Novos Heróis [Interativa]
22 Capítulo 22 - Ameaça
Notas iniciais
Monte da Justiça ...
– Namorado?! Como assim? — Marlena disse, quase surtando.
– Ele era o meu namorado. — Lyra disse, calmamente — O que você não entendeu nessa frase?
– O que nós não entendemos é: Como você foi namorar um vilão? — Summer disse. Nesse momento, Caroline e Franklin desviaram o olhar, disfarçadamente.
– Ele não era um vilão. Depois de uma guerra entre Asgard e Svartálfar, ele foi preso por estar ajudando o inimigo de Odin. Ele matou vários asgardianos e fugiu para Svartálfar.
– E mesmo depois de ser traída e derrotada, você continua usando a armadura que ele fez? — Dean perguntou.
– Aquela era uma das armaduras mais poderosas do mundo. Foi feita para ser uma máquina de guerra. Acontece, que ela tem vontade própria. Quando ela ficou completa, voltou a vida.
– E o objetivo dela era nos destruir? — Renata perguntou.
– Era destruir tudo que ficasse em seu caminho. — Lyra completou.
– Seja lá o que for que o Aegir estava fazendo, eu aposto que tem um dedo da minha irmã nisso — Leena disse.
– Eu também acho — Damian se levantou e andou até os computadores. — Eu e o Franklin vamos tentar rastrear qualquer sinal de "mágica suspeita" na cidade.
– Eu e a Leena podemos procurar em Nova York. — Caroline disse. Damian assentiu com a cabeça, então, as duas foram para o jato e decolaram. Ao chegarem lá, viram várias pessoas arrumando a bagunça que eles fizeram ao tentar destruir a armadura de Lyra.
– Acho que vou pegar uma pizza — Leena disse.
– Ok. Eu fico aqui, vigiando. – Assim que Leena saiu, Caroline começou a pular de um prédio para outro, até que sentiu alguém puxar seu braço. Ela se virou e viu Corvo. — O que faz aqui? — ela perguntou, parecendo surpresa e irritada.
– Vim garantir que vocês não descubram onde o namorado da sua amiga está. Ele deixou muitas pistas, que eu fiz o favor de encobrir — ele disse, com um sorriso no rosto.
– Sua chefe foi quem mandou você fazer isso? — Caroline cruzou os braços. Logo o sorriso no rosto do Corvo desapareceu.
– Ela não é minha chefe — ele disse, friamente.
– Você faz tudo o que ela manda. Ou ela é sua chefe, ou você é o bichinho de estimação dela.
– Eu faço o que eu quiser. Quando eu quiser. Não preciso que ninguém me de permissão ou me mande fazer as coisas — ele disse, revoltado.
– Não é o que parece. — ela riu ao ver que o estava deixando irritado. Ela pensou que ele a responderia, mas ao invés disso, ele aproximou seu rosto do dela, colocou as mãos em sua cintura e lhe deu um beijo. No começo, ela tentou empurra-lo para longe, mas depois, começou a se entregar ao beijo, que foi se aprofundando cada vez mais. Até que precisaram se separar para recuperar o fôlego. — O que foi isso? — ela perguntou, olhando surpresa para ele.
– Eu disse que sou cheio de surpresas — ele sorriu. Nesse momento, Caroline ouviu Leena chamar seu nome.
– Carol! Vamos logo! A pizza vai esfriar. — a voz dela estava distante. Provavelmente estava no prédio onde Caroline estava inicialmente. Ela pulou de volta para lá. — Onde você estava? — Leena perguntou. Caroline se virou para ver se Corvo ainda estava lá, mas não o viu. — Por que você está vermelha?
– Não é nada — Caroline respondeu rapidamente, então voltou para o jato.
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Corvo voltou para sua nave. Assim que entrou, deu de cara com Dama, que estava de braços cruzados e olhava para ele com ódio.
– O que foi aquilo? — ela perguntou, em tom de raiva.
– Aquilo o que? — ele se fez de desentendido.
– Não banque o idiota! Eu vi você beijando aquela heroína babaca!
– Se beijei ou não, não é da sua conta — ele disse, pilotando a nave.
– Isso é inacreditável. — ela disse, dando uma risada forçada. — Você sabe que ela é uma heroína, e que nunca vai ficar com você.
– Sinceramente, eu não ligo. — ele mostrou indiferença na voz.
– E se eu disser que sei de um pequeno segredinho que poderia interessar a muita gente. — ele parou a nave e se virou para ela. — O grupinho de heróis adoraria saber sua fraqueza. Até mesmo os vilões, não acha? — ele se levantou e a empurrou contra a parede.
– Se você disser isso para alguém eu juro que te mato! — ele gritou.
– Acha que pode me ameaçar? — ela riu — Sou eu quem vou ameaçar você. Ou você para de ver essa idiota fantasiada, ou eu conto para todos o seu pequeno segredinho.
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