Now Is Good
21 Cuidado
Notas iniciais
Algum tempo depois, elas estavam deitadas sobre a cama, abraçadas uma a outra, os corpos suados pelo esforço dos momentos anteriores.
– Eu te amo pra caramba, sabe! — Emma diz acariciando os cabelos negros de Regina.
– Pois é, eu sei sim. — Regina diz e ambas riem.
– Nossa, pouco convencida a senhorita, não?
– E sou mesmo mesmo, Swan. — A morena diz e beija o pescoço da loira, que estava ao alcance de seus lábios. — Digo que sei, por que acho que se não me amasse, já teria dado o fora quando o médico disse que ... — la vai dizendo, mas Emma a interrompa.
– Shiii, não é hora de falar sobre isso. E nós já combinamos, que você vai fazer o que for preciso, não vai?
– Sim. Mas se não der resultado, eu paro. — A morena pode ouvir a xerife engolir em seco.
– Vai funcionar, Regina. — Diz e a aperta mais em seus braços.
– Acredito que vá. Mas agora precisamos sair dessa cama, estamos passando muito tempo nela não acha?
– Sinceramente? Por mim eu passaria o dia inteiro. — A xerife diz pegando o rosto da morena e dando um beijo em sua boca. — Por que senhora prefeita, está cansada?
– O que? Não mesmo, e não me provoque. Precisamos comer alguma coisa, eu estou com fome. — Regina faz uma careta.
– Ok, vamos levantar. — Emma se apressa, pois era a primeira vez em dias que ouvia Regina dizer que estava com fome.
~~~~~~~~~~~~~SQ~~~~~~~~~SQ~~~~~~~~~~~~
No almoço a loira observa Regina "comer", ela mal tocou na comida, apesar de ter dito que estava com fome.
– Re, por que não esta comendo? Você disse que estava com fome.
– Não consigo, parece que toda vez que tendo, algo fecha a minha garganta.
Emma volta seu olhar para o prato a sua frente, sabia que o motivo da ausência de apetite de Regina era por causa do seu... estado delicado. Ela preferia nomear dessa forma.
– Emma querida, não precisa evitar falar disso, eu sei que é por causa da minha do... — Regina fala, mas Emma a interrompe.
– Por causa do seu estado delicado, Regina. Chame dessa forma. — Emma diz e Regina não contém o riso.
– Você tem medo de dizer que eu estou ... — Regina vai dizendo, e mais uma vez é interrompida pela xerife.
– Regina, é sério, não gosto dessa palavra, então se você puder por favor evitar ela. — A prefeita, percebe que a xerife falava mesmo sério.
– Emma, temos que lidar com isso como duas adultas.
– E vamos só não gosto que diga essa palavra. Vai te custar algo evitar? Não, então, por favor. — Regina suspira e revira os olhos.
– Que seja. — Ela espera a loira terminar de comer e se levanta da mesa, juntando seu prato e o de Emma. — Vou pegar a sobremesa. — Diz e sai em direção a cozinha, deposita os pratos na pia, e lhe ocorre que ela deveria ligar para Johanna, pedindo que sua empregada abrisse uma exceção em suas férias, para arrumar aquela casa.
Na sala de jantar, Emma aguardava a volta de Regina, verificava suas notificações no facebook pelo celular, quando ouve o som da louça desabando no chão, em um salto levanta de onde estava sentada e vai em direção à cozinha.
– Regina. — Emma diz, vendo a morena, com as mãos apoiadas sobre a mesa, e os cacos de vidro, espalhados a sua frente. Caminha até ela, tentando desviar dos vidros. — Amor, o que você está sentindo? — A loira diz, segurando Regina pela cintura, procurando sustentar o seu corpo, que estava completamente mole nos braços de Emma.
A loira caminha com ela, para fora da cozinha, e a leva até o sofá da sala, fazendo com que ela se sentasse nele, e ajoelhando em sua frente, para encarar a morena.
– Amor, diz pra mim o que você ta sentindo. — A loira pergunta, aflita.
– Eu... eu .. eu não sei, não consigo sustentar meu corpo. — Regina diz com a voz falha e baixa.
– Vou ligar pro Whale. — Pega o celular o bolso e disca o número do hospital. — Oi, preciso falar com o Dr. Whale, é uma emergência.
Ela espera por pouco mais de dois minutos, até que o médico a atendesse. O que para ela, levou uma eternidade.
– Emma? O que houve com a Regina? — O médico pergunta, pois sabia que a xerife estava encarregada de cuidar da prefeita.
– Ela, não consegue parar em pé, disse que está com o corpo fraco, e está pálida como um papel. Não sei o que fazer.
– Temo que já deveríamos ter coletado uma amostra da medula dela, a doença pode estar avançando Emma. — A loira engole em seco, e olha para Regina que estava jogada no sofá, completamente pálida, translucida.
– E o que estamos esperando?
– Preciso fazer algumas ligações e acho que consigo que façam isso ainda essa semana. Mas certamente terão que viajar, aqui em Storybrooke, não temos os equipamentos necessários para esse tipo de procedimento.
– Nós vamos para onde for, só providencie isso o quanto antes, por favor.
– Claro, farei isso e ligo para você.
– Ok, estarei aguardando. E enquanto isso, o que eu faço para ela ficar melhor?
– Sinto muito Emma, não há nada que possa fazer a não ser esperar que ela melhorar por conta própria.
– Então, você quer dizer que eu terei que ficar olhando ela, sofrer assim e não posso fazer nada? -A voz de Emma estava embargada, pela lagrimas que estava segurando.
– Sinto muito, mas sim.
– Ta, me ligue quando tiver algo. — E desliga o telefone, voltando a sua atenção totalmente a Regina, que ainda estava deitada imóvel no sofá, tinha um braço cobrindo os olhos. — Vai melhorar já já amor, eu prometo. — A loira diz, e pega as mãos de Regina, segurando-as com força, e como resposta a isso, sente o aperto da morena. Aproxima os lábios do rosto de Regina, e planta um leve beijo em sua testa, torcendo mentalmente para que aquilo passasse logo. Ver Regina sofrer, era o pior castigo que Emma poderia ter.
Não demora muito até que a morena se recupere, e Emma que não sairá de seu lado por nada, e tinha seus braços enroscados no corpo da morena, como quem protege, se assusta um pouco quando a morena se movimenta .
– Amor, o que foi, ta sentindo alguma coisa?
– Não, só queria não ser tão fraca.
– Pare de dizer essas coisas, você não é fraca. — Emma diz pegando seu rosto em suas mãos. — Você é a mulher mais forte que já conheci.
– Sei. — Regina diz incrédula. — O que Whale disse?
– Disse que provavelmente precisaremos viajar pra fazer o exame. E eu disse que nós vamos, seja onde for.
– Ah ótimo, era o que me faltava. — Regina diz, suspirando.
– Mas deixe de ser birrenta, nós vamos aonde for preciso Regina, e faremos o que for preciso também.
– Emma, eu vou fazer, mas quero que saiba que se o tratamento não estiver dando resultado, eu vou parar, não vou forçar algo que não esta funcionando. — Ela diz examinando os olhos esmeralda da loira.
– Vai funcionar. Portanto está fora de cogitação desistir. — Ela diz, tentando convencer a si mesma, antes de convencer Regina.
– Digamos que sim. — A morena diz, se levantando do sofá muito rapidamente, o que a faz sentir uma leve tontura, coisa que Emma não deixa passar.
– Amor, senta aqui. O que você quer, que eu faço pra você.
– Eu preciso ligar pra Johanna, sei que ela está de férias, mas eu realmente preciso de alguém aqui.
– Vou buscar o telefone, e você liga pra ela ta bom? Fica ai. — A loira sai em direção a cozinha, e claro que Regina não obedece Emma, se levanta e vai até o banheiro. Não se sentia mais tonta.
–Amor... — Emma volta para a sala, e para de falar ao ver que Regina não se encontrava mais ali. — Droga Regina. — la diz jogando o telefone em cima do sofá, e subindo as escadas em disparada.
– Eu estou aqui em baixo querida. No banheiro. — Ao ouvir os passos da loira subindo as escadas, Regina grita do banheiro. Emma volta, e vai até a porta do banheiro.
– Eu disse pra você ficar sentada no sofá, sabe. Esta tudo bem?
– Eu estou bem, não posso nem usar o banheiro mais?
– Claro que pode, eu só fico preocupada.
– Você se preocupa demais, Swan.
– E não é pra menos né, parece até que estou lidando com uma criança. — Nessa hora Regina abre a porta do banheiro, e encara a loira.
– Criança é? — Ela diz enfiando as mãos por baixo da blusa de Emma, apertando sua cintura.
– Não nesse sentido, claro. — Emma ri. Regina a solta.
– Queria sair hoje.
– Pra onde? Nessa cidade não existe lugar nenhum pra ir.
– Você quem pensa, Swan. O que acha de sairmos hoje a noite?
– Pra onde pretende me levar Senhorita Mills?
– Surpresa. — Diz, beijando Emma rapidamente.
Fale com o autor