Notas iniciais
Bem, como eu expliquei nas notas, tive vontade de escrever algo que se aproximasse mais do estilo dos livros de Harry Potter, menos romance e mais aventuras. Não sei se vai dar certo, masss estou tentando, né? Espero de coração que agrade vocês ♥

Prólogo

A pequena senhora corria apressadamente por um beco qualquer de Londres, ela sequer sabia exatamente onde ela estava, na verdade. Sua aparência frágil não condizia com a velocidade e destreza que ela corria. Em algum momento ou outro, esbarrava em algumas latas de lixo ou em sem tetos, mas não se importava.

Era a terceira vez que via aqueles vultos pretos perto dela, mas dessa vez fora diferente, eles pareciam estar seguindo-a. A primeira vez foi em sonho, sendo então, ignorada pela senhora. Mas a segunda vez ocorreu há menos de um mês atrás, enquanto ela realizava compras no supermercado e vislumbrou eles no estacionamento. Porém quando checou novamente eles não estavam mais ali.

Hoje, no entanto, saindo da casa de uma amiga após tomar chá, comer biscoitos caseiros e tricotar — coisas típicas de senhoras — os vultos negros estavam cada vez mais próximos. Perigosamente próximos demais... Pareciam até estar seguindo-a...

Ela tentou ignorar as sensações que passavam pelo seu corpo, mesmo sabendo que tudo aquilo estava realmente acontecendo. Não era uma pegadinha de seu cérebro. Era a realidade e isso a deixava ainda mais aflita.

Os vultos eram, na verdade, homens com vestes negras encapuzados, que escondiam suas faces sob máscaras da mesma cor de suas vestes. Um deles apontou uma varinha para a senhora, que caiu petrificada no chão, imóvel como uma estátua.

Demorou alguns minutos para que chegassem ao porão de uma pequena casa de campo, trazendo consigo a senhora, que neste momento se assemelhava a uma estátua de mármore em tamanho real, de tão imóvel que ela estava. Enfim desfizeram o feitiço, porém somente após amarrá-la à uma pequena cadeira.

Seus olhos se abriram lentamente e pareceram analisar cautelosamente a situação em que ela se encontrava. Sua boca abriu e fechou diversas vezes, até que ela conseguiu soltar um “o que é que vocês querem comigo?”, que foi respondido com uma risada maquiavélica do homem encapuzado que se encontrava à sua frente.

Era perceptível que ele era um homem, devido ao seu tipo físico e também a sua postura, juntamente da risada macabra que ele soltara. Risada esta que fora responsável por espalhar um arrepio de medo por toda a extensão do corpo da senhora.

— Nós queremos respostas. E creio que você pode nos dar tudo o que precisamos no momento. — outra risada sucedeu a voz grossa.

Seu tom de voz era cruel e fazia com que todos os pelos do corpo da senhora se eriçassem de medo.

— Eu... Eu... — a mulher tentava inutilmente impedir as lágrimas de escorrerem por sua face enrugada — Não sei o que querem.

O vulto andou de um lado para o outro, impaciente.

— Queremos todas as informações possíveis sobre... — ele fez uma pausa dramática antes de continuar — A Pedra.

— Pe... Pedra? — seus olhos agora não estavam mais assustados, as orbes azuis transbordavam o medo que ela estava sentindo.

Ele continuava seu percurso andando de lá pra cá e de cá pra lá, cada vez mais impaciente com a falta de respostas. Ele precisava saber daquela maldita Pedra e então... Tudo seria como deveria ser.

— A Pedra do Destino. Ou Pedra do Tempo, como preferir. — o desdém era perceptível em sua voz irritada, ele estava ficando cada vez inquieto — Apenas nos diga onde está.

A mulher balançou os pés, impaciente. As lágrimas ainda escorriam pelo seu rosto. Então era isso que eles queriam com ela... A Pedra. Ficou com medo da reação deles ao escutarem a verdade. Mas achou melhor não mentir.

— Foi... Foi roubada. — disse de uma vez e, embora sua voz tivesse falhado, ela sabia que essa era a mais pura verdade — Eu saí para tomar chá na casa da Senhora Peterson e quando voltei encontrei minha casa toda bagunçada. Tudo estava revirado e o cofre estava aberto...

— Você tem alguma ideia de quem a possa ter roubado? — ela negou com um aceno de cabeça.

O vulto grunhiu, extrema e visivelmente irritado. Aquela velha inútil deveria estar escondendo algo. Ele faria o possível para descobrir.

— Crucio. — berrou apontando sua varinha para a senhora, que se contorceu tanto que acabou caindo no chão, levando consigo a frágil cadeira de madeira na qual estava amarrada.

Ela gritava muito. A dor poderia ser comparada à de ser queimada viva com milhares de facas perfurando e rasgando cada parte de seu corpo.

— Tem algo a me dizer? — ele perguntou após fazer a dor parar.

Sua resposta foi apenas um breve aceno de cabeça. Estava atordoada demais para formar uma frase completa. Sentia o medo consumi-la por inteiro. E se aquilo que aconteceu com ela se repetisse com seus parentes? Seu velho marido não aguentaria, ele tinha uma saúde tão frágil... Pensou em sua filha, que agora estava cuidando de dois bebês de menos de um ano... Sentiu uma pontada de dor em seu feito, desta vez, porém, a dor era meramente psicológica.

— Você não conseguiu ser nem um pouco útil, tsc tsc... Não esperava isso vindo de alguém tão inteligente quanto a senhora, Senhora Lawson. — ele fez uma pausa de quase um minuto, um silêncio que incomodou profundamente a senhora. O que ele estava planejando fazer?

Então ele prosseguiu:

— Tem certeza de que não se lembra de mais nada? — outra pausa — Talvez se você conseguir nos ajudar um pouco possa voltar para a casa hoje...

A Senhora Lawson tremeu da cabeça aos pés, sabia que não voltaria a ver seu marido ou seus netos... Sabia que não sairia daquele escuro e imundo porão viva. Apenas desejava que o mal que estava acontecendo com ela não acometesse também sua amada família.

— Eu não sei quem a roubou, eu juro. — essas foram suas últimas palavras, pois no instante que se seguiu o homem apontou a varinha para ela.

As lágrimas agora escorriam copiosamente por seu rosto. Ela tentava pensar em como sua família ficaria após aquilo. Tentou se lembrar dos momentos bons, enquanto ela ainda podia... Enfim encarou o rosto daquele homem cruel, escondido atrás de uma máscara preta.

— Lamento por isso. — ele disse com um tom de voz teatral, mas na verdade não parecia lamentar nem um pouco — AVADA KEDAVRA!

E o lampejo verde saindo da varinha que aquele homem empunhava foi a última coisa que a Senhora Lawson pôde ver.

Notas finais
Espero que tenham gostado da minha ideia louca! Beijos ♥