Notas iniciais
Oi oi gente o/ Desculpe a demora, tinha que ter postado ontem, mas não deu. Obrigada a todos que comentaram e tudo, já respondei todo mundo,

CONTINUAÇÃO DAS NOTAS INICIAIS

Essa porcaria de site ta brincando com a minha cara... enfim.

Quero primeiramente agradecer a Michely Maia, uma amiga muito importante pra mim, sempre me deu força e tudo o mais, e parabenizar ela e a Vivi, que são o casal mais lindo que conheço. Sempre digo e repito quantas vezes for preciso, elas são o ÚNICO casal que me faz querer ter alguém assim, são lindas e eu torço cada dia mais por vcs lindas, toda felicidade do mundo pra vcs ♥
Aproveitem um pouquinho do veneno de Cora Mills,
Sem mais...
Boa leitura :)

FIM DAS NOTAS INICIAIS

[...]

Chegaram a frente da pousada do Granny’s, Regina com as mãos no volante e olhando para frente, esperando que sua mãe saísse do carro.

– Boa noite então. – Regina diz, tentando fazer Cora entender que ela devia descer do carro.

– Como você está Regina? — A morena mais nova é surpreendida pela pergunta da mãe.

– Como assim? – Elas haviam passado um tempo juntas e só agora ela resolvera perguntar.

– Estou querendo saber de você. – O tom de Cora era brando.

– Estou bem. – Regina queria evitar aquela conversa.

– Você não parece bem. – A mulher mais velha olha para o rosto de sua filha. – Está pálida, magra demais Regina. – Cora já sabia de tudo, mas esperava que Regina contasse.

– Eu estou bem, só muito trabalho como você mesmo disse. – Os olhos da morena continuavam sem encarar os de sua mãe.

– Não, não é só isso. – Cora diz ainda olhando para sua filha. Ela vê Regina engolir seco. – Porque você não me contou?

– Como sabe disso? – A morena finalmente vira seu rosto parar olhar a mãe.

– Não interessa, a questão é, porque não me contou?

– Não havia motivos para isso.

– Não havia Regina? Como não havia? Você tem uma doença grave e não me contou.

– Você mora do outro lado do mapa, nunca liga para saber se estou bem ou não, o que mudou agora? Não me vá dizer que resolveu se importar comigo depois desses anos todos? – Regina aumenta o tom.

– Eu sempre me importei com você, mas ... – Cora é impedida de terminar, pois Regina a interrompe.

– O que? Ah por favor, não me faça rir.

– Eu não entendo porque você faz isso, minha filha.

– Agora, eu sou sua filha, não é? Mas Não lembrou-se disso esses anos todos.

– Eu nunca...

– Pare. – Regina vocifera. – Não quero ouvir suas explicações. Saia do meu carro. – Cora fecha os olhos e suspira.

– Eu não vou irritar você, amanhã é o seu casamento. Mas depois disso, Regina. – Ela para e segura o rosto de Regina fazendo-a olhar para si. – Nós vamos conversar. – Ela diz e a raiva em sua voz era palpável. Regina livra seu rosto com um gesto brusco.

Cora sai do carro e assim que o faz, Regina arranca a toda velocidade. Cora sorri para si mesma e vira as costas caminhando para a entrada da pousada.

[...]

– Sua mãe ta demorando. – Emma diz para Roland, que estava sentado no sofá ao seu lado, estavam vendo Scooby-Doo. – Pega meu celular ai baixinho. – Ela aponta para a mesinha ao lado do garoto. Ele obedece e em um segundo já estava chamando o numero de Regina. Um toque. Dois toques. Três... e nada. Emma desliga e encara a tela, seu plano de fundo era uma foto de Regina. Não consegue evitar o pensamento de que talvez algo ruim tivesse acontecido, Regina não era de fazer essas coisas, ela sempre atendia suas chamadas...

– Mamããããe. – Roland grita e sai correndo em direção à porta de entrada, de onde Regina havia acabado de passar e pula no pescoço da morena, como sempre fazia. Emma sente seu corpo inteiro relaxar ao ver Regina.

– Oi meu amor. – Regina o abraça, e o levanta no colo com alguma dificuldade e caminha para a sala, onde Emma já estava em pé esperando. A morena chega perto e da um selinho nela. – Oi querida.

– Amor, onde você tava? – Emma pergunta ao pegar Roland do colo de Regina e coloca-lo no chão, ele era pesado demais para ela ficar com ele no colo a todo o momento.

– Eu tive um imprevisto. – Regina desviando do olhar de Emma, que percebe no mesmo instante que algo estava errado.

– Hmm. – Por hora Emma deixaria, mas quando estivesse a sós ela com certeza iria querer saber melhor aquela história. – Deixamos um prato no micro-ondas para você.

– Obrigada, mas estou sem fome.

– Mas você precisa comer.

– Irei tomar uma vitamina depois.

– Regina. – A loira diz séria.

– Emma. – Regina responde já prevendo o que Emma diria. – Preciso tomar um banho e dormir, aliás, nós duas né, amanha temos nosso dia de rainha. – A morena sorri daquele jeito que derretia a loira na mesma hora, e Emma se xinga mentalmente por ser tão frouxa diante das artimanhas de Regina. A morena enlaça suas mãos ás de Emma e aperta oferecendo-lhe um sorriso.

– Ta bom, vai indo enquanto eu boto esse baixinho na cama. – Ela diz fazendo cócegas em Roland.

Regina dá um beijo de boa noite no filho e sobe banhar-se enquanto Emma fica com a missão de botar Roland na cama. Ela o veste com o pijama no Batman que ela havia comprado e quando ela o bota na cama o garoto não queria dormir, estava elétrico.

– Guri, você tem que dormir. – Ela já estava jogada na cama junto com ele.

– Não estoi com sono mamis. – Ele diz e abre um sorrisão, deixando muito mais evidente suas bochechas furadas.

– Qualquer hora dessas eu te deixo sem bochechas. – Emma diz mordendo leve aquela área do rosto do garoto. – Mas agora dorme aí.

Roland fez uma careta e um bico enorme, parecia Regina quando estava emburrada, Emma fica surpresa com aquilo, ele havia pegado perfeitamente o trejeito da morena. Emma sorri.

– Não se esqueça de que amanhã é seu aniversário, e o casamento das mamães, e se você não for um bom garoto, não ganha presente. – Ele ouve quieto com os grandes olhos castanhos encarando Emma.

– Ta bom. – Ele se da por vencido, e ajeita-se na cama. – boa noite mamis.

– Boa noite baixinho. – Ela beija sua testa, e sai do quarto apagando as luzes.

Quando já estava fora do quarto fala para si mesma: — Ufa. – Pensara que Roland nunca dormiria, e ela tinha planos para sua ultima noite de solteira.

– Amor, o guri não queria dormir. – Ela diz á morena que estava sentada na cama com seus óculos no rosto, lendo um livro. – Ual. – Emma morde o lábio, tira as botas – Adoro quando você tá com esses óculos amor, te deixam tão sexy. — Engatinha na cama, sobre Regina e lhe beija a boca, quando quebram o contato a loira joga o corpo para o lado, deixando o cair sobre a cama fofinha. – E então, vai me contar o que houve? – Emma diz e Regina fecha o livro e retira os óculos, colocando ambos na mesinha ao lado da cama.

– Minha mãe está na cidade. – Ela diz e Emma não poderia ficar mais surpresa.

– O que? Sua mãe? O que ela ta fazendo aqui? – A loira pergunta confusa, a noiva nunca havia falado muito sobre sua mãe, mas ela sabia que a relação das duas era complicada. – Digo, ela veio para o nosso casamento óbvio, mas e cadê ela que não está aqui?

– Ela está na pousada. E sim ela veio para o casamento.

– E...?

– E ela me procurou hoje na prefeitura, por isso me atrasei. – Emma podia ver o desconforto na voz de Regina.

– Amor, o que ela fez?

– O que ela sempre faz. Irritou-me.

– Me conta direito.

– Ela me cobrou eu não ter contado da doença para ela.

– E ela esta certa, não é?! – Emma diz e Regina a olha incrédula.

– Claro que não, não devo mais satisfação de nada para ela.

– Regina, mas ela é sua mãe.

– E daí? Foi ela quem causou tudo isso, então, não eu não devo satisfações para ela.

– Você nunca me disse o que aconteceu entre vocês.

– Eu sei, é que eu não gosto de falar sobre isso. – Pausa. – Mas nós vamos nos casar amanhã, e eu não quero ter segredos com você. – Emma senta-se de frente para Regina e segura suas mãos, dando-lhe apoio para o que ela diria. Ela sabia que era difícil para Regina falar sobre a mãe, mas ali estava ela, derrubando as barreiras para contar-lhe. – Bem...- Regina começa e para, puxando ar e molhando os lábios.

Não precisa falar se não quiser, amor.- Emma diz, vendo o quanto Rwegina estava desconfortavel.

–Me deixe falar, sim?- A morena sentia que precisava. — Eu tinha 15 anos, e era uma ótima filha, nunca dei problemas como a maioria dos adolescentes dá. Um dia quando cheguei mais cedo da escola e entrei em casa, ouvi algumas vozes vindas do quarto dos meus pais – Pausa. – Eu me aproximei, e ouvi a voz da minha mãe, do meu pai e de um homem, que era desconhecido para mim. Eles estavam discutindo, e meu pai gritava muito e xingava a minha mãe de palavras de baixo calão e eu já estava começando a ficar assustada, quando ouvi o homem dizer algo como “ Você nunca foi homem o suficiente para uma mulher como Cora, você é frouxo e incapaz de dar a ela tudo que ela merece.“ – Regina abaixa os olhos, como se sentisse dor, Emma aperta ainda mais suas mãos. – Ouvi meu pai manda-lo calar-se, e minha mãe mandar o homem, cujo nome era Leopoldo, embora, enquanto meu pai gritava muito e continuava xingando minha mãe. E no segundo seguinte o homem mandou meu pai parar de gritar com minha mãe, mas ele não parou, então eles começaram a brigar, sei disso por causa dos gritos que Cora dava, mandando que parassem. E de repente ficou tudo quieto, e eu pude ouvir meu pai pedir ao homem que não fizesse aquela besteira. Eu esperei e então ouvi dois tiros. – Os olhos de Emma se arregalam e ela sentia a mão de Regina tremer entre as suas. – Eu sabia que meu pai guardava um revolver no fundo da gaveta da cômoda. Mas o que ele não sabia era que minha mãe também sabia sobre o revolver e provavelmente o tal do Leopoldo também. Após o barulho do tiro, eu fiquei sem reação, não sabia se continuava ali quieta, ou se anunciaria minha presença, e foi aí que eu ouvi Cora dizer “O que foi que você fez Leopoldo?” no mesmo instante senti meu corpo inteiro gelar, pois eu ouvia a voz de Cora e do homem, mas não ouvia a voz do meu pai. E então eu entrei no quarto. – Uma lágrima escorre pelos olhos de Regina, e Emma a seca com o dedo, mas não diz nada. Regina engole seco, e continua: — E então eu entrei e vi o meu pai no chão em meio a uma poça de sangue que sujou os meus sapatos. Tiro no coração, ele morreu na hora. – Emma não sabia o que dizer, na verdade ela sabia que não precisava dizer nada, mas gostaria de encontrar palavras naquele momento. – Cora foi cúmplice do assassinato do meu pai, e não ficou presa nem 24 horas. Ela nunca foi uma boa mãe, nunca fez pra mim o que as mães fazem pros filhos, coisas simples, como amarrar o cadarço quando eu era pequena, dar um beijinho na testa e dizer “Boa sorte filha você vai conseguir” quando eu estava nervosa nas apresentações das peças de teatro na escola ou comparecer nas reuniões dos pais na escola. Era sempre ele, Henry Mills, o meu pai quem fizera todas essas coisas por mim e sequer teve seu assassino preso. – As lágrimas já haviam parado, e a postura de Regina era firme. – Sei que Cora, não queria que isso tivesse acontecido, mas ela contribuiu para que acontecesse, pois se ela não tivesse na cama com aquele homem, meu pai não veria aquela cena que deve ter sido arrasadora, já que eu e minha mãe éramos tudo para ele. Mas depois disso tudo, eu nunca mais consegui olhar para minha mãe com a admiração que tinha por ela, mesmo ela não sendo a melhor mãe do mundo na minha infância, e na minha adolescência qualquer resquício de admiração que houvesse em mim por ela, foi dissipado com esse acontecimento. Meu pai era o melhor homem do mundo Emma, para falar a verdade ele fazia o papel duplo de pai e mãe, e eu o amava tanto. Tanto. E sinto uma falta tremenda dele, daria tudo para que fosse ele a me levar ao altar amanhã, você iria adora-lo. – Regina sorri sincera e a lágrima volta a escorrer pelo seu rosto.

– Não tenho dúvidas de que sim. – Emma ainda segurava forte a mão de Regina. – Obrigada. – Emma diz e Regina encara confusa.

– Pelo que?

– Por ter me contado isso, eu sei o quanto é doloroso pra você.

– Você será minha esposa em menos de 24 horas, temos um filho juntos, somos uma família. Não seria certo eu esconder isso de você.

– Ai meu Deus menos de 24 horas. – Emma coloca a mão sobre o peito e finge um ataque.

– Boba. – A morena sorri e dá um tapinha leve na coxa de Emma.

– Aí, mas já esta me agredindo? A gente ainda nem casou mulher. – A loira diz esfregando a área que ficara meio vermelha.

– Eu bater em você? Não querida, tapas só se forem de amor, como esse. – Regina bate na lateral da bunda de Emma e com a outra mão acaricia de leve a coxa onde batera antes. Já haviam deixado o outro assunto completamente de lado.

– Hmm, como estamos safadas hoje. – Regina solta uma gargalhada. – Adoro quando você ri assim, é tão linda. – Emma segura o rosto da morena entre as mãos e beija lenta, mas não demora para que o beijo torne-se mais avassalador.

– Querida, precisamos dormir, amanhã nós...- Regina não termina.

– Shii. – A loira posiciona o dedo sobre o lábio de Regina, fazendo-a calar-se. – Tenho planos para nossas despedida de solteira.

– Tem é? – Regina pergunta em tom malicioso e levanta uma sobrancelha.

– Ah, eu tenho.

– Então me conta quais são.

– Prefiro mostrar. – Regina ri novamente, deitando na cama, enquanto Emma se posiciona por cima dela e ataca seus lábios.

Notas finais
E ai gostaram? Casamento ta chegando gente. *---* Comentários, sugestões, criticas, e afins, por favor estejam a vontade. PS: Se houver algum erro, desculpem-me, eu "revisei" hahaha, mas né, sempre passa. Até o próximo. :)