Novos Gênios

5 Passeio e pedido


Notas iniciais
Oi, voltei com mais um capitulo para vocês, meus amores!!!
Não tenho certeza de que está bom, mas...
Bem, espero que vocês gostem e que minha opinião seja equivocada.

Near, ao que parece, passará o resto do dia em seu quarto resolvendo alguns quebra cabeças. Ryuuzaki não aparece nem para o café da manhã, pois está ocupado com um caso complicadíssimo. Vou para o quarto para ouvir música e atualizar minhas anotações.

Íris está deitada na cama com um livro na mão e fones nos ouvidos. Ela não percebe quando eu entro e pego meu Ipod e o caderno cheio de anotações no cofre de aço antes de me sentar a frente do computador para transferir os dados para meu pendrive. Primeiro os dados de Íris, depois Matt, Mello, Near – ainda que não fosse necessário-, e, por fim, Ryuuzaki.

As conclusões às quais cheguei são incrivelmente precisas, não falhando nunca. Se eu realmente conseguir decorá-las, conseguirei prever quase todas as ações de meus amigos. Por outro lado, sinto culpa por estar-lhes usando como cobaias para meus testes de observação.

Concluo meu trabalho rapidamente e consigo jogar o caderno de volta no cofre pouco antes de Mello bater na porta e entrar sem ter resposta. Chuto o cofre para debaixo da cama, onde fica escondido pelos lençóis. Sento-me na cama e retiro os fones de meus ouvidos, fazendo com que o som ritmado da música deixe de ser audível. O louro morde uma barra de chocolate antes de falar.

- Matt quer saber se vocês não querem sair com a gente para ele comprar jogos novos. Quer dizer, se vocês duas tiverem treze anos.

- Eu fiz aniversário na semana passada. E você, Íris? Íris? – Minha colega de quarto está tão presa a musica alta e ao livro que não escuta. Mello vai até ela, puxa o fone e grita:

- ÍRIS, A ALBINA AQUI ESTÁ TE PERGUNTANDO SE VOCÊ TEM TREZE ANOS!

- Não crie apelidos referentes ao meu pequeno defeito genético. – Peço.

- Sim, eu tenho treze anos. Faço aniversário em Janeiro. E deixe a Kim em paz, Mello. O albinismo não a muda, exceto pelo fato de que sol faz mal.

- Eu não a estou irritando por ser albina. Não tenho nada contra isso. Só estou irritando porque... Bem, porque estou sem nada para fazer.

- Não estou irritada. – Digo com os olhos fechados. – Na verdade, nunca estive mais calma. Precisa aprimorar suas habilidades, Mello.

Quando volto a abrir os olhos, vejo-o morder com raiva o chocolate em sua mão.

- Mello, você finalmente encontrou alguém que pode te responder a altura sem se rebaixar ao seu nível. Kim, você tem meu respeito. – Íris aperta minha mão.

- Muito obrigada. A respeito do seu convite, Mello, eu estou de acordo em ir. E você, Íris?

- Sim, seria ótimo sair um pouco. Talvez devêssemos chamar seu irmão também.

- Concordaria se meu irmão não tivesse nove anos de idade. E, mesmo que não tivesse, se eu bem conheço o Near, e eu o conheço melhor do que ele mesmo, ele deve estar ocupado demais montando um quebra cabeças ou construindo um castelo de dados, de forma que ficará por aqui. E duvido que o Ryuuzaki queira sair daqui, considerando que está ocupado com aquele caso do Assassino do Boneco de Palha.

- Eu admito que o seu caderno está funcionando, agora querem fazer o favor de se calçarem se saírem daí? – Mello se irrita. Percebo com tristeza que ele também notou minhas anotações.

Tiro minhas botas do armário e as calço por cima do jeans que uso antes de vestir uma jaqueta de couro. Sem ela, congelarei quando passar pela porta. Íris coloca um casaco roxo com capuz e um tênis antes de se dizer pronta para sair. Avisamos Near que sairemos e seguimos Mello pelo corredor e pelas escadas até encontrar Matt nos esperando na porta da sala de jogos. O ruivo sorri ao nos ver e vem nos cumprimentar. Em seguida, nos encaminhamos para a saída e assinamos nossos nomes na lista de moradores que saíram. É um sistema muito útil para o caso de alguém ser sequestrado, ou se perder ou simplesmente fugir.

Afastamos-nos do portão do orfanato e caminhamos com a cabeça abaixada e os braços cruzados por causa do frio intenso até a estação de metrô, onde o calor finalmente permite que falemos.

— Está frio, não? – Diz Matt.

- Não. Não está vendo que estou morrendo de calor? – Diz Mello com um ar zombeteiro. Reviro os olhos.

- Por que não pode responder com seriedade, Mello? – Pergunto calmamente.

- Força do hábito, Floquinho.

- Pare de dar apelidos à Kim, cover da Madonna. – Íris me defende. Sorrio maldosamente para o louro, como Near, não, como Nate fazia às vezes ao me delatar quando eu fazia alguma besteira.

- Obrigada, Íris. – Digo quando Mello suspira e engole sua resposta.

Esperamos o trem calmamente. Eu e Matt nos sentamos e escutamos as discussões de Íris e Mello. Devo admitir que é uma atividade muito divertida, de acordo com o meu lado sádico.

- Kim? – Sussurra Matt.

- O que é?

- Hm... Bem, acho que posso pedir para você me ajudar com uma coisa... Bem... É a...

- A Íris. – Completo. Pelo amor de Deus, eu anotei cada uma de suas ações durante uma semana, não é possível que ele acho mesmo que eu não notei que ele gosta da Íris. – Você gosta dela. O que quer que eu faça?

- Ok, você foi rápida. Me ajude com isso?

- Então você quer um tipo de operação cupido da minha parte. – Penso em voz alta. – Bem, eu preciso de alguma coisa para aliviar o tédio mesmo. Acho que posso concordar com isso.

- Se...

- Não estou pedindo nada em troca. Mas vai me ajudar se eu precisar de você algum dia.

- Fechado, irmãzinha.

- Mas talvez eu precise do Mello. Ele sabe? Posso contar com a ajuda dele?

- Acredito que sim. Eu contei para ele. É meu melhor amigo.

- Então não tem problema. E espero que você não tenha nada contra nenhuma tática emergencial nem nada, pois a probabilidade de eu ter de usá-las são de 93,5%.

- Que tipo de tática?

- Sumir de repente e deixá-los sozinhos, empurrá-la contra você, este tipo de coisa. Na minha antiga escola eu era usada como um tipo de cupido, não se preocupe com isso. Minhas falhas foram de apenas 20% das tentativas.

- 20 é um número grande.

- 80 é maior.

***

Desembarcamos do trem e vamos rapidamente para a loja que Matt procura. Quando saímos, formulo um dos planos que mais deram certo em minha carreira como anjo do amor. Foi assim que me descobri como uma grande estrategista. Eu sempre consigo um plano de última hora para atender aos meus objetivos.

- Por que não vamos ao cinema? – Digo ao dar um sinal quase imperceptível para Matt, informando-lhe que deve me apoiar.

- Ok. Tem mesmo um filme que eu queria ver.

- Por mim tudo bem. Não estou a fim de voltar agora. – Concorda Mello.

Íris faz que sim com a cabeça. Vamos até um cinema de rua na esquina da quadra onde nos encontramos e compramos ingressos para um filme de ação, uma decisão unânime. Entramos na sala e eu cochicho para Mello:

- Se importa de sentar do meu lado?

- Tudo bem. – Ele não me questiona. Sento-me na última poltrona da fileira e Mello fica do meu lado. Na poltrona ao lado da dele está Matt, o que não dá escolha à Íris senão se sentar ao lado do ruivo.

O filme começa com uma cena de guerra, várias mortes. Humanos são assassinados brutalmente por robôs gigantes que caíram do espaço. Apoio a cabeça nas mão e observo os efeitos especiais mal feitos durante as duas horas que se seguem.

Matt e Íris conversam e Mello come chocolate. Devo admitir que foi uma péssima escolha de filme, apesar de os resultados terem sido até mesmo aceitáveis. Não compreendo porque estou ajudando Matt, só sei que estou. Desejo sua felicidade e a de Íris. Provavelmente é isso o que me impulsiona.

No fim da tarde, voltamos para o orfanato, jantamos e vamos para nossos quartos. Não converso com Íris, apenas vou dormir.

Notas finais
E aí? Eu estava certa? Espero que não...
Por favor, deixem reviews.
Bjs
-
Ushio.