Now Is Good
5 Granada
Notas iniciais
POV REGINA
Enquanto a vejo partir, pela janela da minha sala, posso ver toda sua irritação. Mas afinal, o que ela queria? Que eu dissesse que a amo, e que quero viver com ela a vida toda? Só podia ser louca, se era isso que ela esperava. Confesso que, desde o primeiro dia em que nos encontramos na estrada, cada vez que a vejo sinto uma energia diferente, não sei o que pode ser isso, mas depois do que aconteceu hoje, acredito que isso não vá mais acontecer. Até porque, até agora não sei explicar o que me fez ceder a esse desejo insano de fazer o que fiz com outra mulher, ou melhor Emma. E como ela pode perceber tudo tão rápido, danada. Saio da janela, e me viro direto pro meu piano. O encaro por um tempo, lembrando de tudo que acabou de acontecer, bem ali em cima. O cheiro de sexo ainda exalava pela minha sala. Dissipo os mil e um pensamentos que tive, e pego minha bolsa, já estava tarde, precisava ir pra casa. Caminho de maneira distraída, talvez tenha pegado pesado com a Emma, talvez tenha exagerado. — Por que eu estou preocupada com essa mulher? O que está acontecendo Regina? Não pode perder o controle. — Digo a mim mesma, e sem perceber que alguém havia se aproximado e tocando meu ombro.
— Olá, Regina. — Hook diz, me fazendo soltar um gritinho, pelo susto. — Falando sozinha?
— Você quer me matar, é? Isso é jeito de chegar nas pessoas no meio da noite? — Digo em um tom sério, pois realmente havia me assustado.
— Desculpe, eu chamei por você, mas você não me ouviu, tive que correr atrás de você. — Ele diz fazendo a maior cara de pateta do mundo. — Por que você é definitivamente, o tipo de mulher que se deve correr atrás. — Diz ele, já mudando de assunto, e se aproximando mais.
— Nem tente Hook, pode parar por ai. — Digo, pondo a mão pra frente, fazendo- a colidir com seu peito, levando-o a parar onde estava, ele me encara completamente confuso, eu não sou o tipo de pessoa que nega fogo. — Estou exausta hoje, só quero ir pra casa e poder relaxar um pouco, ok?
— Posso ajuda-la a relaxar, rainha. — Gostava quando ele me chamava assim, me fazia sentir poderosa. Ele tira minha mão de seu peito, e a segura me puxando bruscamente para perto. Meu corpo colide com o dele de forma violenta, pela força usada ao fazer isso. Solto um suspiro insatisfeito. Ele solta meu braço. — O que você tem hoje?
— Nada. Já disse, só estou cansada e quero ficar sozinha. — Digo com pouca paciência. Definitivamente paciência não é o meu forte. — Nos vemos outro dia, ok?- Digo plantando um breve beijo em sua bochecha.
— Tudo bem né. — Ele diz nada satisfeito. Me viro e volto a caminhar. Não via a hora do meu carro estar pronto.
Passando perto da lanchonete Granny's me deparo com uma cena, nada a agradável aos meus olhos. Me fez sentir raiva de mim mesma. E muito mais raiva daquele xerife metido a besta, sempre me dera muito bem com Graham, mas ele já estava passando dos limites.
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POV EMMA
Desde que sai da prefeitura, sinto meu corpo arder em raiva. Não poderia ir pra casa daquele jeito, meus pais iriam me questionar, é claro, e eu não estava afim de dar satisfação a ninguém. Fui até o Granny's, me sentei no balcão e pedi a moça que atendia, que me trouxessem uma bebida forte. Fiquei bebendo por algum tempo, e tudo em que eu conseguia pensar era em Regina, e no motivo dela ter feito toda aquela cena para mim. Tinha certeza de que ela não tinha me chamado até lá, só para tratar do assunto da delegacia, ela queria algo mais, sei que sim. Mas por que teve aquela reação depois? Ficou bem claro que ela se arrependeu, porém, não precisava ter feito aquele escândalo. Percebo o tempo em que fiquei sentada ali, quando ouço uma voz me perguntando:
— Quer mais alguma coisa coisa? Precisamos fechar agora. — A moça que me atendeu diz em um tom simpático, só então me fazendo olhar em volta e perceber que não havia mais ninguém ali.
— Oh não, me desculpe, acabei esquecendo da hora. Quanto eu devo?
— Você não parece bem, que tal deixar isso para amanhã? Precisa de ajuda para ir pra casa?
— Obrigada. Não, eu estou bem. Passo aqui amanhã então... — Faço uma pausa esperando que ela me diga seu nome
— Ruby
— Sou Emma. Passo aqui amanhã então Ruby. — Digo saindo pela porta. Eu devia ter aceitado a ajuda da Ruby, eu não estava nada bem, bebi demais.
— Emma? — Ouço alguém dizer meu nome, mas não consigo identificar a voz. — O que aconteceu? Você está bem?- Era Graham
— Oi Graham, eu estou ótima. Preciso ir pra casa só isso.
— Vou acompanhar você até lá. Me desculpe, mas você não parece estar bem, andou bebendo?
— Só um pouco, pra tentar esquecer os problemas, ou melhor, o problema. Mas acho que não funcionou. — Digo com a voz baixa. Realmente estava naquele estado por ela?
— Ah, já sei, deve ter brigado com o namorado né? — Ele diz em tom divertido, tentando trazer algum humor a situação. Porém falhando, pois eu não abro nem um meio sorriso. — Me desculpe, não quis ser inconveniente.
— Está tudo bem. Eu não tenho um namorado, então não, não é por isso que resolvi beber. São só alguns problemas que logo serão resolvidos.
— Espero que dê tudo certo. Pronto chegamos, vou subir com você, e te deixar na porta de casa, não estou confiando muito no seu "estou bem". — Ele diz, fazendo aspas com os dedos.
— Tudo bem. — Subimos, e paramos na frente da porta da minha casa. — Obrigada Graham, por me acompanhar até aqui.
— É a prefeita, não é?- Ele diz, fazendo com que eu o encarasse de maneira séria e um tanto assustada. — É ela quem está te deixando assim, não é?
— Hmm.. Graham, eu acho que você está interpretando mau as coisas, eu... — Vou dizendo meio sem jeito, sem conseguir olha-lo nos olhos, pois sabia que meu olhar me trairia.
— Emma, eu sei que deve ter sido um grande susto para você, ser praticamente intimada pela prefeita a ser a nova xerife da cidade, mas eu preciso mesmo ir para Nova Iorque, recebi uma proposta magnifica, e não posso recusa-la e sei que você é a pessoa mais qualificada na cidade para isso. — Minha ficha cai
— Ah, sim, sim, claro, não pode mesmo recusar. É... foi mesmo um susto tudo que a prefeita me disse. — Digo com certa amargura. — Mas é claro, que eu farei isso por você. — Lhe dirijo um sorriso, que se eu mesma pudesse me ver fazer aquilo, vomitaria em cima de mim, pela falsidade que havia naquele sorriso.
— Obrigada por entender Emma, agora entre, e trate de ir se deitar. Nos vemos amanhã, para tratar desse assunto. Boa Noite Emma.
— Boa noite, e obrigada novamente. — Ele desce as escadas e eu destranco a porta e entro em casa, seguindo direto em direção ao meu quarto, entrando nele, e desabando na cama. A única certeza que tive naquela noite, é que, Regina esteve nos meus sonhos, a noite inteira.
Easy come, easy go
That's just how you live
Oh take, take, take it all but you never give
Should've known you was trouble from the first kiss
Had your eyes wide open
Why were they open
http://www.youtube.com/watch?v=SR6iYWJxHqs
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POV REGINA
Aquela cena de Emma com Graham me tirou completamente do sério, quem aquela idiota pensava que era? Fica comigo e só por que levou um fora, já sai atrás de outro. No minimo era uma dessas garotas da vida, e eu aqui toda preocupada com ela, com a forma que a tratei, sou mesmo uma completa imbecil.
— O que estava pensando Regina? — Digo a mim mesma, enquanto para casa.
Graham também já estava começando a me irritar, o que diabos ele tinha que estar sempre perto de Emma.
Minha vontade era de ir até eles e arrancar aquele babaca do lado dela a tapas. Mas ela não me devia nada, assim como eu não devia nada a ela, o que aconteceu entre nós, não passa de sexo, apenas sexo. Não há sentimento envolvido, porém, eu não tinha direito nenhum de cobrar o que quer que seja dela.
E se ela tinha ou não algo com Graham, isso não me interessava.
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