Now Is Good
15 Jantar
Notas iniciais
POV EMMA
Aquele cara tinha que chegar para atrapalhar. Insuportável, inconveniente e exibido. Enquanto Regina foi até a cozinha buscar a sobremesa, ele ficou falando sem parar, sobre seu pai, e o poder que ele tinha na cidade. Eu estava ouvindo por um ouvido e deixando sair pelo outro, estava me segurando para não enganar o cara. Até que ele começa a falar sobre Regina.
– Aqui entre nós xerife, me diga se Regina é ou não é a mulher mais linda e encantadora de toda a cidade? Não querendo desmerecer você, claro, longe de mim.
– Sim, ela é. Mas convenhamos — Digo aproximando o rosto dele por cima da mesa. — Ela é muita areia pro seu caminhãozinho.
– Ela não acha isso. — Diz ele, levantando uma sobrancelha de forma sugestiva. E minha ficha logo cai. Droga.
– Mas já lhe ocorreu, que pelo fato dela ser a prefeita da cidade, ela goste de fazer caridades? — Rebato a altura.
– Não estou te entendo, Srta Swan. — Diz ele, semicerrando os olhos para mim.
– Tô dizendo que ela nunca se envolveria verdadeiramente com alguém do seu tipo. — Já havia perdido a minha paciência. Ele solta uma gargalhada, que me irrita ainda mais.
– Qual é o seu problema, xerife? Está frustrada por você ser uma mulher, e saber que ela nunca olharia para você, como olha pra mim? — Ele diz me provocando, respiro fundo e me levanto indo em direção a cozinha.
– Regina, eu vou matar aquele cara. — Digo sentindo o sangue em minhas veias pegar fogo.
– Querida, fique calma, por favor. Vamos comer e depois eu arranjo uma maneira de fazer ele ir.
– Afinal que diabos ele veio fazer aqui? — Pergunto, e sinto mais raiva ainda, com o olhar que Regina me dá. — Claro, ele veio passar a noite com você.
–Não tenho culpa, Emma. Não tive tempo de conversar com ele ainda.
– Pois trate de fazer isso logo, ou eu não respondo por mim.
– Certo, eu vou fazer. Agora, fique calma e me ajude aqui.
– Vou tentar. — Digo pegando os guardanapos enquanto ela pegava a bandeja com três taças recheadas com algum tipo de doce. Seguimos para a sala novamente, me sento colocando um guardanapo no colo, outro na cadeira de Regina, e jogando o de Killian pra ele.
– Espero que gostem, se chama Cheesecake. Coloquei nessas taças, que ficam mais elegantes. — Disse Regina, sorrindo de forma tensa para nós.
– Qualquer coisa que venha de você, me agrada minha rainha. — Killian diz, tocando o braço de Regina enquanto eu o fuzilo com os olhos. "Minha rainha? Sério? Vou matar esse cara."
– Ah, que cabeça a minha, esqueci dos talheres. Vou busca-los, volto em um minuto. — Regina diz seguindo para a cozinha, e Killian se inclina para olha-la pelas costas. Sigo seu olhar, e claro, ele esta olhando para a bunda dela.
– A propósito, o que você veio fazer aqui mesmo? — Digo fazendo-o desviar sua atenção dela.
– Não é da sua conta. — Ele diz debochado. — Mas vou lhe dizer. Vim passar a noite com ela, como fazemos as vezes. Se é que me entende.
– Não, não entendo. E acho muita falta de respeito da sua parte chegar em uma hora tão inconveniente como essa.
– Só se for pra você, minha querida. — Sentia meu olho direito tremer, pela raiva que estava sentindo. Sujeitinho medíocre.
– Sabe o que seria muito conveniente agora? Você ir embora. — Digo me levantando da cadeira, indo em direção a ele, que também se levanta.
– Os incomodados que se mudem, xerife. — Certo, minha paciência se foi. Regina teria que me desculpar. De súbito levanto as mãos e o empurro com força, que o faz cambalear para trás. – Você é louca?- Ele diz me empurrando de volta.
It's the eye of the tiger, it's the thrill of the fight
Risin' up to the challenge of our rival
And the last known survivor stalks his prey in the night
And he's watchin' us all in the eye of the tiger
http://www.youtube.com/watch?v=btPJPFnesV4
Cambaleio um pouco para trás, e me viro pegando a taça de vinho que estava sobre a mesa, virando todo o conteúdo dela na cara dele, que me olha com a raiva evidente em seu rosto.
– Desgraçada, o que está fazendo? Manchou a minha roupa. — Ele diz pegando meu braço apertando com força, me empurrando contra a mesa onde bato forte com as costas, me fazendo soltar um gemido pela dor. Chega, acabou a brincadeira. Vou para cima dele que estava de costas para mim, pulo em suas costas, e lhe aplico uma chave de braço no pescoço, fazendo a maior força possível, enquanto ele agarra em meu braço, tentando se soltar.
Face to face, out in the heat
Hangin' tough, stayin' hungry
They stack the odds 'til we take to the street
For we kill with the skill to survive
Ele põe suas mãos para trás e agarra minha perna, puxando com tanta força que me joga no chão com força, nesse momento ouço os saltos de Regina se aproximando e depois o barulho dos talheres no chão.
– Mas que diabos vocês estão fazendo? — Pergunta ela com olhar assustado. E quando o desgraçado faz menção em caminhar até ela, levanto minha perna e acerto um chute certeiro em sua parte intima, fazendo-o se inclinar com a dor.
It's the eye of the tiger, it's the thrill of the fight
Risin' up to the challenge of our rival
And the last known survivor stalks his prey in the night
And he's watchin' us all in the eye of the tiger
– Emma. — Regina diz olhando incrédula aquele cenário.
– Me desculpe, ele me irritou. — Digo olhando para o babaca, que se contorcia de dor.
– Meu Deus, quantos anos vocês tem? — Ela diz caminhando em direção a ele, passando seu braço sobre o dele, levando- o para o sofá da sala. -Você está bem? — A ouço dizer a ele.
– Essa mulher é louca. — Ele diz com voz de choro, deveria estar sentindo muita dor. Ótimo, era esse o intuito.
– Vocês são completamente loucos, onde já se viu isso? Afinal, por que diabos estavam brigando?
– Por sua causa. — Ele diz, fazendo Regina calar-se. Pois sabia exatamente o motivo.
– Esta doendo muito? — Ela pergunta a ele, e seu olhar encontra o meu, e por um instante tive a impressão de ver um sorriso contido se formando em seus lábios.
– Nada com o que você não possa me ajudar. — Ele diz olhando malicioso para ela. Oque me faz, sair de onde eu estava, e ir até eles.
– Vaza cara. — Digo para ele.
– Emma. — Regina diz me repreendendo.
– Você não é a dona da casa. — Ele responde
– Killian, acho melhor você ir. Conversamos outro dia. — Regina diz, e eu fico satisfeita e ao mesmo tempo irritada por ela dizer, "conversamos outro dia." O que significava que ela ainda ia ver ele.
– Só vou por que você, esta me pedindo. — Ele se levanta e segue para a saída, sendo acompanhado por Regina. — Aquela desgraçada quase me aleijou. — Diz ele baixo, mas eu ainda podia ouvir
– Não a xingue assim. E você vai ficar bem. Até outro dia.
– VOCÊ VAI ME PAGAR, SUA LOUCA. — Ele grita para mim, que faço um gesto de "pega eu" batendo com a mão no peito.
– Ok, vá agora. — Regina diz cortando-o.
– To indo. Até mais, rainha. — Ele diz e beija Regina rapidamente, fazendo meu sangue ferver ainda mais. Vou em direção a ele, iria quebrar a cara desse imbecil, quando Regina o empurra para fora, e fecha a porta. Se apoiando nela de frente para mim, me encarando séria. Começo a me explicar.
– Regina, me desculpe por isso, mas ele me tirou do sério, esse abusado, desgraçado, deveria tê-lo chutado com mais força. — Ela caminha em minha direção com uma expressão indecifrável no rosto. Para em minha frente e permanece em silêncio. — Por favor, não fique brava comigo, ele realmente me tirou do sério, falando de você daquela forma, alisando você. — Ela continuava me encarando em silêncio. — Amor, fala comigo. — aquilo já estava me deixando nervosa. Ela abre um sorriso enorme e diz.
– Adorei isso, Swan. — Diz e cai na gargalhada, me fazendo sentir aliviada, e rir junto com ela. — Você com ciúmes de mim. Achei uma gracinha, apesar de achar que toda essa bagunça era desnecessária. — Diz mostrando a bagunça de comida no chão, vinho, e até uma cadeira.
– Ninguém mexe com a minha prefeita. — Digo, segurando-a pela cintura, puxando para mais perto.
– Sua? Hmm, interessante.
– Você é minha, desde que ficamos juntas pela primeira vez.
– Sim, eu sou. — Ela diz me beijando forte, sua língua invadindo a minha boca a procura da minha, a encontrando completamente receptiva a ela. — Vamos subir.
Subimos em direção ao quarto. Ela entra e quando faço menção para entrar ela me barra.
– Espere nesse quarto ali. — E aponta a porta ao lado da sua.
– O que? Por que? — Falo com uma pontinha de frustração na voz.
– Você já vai ver. Me obedeça.
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