Novos começos

1 Capítulo 1: Mudança de Ares


P.O.V. Rebekah.

Desde que a Hayley morreu o meu irmão Elijah está se afundando. Então decidimos que era melhor nos mudarmos de Nova Orleans, nos mudamos para uma cidade bem pequena.

Tentar um novo começo.

—Se anime Elijah, vamos começar de novo.

—O corpo dela ainda nem esfriou Rebekah.

—Vem, vamos dar uma volta. Ficar em casa remoendo isso não vai ser bom pra ninguém.

Nós fomos até o shopping dar uma volta e entramos numa cafeteria. Não poderíamos ter sido pegos mais de surpresa.

A garota estava sentada lá, vestindo uma blusa rosa e mexendo no celular.

—Já vai pedir?

—Não. To esperando umas amigas.

Ela começou a cantar em espanhol.

—Ai, gata doeu muito quando você caiu do céu?

Ela se encolheu e fez uma careta.

—Você precisa e muito melhorar suas cantadas. Cai fora cara.

E quando as amigas dela chegaram nós ficamos completamente sem chão. Eu nem vi o Elijah levantar e ir até lá.

—Hayley?

As duas se olharam.

—Eu ou ela?

Perguntou a duplicata.

—Ela.

—Olha moço, eu acho que você se enganou de pessoa. Eu sou a Faye Chamberlain.

—Já ouviu falar da linhagem Labonaire?

—Não.

A garota se virou e elas tentaram iniciar uma conversa.

—Quantos anos você tem?

—Olha só meu filho, me deixa em paz. Eu não sei nada de Laboneire nenhum e nem quero saber. Você chega em mim e fica me interrogando.

—Faye, calma. Ele é novo na cidade. Olha só moço, eu não sei como são as coisas lá de onde você veio, mas por aqui primeiro você fala bom dia e se apresenta. Sacou?

—Eu sou Elijah Mikaelson.

—Não me diga?

P.O.V. Elijah.

A duplicata fez uma cara. E falou para Faye:

—Eu falei que tava com mau pressentimento hoje de manhã.

—Ah, qual é? Os caras não podem ser tão ruins assim.

—Todo mundo que confia neles ou que ajuda eles acaba morto! Pra mim, na minha humilde opinião, isso é ruim.

—Eu acho que a gente devia dar uma chance pra eles.

—Eu estou bem aqui.

—E eu com isso?

A garçonete veio e elas fizeram seus pedidos.

—Eu quero um chocolate gelado e um misto quente por favor.

—Um sanduíche de peru com ricota e um suco de laranja por favor.

—É pra já.

—Acha mesmo que devíamos confiar neles?

—Não disse isso. Disse pra dá uma chance.

—É. Acho que você tá certa. Ai, vocês querem... sentar com a gente?

Dava para ver que ela estava um tanto insegura quanto ao convite.

—Seria ótimo.

—Ótimo.

A minha irmã que era muito sozinha ficou extremamente animada com o convite.

—Eu sou Rebekah Mikaelson.

—Faye Chamberlain. Cara, você é muito igual á Nanda.

—Quem é Nanda?

—Ela.

A senhorita Chamberlain apontou para duas garotas que estavam na porta.

—Uma duplicata. Eu tenho uma porra duma duplicata?

—Ai! Ela é minha amiga.

—Desculpe.

Ela veio acompanhada por outra garota exatamente igual a Hayley.

—Minha nossa! Você também é gêmea!

—Não somos gêmeas. Somos duplicatas.

—Olha, detalhes sobrenaturais á parte... eu vou dar uma festa do pijama na sexta e... você podia ir. Só me promete que ninguém vai morrer ou ser hospitalizado.

—Ninguém vai morrer ou ser hospitalizado.

Ela escreveu o endereço num papel.

—Olha, eu até te convidaria, mas as festas do pijama tem... garotas de pijama e não seria muito... adequado.

—Eu entendo.

—Legal. Tem alguma outra garota na sua família? Namorada, esposa, prima?

—Sim. Davina e Caroline.

—Maneiro. Aqui, meu endereço. Pode dar pra elas por favor? A festa começa as oito e não tem hora pra acabar.

—Eu fico feliz que estejam nos recebendo bem. Agradeço.

—De nada. Eu sou a Renesmee Cullen á propósito. Foi um prazer conhecê-lo.