Now Is Good
13 Parceria
Notas iniciais
A noite é calma e ambas dormem tranquilamente, enroscadas uma no corpo da outra. Quando o dia amanhece Regina acorda primeiro, pois Emma havia ficado boa parte da noite observando a morena dormir, achará tão graciosa a forma como ela dormia. Regina se vira lentamente na cama, e a observa dormir por uns instantes, planta um leve beijo em sua testa, e se levanta da cama devagar para não acordar a loira, que nem se mexe. Pega seu robe de cima da poltrona, o veste e sai em direção a cozinha, onde tenciona preparar um café da manhã especial e levar no quarto para Emma.
Coloca tudo numa bandeja, as panquecas, o chocolate, o suco de maça e fica observando, achando que faltava algo.
– Já sei. — Sai em direção a porta da cozinha que levava ao jardim da casa. Vai até sua árvore de maça, seu xodó, escolhe a mais bela maça, e a pega. Depois vai em direção ao pequeno canteiro de flores que tinha e colhe uma tulipa vermelha. — Perfeito.
Volta para dentro, e coloca a maça e a tulipa na bandeja, e sobe em direção ao quarto, tendo que empurrar a porta de costas, pois suas mãos estavam ocupadas, coloca a bandeja na mesinha ao lado de sua cama, e se senta da cama observando aquela que dominava seus pensamentos a maior parte do tempo. "Como era linda." Tão tranquila, e serena. Cada vez que olhava para ela sentia o coração se aquecer de uma forma que não sentia a muito tempo. Ela se mexe e se vira um pouco abrindo os olhos e olhando diretamente para Regina, abrindo um sorriso encantador.
– Bom dia querida. — A morena diz, sorrindo para ela de volta.
– Bom dia, amor. — Ela diz se espreguiçando, e enfiando a mão em baixo do travesseiro para pegar seu celular. — Nossa, você acorda muito cedo. — Regina ri da cara que a loira faz.
– Olha o que eu trouxe pra gente. -Regina pega a bandeja de cima da mesa, e coloca na cama, entre ela e Emma. — Espero que goste de panquecas.
– Tá brincando, sou tarada nelas. — A xerife diz, arrancando uma gargalhada gostosa de Regina.
– Antes de comer, tenho uma coisa para você. -Ela pega a Tulipa da bandeja e ergue para Emma, que pega a flor e fica olhando encantada.
– Que linda Regina. — Ela sorri de forma tão doce, que quase derrete a morena.
– Sabe qual significado tem as tulipas vermelhas?
– Não sei, qual é?
– Significam amor, amor perfeito, amor eterno. — Diz ela encarando a loira nos olhos.
– Bom, você ainda não disse que me ama, mas acho que isso é suficiente pra mim. — Ela se inclina por cima da bandeja e apoia as mãos nas pernas da morena, que estava sentada em cima dos pés e a beija, um beijo que exalava carinho, amor, paixão. Quando separam os lábios, se encaram tão perto, que podem sentir a respiração uma da outra. — Você é tão linda. — E planta mais um beijo rápido nos lábios de Regina. — Mas agora vamos comer, tô com fome — Passa a mão na barriga como sinal de que estava com fome, fazendo a morena rir.
– Sirva-se, querida. — Elas conversam enquanto comem, ou melhor, enquanto Emma come. Pois Regina mau toca na comida.
– Amor, por que você não esta comendo? Tá uma delicia. Toma. — Emma diz, levando sua maça em direção aos lábios da morena.
– Já estou satisfeita, querida. — A morena recusa a maça.
– Mas você não comeu nada, eu comi tudo sozinha.
– Não tenho tido muito apetite de manhã.
– Amor. — Emma olha séria para Regina. — Estou preocupada com você, você não come, tem tido esses sangramentos estranhos, sem contar a febre e o desmaio né.
– Não deve ser nada de mais. Dr. Whale disse que assim que tiver o resultado do meu exame, me liga.
– Quero ir com você, posso?
– Não sei se é uma boa ideia, Emma.
– Por que? Podemos dizer que fui te acompanhar por precaução apenas.
– Não sei. Pensarei no seu caso. — A morena diz colocando o dedo no chocolate e tocando nariz de Emma.
– Ei. — Ela faz o mesmo em Regina, que dessa vez coloca os 4 dedos no chocolate, e passa em sua bochecha. — Ah, é guerra? — Ela diz colocando a mão inteira no chocolate, a morena prevendo o que ela faria, se levanta da cama, e corre pelo quarto, fazendo Emma se levantar e correr atrás dela, quando finalmente a loira consegue pega-lá, agarra sua cintura pelas costas e esfrega com vontade a mão por todo o rosto e o pescoço de Regina, que ri de forma livre e descontraída.
I had the time of my life
And I never felt this way before
And I swear this is true
And I owe it all to you
Oh I had the time of my life
And I never felt this way before
And I swear this is true
And I owe it all to you
http://www.youtube.com/watch?v=JwQZQygg3Lk
Era tão bom estar com Emma, se sentia como se todos os espaços dentro se si, se fechassem quando estava com ela.
– Deixa eu ver como ficou? — Emma diz, virando Regina de frente para ela, rindo. — Ah, amor, ficou uma graça. Linda mesmo.
– Posso imaginar o quanto. E você está linda, Swan.
So come on, let's go
Let's lose control
Let's do it all night
Till we can't do it no more
– Sabe, adoro quando você me chama assim. — Emma diz puxando Regina para mais perto.
– Assim como, Swan? — Regina provoca.
– Desse jeito. Mas sabe o que eu adoro mais?
– O que?
– Beijar você. — E beija a morena, primeiro de forma calma e delicada, logo se tornando mais urgente e necessário. Suas bocas tinham gosto de chocolate, e enquanto suas línguas de enroscavam, sentiam o gosto uma na outra. Emma separa seus lábios dos de Regina para direciona-los ao pescoço dela, passando a língua, lambendo o chocolate que continha ali, Regina solta um suspiro pesado aproveitando da sensação de ter os lábios da loira em si.
– Querida, acho melhor irmos tomar um banho. — Regina diz pegando Emma pela mão e seguindo em direção ao banheiro.
– Vai indo lá, vou ligar pros meus pais e já vou. — Diz soltando a mão da morena.
– Não demore. — E caminha em direção ao banheiro, deixando o robe cair de seu corpo
– Ah, eu não me atreveria. — A loira diz, quase babando com a visão. Disca o número de sua mãe, que atende no segundo toque.
– Oi Emma. — Diz Mary
– Oi Mãe, só liguei pra avisar que daqui a pouco estou indo pra casa. To na casa da minha amiga ainda.
– Tudo bem, eu já ia te ligar mesmo para saber onde a senhorita estava. Quero que almoce conosco hoje.
– Sim, eu vou, daqui uma hora mais ou menos eu chego.
– Onde você esta, Emma?
– Já disse que estou na casa de uma amiga mãe, que coisa.
– Emma, eu odeio quando você mente. Quando você chegar aqui vamos conversar sobre isso.
– Ai, que seja. Você me trata como criança, também odeio isso, eu sou adulta e sei muito bem cuidar de mim. Nem parece que fiquei tanto tempo morando sozinha.
– Eu me preocupo com você, só isso. Venha para o almoço. Tchau.
– Tchau. — Emma desliga o telefone irritada, e o faz voar longe. Odiava sua mãe se metendo em sua vida e a tratando como criança.
– Swan, venha até aqui, agora. — Grita Regina do banheiro.
– To indo. — Quando Emma entra no banheiro paralisa com a visão de Regina de costas para ela, completamente nua.
– Preciso que lave minhas costas. — Ela diz levantando uma esponja de banho para Emma, que continuava estática na porta. — Swan?
– Ah, com todo prazer madame prefeita. Seu desejo é uma ordem. — Diz ela finalmente acordando, tirando sua roupa, e indo em direção a morena. Ela pega a esponja das mãos dela, e começa a passar delicadamente em suas costas, observando as manchas roxas que tinham ali. Eram muitas.
– Emma? — Regina chama. — Você vê alguma daquelas manchas roxas ai? — Ela pergunta, parecendo ler os pensamentos de Emma, que fica calada um instante. — Eim?
– Tem algumas sim, amor. Deve, ser por causa do estresse. — Ela disse, não confiando absolutamente nada em suas próprias palavras.
– Acho que sim. — O clima pesa um pouco, pois era evidente que nenhuma das duas acreditava naquilo. Terminam o banho, se vestem, e Emma anuncia que terá que ir almoçar com os pais.
– Claro, querida. Não quero que deixe sua família de lado por minha causa.
– Minha mãe, me torra a paciência isso sim. — A xerife diz, virando os olhos.
– Ela só quer o seu bem.
– Mas me trata como criança, não suporto isso.
– Tenha paciência, coisa de mãe.
– Volto mais tarde se quiser. — Emma diz meio apreensiva em estar sendo muito invasiva.
– Claro, venha jantar comigo. — Convida Regina, vendo um sorriso se abrir no rosto de Emma.
– Venho sim, com certeza. — Ela diz dando um beijo delicado nos lábios da morena.
– Vou esperar. — Regina responde abrindo a porta para Emma, que beija sua bochecha novamente, e sai.
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POV EMMA
Dirijo até em casa tranquila, estava transbordando felicidade, apesar de estar verdadeiramente preocupada com Regina. A cena de ontem havia me assustado, e no fundo eu sabia que aquilo não era causado por estresse coisa nenhuma. E nessas horas é engraçado como a gente recusa tanto um pensamento, eu tinha minhas suspeitas, mas me recusava fortemente a aceita-las. Chego em casa e já avisto minha mãe na garagem, puxo o ar profundamente, e procuro manter a paciência. Estaciono Herbie, e desço, normalmente.
– Achei que não viria. — Mary diz.
– Eu disse que vinha, não? — Emma rebate.
– Com quem você estava Emma? Era com Killian, fui ao Granny's e Ruby me disse que você gostou dele. Emma não quero você com ele, ele não vale nada e ainda está envolvido com aquela entojada da prefeita. — Mary diz, enquanto eu a encarava incrédula.
– Não acredito nisso. Você não pode estar achando que eu vou me interessar por um tipo daqueles! — Digo odiando esse pensamento da minha mãe, mas odiando ainda mais a parte em que ela disse que ele estava envolvido com Regina. — Eu não estava com nenhum homem, ontem acompanhei a prefeita até o hospital, voltei e depois fui para casa de uma amiga. Ela não mora aqui, mora na cidade ao lado, por isso demorei. Satisfeita?
– Como assim, acompanhou a prefeita até o hospital? Ela estava com dor na unha? E desde quando você é babá?
– Mãe, você ta ouvindo o que ta dizendo? Ela passou mau, não é brincadeira. -Ok, minha paciência se foi.
– Não importa, você não vai ganhar mais por fazer isso.
– Não me importo com dinheiro, eu ajudei uma pessoa. E lembro de você me dizer quando eu era criança, que ajudar as pessoas era um ato bonito e generoso. O que mudou?- Digo fazendo-a calar. Ela fica me olhando, sem ter o que dizer, e eu apenas me viro e vou para dentro, enquanto ela continua parada lá fora. Entro em casa e quem está na cozinha é meu pai.
– Oi pai. — Digo
– Oi filha. Olha só, estou fazendo macarrão ao molho branco, sei que você adora. — David diz, sorrindo pra mim.
– Mau posso esperar para pra comer. — Digo tentando demonstrar algum entusiasmo.
Caminho até o sofá, sento e ligo a tv, estava passando jogo do meu time, Barcelona.
– Hey, pai olha, Barça ta em campo.
– O que? Já começou? Ai droga, me perdi no tempo. HEY MARY? — Ele chama. Na verdade ele grita. — VENHA ATÉ AQUI TERMINAR ISSO, BARÇA TA JOGANDO. O que será que sua mãe está fazendo la fora? -Ele diz se dirigindo a mim dessa vez.
– Não sei. — Digo sem prestar muita atenção, só ouvindo a porta abrir e fechar, devia ser minha mãe.
– Agora os dois vão ficar no programinha de pai e filha, enquanto a mamãe se ferra na cozinha? — Ela diz em tom de brincadeira, olhando para mim com um olhar que parecia ser um pedido de desculpas. Eu lhe retribuo com um sorrisinho, para dizer que estava tudo bem.
– Amor, deixe disso, você sabe que eu e Emma sempre adoramos ver o Barça jogar.
– Ah meu Deus. Nós não colocamos nossas camisas, e não pegamos nosso manto sagrado- Digo com os olhos arregalados me lembrando subitamente. Sai cada um para um lado, atrás das camisas, e da bandeira. Em menos de 2 minutos estávamos os dois em frente a tv de novo, com os olhos vidrados, bebendo cerveja, e falando palavrões, o que deixava minha mãe pouco feliz. Gostava de estar com a minha família assim, adorava ver jogo com meu pai, sempre fui muito colada com ele. E odiava discutir com a minha mãe, mas as vezes era realmente inevitável isso. Mas algum dia eu teria que contar a eles sobre a minha opção sexual, o que pode vir a ser um tremendo desastre.
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