Novos Gênios
7 Capítulo 6 parte 2 - O jogo
Notas iniciais
Bjs e boa leitura
PS: Ficou meio filme romântico surreal, porque tenho pouca paciência para descrever todas as fazes de uma paixão até o momento do namoro.
Corro pela escadaria e passo correndo pela porta. Íris, Matt e Mello estão sentados no chão em um círculo. Me junto a eles, sentando-me entre Íris e o louro. Não perderei uma oportunidade de deixar Matt se sentar ao lado de sua amada.
- Ok, a ponta da caneta pergunta e o outro lado responde. – Diz minha colega de quarto colocando uma caneta no centro da roda. – Se escolher verdade, terá de contar um segredo. Se escolher desafio... Bem, tudo depende do destino.
A caneta gira. Cai em Matt e Mello. Mello terá de responder. Ele escolhe desafio e é obrigado a ficar cinco minutos olhando uma barra de chocolate sem comê-la. Matt é muito bonzinho.
Em seguida, Mello faz com que eu conte um segredo.
- Nunca tive um namorado. – Digo sem hesitar. Não é um segredo que importe para mim. Tenho muitos muito piores enterrados nas profundezas do meu ser.
Após algumas rodadas que insistiam em frustrar meus planos, sempre me colocando e a Mello como “vítimas” e nunca colocando um de nós dois para desafiar Matt ou Íris, eu tiro a sorte grande. A ponta correta está virada para mim e o outro lado aponta minha amiga que, graças a todas as forças do Universo, escolhe “desafio”.
- Beije o Matt. – Digo timidamente.
- O quê?
- Você escutou a nuvem ambulante, beije o Matt. Ah, e... De língua. – O louro diz maliciosamente
- Obrigada, Mello. – Digo em uma voz que considero ameaçadora, mas que outras pessoas descrevem como um miado. – Sim, tem esse detalhe também.
Fecho as mãos formando dois punhos. Sinto minhas unhas machucarem a palma das mãos. Íris engatinha um pouco na direção de Matt e ergue a cabeça. O ruivo se inclina na direção dela. Os segundos parecem mais lentos. Abro uma das mãos apenas para fechá-la novamente em torno do pulso de Mello. A outra mão não perde tempo em enrolar o cabelo que escorre por meus ombros, como Near faz. Não estou com paciência para fazer uma trança.
Mordo os lábios com força conforme os centímetros que separam os lábios de Matt e Íris vão se escasseando. Por fim, eles se tocam. Matt pressiona a boca contra a dela com força e os lábios se abrem. O beijo dura no máximo um minuto, mas a espera valeu a pena. Íris tem um ar confuso nos olhos e Matt está sorridente e corado como um pimentão.
- Ok, fantasma, agora será que você pode soltar meu braço? – Pergunta Mello quando o minuto em questão acaba.
Minha amiga me olha como se um demônio tivesse tomado posse de seu corpo. Ela gira a caneta e, obviamente, cai em mim e nela.
- Hm. Ok, desafio.
- Não confia em nós? – Pergunta ela.
- Não com esta aura maligna emanando de você. Diga logo o que você quer.
- O mesmo que você quis. Mas... Você vai beijar o Mello. E tem sorte de o seu irmão não estar aqui.
- Isso seria incesto. – Respondo calmamente enquanto o louro chocólatra tem um ataque ao meu lado.
- EU NÃO VOU BEIJAR ESTE CADÁVER!
- Sim, você vai. Ou alguns segredos de certas duas pessoas podem passar a circular pelo orfanato.
- Droga! – Dizemos juntos, enfim aceitando a pena por ter feito o que fizemos. Olho Matt com os olhos semicerrados, como que dizendo “eu fiz isso por você e agora você não me defende”.
- Desculpe, Kim. Eu não posso fazer nada. – Diz o ruivo.
Não há mais nenhuma esperança de socorro para mim. A menos que Near apareça de repente na porta do quarto. Ou Ryuuzaki. Ou Roger. Qualquer um. Mas ninguém vem.
- Ok, acabemos logo com isso. – Resmunga Mello. Olho para ele em busca de apoio, mas tudo o que acontece é que o louro se curva e gruda nossos lábios, colocando a língua em minha boca. Os lábios dele são quentes e o beijo tem gosto de chocolate. Fecho os olhos com forças e espero os longos e cruéis segundos se passarem. Mello conclui então que já chega, pois os espectadores não forçarão a cena a se repetir.
Olho o relógio. Nove horas. Acho que já é possível dizer que chega.
Assim, o jogo acaba e nós nos dispersamos, Mello e Matt saem do quarto e eu corro atrás deles.
- Você está louco, Matt? Vá para lá agora mesmo e fale com ela. A-G-O-R-A! – Digo.
Matt imediatamente volta para o quarto e a porta se fecha. Neste momento, Near passa pelo corredor e entra em seu quarto.
- Boa noite, albino. – Deseja Mello. Reviro os olhos.
Sigo Near e o abraço, como fazia antigamente antes de ele ir dormir. Beijo os cabelos brancos e espero ele entrar na cama para sair do quarto.
Do lado de fora, um Mello curioso espera que Matt saia do quarto. Nos colocamos diante da porta para ouvir a conversa.
“Íris, eu sei que você não gosta de mim, mas não me ignore, por favor!”
“Matt...”
“Eu sabia que era uma má ideia a Kim continuar com isso depois de ela descobrir tudo”.
“O que a Kim tem a ver com isso? Ela te contou, não foi? Ela mentiu para mim!”
Droga! Matt, por que tem que abrir a boca desse jeito? Agora Íris acha que não sou de confiança.
“Kim não tem nada com isso. Ela só me contou que gostava de outra pessoa, para que eu não me machucasse”.
Retiro o que pensei sobre Matt. Ele me protegeu de Íris saber que eu contei especificamente que ela gosta de L.
“Ok.” Íris desiste de falar de modo rude e... Que barulho foi esse?
Matt sai do quarto ainda mais vermelho e sorridente. Na verdade, eu poderia dizer que ele está drogado. Ele entra em seu quarto e fecha a porta. Começo a rir compulsivamente
- Conseguimos, Mello! – Pulo para abraçá-lo e ele me gira no ar, comemorando a vitória comigo.
- Conseguimos, Kim. – Então ele percebe o que fez e me coloca no chão, de forma que eu volto a ter uma altura que vai apenas até o ombro do louro. – Err... Isso fica entre nós, Ok?
- Claro.
Entro em meu quarto e tiro o uniforme, entrando no banho em seguida. Quando saio para colocar o pijama, escuta a voz de Íris.
- Obrigada, Kim. Acho que é melhor do que gostar de L. Acho que eu sempre gostei de Matt, obrigada por me ajudar a descobrir isso.
- De nada.
Nos deitamos e dormimos.
Notas finais
Enfim, deixem reviews!!! Bjs - Ushio.
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