Notas iniciais
Olá meus queridos :) Tão querendo muito me matar? Sei que demorei dessa vez, mas é que eu ando cansada e muito sonolenta nesses últimos tempos, desculpem mesmo. Aah, obrigada pelos reviews *-* adoráveis como sempre. Sobre o capitulo, bom não há fortes emoções, mas é um elo interessante, assim posso dizer. Sem mais blá blá blá... Boa Leitura ;)

POV REGINA

Ela estava parada em frente a janela, olhando para fora, deve ter ouvido o som de meus saltos se aproximando, pois se vira lentamente para fixar seu olhar contra o meu. Sou eu quem quebra o tenebroso silêncio que pairou sobre nós, pelos segundos que seguiram.

– O que faz aqui, Srta Swan? — O silêncio se faz presente novamente pela minha sala. Mas não por muito tempo dessa vez.

– Você me disse que assuntos da cidade deveriam ser tratados na prefeitura, então aqui estou. — Ela diz em um tom debochado, que me irrita, mas não deixo ela perceber.

– Certo, sente-se. — Indico a cadeira para ela, faço a volta na mesa e sento em minha cadeira do outro lado da mesa. Percebo que ela encara o piano no canto da minha sala, sinto um rubor subir pelo meu rosto com as lembranças do que houve aqui mesmo nessa sala. Chamo sua atenção com as batidas que meus dedos fazem aos bater na mesa. — Então, o que deseja?

– Quero um ajudante na delegacia. — Ela diz curta e grossa.

– Mas você nem começou e já está querendo dar ordens, Srta Swan?

– Você disse que eu sou a nova xerife, não disse? Então eu exijo que contrate alguém que possa me ajudar. Está certo que a cidade é pequena, mas que não posso trabalhar lá sozinha. — Ela diz tudo de forma seca.

– Você não manda em absolutamente nada aqui, e muito menos exige algo. Eu sou a prefeita, e eu é que digo o que você vai ou não precisar. — Rebato da mesma forma. Observo ela se levantar e apoiar as mãos em punhos em minha mesa.

– Acho que você não esta me entendendo. — Diz ela dando um sorriso cínico. — Eu quero e você vai fazer, sabe por que? — Me levanto para encarar seu olhar frente a frente. Já sabia o que ela iria dizer, só esperei para ouvir saindo dos lábios dela. — Aquela noite, aqui nessa sala, eu, você, piano. Te lembra alguma coisa? Não? Então devo lembra-la de que me "proibiu"... — Faz aspas com os dedos — ... de contar a qualquer pessoa, sobre o que aconteceu aqui naquele dia. — Desgraçada, ela estava me chantageando.

– Senhorita Swan, tenho para dizer que você esta mexendo com a pessoa errada. — Digo apertando os olhos, para tentar conter minha raiva.

– Bom, você é quem escolhe. — Ela vira as costas e segue em direção a saída.

– Srta, Swan? — Não acredito que estava fazendo isso. Ela se vira e me olha. — Você tem alguém em mente para ajuda-la? — Posso ver seu sorriso triunfante. Mas no meu interior eu sabia que não havia cedido pela ameaça a qual ela me fizera indiretamente. Não sei o que se passa comigo quando ela por perto, eu fico propensa a ceder facilmente.

– Até tem uma pessoa, mas preciso saber se esta interessada.

– Faça isso e me comunique. — Dou a volta na mesa, e caminho em sua direção, parando bem próxima a ela. — E saiba que estou fazendo isso, por que eu quero, e não por que você esta pedindo. — Ela solta uma risada, se vira e sai, ainda rindo.

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POV EMMA

Eu sabia que conseguiria dobra-lá, se ela estava pensando que mandaria em mim, como faz com todos nessa cidade estava muito enganada. Caminho até minha casa, tranquilamente.

Chego, e percebo não haver ninguém em casa. Subo pro meu quarto, pego minhas roupas e me dirijo ao quarto dos meus pais, ou melhor, para banheiro deles. Havia uma banheira gigante lá, e eu realmente precisava relaxar um pouco. Entro e ligo a torneira para que a banheira se enchesse. Enquanto espero que encha, desço até a cozinha, vou até a adega de vinho e escolho um vinho francês, que eu adorava beber quando estava em Boston. Pego a garrafa de vinho e uma taça e subo novamente, indo para o banheiro e fechando a porta. A banheira já estava cheia, coloco a garrafa e a taça na beirada da banheira, e acrescento umas coisas que não faço ideia do que sejam. Só sei que são para banho. Deixo o roupão que vestia escorregar pelo meu corpo, e entro na banheira. A temperatura da água estava perfeita. Afundo nela, deixando apenas a cabeça para fora, depois de alguns instante, sirvo a taça com um pouco de vinho, e levo aos lábios, apreciando o gosto, ah, como adorava vinho. Deixo meu corpo relaxar totalmente, apoio a cabeça na beirada e fecho os olhos. Instantaneamente a imagem da prefeita me vem a cabeça, a imagem dela entregue a mim aquela noite. Não pude deixar de emitir um ruido de satisfação ao lembrar daquela mulher toda cheia de pose, toda entregue a mim em cima daquele piano. Tinha que admitir, ela era uma perdição das boas. E estava passando muito tempo nos meus pensamentos, o que não era nada bom. Mas não podia negar que estava me sentindo completamente atraída por ela. Toda vez que ela se aproxima daquele jeito provocativo, eu quase não suporto o peso do meu corpo, as pernas tremem, e sinto elas amolecerem com se fossem ceder a qualquer momento, uma sensação completamente inusitada para mim. A única coisa que eu tinha certeza naquele momento, era que realmente precisava sentir aqueles lábios novamente, o desejo contido já estava me matando. Odiava admitir isso, odiava me sentir tão fraca e vulnerável, mas quando se tratava de Regina, a coisa toda era complicada.

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Emma acaba adormecendo na banheira, e só acorda quando ouve batidas na porta. Se assusta com as batidas fortes, só assim percebendo que estava no banheiro dos seus pais, e que provavelmente eles queria usa-lo. Levanta-se, e por de novo o roupão que vestia antes, pega a taça e a garrafa de vinho, e se dirige a porta, abrindo-a, e dando de cara com seu pai, com um ar preocupado.

– Ai Emma, até que enfim. Achamos que tinha morrido ai dentro.

– Só peguei no sono, desculpe a invasão. Que horas são? — Diz com um sorrisinho sem graça.

– Tudo bem, só estávamos preocupados. Estava prestes a derrubar a porta. São 20:00.

– Que exagero, eu estou bem. Nossa, eu realmente apaguei ali dentro. — Digo saindo do banheiro atravessando o quarto rumo a porta de saída. — Não vou jantar hoje, pode avisar Mary por favor, quero só descansar.

– Claro. Está tudo bem?

– Sim, está. Só estou com um pouco de sono mesmo.

– Mas você acabou de acordar. — Diz ele com ar suspeito.

– Eu sei, mas eu preciso mesmo ficar no meu quarto, tudo bem?

– Está certo, mas sua mãe não vai gostar nada disso. — Ele diz quase gritando, Emma ouve de longe, pois já havia saído do quarto dele e entrava no seu.

Realmente precisava ficar sozinha, estava se sentindo confusa com o que sentia, na verdade ela sabia muito bem o que estava sentindo, mas se recusava a aceitar. Entrou no quarto e ficou ouvindo músicas de amor, extremamente deprimentes. Estava se estranhando, mas não conseguia evitar sentir tudo aquilo.

– Aquela mulher. — Diz ela pensando em Regina. — Tanta gente pra eu ...- Engasga com o que ia dizer. Ia mesmo dizer que estava apaixonada por Regina? — Droga, logo ela.

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POV REGINA

Passaram pelo menos uma semana, desde o dia em que aquela desgraçada viera me ameaçar, e até agora ela não tinha vindo me dizer se tinha ou não achado um ajudante. Eu realmente me sentia muito cansada para ir até ela. Ela devia estar ocupada, já que agora ela oficialmente se tornara xerife da cidade. Mas é necessário que eu vá saber como as coisas andam.

– Belle, venha até aqui, por favor. — Digo ao telefone. E em menos de um minuto ela vem até mim.

– Preciso dar uma saída, você cuida de tudo para mim enquanto eu estiver fora?

– Claro, prefeita. Não precisa nem pedir, vai tranquila.

– Obrigada. Não devo demorar. — Digo pegando minha bolsa da cadeira e saindo. Olho para o relógio e apesar de dizer que não demoraria, pensei em não voltar mais, havia alguns dias, que estava me sentindo extremamente cansada, além da conta. — Deve ser estresse — Penso. Digo até o carro, e dirijo até a delegacia. Entrando sem pedir licença.

– Srta Swan?

– Regina? — Ela parece surpresa em me ver. Tinha umas olheiras profundas que não pude deixar de notar e um rosto abatido. — O que faz aqui?

– Vim saber se encontrou alguém para ajuda-lá. Pedi que me comunicasse, mas a senhorita não deu mais sinal de vida.

– Ah, me desculpe, mas não achei ninguém e não quis incomoda-la com isso. — Ela não me olha nos olhos, sinto que está me evitando.

– Verei o que posso fazer quanto a isso. — Senti uma ponta de preocupação por ela. Pelo estado em que se encontrava. — Está tudo bem Srta Swan?

– Estou ótima. — Ela diz, pela primeira vez me olhando nos olhos. Percebo a mentira. Me aproximo, já não estava mais suportando aquela falta de contato com ela.

– Não parece bem. Tem dormido direito?

– Por que você esta preocupada comigo? Eu estou bem já disse. — Ela diz em um tom grosseiro, que me irrita.

– Ok. — Me viro para ir embora, quando a ouço chamando meu nome.

– Regina. — Paro onde estou. E espero, pois ouço seus passos em minha direção. — Me desculpe pela grosseria. — Continuo de costas para ela, apenas ouvindo.

– Tem certeza que me chamou só para se desculpar, Swan?

O silêncio paira pela sala. Nenhuma de nós diz nada pelo tempo que pareceu uma eternidade para mim. Ouço mais passos em minha direção, e sinto seu braço enlaçando minha cintura por trás, e sua respiração em meu pescoço.

– Não, não foi só por isso. Eu não aguento mais ficar um segundo distante de você. — Diz ela com a boca colada a minha orelha. O que faz um arrepio percorrer toda extensão do meu corpo. — Não durmo direito á dias, pensando em você. Sonho com você até acordada. Não aguento mais essa tortura, Regina. — Diz ela, me apertando contra seu corpo. Fecho os olhos apreciando tudo o que ela dizia, e fazia.

– Talvez eu sinta o mesmo, Srta Swan.

Notas finais
Então? Acertaram o palpite de quem era a pessoa na sala da Re? Gostaram do capitulo? Xingamentos, criticas, pedradas? Não? Comentários para alegrar a pessoa aqui? *-* A vontade. PS: O ep de OUAT hoje, ai, sou SQ forever, mas admito que o beijo OQ me deu uma emoção. Bjos, até o próximo, perdoem qualquer erro, please.