Notas iniciais
Oláá, como vão? Demorei um bocado né, eu estava meio travada, escrevia um pouco, parada, escrevia, parava. Mas enfim consegui, e ficou bem grandinho, maior que o normal. Obrigada a todos que comentaram, todos respondidos já *-* E eu sei que isso ta se tornando repetitivo, mas eu preciso dizer, que eu adoro, amo mesmo, todos os comentários, é muito gostoso ler *-* Obg. Sobre o capitulo, tem algumas coisas que ficaram meio que mau resolvidas antes delas irem viajar, to procurando resolver tudo, aqui ja diminui a lista hahaha. Espero que gostem. PS: Escrevi boa parte do capitulo ouvindo Happy, então quem quiser entrar na minha onda aqui ta o link. https://www.youtube.com/watch?v=y6Sxv-sUYtM PS 2: O nome do capitulo não tem nada a ver com a novela, beleza? Hahaha Boa leitura.

Elas já estavam voando há uma hora em completo silêncio, Emma por estar com medo, e Regina por estar perdida em seus pensamentos, pensando na promessa que havia feito a Roland.

– Eu vou vir te buscar. – No fundo de seu coração, ela sentia que aquele garoto precisava dela, e mais, ele precisava do garoto. Em tão pouco tempo ela havia criado um laço maternal com Roland, o garoto havia conquistado desde o primeiro dia em que o virá. E sua decisão estava tomada. – Eu volto te buscar, eu prometo.

Ela havia prometido voltar para busca-lo, e não quebraria essa promessa. A questão era, como agilizar a papelada para adoção dele, antes que ele fosse para um orfanato qualquer. Só uma pessoa poderia ajuda-la a diminuir toda essa burocracia, mas a ideia de pedir ajuda a Mr. Gold não agradava nem um pouco, mas não conseguia pensar em outra maneira.

Após mais algum tempo, eles finalmente chegam a Storybrooke, Emma só faltava pular de alegria, ao sentir o chão sob os pés.

–Ai, como eu adoro a terra. – Disse a loira, ajoelhando e tocando o chão.

– Emma. – Regina diz repreendendo-a, enquanto ia até Robin agradecer. – Robin, obrigada pela sua grande ajuda.

– Não há de que. E posso dizer que foi um prazer lhe ser útil. – Ele lhe sorri sedutoramente.

– E foi muito útil mesmo. Agradeço. – Regina lhe sorri educadamente, parecendo não perceber o tom sedutor que ele usava.

– Sempre que precisar estarei a sua disposição. – Ele diz olhando-a no fundo dos olhos. Emma que acabará de perceber a situação, levanta do chão, e vai em direção a eles, a tempo de ouvi-lo dizer: — Você é uma mulher incrível Regina, espero que possamos nos ver mais vezes. – A loira para atrás da morena, encarando o homem com uma cara de “sério, que você está dando em cima da minha mulher na minha cara?” Ela se apressa em responde-lo.

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– Com certeza, você nos verá muito. – Ela diz dando uma entonação maior na parte em que dizia que ele veria as duas, e não só Regina, chamando atenção de ambos.

– Claro, com certeza Srta Swan. – Ele diz, voltando ao tom sério. – Vou indo. Regina – Ele acena com a cabeça para ela e sorri. – Srta Swan. – Ele repete o gesto, sem sorrir, e se vira para ir embora.

– Ai, vou dar uns socos nessa cara ainda. – A loira diz suspirando.

–Pare com isso. Você cismou com o rapaz. – Regina diz olhando para Emma.

– Não, foi ele quem cismou com você. — A loira diz pegando Regina pela mão e a levando para fora da pista.

– Emma você cisma com algumas coisas tolas. – Regina diz fazendo a loira encara-la.

– Ah não vou nem discutir Regina. – A loira vira-se e continua andando.

Elas pegam um taxi até a casa da morena, já que Regina havia mandado levarem seu carro para lá. Quando o carro para em frente à casa da morena, Emma carrega todas as malas para dentro.

– Quer que eu leve lá pra cima? – Emma pergunta.

– Não precisa, pode deixar aqui mesmo. – Regina responde, estranhando o tom da loira.

– Então eu vou indo ver meus pais. – Emma diz pegando sua mala, e indo em direção à porta.

– Emma. – Regina a chama, fazendo-a virar-se. – Não me diga que está com esse bico por causa de Robin?

– Bico? Que bico Regina? – A loira pergunta com a voz meio alterada.

– Esse ai na sua cara. E por que está gritando? – Regina pergunta cruzando os braços em frente ao peito.

– Não to de bico e muito menos gritando. Eu só fico irritada com esse seu jeito, de dizer que tudo é coisa da minha cabeça Regina, quando na verdade não é. – A loira dispara de uma vez.

– Sabia que era por causa de Robin. – A morena revira os olhos. – Emma você precisa parar de ser tão paranoica, o rapaz só é gentil comigo, trabalhamos juntos a algum tempo, e ele sempre foi muito gentil Emma, nada de mais.

– Ah claro, e eu sou o Bozzo. – A loira diz soltando a mala no hall de entrada, e indo até a sala, perto de Regina.

– Emma ele é só um funcionário da prefeitura, eu quase nunca o vejo, só em emergências mesmo. – Regina tenta explicar.

– Regina não dizendo que o problema é você. To dizendo que o problema é ele. – A loira diz encarando a morena.

– Emma... – Regina começa, mas logo é interrompida.

– Chega disso, vou pra casa ver meus pais. Volto mais tarde. – Ela diz e aperta os lábios contra a testa da morena, saindo pela porta em seguida, deixando Regina olhando para o nada no meio da sala.

A loira vai direto para a casa de seus pais e o primeiro que ela abraça é Herbie, sentirá muita saudade de seu carro. Depois de abraçar seu xodó, ela entra em casa.

– Alguém em casa? – Ela pergunta com um tom mais alto, e recebe o silêncio em troca.

– Ok, estou sozinha. – Ela sobe para seu quarto carregando a mala, que parecia mais pesada agora.

Depois de algum tempo sentada na cama, só olhando para dentro da mala, pensando se desfaria naquele momento, ela decide por um banho, e tem a ideia de fazer o almoço para seus pais, já que passara tantos dias fora. E assim ela faz, quando estava na cozinha, quase terminando o almoço ouve a porta se bater, e a voz dos seus pais ecoar pela sala.

– Acho que deveríamos repetir a noite. – Emma ouve a voz de David dizer, e a loira fica em silêncio para ouvi-los.

– Com certeza nós vamos. – Responde Mary, e em seguida Emma ouve o som do estalo de um beijo, e imediatamente ela se apressa em manifestar sua presença por ali antes que ela visse o que não queria.

– Ham ham. – Ela pigarreia na porta da cozinha que dava para a sala, fazendo seus pais pular e se soltarem com o susto.

– Oh Emma. – Mary diz ficando vermelha.

– Oi filha. – David diz com um sorriso sem graça no rosto.

– Posso ver que estamos bem, eim? – A loira provoca, fazendo seus pais corarem em um tom escuro de vermelho. – To brincando gente. – Ela diz e os abraça.

– Sentimos saudades de vocês filha. – Mary diz.

– Eu também senti. – Ela os abraça mais forte, sentirá mesmo muita saudade.

Emma anuncia que tinha feito o almoço para eles, e todos sentam a mesa juntos, conversando sobre o que a loira perderá enquanto esteve fora da cidade, sobre os jogos do Barcelona que a loira havia perdido, e por fim sobre a viagem dela com Regina e sobre o estado de saúde da prefeita. David parecia ter se acostumado com a ideia de sua filha estar envolvida com a prefeita.

– Quando vai trazê-la aqui em casa filha? – David pergunta a Emma, se referindo a Regina.

– Não sei, vocês estão bem com isso? – A loira pergunta olhando para ambos.

– Sim, nós estamos. – David responde, sorrindo para a filha.

– Ótimo, falarei com ela. – Ela sorri também, feliz com a aceitação de seus pais.

– Ok. Filha vai ter jogo do Barcelona hoje ás 19:00, por que não traz a prefeita para jantar conosco? – Mary é quem sugere.

– Você sabendo horário dos jogos do Barça? Nossa. – Ela diz fazendo todos rir. – Bom, eu não sei. Regina gosta das coisas milimetricamente planejadas. – Ela vira os olhos.

– Ah sim, posso imaginar. – Mary diz, sorrindo.

– Vou ligar pra ela depois e perguntar. E...- A começa meio sem graça, coçando a parte de trás do pescoço. – Obrigada, por tudo. – Ela sorri

– Somos seus pais Emma, vamos te apoiar sempre. – David diz, e eles dão as mãos por cima da mesa.

Quando terminam de almoçar, Mary insiste em ficar com a louça já que Emma havia feito o almoço, enquanto a loira e David, vão para sala, e ficam conversando sobre o time do coração. Quando a tarde já estava indo embora, David lembra Emma sobre o jantar com Regina.

– Filha, você vai ligar para a prefeita? – David pergunta.

– Ai nossa, eu esqueci completamente. – Ela diz levando a mão a testa. – Pai, chame-a de Regina. – Ela diz a ele.

– Ok, desculpe, força do habito. Vá ligar pra ela então. – David diz, jogando o telefone no colo da loira, que pega e disca o numero da casa de Regina, no terceiro toque a voz que Emma ouve do outro lado não era a de Regina.

– Alô?- A voz completamente desconhecida para a loira, diz.

– Hmm, oi, é.. é da casa da Regina? – A loira pergunta.

– Sim, senhorita Mills está no banho. Posso ir verificar se ela pode atender. A quem devo anunciar?– Emma logo deduz que era a mulher que Regina havia mencionado que iria chamar para ajuda-la em casa.

– A obrigada, diga que é Emma. – A mulher pede para que ela esperasse um minuto, e passado esse tempo, Regina atende o telefone.

– Emma.

– Oi. – Emma sorri no telefone, e não recebe uma resposta de volta. – Tudo bem? – A loira pergunta depois do silêncio.

–Sim, estava no banho. E você? — A morena pergunta.

– Estou bem. Amor queria te fazer um convite especial. — A loira diz

– Diga. – A morena pede.

– Na verdade é mais um convite dos meus pais. – Ambas ficam em silêncio alguns segundos. E então Emma completa. – Queremos que venha jantar conosco hoje.

– Emma, eu não sei. – Regina diz meio insegura. – Quando saímos de viagem vocês haviam brigado por minha causa, não sei se... – Regina dizia, quando Emma a interrompe.

– Amor, deixa disso. Foram eles que mandaram te convidar, vem, por favor. – Emma pede.

– Ok, eu vou. – A morena diz.

– Ótimo. Você pode ver o jogo com meu pai e eu. – A loira se empolga.

–Ai meu Deus, vou ver a minha namorada se comportando como um homem. – Regina diz com voz de desgosto.

– Ei, qual é? – A loira se finge de ofendida, fazendo ambas rir.

– Vou adorar ver o jogo com vocês. – Regina diz, voltando ao tom normal.

– Eu também. – Emma diz já derretida no telefone, quando sente uma almofada atingir seu rosto. – Ai. – Ela diz para David, que estava rindo dela.

– O que foi? – Regina pergunta.

– Meu pai ta me jogando almofadas na cara. – Ela explica a Regina, rindo para seu pai.

– Você tem que ver a cara de pateta que você ta agora Emma. – David diz, ainda rindo da loira.

– Ta ouvindo isso amor? Tão me chamando de pateta. – Emma pergunta a Regina, mostrando a língua para David.

– Estou sim. – Regina diz rindo.

– Do que você ta rindo? – Emma pergunta a ela.

– De você querida. – Regina diz ainda rindo.

– A que legal, virei palhaça agora? – A loira diz rindo.

– Quer mesmo que eu responda? – David diz.

– Ok já chega vocês dois. – Emma diz a David e Regina. – Amor, vou desligar aqui. Quer que eu vá buscar você?

– O que? Com aquele seu carro horrível? Não querida, tudo bem, eu vou dirigindo. – Regina diz tirando onda com a cara da loira.

– Ai nossa, você e essa mania de ofender o Herbie.

– Oh me desculpe, esqueci que você ama mais o fusca do que a mim. – Regina faz chantagem.

– A amor, isso é golpe baixo. – Emma diz fazendo bico.

– Estou brincando Swan. Que horas tenho que chegar?

– Bom, o jogo começa as 19:00. Então se você quiser pode chegar por esse horário.

– Ok. Vou me trocar, até logo.

– Até. Eu te amo. – A loira diz, enquanto ouvia mais uma gargalhada de seu pai.

– Eu também te amo. Tchau. – Regina diz e desliga.

– Emma você está mesmo apaixonada. – David diz secando as lágrimas que tinha nos olhos de tanto rir.

– Só percebeu agora? – Emma diz sorrindo, jogando o telefone de volta para ele. – Vou tomar banho e me trocar.

– Vai colocar um vestidinho rosa pra sua namorada? – David debocha.

–Haha muito engraçado. Mas eu bem que poderia, mas não vou. – Ela diz revirando os olhos.

–Não vai colocar seu pijama de sapinho pra receber sua namorada né? – Mary fala da cozinha, entrando na brincadeira.

– Ai meu Deus, tiraram o dia pra me encher hoje eim?! – Emma suspira. – Qual o problema com meu pijama? Ele é bonitinho.

– Sim querida ele é sim. Mas não para receber a namorada em casa. – Mary diz rindo.

– Pois eu acho que convém. – A loira diz fazendo David e Mary franzirem as sobrancelhas em confusão. – O pijama é muito mais fácil pra Regina tirar. – Ela completa, e cai na gargalhada observando seus pais com os olhos arregalados para ela. – Fala o que não deve, escuta o que não quer. –Ela diz rindo e sobe as escadas para seu quarto.

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POV EMMA

Subo para tomar um banho e me vestir, estava realmente feliz por meus pais terem aceitado Regina sem escândalos e sem dramas, estava um pouco nervosa.

– Só espero que esse jantar seja perfeito. – Digo a mim mesma, enquanto ia procurar uma roupa para vestir. Pego minha camisa do Barcelona, mas ai lembro que minha namorada viria jantar na minha casa pela primeira vez, teria que no mínimo me vestir direito. Fico parada em frente ao guarda roupa por um tempo, e já começava a desistir quando me lembro de um vestido que eu havia usado uma vez só, procuro por ele e visto indo até o espelho ver como tinha ficado me surpreendendo com o resultado. – Ora, ora. – O vestido ainda servia perfeitamente, e havia ficado ótimo, era de seda azul, liso e solto. Deixo os cabelos soltos mesmo, e coloco um tamanco com um salto baixo. Quando estava colocando meus brincos ouço o som da campainha. Regina havia chegado.

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Dou uma ultima olhada rápida no espelho, e saio, quando estava na metade das escadas, ouço o som dos saltos, e da voz inconfundível da minha mulher.

– Fique a vontade. – Ouço minha mãe dizer a ela.

– Obrigada. – Ouço-a responder. Termino de descer os poucos degraus que faltavam, e ao chegar ao pé da escada, meu olhar encontra o dela. Meus olhos percorreram todo o conjunto que era Regina Mills, e eu nunca iria me acostumar com a beleza daquela mulher. Seus olhos também recaem sobre meu corpo, voltando aos meus olhos em seguida.

– Oi. – Digo meio tímida, meio inseguea pela roupa que estava usando, não era muito de usar vestidos, então sempre me sentia estranha com eles.

– Oi. – Ela responde, sorrindo.

– Tudo bem? – Pergunto me aproximando dela.

– Sim e você?

– Estou bem. Feliz que você veio. – Paro em frente a ela, e seguro suas mãos. – Está linda. – Digo, olhando seu corpo inteiro mais uma vez. Regina usava um conjunto social, calça e blusa pretas, blaiser branco e claro saltos, pretos também.

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– Obrigada. – Ela diz sorrindo. – Você também está linda. Muito linda. — Parecíamos duas adolescentes naquele instante. Parecendo quando a menina leva seu primeiro namoradinho em casa, para conhecer os pais. – Eu queria beijar você. – Ela sussurra para mim, me fazendo sorrir.

– Não passe vontade senhorita Mills. – Encurto a distância entre nós e passo meus braços por sua cintura, enquanto ela envolve meu pescoço, me inclino para beija-la.

– Emma. – Minha mãe surge, vindo da cozinha, fazendo Regina pular para longe de mim com uma expressão tímida. – Oh, desculpe não queria interromper. – Ela me olha como num pedido de desculpas.

– Não mãe, tudo bem. – Digo pegando a mão de Regina e trazendo-a para o meu lado.

– Olha só, não colocou o pijama de sapinho. – Minha mãe diz rindo.

– Claro que não. Mas juro que pensei nisso. – Digo fazendo todos rirem.

– Ainda bem que não colocou. Ei David. – Ela chama meu pai que estava na cozinha também. Ele logo entra na sala e para ao seu lado, com uma expressão séria.

– Oh, olá Regina. – Ele diz dando a mão para Regina.

– Olá, como vai David? – Ela pergunta a meu pai.

– Vou bem. – Ele sorri para ela, e isso me alivia um pouco. Ficamos ali parados, os quatro em silêncio, até que meu pai olha para o relógio. – Puta que pariu. – Ele diz fazendo todos o encarar e minha mãe fazer uma cara feia para ele. – Desculpa, é que o jogo já ta começando. – Meu pai olhando para mim.

– Ai meu Deus, vamos. – Saio puxando Regina pela mão. – Ai droga, me esqueci da minha peita.* – Lembro que havia esquecido minha camiseta da sorte. – Amor, fica aqui que eu já volto. – A coloco sentada no sofá e subo correndo buscar minha camiseta, era larga, de tamanho masculino então a coloco por cima do vestido e desço. Quando perto do sofá e me jogo ao lado de Regina, que se assusta com o baque. Ela me olha e não contem uma risada. – O que? – Pergunto olhando-a.

– Isso ai está ótimo. – Ela diz apontando para minha roupa.

– Ah dá um tempo, é minha peita da sorte.

– E por que não colocou só a camiseta e um jeans?

– Por que a minha namorada veio na minha casa para jantar, eu não poderia usar qualquer roupa. Eu estava tentando ficar bonita para ela sabe? – Digo sorrindo.

– Ah sim, me desculpe. Sua namorada tem muita sorte. – Ela me diz.

– Por quê?

– Por que você se arrumou toda só para recebê-la em sua casa.

– Ah com certeza ela tem sorte. – Digo e nós duas rimos.

– Shiu – Meu pai diz colocando o dedo sobre os lábios.

– David, isso são modos? – Minha mãe o repreende.

– To tentando ver o jogo aqui. – Ele diz sem desviar os olhos da tela da televisão, fazendo todos olhar para a tela também.

No decorrer do jogo eu e meu pai falamos, reclamamos, xingamos a mãe do juiz e a dos jogadores do Atlético de Madrid, e eu só desvio minha atenção quando sinto a mão de Regina soltando a minha e viro para olha-lá.

– Sua mãe me chamou para ajuda-lá na cozinha. – Ela diz baixinho.

– Oh, sim. Tudo bem. – Beijo sua bochecha e acompanho com os olhos ela indo até a cozinha. Meu coração estava um pouco acelerado, não sabia o que minha mãe poderia dizer a ela, mas confiava em minha mãe. Respiro fundo e volto a assistir o jogo.

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POV REGINA

Quando Mary me chama para ajuda-lá na cozinha, um buraco se abre em meu estomago, tamanho o nervosismo que senti. Não sabia muito bem como deveria me comportar perto dos pais de Emma.

– Então, como vai Regina? – Mary Margareth me pergunta enquanto pega alguma coisa na geladeira.

– Estou bem. E você como vai Mary Margareth?

– Me chame de Mary. – Ela me olha e sorri, aceno positivamente com a cabeça. – Eu estou bem também. Fiquei feliz que aceitou nosso convite.

– E eu feliz por ter me convidado. – Sorrio de volta.

– Mas é claro, tínhamos que fazer um jantar em família, já que agora você e Emma estão juntas, certo? – Ela me olha meio apreensiva.

– Sim, nós estamos. – Confirmo. – Me desculpe é que, tudo isso ainda é muito novo para mim.

– E para mim então. – Mary me diz rindo.

Conversamos sobre várias coisas, sobre minha saúde, e tudo que englobava ela, Emma e a mim, enquanto eu terminava de por a mesa, quando ouvimos gritos vindos da sala, e em seguida uma cantoria que eu julguei ser o hino do Barcelona.

– Tot el camp, és un clam
som la gent blaugrana,
Tant se val d'on venim
si del sud o del nord
ara estem d'acord, ara estem d'acord,
una bandera ens agermana.
Blaugrana al vent, un crit valent
tenim un nom, el sap tothom:
Barça , Barça, Baaarça.

Quando Mary e eu chegamos à sala, Emma e David cantavam a plenos pulmões, chacoalhando a camiseta do time numa mão e a outra estava no peito na altura do coração, eles pulavam e cantavam desafinados. Não consigo segurar a gargalhada que sobe pela minha garganta, e Mary também não. Rimoa a valer com a cena dos dois que parecem nem ter notado nossa presença na sala. Quando enfim eles terminam o hino olham para nós que ainda riamos das performances exageradas dos dois.

– Ok, senhores dançarinos e cantores, o jantar está pronto. – David sai da sala atrás de Mary e Emma vem em minha direção, abraçando-me pela cintura.

– Querida, você pulando e cantando com seu pai estava ótimo. – Digo sorrindo.

– Ah estava é? – Ela diz sorrindo me apertando um pouco mais.

– Sim, estava muito engraçado, eu e sua mãe estamos nos divertindo muito.

– Ah que bonito senhorita Mills, rindo de mim eim?! – Ela diz, fazendo cara de brava.

– Eu estava sim. – Digo rindo mais. Ela me aperta contra a parede, prendendo-me com o peso do seu corpo.

– Quero o beijo que não me deu àquela hora. – Diz e ataca meus lábios com força, enquanto aperta firme minha cintura.

– Emma. – Digo quando separamos os lábios. – Ta louca, seus pais estão aqui do lado.

– E daí? – Ela diz me beijando novamente.

– Emma, é sério. – Digo empurrando seus ombros para que ela me soltasse. – Seus pais podem nos ver. – Digo afastando seu corpo do meu, e arrumando meu cabelo e limpando o batom borrado.

– Ai amor, até parece que eles nunca me viram dando uns beijos por aí. – Emma diz, me fazendo encara-la.

– Ah é senhorita Swan? Uns beijos por ai? – Pergunto sentindo uma ponta de ciúmes, mas tentando fazer parecer brincadeira.

– Modo de dizer amor. – Ela se justifica.

– Regina. Emma, venham logo. – Mary nos chama. Emma pega em minha mão e entramos na cozinha, me sento de frente para Mary e Emma senta ao meu lado.

– Hm, filha, limpa o batom no canto da boca. – David diz a Emma, e eu a olha, não era só o canto da boca de Emma que tinha batom, ao redor de todo seu lábio tinha vestígios do meu batom vermelho. Sinto meu rosto esquenta de vergonha.

– Amor, ele ta só provocando. Não liga. – Emma me diz vendo o tamanho da vergonha que eu tava sentindo.

E essa foi apenas o primeiro de muitos momentos constrangedores durando todo o jantar. David fazia brincadeira com a filha e quem ficava sem graça era eu, claro que todas me envolviam de alguma maneira. Após o jantar, comemos a sobremesa, e ficamos conversando por algum tempo e eu reconheço que tudo estava indo tão bem, e eu estava realmente feliz. Já estava ficando tarde então decido que é hora de voltar.

– Eu vou indo então. – Digo quando nos estávamos todos na sala, rindo das histórias das viagens de David.

– Já? Está cedo Regina e amanhã é domingo. – Mary diz.

– Já passam das 22:00, e não é bom ficar transitando pela noite. – Digo oferecendo-lhe um sorriso. Realmente não queria ficar na rua a noite, lembro-me da noite em Boston.

– Ah sim, você está certa.

– Obrigada pelo jantar, estava ótimo. – Digo a Mary e David que estavam em pé a minha frente.

– Nós que agradecemos a sua presença. – David me diz sorrindo. Vou até Mary e dou um abraço meio tímido e ela me diz baixinho.

– Obrigada por fazer minha filha feliz. – Diz e me solta, e me olha sorrindo. Em seguida David me abraça também, o que me surpreende um pouco.

– Então, até logo. – Digo indo com Emma em direção a porta.

– Fica comigo. – Emma pede.

– Ficar? Aqui?

– Sim amor, dorme comigo aqui. – Ela pede fazendo beicinho.

– Mas Emma, seus pais estão em casa e...- Emma me interrompe antes que eu termine.

– Amor para, você é minha namorada e nós não somos crianças né. – Emma diz tentando me convencer. – E eu quero te dar uma coisa. Na verdade quero dar duas coisas. – Me olha maliciosa.

– Swan, você não tem vergonha nessa sua cara né?! – Digo dando um tapinha no rosto dela.

– Não. E então fica? – Ela faz uma carinha de cachorro abandonado.

– Ta bom, eu fico. – Ela só faltou pular de alegria. Me pega pela mão e me leva de novo para a sala, que já estava vazia. – Preciso estacionar meu carro aqui dentro.

– Ah, é verdade. – Saímos juntos, para que eu pudesse estacionar o carro na garagem junto com o fusca de Emma.

Quando voltamos para dentro de sua casa, ela diz para que eu fosse subindo a escada enquanto ela estava assaltando a geladeira. Fico parada no topo da escada, pois não sabia onde era o quarto de Emma, mas ela logo sobe, com um vinho e duas taças na mão.

– Nossa, vamos festejar é? – Pergunto levantando uma sobrancelha para ela.

– Ah, e como vamos. – Ela sorri maliciosa. Ela abre a porta do quarto, dando passagem para mim. Entro e fico admirando o ambiente, bem diferente do que eu imaginava tudo muito organizado, impecável. – Senta ai, vou pegar o seu presente. – Ela diz apontando para sua cama de casal, e eu me sento de costas para ela, esperando. – Fecha os olhos. – Ela me pede e eu fecho meus olhos. Sinto sua presença perto, seu perfume, e sorrio. – Abra as mãos. – Faço o que ela pede, e sinto algo de pelúcia ser colocado em meu colo. Abro os olhos, olhando para o coração de pelúcia grande que havia no meu colo. – Comprei em Boston. Sei que pode parecer clichê isso, mas não me importo com clichês desde que eu possa expressar meu sentimento por você. e também quero usa-lo para pedir desculpas, pelo meu ciumes exagerado.

Fico olhando para o coração em minhas mãos e depois o aperto contra meu peito, abraçando com força. – Eu adorei. – Digo a ela, que havia se ajoelhado em minha frente. – Adorei. Obrigada. – Digo ainda abraçando forte o coração. – Tem o seu cheiro, minha ciumenta. – Digo ao colocar o nariz sobre o objeto.

– Que bom que gostou amor. – Ela diz sorrindo de leve. Enquanto eu coloco o objeto sobre o colchão, e puxo Emma para mim.

– Gostei muito ciumenta. – Digo apertando meus lábios contra os dela. Quando separamos nossos lábios, ela se levanta e pega as taças, servindo as duas com o vinho que ela trouxera.

– Vamos brindar. – Ele levanta a taça e eu a imito. – Vamos brindar a nossa felicidade. E vamos brindar por eu ter a mulher mais linda do mundo. – Ela diz, fazendo-me sorrir.

Encostamos nossas taças, num brinde a felicidade.

– Agora. – Ela diz pegando a taça da minha mão, quando terminamos de beber, se levantando do chão e me levantando junto com ela. – Nós vamos fazer festa.

Notas finais
E ai gostaram? Meio grande né? Hahaha sorry. Aquele * que eu coloquei la naquela palavra, pra quem não sabe o que significa peita, quer dizer camiseta de time, aqui na minha cidade usam muito esse termo. Bom, deixem comentários, me aninem como sempre. Aqui, queria indicar duas fics pra vocês http://fanfiction.com.br/historia/513633/A_Magia_do_Futebol_e_do_Amor http://fanfiction.com.br/historia/511370/Um_Paradoxo_de_Sentimentos/ VOCÊS VÃO AMAR. Ambas da mesma autora, Luna Azevedo, ela é ótima. Eu já li e re li hahaha, mto boas. Beijos maus pra vocês, até o próximo. *-* PS: Sorry pelo erros :B