Ia fazer quase uma semana desde que o módulo caiu, uma ligação direta do ministro da defesa o fez viajar para o interior do Rio Grande do Sul, mas como sempre era ultra sigiloso, nem mesmo o seu nome pode ser revelado, por mais que ele detestasse isso, afinal era o seu trabalho, enganar os outros a pedido do governo tinha se tornado lucrativo. Mas quando ele soube do realmente se tratava, ele quis abandonar isso, nunca gostou de fazer mal aos outros, ainda mais quando se trata de ser vindo do espaço.

– G. — disse uma voz o fazendo se afastar de seus pensamentos.

Era Nicolas, ele pediu para os dois confessarem o sós, ele explicou a situação pra G, falou que o¸ ou melhor a alienígena, só conversaria com ele, isso fez com que ele toma-se mais conhecimento com quem eles estavam lidando, "ela sabe como funciona uma hierarquia", pensou enquanto entrava no quarto, o garoto ainda estava lá, G pediu para que ele saia, mas a resposta que teve foi um não, ela pediu para que ele sai-se, mesmo não gostando ele saiu.

– Então é você quem manda? — perguntou Kit's

– Dizem que sim… escuta eu sei que vocês não confia na gente … e nem deve, mas se você não vir seu ferimento vai piorar, podemos cuidar de você. — disse G

Ela precisou de alguns segundo para analisar a situação, soltando um suspiro ela aceitou.

– Mas eu quero ter completo acesso ao meu módulo, e material para pesquisa. — foram as condições dela.

– Lhe dou minha palavra. — disse ele com um leve sorriso nos lábios.

Ela não conseguia se levantar sozinha e muito menos descer as escadas, então G e Nicolas a ajudarão, os olhares fascinados dos outros incomodavam G, mas tudo que pode fazer foi pedir para o médico dar uma rápida olhada no ferimento de Kit's, era um corte profundo, possivelmente causado pela queda.

– Ela tem que ser operada o mais rápido possível, ou o ferimento ira piorar. — disse o médico.

– Me fala o que precisa para o senhor realizar a cirurgia, vou providenciar o que for preciso.

– Eu não… eu não posso, por fora ela pode ser parecida com um humano, mas a estrutura interna pode ser completamente diferente! — disse o médico confuso e revoltado.

– Escuta o senhor foi escolhido a dedo por alguém, e esse alguém vai ficar muito bravo se ela morrer, e o senhor é o cirurgião chefe da Santa Casa de Porto Alegre. — disse G dando um voto de confiança, com um tom de ameaça.

No fundo ele sabia que o médico tinha razão, ela é um alienígena, e eles não sabem nada sobre ela.

– Nicolas, eu quero você e toda a sua equipe pronta em tinta minutos, vocês vão partir! — ordenou G- vamos ir cuidar dela, e você está no comando desta operação.

Em uma hora o helicóptero chegou para buscá-los, Kit's já estava devidamente pronta e com curativos temporários, toda equipe está pronta, todos estavam fascinados, exceto Frederico, ele aparentava está extremamente nervoso, quando terminarão de arrumar as coisas, Frederico era o único que não estava no helicóptero, a bióloga se probos a chama-lo, G esperava eles do lado de fora, já estação atrasados, e ele não gostava de se atrasar, de repente a bióloga saiu sendo segurada por Frederico e com uma faça no pescoço isso fez com que todos levantassem as armas, Nicolas desceu do helicóptero com sua pistola 9mm em puxo apontada para o professor de astrologia.

– Abaixem as armas! — gritou G, todos o olharam com desconfiança, inclusive Nicolas, mas ele foi o primeiro a abaixar- escuta… deixa ela ir, não há o porquê disso. — disse G com calma e com as mãos na altura dos ombros.

– Vocês não podem esconder ela… o mudo tem que saber de sua assistência.

– E vai, mas tudo ao seu tempo, tente imaginar a confusão que isso ia criar.

– Eu sempre soube que o governo escondia algo, mas agora é tarde de AAAARG.

A bióloga tinha mordido a mão dele, fazendo com que a solta-se, isso foi tempo suficiente para que G sacasse um pistola e atirar-se, o tiro assertoou a barriga de Frederico fazendo-o cair de costas, G caminhou até ele, o homem estava agudizando de dor, sua camisa clara estava tingida de vermelho, G apontou novamente a pistola.

– Você não pode fazer isso! … a testemunhas. — suplicou Frederico

– Desculpe, mas eu tenho ordens de eliminar qual quer um que ponha esta operação em risco.

BANG, o som do disparo encheu seus ouvidos, o coice da arma percorreu seus ossos até o ombro, o olhar de espanto dos outros em sua volta, mas o que ele mais odiava, ter que matar alguém, aquela foi a primeira vez que tinha feito isso de fato, não sabia o que sentir, medo, ódio de si mesmo, nunca esteve tão confuso, um refluxo veio de seu estômago, porém manteve a postura na frente dos outro.

– Vamos, temos muito trabalho a fazer.

O piloto deu o ignição no helicóptero, as hélices começaram a girar, ele sentia o olhar de cada um ali.

Demorou cerca de duas horas para chegarem ao seu destino, já tinha uma equipe pronta para recebê-los, a alienígena foi retirada do helicóptero e posta em uma cadeira de rodas, ele não queria deixar ele sozinha com outros humanos, queria que a bióloga e o médico tomassem a frente nas pesquisas, e causando o menor desconforto possível nela.

Os dias estavam passando, o ferimento dela estava mais contido, a cirurgia tinha sido um sucesso, o médico e a bióloga já tinha a examinado, os resultados sairiam em breve, a “hospede” como ele gostava de falar avia questionado quando teria aceso a sua nave, ele dissera que em breve, mesmo sabendo que a aeronáutica estava com ela, tinha que agir rápido antes que a desmontassem.

– G, preciso falar com você. – disse Nicolas o tirando de seus pensamento, ele estava diferente, usando apenas uma regata verde, causas e coturnos.

– Eu estou um pouco ocupado agora, dá para ser daqui a pouco? — perguntou com os pensamentos ainda longe.

– Claro vou estar no meu alojamento lhe esperando.

Eles estavam em uma base militar, ninguém sabia exatamente onde ficava, nem mesmo G, seus alojamento ficava separado dos outros, entrou e trancou a porta, precisava fazer algo a respeito do modulo. Telefonou para alguns contatos e cobrou favores, mas mesmo assim estava difícil conseguir liberar o modulo, sentou em sua mesa e apoio a cabeça em cima dos braços, as coisas estavam apertando, seus contratantes queriam respostas e não perguntas.

Uma batida em sua porta, ele se levantou e caminhou, um soldado estava lá e lhe entregou um pequeno envelope de papel pardo, dispensou o soldado, voltando para sua mesa abriu a envelope, tinha uma carta e um pen drive, sentou-se e abriu a carta que dizia:

“Os relatos as seguir são extremamente confidencias. As duas horas e quinze minutos pelo horário oficial de Brasília (02:15) do dia 21 de maio de 2014, a base militar de pesquisas avançadas na Amazônia, foi atacada por uma força de origem desconhecida, deixando um total de duzentos e dez mortos e dezoito feridos em estado grave.

O dispositivo em anexo a esta carta contem imagem, vídeos e áudio do respectivo ataque.”

As mãos de G começaram a tremer, um suor gelado que escoria de suas têmporas,” esta base era secreta” pensou, “ela simplesmente foi quase dizimada”, ligou seu notebook e conectou o pen drive, uma pasta com umas fotos e vídeos. A maioria das fotos eram desfocadas quase não dava para ver nada, somente alguns fleches e explosões, mas uma mostrava o que parecia ser uma pessoa mas com partes de ferro e olhos extremamente azuis, aquilo o deixou pasmo. O pior se mostrou nos vídeos, os soldados atiravam contra algo, mas não surtia e feito, um zumbido e após uma bola de luz azul foi lançada e os soldados explodiram de dentro para fora.

G deu um salto da cadeira, fechou o notebook e saiu a passos largos, estava indo em direção onde Kit’s estava, passando pelo refeitório, a bióloga estava com uma pasta na mão, ao velo foi em sua direção, mas ele a manteve longe com um simples gesto com a mão, Nicolas também estava lá.

– Por que demorou? Achei que...

– Vem comigo. – G foi rude e frio

– Mas o que esta acontecendo? – perguntou Nicolas com a bandeja de comida no mão.

– Isto é uma ordem, vem logo.

Aquela ação vez com que Nicolas visse que algo de errado estava acontecendo, ele largou a bandeja e seguiu G até onde a alienígena estava “hospedada”. G a vez sentar abriu a notebook e pôs o vídeo a rodar, Nicolas ficou apavorado ao ver, mas Kit’s continuava com a mesma expressão, calma sem se alterar nem por um momento.

– O que significa isso? – ela perguntou.

– Eu que lhe pergunto, estes soldados explodirão de dentro para fora. — respondeu G apoiado com o braço esquerdo na parede.

– Meu modulo.

A expressão no rosto dele mudou completamente, raiva queimava em seus olhos.

– O que tem ela?

– Você a prometeu.

Durante alguns segundos um silencio pairou na sala.

– Eles iram continuar até me acharem. – disse ela, sem mudar de expressão.

– Como assim eles? – perguntou Nicolas.

– Vocês são meros subordinados, preciso falar com o líder de vocês. — disse a alienígena desta vez seria.

Aquilo vez com que G avança-se sobre ela, mas Nicolas o segurou.

– Quem você pensa que é para falar conosco assim? — disse G em quanto Nicolas o segurava.

– Eu sou Kit's Dougrad Vrit, filha do general crustiano Vandar Dougrad Vrit, manda da aqui para tentar garantir a sobrevivência da sua espécie! — gritou Kit’s em quanto ficava de pé.

Aquilo vez os dois homens ficarem sem reação, agora eles sabiam o por que ela estava la, agora não era apenas uma questão de segurança nacional, era uma questão de sobrevivência da humanidade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.