Notas iniciais
Heeey *-* Eu disse que voltaria no meio da semana, e aqui estou :D Só vim postar pra vocês, por que mesmo que sejam poucos, adoro os comentários que me deixam, hoje não foi um dos melhores dias pra mim haha, mas vocês não tem culpa, e eu já tinha o capítulo escrito, então vim postar. Algumas pessoas me perguntaram sobre o que Regina tem, não deu pra postar nesse capítulo, pois ficaria muito longo e cansativo, mas no próximo vocês saberão, com certeza. Espero que gostem :) Boa leitura

POV REGINA

Tinha que admitir que dizer aquelas palavras a Emma fez com que eu me sentisse mais livre, leve e solta. E ver o sorriso que se iluminou em seus lábios, foi a minha confirmação de que estava fazendo a coisa certa. Nunca cheguei a parar pra pensar sobre Emma, e era exatamente isso que me encantava nela, tudo parecia ser tão espontâneo e fácil com ela, e isso me encantava de uma forma inexplicável, levando em conta a minha mania de calcular absolutamente tudo antes de fazer as coisas.

Fico observando ela dormir ao meu lado, tão linda. Fico observando-a tanto tempo, que adormeço com o rosto tão próximo ao dela, e ao amanhecer a primeira imagem que tenho é aquele rosto delicado de traços marcantes. Sorrio com a visão, enquanto a observo abrir os olhos lentamente, e para-los nos meus.

– Bom dia querida.

– Hmm, Bom dia amor. — Diz e se inclina plantando um beijo doce nos meus lábios. — É tão bom acordar assim, sabia?

– Assim como?

– Assim, juntinho com você. — E me puxa para um abraço. — Corpo com corpo, pele com pele. Adoro sentir você.

– Me fez sentir um arrepio com essas palavras, Swan.

– Já te disseram que quando a pessoa passa dos 15 anos, esse tipo de reação não se chama mais arrepio? — Diz me lançando um olhar malicioso

– Ah é? E como se chama? — Digo entrando em seu joguinho.

– Dizem que isso se chama desejo, tesão, senhora prefeita. — Ela diz mordendo o lábio inferior.

– É mesmo, Swan? Pois isso me soa completamente familiar ao que estou sentindo agora.

– Mulher, não me provoca eim. Não respondo por mim.

– Não quero que responda. — Digo, retribuindo o olhar malicioso que ela me lança, e o beijo que ela me dá. — Podíamos ver aquele filme hoje, o que acha?

– Contanto que eu passe o dia todo coladinha em você, pra mim tudo ótimo. — Ela diz me apertando em seus braços.

– Então vamos descer, eu preparo algo pra gente comer, e ficamos vendo filmes. Se você não tiver nenhum compromisso, claro.

– Não tenho, e mesmo que tivesse largaria tudo, pra passar o dia com você. — Ela planta um beijo delicado na ponta do meu nariz. — Posso te chamar de Rê? — Diz ela aleatoriamente, me fazendo rir.

– Pode me chamar do que quiser, desde que na cama eu continue sendo a "madame prefeita". — Faço aspas com os dedos, dou uma piscada para ela levantando da cama. — Vamos descer então.

– Eba, cineminha. — Ela diz dando um pulinho, e logo seguindo atras de mim. Como podia ser tão criançona. Adorava isso nela.

Passamos o dia todo vendo filmes na minha sala, perdemos varias partes dos filmes, pois Emma se empolgava um pouco em seus beijos, e eu tinha contê-la, afinal o plano era passarmos a tarde assistindo, e conhecendo mais uma da outra. Quando a noite se faz presente, sei que ela precisa voltar pra casa. Sua mãe havia ligado pelo menos umas três vezes perguntando onde ela estava e quando voltaria para casa. Eu realmente havia tomado ela para mim esse final de semana. Então quando o terceiro filme do dia acaba, eu digo:

– Querida, acho que é melhor você ir para casa agora.

– Por que? Não me quer mais aqui, senhora prefeita? — Ela diz fazendo um bico.

– Não é isso, querida. Mas sinto que roubei você dos seus pais esse final de semana. E acho que sua mãe, não está gostando nada disso. — Digo pegando suas mãos e apertando.

– Eu sei. — Diz ela revirando os olhos.

– Não quero que se indisponha com seus pais, por minha causa. A nossa situação já é bastante complicada, para fazermos disso um problema.

– Não é nada complicada. Eu te amo, e vou gritar isso pros quatro ventos se for preciso. — A encaro por um instante, e posso ver que ela fala sério.

– Querida, você sabe que não é assim tão simples não é?

– Só não é simples, se você não quiser que seja.

– Emma, eu sou a prefeita dessa cidade. — Digo tentando fazê-la entender o quanto as coisas eram complicadas, levando em conta a minha imagem perante a cidade.

– E daí? Não é por que você está envolvida com alguém que deixara de cumprir suas obrigações como prefeita. — Percebo seu tom se voz de agravar.

– Você não está entendendo. O que o povo iria dizer se soubesse que a prefeita da cidade namora uma garota? — Digo aumentando um tom de voz também. E ela para e me encara por alguns instantes, e depois sorri para então dizer:

– Namorada?

– Sério que você só ouvir isso, de tudo que eu disse?

– Ah amor, não quero brigar. E eu realmente adorei a parte do namorada. E gostaria de saber se isso é sério?

– Emma, precisamos falar sobre isso, eu... — Começo mas ela me interrompe

– Falaremos, mas não hoje, nem agora. Vamos deixar como está por enquanto.

– Perfeito. Não quero que fique chateada, mas é tudo muito novo pra mim, e preciso me acostumar com essa ideia, antes de qualquer coisa.

– Que ideia? De ter uma namorada? — Diz ela, sorrindo e levantando uma sobrancelha para mim.

– É, Swan. -

– Então isso, quer dizer que ...

– O pedido oficial ainda não foi feito né. — Digo a ela, de maneira sugestiva.

– Se esse é o problema. — Ela se ajoelha em minha frente, e pega minha mão. — Senhorita Mills, você aceita ser minha namorada? — Não consigo evitar rir dela. Pego a pela gola da jaqueta e a trago para cima, colando nossos lábios e depois dizendo:

– Claro que sim, sua palhaça. — Digo rindo mas logo ficando séria novamente. — Mas preciso que tenha um pouco de paciência.

– Vou te esperar o quanto for preciso. — Ela diz e eu a beijo.

– Obrigada, por entender.

– Mulher, pare de me agradecer. Eu preciso ir agora. Não queria, mas preciso. — Diz ela suspirando.

– Vai, querida. — Digo acompanhando ela até a porta.

– Nos vemos amanha?

– Provavelmente, mas não garanto que conseguirei sair tão cedo do trabalho, ligo para você qualquer coisa. Esses dias perdidos, irão me causar uma boa dor de cabeça.

– Tá bom, não fique se matando de trabalhar, amor. Te ligo mais tarde. — Diz plantando um beijo em meus lábios. — Te amo.

– Eu também. — Fico esperando ela dar a partida com o carro, para então entrar em casa. Passo pela sala, catando pacotes de porcarias que comemos a tarde toda. Levo os copos, e pratos para a cozinha, e começo a me sentir cansada, então resolvo ir para cama, já que amanhã o dia prometia.

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A semana passava de forma lenta para Emma e Regina, que tinham tanto trabalho, que mau conseguiam se ver. Faziam isso, apenas nos intervalos para o almoço, que Regina nem sempre conseguia sair. Passaram os dias, morrendo de saudade uma da outra, mas ambas planejavam tirar folga no final de semana para ficarem juntas. Na quinta feira daquela semana, elas conseguem finalmente um tempo a mais, já que Regina conseguira sair para almoçarem e não teria compromissos da prefeitura até as 14:00 da tarde.

– Querida? Podemos ir almoçar agora? Tenho um tempinho a mais hoje. — Regina diz, assim que Emma atende o telefone.

– Claro, amor. Nos encontramos no Granny's?

– Ah Emma, sério que você quer almoçar la?

– O que tem? Eu adoro a comida da vovó.

– Ah, ta bom. — Regina diz não querendo discutir. — Te encontro lá em 15 minutos.

– Estarei esperando. Beijo.

– Beijo. — E desligam o telefone. Regina pega sua bolsa e sai de sua sala, quando passa por Belle diz:

– Se alguém aparecer por aqui antes das 14:00 diga que estou tratando de negócios.

– Certo, prefeita. Bom almoço.

– Obrigada. — Sai da prefeitura, pega seu carro e dirige até o Granny's, estaciona e vê que o carro da loira já estava parado ali.

– Prefeita Mills? — Diz Ruby parecendo muito surpresa com a presença de Regina por ali.

– Olá Ruby.

– A senhora, precisa de uma mesa? — A moça pergunta ainda parecendo surpresa.

– Não, vou sentar ali. — Avista Emma, e aponta para a mesa onde ela estava sentada. Caminha até a loira, e se senta de frente para ela.

– Quando eu digo que você me provoca. — A loira diz, assim que Regina se senta.

– O que? Não entendi. — Regina diz confusa.

– Você não estava no meu lugar para ver a forma sensual como estava andando, e esse vestido ai tbm. — Ela diz apontando para o decote generoso de Regina.

– Ah querida, você é uma comédia. — Ela diz rindo. — Você está bem?

– Com saudades, e nesse momento ligeiramente molhada. E você? — Ela diz apertando as pernas, por debaixo da mesa. Fazendo Regina soltar uma risada alta.

– Como pode ser tão descarada. — E continua sorrindo. — Estou bem, com saudades também.

Nesse momento Ruby se aproxima da mesa delas, e pergunta o que queriam para comer.

– Para mim apenas um sanduíche natural e um suco de maracujá. — Regina diz.

– E você xerife? — Ruby pergunta.

– Pode me chamar de Emma, Ruby. E eu quero aquele hambúrguer e uma coca cola. — A loira diz a Ruby, que sorri e se vira, prometendo trazer os pedidos logo.

– "Pode me chamar de Emma" — Regina diz imitando Emma. — Quanta intimidade eim.

– Só quis ser gentil, e você está com ciumes. — A loira diz sorrindo.

– Eu? Com ciumes? não seja ridícula querida. — Regina diz desviando o olhar.

– Certo, o que foi isso então?

– Só um comentário. — A morena diz virando os olhos. A loira coloca os braços em cima da mesa, e pede as mãos da morena, que logo coloca suas mãos das de Emma, só então percebendo algumas marcas nos braços dela. — Emma, o que é isso? — Diz pegando firmemente os braços da loira.

– Foi o babaca aquele dia do jantar. Me apertou com força e me deixou com essas marcas.

– Meu Deus Emma, isso está horrível.

– Não está doendo, então tá tudo bem. Por falar nisso, você conversou com ele?

– Não, não o vi mais, e nem tive tempo de ligar.

– Não teve tempo, ou não teve coragem? — Emma diz encarando a morena.

– Não tive tempo Emma.

– Hmm, pra mim parece que você está adiando essa conversa com ele. Você gosta dele, Regina? — A loira pergunta séria.

– Não comece. Eu já disse que não tive tempo. E sim, eu gosto dele, ele foi uma pessoa boa para mim. Mas só isso Emma.

– Tem certeza? Por que pela forma como você fala dele, parece que gostaria de estar com ele.

– Não acredito que estou ouvindo isso, Emma.

– Tá vendo Regina, nem negar você consegue. Você gosta dele, por isso me pediu para não contar a ninguém sobre nós. Por que não quer que ele saiba.

– Quer saber? Eu realmente não quero que ele saiba. Não assim. — Essas palavras pareceram atingir Emma em cheio, pois seus olhos de repente ficam marejados e ela diz;

– O que esta fazendo aqui, que não foi atrás dele ainda?

– É isso que você quer? Ótimo. — Regina diz pegando sua bolsa do banco, levantando da mesa e indo em direção a saída, onde se vira e lança um ultimo olhar a Emma, um olhar de magoa por estar sendo acusada de forma injusta, e se deparando com um olhar triste, porém firme. Se vira novamente e sai pensando consigo mesma:

Por que tem que ser tão cabeça dura essa garota. Não pode ser tão errado assim, eu não querer magoar alguém. — Entra em seu carro e resolve voltar para a prefeitura, se sentia triste, e magoada, teve vontade de chorar, mas não se entregaria tão facilmente a sua dor, seria mais forte que ela, como sempre.

Shed a tear 'cause I'm missin' you
I'm still alright to smile
Girl, I think about you every day now
Was a time when I wasn't sure
But you set my mind at ease
There is no doubt you're in my heart now

http://www.youtube.com/watch?v=ErvgV4P6Fzc#t=146

Emma permanece sentada quando a morena se vai, sentia seu peito queimar com a dor. Só volta a si quando Ruby volta trazendo seus pedidos e diz:

– Ué, cadê a prefeita?

– Ela teve que ir. E eu também tenho, desculpe Ruby. — Emma diz colocando o dinheiro em cima da mesa e saindo. Caminha até seu carro, com dificuldade para enxergar já que as lágrimas teimavam em marejar seus olhos. Entra no carro, apoia a cabeça no volante, e não suporta mais segurar as lágrimas deixando-as rolar por seu rosto e aliviando um pouco o peso que havia se instalado em seu peito.

Na prefeitura Regina chega já dando ordens.

– Quero que ligue para Killian e diga a ele para ir até minha casa mais tarde. Faça isso agora. — Diz ela a Belle, ao passar por sua mesa.

– Sim senhora. — A secretária responde, enquanto Regina se encaminha para sua sala, onde empurra a porta com tanta força que o vaso de flores que havia na bancada ao lado da porta, cai no chão e se despedaça. Regina fica olhando para as flores no chão alguns segundos, para em seguida começar a pisoteá-las sem dó. Ela pisa, chuta, e pisa de novo nas flores, seu esforço para destruí-las era tão grande que subitamente sente as coisas a sua volta começarem a girar e sua visão escurecer por uns instantes, fazendo-a se apoiar em sua mesa, e esperar que a sensação passasse, o que não leva muito tempo. Nesse instante Belle, bate em sua porta e entra.

– Senhorita Mills, está tudo bem? — A moça pergunta olhando para a bagunça de pétalas espalhadas pelo chão.

– Não Belle, não estou bem, mas só preciso ficar sozinha, então por favor saia. — Regina diz sem nem ao menos olhar para a secretária.

– Tudo bem, se precisar de alguma coisa estarei aqui ao lado. — Belle diz e se retira, deixando Regina sozinha. Ela se vira e olha para o chão de sua sala, completamente coberto por pétalas, seus olhos se enchem de lágrimas, que ela logo trata de afastar. Senta em sua mesa, e começa a trabalhar novamente, era sempre assim, o melhor remédio de Regina era o trabalho.

Ainda no estacionamento do Granny's Emma, consegue controlar as lágrimas e seguir para a delegacia.

– Hey Emma. — Diz Jefferson

– Olá Jefferson. Tudo certo por aqui?

– Tudo perfeito. Você está bem?

– Estou sim, só com uma dorzinha de cabeça chata, obrigada. E já que está tudo em ordem por aqui, acho que irei pra casa descansar um pouco.

– Vai sim, querida, deixa que eu cuido de tudo por aqui. E fique bem. — Emma não pode deixar de lembrar de Regina chamando-a de querida. Sente um pontada no coração.

– Obrigada Jefferson, você é um anjo. Pode deixar que ficarei, e prometo te pagar uma cerveja qualquer dia. — Ela força um sorriso.

– Certo, vou cobrar eim?! — Jefferson diz sorrindo também.

– Pode cobrar. Vou indo, até amanhã.

– Até amanhã Emma.

A loira vai direto para casa, se sentindo completamente despedaçada, como se tivesse sido atropelada por um caminhão carregado de tijolos. Entra em casa, com o rosto vermelho, e inchado pelo choro, e só então se lembra que sua mãe estaria em casa.

– Filha, o que houve? — Mary pergunta vendo o estado de Emma, que simplesmente se joga nos braços da mãe e desaba no choro novamente. — Oh meu amor, chora vai fazer bem. — Mary diz acariciando a cabeça da filha.

Quando Emma se acalma um pouco, Mary a pega pela mão, e sobem para o quarto da xerife.

– Quer me contar o que está acontecendo, meu amor? — Mary pergunta a Emma.

– Agora não mãe, mas quero que você fique aqui comigo. — Emma diz e deita a cabeça no colo de Mary, que passa a acariciar os cabelos loiros da filha.

– Tudo bem. — E assim permanecem por um longo tempo.

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Na prefeitura Regina, já estava saturada de tudo aquilo, então junta os papéis de sua mesa, organiza-os da melhor maneira, pega sua bolsa e sai de sua sala dizendo a Belle:

– Belle, desmarque todos os meus compromissos de hoje. E se alguém perguntar o que aconteceu, diga que morri. — A prefeita diz e sai da prefeitura, precisava de ar, ou pelo menos acreditou que era isso que precisava, estava sufocando, mas no fundo sabia exatamente o motivo. Olha para o relógio, passavam das 15:00 da tarde, caminha até seu carro tencionando ir para casa, quando seu celular toca.

– Dr. Whale? — Diz ela atendendo.

Olá Regina, como tem passado?–O médico pergunta.

– Estou bem. Posso deduzir que já tenha os resultados do exame, certo?

Isso mesmo, e preciso que venha até aqui agora mesmo.

– É algo grave? — Regina pergunta, e recebe o silêncio como resposta. -Whale, você está me assustando.

Venha até aqui e conversamos melhor.

– Tudo bem, estou indo. — Regina diz e desliga o telefone e entra no carro seguindo diretamente ao hospital. O médico conseguirá deixa-la preocupada.

Notas finais
Desculpem os erros galera, não consegui revisar. Primeira briga do casal, tava na hora né haha, adoro um drama. Eu tava ouvindo essa música quando escrevi, talvez não tenha muito a ver com o momento, mas eu gosto bastante e me inspirou, então compartilhei com vocês. No próximo cap, saberemos quais foram os resultados dos exames da Regina. Palpites? Comentários são sempre bem vindos, portanto, fiquem a vontade. E recomendações tbm :3 hahaha. Enfim, beijinhos e até o próximo.