Novos começos
10 Os Volturi retornam
P.O.V. Elijah.
Os olhos dela e da tia se perderam, eu não conseguia dizer o que estava acontecendo.
—O que foi? O que está havendo?
—Eles estão vindo. Estão vindo pela Dafne.
—Quem?
—Os Volturi.
O Doutor Cullen contou a história do Clã Volturi e começamos a reunir um exército.
—A gente vai lutar. Somos bruxas e poderosas.
—Eu quero ajudar.
—Querida, você é muito jovem para uma briga dessas.
—Mãe, eu sei o que o meu sangue pode fazer. Eu sei que o meu sangue cria híbridos. E híbridos são uma arma poderosa.
—As matilhas vão lutar. Os crescentes nunca tiveram medo de vampiro. E a sua mulher nos livrou da maldição, a gente deve essa pra ela. E somos híbridos agora. Eu perdi a Andrea não vou deixar levarem a filha dela ou as irmãs dela.
—Eu tenho a Fênix e não tenho medo de usar.
—Nós vamos lutar.
—Jacob.
Nós treinamos por semanas e então finalmente chegou o dia do confronto.
Eu vi aquela multidão de gente. Era um vasto exército.
—Não é um exército. É uma platéia. Eles estão em desvantagem numérica.
—Você mais uma vez reuniu um exército contra nós, Carslile.
—Não. Ele não reuniu. Eu reuni. Porque se você pensa por um segundo que vai levar o meu bebê, cara você tá muito enganado.
Ela falou numa língua desconhecida e três dragões vieram voando, dando um rasante sob as cabeças do exército inimigo. Eles pousaram ao lado dela e grasnaram.
—Achou mesmo que eu não teria uma carta na manga?
Ela deu um sorrisinho sacana para o vampiro.
—E me parece que as informações estavam incorretas. Eu soube da existência de uma criança, mas temos duas.
—Eu sou a Hope Mikaelson. Eu sou uma bruxa Mikaelson e tenho todos esses híbridos ligados a mim, eu criei eles. Se eu mandar, eles te matam.
—Híbridos?
—Metade vampiros, metade lobisomem mais fortes que os dois.
—Impossível!
—Você quer apostar loirinho?
—Você acha que é paio pra mim?
—E você, acha que é paio pra mim?
Caius tentou atacar a Hope.
—Fica longe dela!
—Morde ele!
E o híbrido afundou os dentes no vampiro.
—Você vai morrer gritando.
—Acha que eu nunca fui mordido antes?
—Nunca por um híbrido. A mordida deles é letal pra vampiros, híbridos podem andar no sol, eles vão acabar com o seu exército e com essa sua pose antes do fim do dia.
—Ela ta certa Caius. Com sorte, você vai sobreviver por uns dois dias, três no máximo e vai ser uma morte dolorosa.
A raça deles é diferente da nossa, portanto o efeito do veneno logo começou. O vampiro começou a avançar sob o próprio exército.
—Caius o que está fazendo irmão?!
—Ele tá alucinando. E pela velocidade com a qual o veneno se espalha no organismo dele, creio que ele não vá sobreviver o resto do dia.
E antes do por do sol, o vampiro caiu morto.
P.O.V. Aro.
Eu vi a criatura matar o meu irmão com uma mordida.
—Ainda acredita que pode nos derrotar?
—Mestre, o que houve? O que ela lhe mostrou?
—Fascinante. Eles são realmente criaturas magníficas, jamais pensei que fosse possível algo assim. Afinal, vampiros e lobisomens são inimigos naturais. Se me permite, como você cria os seus híbridos?
A menininha olhou para um dos homens.
—Não responda.
—Eles nascem lobisomens, mas a magia os faz vampiros.
—E qualquer outra bruxa pode criar híbridos?
—Não. Só eu.
—Híbridos, irmão?
—Metade vampiros, metade lobisomens porém mais fortes e letais que os dois.
—Impossível! É impossível uma união como essa.
—Então, como explica estarmos cercados deles?
—Eu não vejo nenhum híbrido.
—Mostrem.
Disse a menina e eles se transformaram. Suas faces mudaram.
—Que coisa profana!
—Existe um propósito para tudo o que Deus cria. Minha tia sempre fala isso. Tudo bem, podem relaxar agora.
—Mas, e a criança. Ela é o propósito de estarmos aqui.
A híbrida e o marido chegaram mais perto. A criança estava no colo da mãe.
—Porque os olhos são azuis?
—Não sabemos. E não nos importamos.
—O que ela come?
—Sangue.
—Ela possui algum tipo de poder?
—Mostra pra ele querida. Faz ele lembrar.
Eu vi nitidamente as minhas memórias, memórias á muito perdidas. Memórias da minha vida humana.
—Sabe falar?
—Ainda não, mas se comunica telepaticamente. Projeção, indução e manipulação mental estão entre suas habilidades especiais. Dafne, mostra pra mamãe como você faz as nuvens sumirem.
O bebê olhou pra cima e as nuvens se dissiparam fazendo o sol aparecer.
—Ela tem uma enzima na saliva que reverte a imortalidade. Estamos tentando fazer uma versão sintética.
—Reverte a imortalidade?
—Alguém aqui foi transformado contra sua vontade?! Alguém aqui foi transformado contra sua vontade e deseja voltar a seu estado natural?!
—Eu.
—Tem certeza tia Rose?
—É. É o que eu sempre quis. Uma cura.
—Dafne, morde a tia Rose.
O bebê olhou para Rosalie em busca de permissão e a vampira estendeu o pulso.
—Cure-me. Por favor.
A criança enfiou os dentes em Rosalie e então parou. Rosalie vomitou sangue e se levantou, seus olhos estavam verdes, ela era humana novamente.
—Fascinante.
—Aqueles que a Dafne morde não podem ser transformados de volta. O sangue deles muda.
—Muda como?
—Muda. Não é sangue humano normal, é como se estivesse vivo. Analisamos no microscópio e ele se mexe sozinho. Ainda não sabemos os efeitos que ele tem no corpo de outros vampiros.
—Essa criança pode ser o nosso fim.
—Não. A cura é voluntária. A minha filha nunca fez mal pra ninguém, mas você não pode dizer o mesmo, pode?
—E seu ritmo de crescimento?
—Ela em breve será uma criança. Muito em breve. Dentro de alguns dias na verdade.
—Gostaríamos que viessem conosco.
—Podemos ao menos, fazer as malas?
—Claro.
Eles fizeram as malas e ela subiu no dragão.
—Vem Elijah deixa de ser bunda mole!
A menininha estava amarrada á mãe numa espécie de cinto para carregar bebês.
O marido subiu no dragão.
—Não considerariam mais adequado voar de avião?
—Eles vão vir atrás de mim de qualquer forma. E voar de dragão é mais divertido. Aposto corrida. Quem chegar primeiro ganha cinquenta pratas, mas tem que chegar todo mundo ou nada feito.
—Aceito seu desafio.
—No três? Um, dois, três!
O dragão alçou voo e os outros dois o seguiram. E nós todos saímos correndo.

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