Novus Rebirth
2 Relatório 01 - Viagem: Início
Notas iniciais
"Apresentação de personagens... Sem desenho nesse aqui, fikdik"
Suas mãos tateavam pela parede metálica que o rodeava, procurando pelo interruptor que lembra ter visto ontem, um pouco antes de dormir. Ainda não tinha visto o rosto de nenhum dos membros da Nave 13 além do comandante, Koi, que já havia conhecido antes. Shukin leva a mão para perto de si, assustado com o choque que levou no interruptor — Merda de eletricidade. — Deixou escapar a ofensa, mesmo sem querer. Não estava enxergando nada, apenas a imensidão do espaço através da cabine da nave que, estranhamente, estava vazia. Piloto automático? Esperava que sim.Com um movimento rápido, ele ativa o interruptor de luz da nave que, como se progredisse, iluminava parte à parte daquela área do corredor. Seu queixo cai, surpreendendo-se com o tamanho da nave. Era enorme! Parecia uma casa, realmente, mas com tudo metálico ou almofadado em verde. Não era uma boa cor... Preferia azul ou laranja. Ele anda à passos calmos pela nave que mantinha sua velocidade de vôo na direção pré-definida, em direção ao desconhecido para todos ali. Ele olha em volta enquanto passa a mão pelo rosto cansado, tentando livrar-se do sono, sem sucesso.Uma porta à sua direita, fechada mas liberada, chama a sua atenção pelos barulhos baixos de respiração que vinham de lá de dentro. O silêncio da nave na imensidão do espaço chegava ao ponto de que Shukin, mesmo sem uma audição aguçadíssima, ouvisse aquele som característico. Ele aperta o botão esverdeado que destravava a porta e, com a pouca iluminação de dentro da sala, sendo iluminada, no momento, apenas pela luz do corredor, a raposa entra sem fazer muito barulho dentro do quarto, tentando ver o que era exatamente que estava acontecendo.Tão rápido quanto entrara, a porta fechou atrás de si. Ele olha para trás e vê a trava da porta se tornando vermelha... O que estava acontecendo ali?! — Quem está a-- Algo segura o braço esquerdo do vulpino enquanto fechava sua boca. Com uma chave, aquele ser prendia Shukin como se ele fosse uma presa e, sem esperar, ele não tinha o que fazer. Sentia a respiração do seu atacante na nuca e, a cada momento preso, estranhava cada vez mais aquilo... Não podia ver, mas sentia um volume diferente às suas costas... Era uma mulher?- Fale... Quem te mandou?Ela livra a boca do rapaz por alguns momentos, o suficiente para ele respirar com mais calma. Como modo a repreender o \"invasor\", aquele ser empurra Shukin contra a parede, impedindo movimentos mais bruscos. O vulpino tenta se explicar, com palavras rápidas e curtas: O barulho contra a parede de metal era o suficiente para alertar os seus parceiros de exploração de uma invasão, então tinha que distrair aquela mulher, principalmente com a voz particularmente delicada.- Não vim lhe machucar... Só tava vendo a nave!Alguns cliques mecânicos atrás da porta ecoa dentro do quarto e ambos ficam em silêncio, esperando a reação real. Shukin esperava que fosse ficar bem, não podia morrer logo no primeiro dia! Ia ser um herói, ou assim desejava, então não podia perder as esperanças de sobrevivência! A porta se abre e uma lanterna cega os dois, o que faz com que aquela mulher solte Shukin, que se afasta da parede. Estava vermelho pelos momentos de tensão e suava, respirando profundamente. A luz geral do quarto era ativada pela mão de Koi, que, em punho de uma pistola de plasma, observa a cena mais estranha que já tinha visto...- O que vocês dois estavam fazendo? Yuto? Shukin?Um sorriso de deboche aparece no rosto do capitão e, quando Shukin olha para trás para verificar quem seria esta \"Yuto\", ele vê uma cadela de cabelos roxos e pelagem cinza, com roupas curtíssimas que deveriam de ser seu pijama, ele pensa por alguns momentos. Ela se encontrava na mesma situação que o vulpino, ou seja, respirava ofegante, estava com os pêlos bagunçados e vermelha com a tensão dos momentos anteriores. Koi se segura para não rir da situação e, ao examinar atentamente o que aconteceu, Shukin cobre o rosto enquanto apoiava-se à parede.- Safadeeeeeenhos... Hehe! — Koi, mesmo sendo o capitão daquele que podia ser chamado de esquadrão, talvez errôneamente, não consegue se segurar e um Shukin morrendo de vergonha sai do quarto, ignorando ambos o tigre branco e a cadela que estava ali.
\"Diário do dia 1, parte 2. Não tive uma boa... é... \"recepção\" com uma das agentes desse grupo. E agora vou ser eternamente sacaneado pelo capitão, Koi, eu acho. Espero que ele entenda a situação e que não fique pensando em besteira... Espero. D:\"
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