Now Is Good
30 Planos
Notas iniciais
– Reginaaaa. – Ele diz se pendurando no pescoço da morena, que o levanta no colo, com um pouco de dificuldade.
– Olá querido, como vai você? – Ela pergunta ao baixinho.
– Eu to bem. Eu pensei que você tinha ido embola. – Roland diz com a voz baixinha.
– Desculpe por isso. Mas eu estou aqui agora. – Regina diz sorrindo para ele.
– Qui bom, por que eu não quelo que você vai embola. –Ele diz e a abraça apertado. No começo ele a pega de surpresa, mas instantes depois ela retribui o abraço. – Você me pomete que não vai mais ir embola? – Ele pede ainda agarrando ao pescoço dela.
– Mas eu tenho que ir pra casa amanhã. Essa aqui não é a minha casa querido. – Regina diz com o coração apertado.
– Mais o papai não vai bigar se você ficar. – Ele agora olhava nos olhos da morena.
– Eu sei que não, mas eu sou a prefeita da cidade onde eu moro, e eu preciso voltar para cuidar de tudo. – A morena dizia a Roland, enquanto Emma estava encostada na porta ouvindo a conversa dos dois.
– Mas eu quelia muito que você ficasse aqui Regina. – Roland diz com a vozinha embargada pelas lágrimas que começavam a encher seus pequenos olhos.
– Ei, não chore. Vamos fazer um acordo? – Regina pergunta ao garotinho que afirma com a cabeça, passando as mãos nos olhos, para seca-los. – Eu vou voltar para minha cidade, e você poderá me ligar quando quiser, e me visitar quando quiser ta bom?
– Ta bom. – O menininho sorri de leve.
– Que bom que vocês chegaram. — August vem da cozinha com um avental pendurado no pescoço. – Como foi lá garotas? –August pergunta se referindo a consulta de Regina.
– Tudo certo August, obrigada por perguntar. – Regina responde sorridente.
– Isso quer dizer que ...- Ele começa mas Emma o corta.
– Quer dizer que minha mulher vai viver muito para mim. – Emma diz abraçando Regina por trás, sorrindo também.
– Nossa como fico feliz por isso garotas, temos que comemorar. –August diz sorrindo
– Ah August sinto muito, estou um pouco cansada, gostaria de descansar antes de voltar para casa amanhã. – Regina diz.
– Mas quem disse que sugeri comemorarmos hoje? – August solta uma risada sonora. – Vamos sair sexta feira à noite.
– August nós vamos embora amanhã. – Diz Regina
– Mas vocês não precisam, as duas estão de licença no trabalho, podem ficar.
– Eu sei, mas ...- Regina abre a boca para contestar, mas Emma a corta.
– Amor, é verdade. Viemos para fazer uma coisa, e já fizemos e foi melhor do que esperávamos, podíamos muito bem aproveitar o acontecimento para comemorar.
– Eu ainda não estou curada querida. Acho que já comemoramos o suficiente hoje não?
– Não está ainda, mas vai ficar. E não é a mesma coisa né amor, temos que comemorar de verdade. O que nos sugere Gus?
– Ah, tem aquela boate Emma, Royale lembra? – August sugere.
– Emma, nós não podemos... – Novamente Regina começa e Emma a corta.
– Amor para de se preocupar com os outros, vamos comemorar, podemos ir embora no sábado se você quiser.
–É Regina, vamos comemorar.
– Você vai ficar aqui Regina? – Roland se pronuncia pela primeira vez na conversa. – Fica poi favoi.
– Ok, Ok. Mas no sábado nós voltamos para Storybrooke Emma. – Regina diz finalmente convencida.
– Uhul. – August diz dando um pulinho. – Vamos encher a cara.
– Espera, e o Roland? – Regina diz olhando para o garotinho que pulava de alegria no sofá.
– Eu chamo a babá dele. Fica tranquila ele a adora.
– Tudo bem então. – Ela diz e olha para Roland.
– Vamo bincar comigo Regina? – Roland pede a morena.
– Acho bom você correr, por que quando eu te pegar vou te encher de cócegas. – Ela diz já começando a correr atrás de Roland, que saiu disparado pela casa. Emma e August ficam rindo dos dois na sala.
– E ai loirinha, o que o médico disse afinal? – August pergunta voltando para cozinha.
– Eu não exatamente, não pude entrar com ela. — Emma responde o seguindo. – Mas ela me disse que terá que tomar alguns remédios, e marcar uma consulta todo mês para acompanhamento. Mas sinceramente eu to tão aliviada Gus, tava com tanto medo.
– Eu sei disso. – Ele diz passando um braço pelos ombros da loira. – Mas ela vai ficar bem e logo.
– Ela vai sim. – A loira diz sorrindo. – Então precisa de ajuda por aqui?
– Bom já está quase tudo pronto, se quiser pode pegar um vinho pra gente na adega. –Ele indica a sua pequena adega para Emma, que se aproxima escolhendo um vinho.
– E como estão seus pais loirinha? – August pergunta e Emma se lembra de que havia prometido ligar para sua mãe assim que ela e Regina chegassem, mas acabará esquecendo até de tirar o celular da bolsa.
– Meu Deus, ainda bem que você tocou nesse assunto. – Ela sai apressada da cozinha e grita da sala. – Eles estão bem, respondendo sua pergunta. — August sorri mesmo sem entender o motivo de a loira sair desesperada daquele jeito.
Emma esquecera completamente de ligar para seus pais, já previa a bronca que levaria, e com certeza o celular estaria cheio de ligações perdidas de sua mãe. Vai até sua mala, e procura pelo celular, e o acha bem no fundo. Olha para a tela, pode ver mais de 20 ligações e também algumas mensagens de sua mãe. Passa o olho rapidamente por algumas lendo o conteúdo, e então disca o telefone de casa.
– Alô? – Mary é quem atende.
– Oi mãe. – Emma diz em um tom meio abaixo, já sabendo o que estava por vir.
– Emma? Como você me faz uma coisa dessa garota? – Mary grita ao telefone.
– Mãe, me descul...- A loira ia dizendo quando Mary a corta.
– Eu não quero desculpas senhorita Emma Swan, eu estou profundamente irritada com você. Tem noção do quanto eu e seu pai ficamos preocupados com você?
– Eu sei mãe, eu realmente esqueci-me de ligar. Ficamos empolgadas aqui com August, e esqueci mesmo. Desculpe-me. – Emma diz sem graça.
– Irresponsável, é isso que você é Emma. – Mary diz ainda irritada. – Mas agora o que importa é que está tudo bem, só não faça mais isso Emma, eu fiquei uma pilha de nervos.
– Tudo bem, tudo bem.
– Era hoje o exame da prefeita né? O que disseram? – Mary pergunta.
– Mãe, chame de Regina, por favor. – Emma se incomoda com o tom que a mãe usa para se referir a Regina. – E sim foi hoje, a principio ela terá que tomar alguns medicamentos e fazer acompanhamento com o Whale.
– Como assim? Ela não via precisar fazer quimioterapia?
– Se Deus quiser não. Existem vários tipos de leucemia, e ela tem a mais fraca, então os remédios devem resolver.
– Ah entendi, nossa que bom saber disso. – Mary diz realmente contente.
– É ótimo né?!
– Sim. Mas e você como está? Deve estar transbordando de felicidade. – Mary diz sorrindo ao telefone.
– Sim mãe, estou muito feliz, não poderia estar mais. – Emma responde também sorrindo ao telefone.
–Imagino que sim. E eu estou mesmo feliz por isso filha. – Mary diz com sinceridade. – Mas e ao August, como está aquele doido?
– Ah ele está bem, perguntou de vocês agora mesmo.
– Oh é mesmo?
– Sim. – Ela sorri ao ouvir August gritar da cozinha que queria conversar com Mary. – E o papai? – A voz da loira fica mais séria agora.
– Seu pai está bem. Ficou bastante preocupado também. – Mary responde.
– Ah que bom. Mande um beijo para ele, vou passar o telefone para August, beijo mãe, saudades.
– Saudades também filha. Um beijo pra Regina. – Mary diz.
– Ok, tchau. Vou passar pro Gus. – Emma diz já dando o celular para August que estava saltitando ao seu lado. Ela deixa August à vontade no telefone, e vai atrás de Regina, mandar o beijo que a mãe lhe enviara. Chegando à porta do quarto de August e Roland, o coração de Emma quase derreteu com a visão.
Regina estava deitada no tapete que havia no meio do quarto, e tinha Roland aninhado em seu corpo, o pequeno corpinho do garoto estava também no tapete, com a cabeça no ângulo do pescoço e ombro da morena, enquanto ela lia um trecho de Harry Potter e a câmara secreta.
– “São as nossas escolhas, mais do que as nossas capacidades, que mostram quem realmente somos.“ – A morena lia. Emma para na porta e fica observando aqueles dois, e realmente seu coração quase derrete com aquela cena fofa. Não imaginara que Regina gostasse tanto de crianças.
Fica parada na porta completamente presa a aquela imagem tão linda, com mil coisas passando em sua mente, e só volta a si, quando sente a mão de August em seu ombro.
– Aqui seu celular. – Ele diz, entregando a ele o telefone. – Parece que eles se deram bem mesmo. – August diz também observando a cena de Regina e Roland.
– Eles não são lindos? – Emma pergunta a August.
– São sim, muito. – Ele diz enquanto a loira sorria largamente ao ver o sorriso gigante no rosto da morena, toda vez que Roland lhe dava um beijo na bochecha, o que acontecia cada 2 minutos.
– Não queria mesmo atrapalhar esse momento tão lindo de vocês dois, mas o jantar está servido. – August anuncia, fazendo Roland e Regina olharem para a porta, vendo os dois parados com a maior cara de tontos.
– O que foi? Porque estão olhando assim? – Regina pergunta se levantando do chão.
– Assim como? – Emma é quem pergunta.
– Com cara de patetas. – Ela diz, fazendo Roland rir e repetir o que ela disse.
– Cara de patetas. – O pequenino diz gargalhando.
– Ei, eu não tenho cara de pateta. – Emma diz, fingindo-se de ofendida.
– Nem eu. – August diz, fazendo biquinho. – Só estávamos aqui embevecidos com a cena de você lendo pro Roland.
– Ah entendi. Tenho uma voz sensual né? – Ela diz a ele baixinho para Roland não ouvir.
– O que você disse Regina?- Roland pergunta curioso.
– Disse que se você não correr agora, eu vou pegar você. – Ela diz fazendo cara de sapeca, enquanto ele sai correndo para a cozinha.
–Vamos jantar, quero descansar logo. – Regina diz, indo atrás de Roland, deixando Emma e August novamente com “cara de patetas”.
Fale com o autor