aos seus pais, algumas coisas.
– Pai, mãe, sente aqui um instante. Preciso conversar com vocês.
– Está me assustando Emma, o que foi? — Mary pergunta preocupada.
– Fica calma, eu estou bem. Mas tem uma pessoa que não está, e precisa de mim. — O casal a encara, ambos sem entender absolutamente nada. — Regina, ela está doente e eu estou indo ficar na casa dela para cuidar dela. — A Xerife dispara de uma vez.
– O QUE? — David diz, enquanto Mary desvia o olhar para o chão.
– É isso mesmo que ouviu.
– Mas por que tem que ser você Emma? Aquela mulher é insuportável, e você não é babá.
– Pai qual parte do ela esta doente, não deu pra entender? E ela é uma pessoa incrível, vocês só não a conhecem bem.
– Coisa que você parece saber muito bem. — David diz.
– Sim, sei muito bem.
– Emma, a amiga que você dizia era a... — Mary se pronuncia e logo é interrompida por Emma.
– Sim, é a Regina. E ela é muito mais do que só minha amiga. — Ao dizer isso, Emma pode ver o rosto de seu pai empalidecer, enquanto sua mãe parecia confirmar uma suspeita.
– O que... o que você quer dizer com isso? — David pergunta.
– Isso mesmo. Eu e a prefeita Mills estamos namorando. Eu a amo, ela me ama, e ela está doente precisando de mim no momento.
– Não acredito nisso. — David diz, parecendo atordoado. Enquanto Mary tenta acalma-lo. — Você está louca, só pode.
– Desculpa pai, mãe. Mas eu precisava tirar esse peso das minhas costas.
– Mas logo a Regina, Emma? — Mary diz parecendo um pouco decepcionada, porém não tão surpresa.
– O que diabos vocês tem contra ela? Mau a conhecem e ficam falando dela, sou vou mais admitir isso perto de mim, ok? — Emma solta irritada.
– Não é o que temos ou não contra ela, o fato é que essa mulher não é pessoa pra você. — David dispara pra cima da xerife. Sua raiva evidente em sua expressão.
– Quem sabe quem é ou não pessoa pra mim, sou eu. E não vou permitir você se meter nisso. — A xerife dispara, também com raiva.
– David a Emma sabe o que faz, não é mais uma criança. — Mary diz, tentando acalmar o marido.
– A questão aqui não é ela ser criança, ou não. A questão é que eu a proíbo de se envolver com essa mulher. — David dispara olhando de Mary para Emma.
– Tenho para lhe informar pai, que você já não tem mais esse poder sobre mim, perdeu a partir do momento em que me fez ir morar com o August em Boston. — Emma diz com a voz carregada de magoa. Enquanto David e Mary se calam, absorvendo as palavras da filha. — Eu preciso ir. — Ela completa indo em direção a porta.
– Mary, por favor, fale com ela. — David diz a esposa com a voz baixa.
– Você exagera David. — Mary diz ao marido, que abre a boca para falar, mas as palavras não saem. Ela se levanta no sofá e chama pela filha
– Emma. — Mary chama fazendo a xerife parar onde estava, mas sem se virar. — Vamos conversar lá fora.
– Mãe, se for questionar as minhas decisões... — Emma começa, mas é interrompida pela mãe.
– Não, Emma não vou questionar suas decisões. Só quero fazer uma pergunta. — Mary diz com a voz cansada.
– O que é?
– Desde quando?
– Desde quando o que?
– Desde quando você está apaixonada por Regina? — Ela pergunta sem rodeios.
– Desde a primeira em que a vi, aquele dia na estrada. — Emma diz dando um leve sorriso, se lembrando do dia em que conhecera Regina.
– Aquela sua pergunta naquele dia, foi realmente comprometedora. — Mary diz, soltando uma risada leve, o que faz Emma rir também, e depois volta à expressão séria de antes. — Eu só quero que tenha cuidado, filha.
– Cuidado com o que mãe? Ela não vai me matar, não é uma psicopata, é só uma pessoa difícil. — A xerife diz em um tom divertido, tentando amenizar o clima.
– Não é a isso que me refiro, eu sei que ela não vai matar você, mas não quero que saia machucada nessa história, Emma. — Ela encara a filha com uma expressão preocupada. — Ela está ou estava envolvida com o filho do antigo prefeito, não sei, e é uma mulher muito bonita, e tem poder nessa cidade, deve ser muito cobiçada. E segundo meus conhecimentos, ela sempre se envolveu com homens apenas, então não sei se... — Mary para não sabendo como continuar.
– Não sabe se o que? Se ela gosta de mulheres? — A xerife diz rindo, da falta de jeito de sua mãe para falar no assunto.
– É isso. — A outra responde meio sem graça. — Desculpe, eu não sei como falar disso ainda. — Ela diz e Emma pega em suas mãos, enquanto diz;
– Mãe, não tem nada de diferente nisso, o sentimento é o mesmo sabe.
– Eu sei só preciso me acostumar com a ideia. E obrigada por contar Emma. Estou orgulhosa de você. — Mary diz, surpreendendo a xerife.
– Você já desconfiava, não é? Só não sabia que era Regina — Emma pergunta
– Uma mãe sempre sabe das coisas Emma. Só estava esperando você me dizer isso. E realmente, não espera ser a prefeita da cidade. — Diz ela dando ênfase na palavra prefeita.
– Ela é uma mulher incrível. Prometo que quanto você conhecê-la melhor, vai mudar seu conceito sobre ela.
– Espero que sim mesmo. Mary diz- Mas você disse que Regina está doente? O que ela tem? — Os olhos de Emma ficam marejados, e Mary pega as mãos da filha, como num ato de demonstrar apoio. — Oh querida, o que está acontecendo?
– Ela esta com leucemia mãe. — Emma diz com a voz embargada. — E preciso cuidar dela, por que eu a amo, e se eu perdê-la, não sei o que vai ser mim. — A xerife deixa as lágrimas escorrerem por seu rosto.
– Meu Deus, que coisa terrível. Oh minha filha, você não vai perdê-la. — Mary diz, abraçando a filha, sentindo o quanto aquilo a estava causada dor. — Vai filha, vai cuidar do seu amor.
– Obrigada mãe. Não sei o que seria de mim sem você. — Emma diz, abraçando a mãe de novo, e dando um beijo em sua bochecha. — Mas e o papai? — Ela não queria que seu pai tivesse raiva dela.
– Com ele eu me entendo, vai tranquila, e mande noticias.
– Ta bom, eu mando — Emma dá um beijo em sua mãe, e sai.
Como tinha dito, aproveita e vai até a delegacia falar com Jefferson. Dirige em alta velocidade, pelo menos o máximo que seu Herbie permitia, e não se importou em regras de transito, afinal ela era a xerife, e hoje estava abrindo uma exceção. Chega em menos de 10 minutos a delegacia.
– Olá Xerife. — Jefferson a recebe sorrindo.
– Olá, Jefferson. Vim te pedir uma coisa muito importante.
– Nossa o que houve? — Ele percebe o tom sério de Emma.
– Eu preciso que me cubra por alguns dias. Tenho outro trabalho a fazer e terei que me ausentar por um tempo. Prometo que quando eu voltar vou te dar folga e pedir um aumento pra você.
– Você nem precisava ter prometido nada, é claro que eu cubro você. Espero que não seja nada grave.
– É grave sim, mas vai ficar tudo bem. — Emma diz se apegando as próprias palavras. — Eu espero. Mas então é isso, vou indo. Muito obrigada de novo Jefferson, qualquer coisa pode me ligar ta.
– Relaxa, vou ficar bem.
– Tchau. Obrigada.
– Por nada. Tchau.
Emma entra no carro novamente, e finalmente consegue voltar para a casa de Regina, chegando lá, vê que as luzes da casa estavam apagadas, mas que algo nos fundos estava iluminado. Desce do carro e segue em direção aos fundos da casa de Regina, chegando lá, ela fica surpresa com a visão. Havia um coreto todo iluminado, absolutamente lindo aos olhos da loira, pode ver Regina sentada no banco que havia sob a cobertura, caminha até ela e se senta ao seu lado, e a morena diz:
– Demorou, achei que não viria mais. — Sua voz era fraca, devido ao cansaço do dia.
– Desculpe, estava conversando com meus pais. Sobre nós.
– Contou a eles?- Regina pareceu um pouco assustada.
– Contei, e está tudo bem. Só meu pai que deu uma de doido, mas ele já volta ao normal. Espero que não tenha problema pra você, só contei a eles.
– Problema nenhum, acho que não precisamos mais esconder isso. Falarei com Killian, quero tudo isso esclarecido o quanto antes. — Aquelas palavras alegram a loira, saber que elas não precisariam mais se esconder, era maravilhoso.
– Sério amor? Ótimo, por que quero sair contando pra todo mundo que namoro Regina Mills, a prefeita mais linda do mundo. — Emma diz com um sorriso enorme no rosto, o que faz Regina sorrir também.
– Você é maluca, sabia? Mas é exatamente isso que me encantou em você. — Regina puxa Emma, colando seus lábios, num beijo apaixonado. Elas passam um bom tempo, sentadas conversando, uma aninhada nos braços da outra, falando sobre coisas boas, sem pensar nos problemas que sabiam que enfrentariam. Somente curtindo a presença uma da outra, pois sabiam que por mais obstáculos que fossem enfrentar. Estariam juntas, sempre.
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