Novos Rumos

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Espero que estejam curtindo a história e que gostem do capítulo de hoje. Gostaria de agradecer a todos que estão acompanhando, vocês me motivam! Sem mais delongas .. Boa leitura!!

Por Elisabeta

— Oi!

Eu mal podia acreditar em quem via e escutava, ainda mais dessa maneira tão amigável, um contraste com a última vez que nos vimos, onde ele estava furioso.

— Oi — respondi de maneira contida.

Darcy estava sorrindo, estava feliz, como se a nossa briga nunca tivesse existido. Como se estivessemos a 5 anos atrás, quando namorávamos, eu não conseguia entender, mas o seu jeito me trazia boas recordações e mexia comigo de um jeito que eu não conseguia resistir, sorri de volta. Ficamos nos olhando em silência por algum tempo, quando ele resolveu quebrar o silêncio.

— Eu estava dando uma volta, tomando um ar.

— Eu estou esperando por Ludmilla, a exposição dos quadros de Januário foi hoje. — disse sorrindo e olhando para baixo, eu estava estranhamente constrangida.

— É mesmo, ele me convidou mas eu estava com tanta coisa na cabeça que acabei esquecendo de vir prestigiá-lo. Deve ter sido ótimo.

— Foi maravilhoso. Januário é muito talentoso.

— Eu imagino. — ele olhava pra mim de modo sedutor, seus olhos pareciam me penetrar e de repente me senti exposta. Eu tinha que resistir e aproveitando que o assunto havia terminado tentei me livrar dele.

— Darcy, foi bom te ver. Mas vou entrar pra ver porque Lud está demorando.

— Não vá, Elisa. Não me parece tão necessário você fazer isso, ela logo sairá. Fica aqui, por favor! — sua voz e seu olhar eram de súplica.

— Tá bom, mas vamos direto ao ponto. O que você quer Darcy? — eu não consegui dizer não quando ele me olhou daquele jeito, mas pelo menos consegui ser dura com ele.

— Me desculpa.. pelo que fiz naquele dia.. pelas palavras que disse.. eu não tinha o direito.. eu não devia.. — ele gaguejava e falava de maneira sentida, eu tentava me manter dura mas era difícil vê-lo daquele jeito.

— Darcy, não.. — eu a interrompi.

— Me deixa falar, Elisa.. eu preciso. Eu fui pra cima de você..

— É, eu percebi — falei com uma cara boa para tentar aliviar a sua culpa.

— Se eu tivesse encostado um dedo em você, eu nem sei.. eu me mataria, cortaria meu braço fora.. preferia não ter um braço do que ferir você..

— Mas você me feriu Darcy, e não foi com seu braço, foi com..

Minha fala foi interrompida pela saída repentina de Ludmilla e Januário.

— Sinto muito, não queríamos interromper — ela disse.

— Você não interrompeu — respondi rapidamente.

— Podem continuar, nós já estamos indo. Tchau Darcy, Elisa! — Januário disse sem cerimônia.

— Não, me esperem.. eu vou com vocês.

— Não Elisa, vocês precisam conversar. E tenho certeza que Darcy pode te levar até em casa. — Ludmilla respondeu cúmplice.

— Me lembre de algum dia agradecer Ludmilla com um presente — ele ria.

— Vou te lembrar — dei risada também, ele me olhava de maneira tão profunda, que as minhas pernas ficaram bambas e me xinguei mentalmente por ter aceitado ficar sozinha com Darcy.

— Elisa, eu sei que te feri, mas essa nunca foi a minha intenção — ele disse voltando a ficar sério.

— É, mas Darcy.. nós não precisamos falar sobre isso agora.. — a conversa estava indo por um caminho que eu queria evitar — me diga, como você está?

— Péssimo — ele disse sério mas depois abriu um sorriso — desde a nossa briga estou me sentindo péssimo!

— Eu estou bem — eu disse sorrindo.

— Isso, me espezinha — ele riu, era espirituoso — e o seu filho?

— O que tem meu filho? — fiquei um pouco tensa, será que ele desconfiava de algo?

— Ele está bem? — respirei aliviada.

— Ah, está bem!

— Sabe, você ainda não me disse o nome dele..

— Thomas! — disse receosa sobre o que ele acharia do nome que escolhi para o nosso menino.

— É um belo nome. Sério mesmo, adoro esse nome.

— Bom! — acertei no nome.

— E como ele é?

— Lindo, esperto e inteligente — falei orgulhosa.

— Não podia ser diferente tendo uma mãe como você.. — ele me lançou aquele velho olhar de desejo sobre mim, e eu tremi. Respirei fundo tentando não me deixar levar.

— E como está Charlotte? Ainda não a encontrei desde que voltei.

— Ela estava no Vale, chegou a pouco. E ela está bem sim.

— Elisa.. — ele me lançou um olhar intenso, ao mesmo tempo que me parecia extremamente frágil, entregue..

— Darcy..

— Elisabeta Benedito.. eu amo você! Amo mais do que a minha própria vida, todos esses anos de afastamento foram dias de tormenta pra mim, eu te procurei incansavelmente, não queria ter que aceitar viver sem você. Você me pediu pra tentar te esquecer, mas ninguém esquece uma saudade, nem substitui um amor. Eu jamais poderia te esquecer.. porque te amo, porque você é a mulher da minha vida.. era e é algo impossível porque você sempre esteve aqui.. — ele colocou a mão sobre o peito — marcada a ferro.. Você estava aqui! E eu faria tudo para ter você de volta! Faria tudo pra voltar àquele dia, na biblioteca.. — ele dizia tudo com seu olhar intenso, que penetrava o mais profundo da minha alma e me fazia estremecer completamente.

— Darcy, por favor.. não faz isso.. não me olhe assim.. — Mesmo sem perceber eu já estava entregue.

— Assim.. como? — ele ainda me olhava da mesma forma, com mais intensidade até.

— Assim..

— Tá bom, eu não olho.. — ele se aproximou mais de mim, me agarrando ali, no meio da rua.. e me beijou com paixão.

Não resisti, me entreguei aquele beijo, ele se aprofundava em mim e eu nele. Nos beijávamos com vontade, com ardor, paixão, fogo e urgência, como se o mundo fosse desabar a qualquer momento e aquela fosse a nossa última chance.

Nossas bocas se moviam com fúria, nossas línguas se entrelaçaram e eu pude sentir o seu gosto, o seu cheiro, a sua barba por fazer.. era quase como se sentisse o seu coração pulsar em mim e seu sangue correr pelas suas veias. Era tão bom senti-lo assim. Com um braço ele me prendia a ele e com o outro percorria meu corpo. Eu estava no paraíso.

Algum tempo depois percebi a loucura que fazíamos e me afastei dele. Estávamos nos beijando de forma íntima demais para um beijo no meio da rua. O que as pessoas iriam pensar.. Eu não conseguia respirar direito e ele também, parecia que todo o ar havia sido sugado dos meus pulmões, e meu coração explodia no meu peito, não conseguia falar, mas logo me recuperei e disse:

— Darcy, aqui não.. estamos no meio da rua!

— Então vamos pra casa — ele disse sério e sedutor, sem nunca me largar.

Não sei onde eu estava com a cabeça, eu fui. Não trocamos muitas palavras, nossos olhares já eram suficientes. Já entramos nos beijando. Ainda na sala, comecei a retirar seu paletó, desfazer sua gravata e tirar seu colete e camisa. Ele tentou tirar as minhas lá também mas eu não deixei, apesar de já estar em brasas. Então subimos.

Quando chegamos no seu quarto ele me levou direto para a cama, se colocando sobre mim, beijou toda a extensão do meu pescoço até a minha boca, com as mãos começou a tirar minha blusa com calma, beijando a pele que ia surgindo quando ele retirava a peça e foi descendo os beijos até a minha barriga, onde começou a desabotoar minha saia. Eu estava completamente inebriada com a visão, ele beijava meu corpo de olhos fechados. Quando eu já estava completamente sem roupa ele se afastou e ficou me analisando enquanto tirava sua calça.

Se aproximou de mim novamente, retirando as mechas do meu cabelo que estavam sobre o meu colo e seios, e começou a massagear a região, depositando beijos e mordidas que iam dessa região até o meu pescoço. Ele estava me deixando louca, eu não sabia que estava com tanto saudade do seu toque em mim, em um impulso me coloquei por cima dele, beijei sua boca em um beijo molhado e desci, queria senti-lo também, relembrar de cada pedaço dele. Beijei e mordi seu pescoço enquanto minhas mãos passeavam pelo seu corpo, até chegar no seu ponto mais sensível, ele estremecia a cada toque meu, a cada beijo. Eu me sentia poderosa. Nós estávamos adorando aquele jogo de sedução que fazíamos um com o outro.

Quando não aguentamos mais, nos entregamos. Nos amamos com muita vontade, com urgência, vontade acumulada durante quase meia década. Ele desfrutou do meu corpo e eu do dele de maneira voraz, avassaladora, com muitos beijos e mordidas.. em todas as partes. Muitas risadas e suspiros. Muitos toques e sensações. Ele se movia dentro de mim e me afirmava o quanto eu era linda e o quanto ele me amava e me queria. Era muito desejo acumulado.

Por fim, me deitei suada no seu peito. Eu estava muito cansada, mas extremamente feliz e saciada. E a julgar pelo seu corpo até mais suado que o meu e sua respiração ofegante, Darcy também estava exausto. Ele tentava se acalmar, estava de olhos fechados com sorriso no rosto e respirando profundamente, ele estava lindo, era tentador vê-lo daquela maneira. Eu olhava para o seu rosto e o acariciava e juntos conseguimos voltar a respirar calmamente. Ele abriu os olhos e me beijou com calma, depois me virou de costas pra ele e me abraçou por trás. E assim dormimos, agarrados um ao outro. Era como se depois de anos eu estivesse novamente no céu, como eu sentia falta daquilo: eu, ele e o nosso amor. O maior amor do mundo.

Notas finais
Então?? O que acharam?? Me deixem saber o que estão achando da história, os comentários fazem toda a diferença..