Novos Começos

20 Like a Virgin, But Not Really...


Brittany & Santana

"Escuta!" Disse Santana, apertando a coxa de sua esposa e lançando um olhar para o palco aonde a banda começava a tocar 'Everything'. "Lembra do nosso casamento?"

Brittany sorriu, não só por lembrar, mas por causa do brilho que aquela lembrança trazia aos olhos da latina. "Humm, não tenho certeza." Brincou ela, fingindo se esforçar para recordar.

"Eu sei que você lembra, foi terrível!" Continuou Santana, tamborilando os dedos no ritmo da musica.

"Não foi terrível, foi divertido.." Replicou Brittany. "E romântico."

"É... Mas a trilha sonora foi deplorável."

"E naquela época eu não sabia o que 'deplorável' significava.." Riu a loira.

Santana sorriu também e ficou em pé. "Eu ainda amo essa musica."

Brittany aceitou a mão que sua esposa lhe estendia e deixou-se guiar para um canto perto do palco, aonde elas se abraçaram e começaram a dançar lentamente.

"Às vezes eu sinto que te devo um casamento de verdade..." Murmurou a morena contra o pescoço da dançarina.

"A vida que nós temos vale muito mais do que uma cerimonia qualquer, San. E o nosso casamento foi perfeito, mesmo que a musica tenha sido ruim e a cama do nosso quarto estivesse quebrada..."

Santana fechou os olhos e abafou uma risada. "Eu acho que fomos nós quem quebramos a cama..." Elas ficaram em silencio, apenas escutando a musica e se movendo fora do ritmo, perdidas em lembranças. "Eu realmente amo essa musica."

"Eu sei." Murmurou Brittany.

'Everything' acabou e os acordes iniciais de 'Valerie' preencheram o ambiente, fazendo a loira morder o lábio.

"Será que ela está bem?" Perguntou Santana, se afastando um pouco para encontrar os olhos azuis.

"Você quer ligar pra.."

"Não." A latina se apressou em responder, acariciando o pescoço de sua esposa com o polegar. "Quinn.. Quinn iria ligar se tivesse acontecido alguma coisa, não é mesmo?"

Brittany assentiu sem ter muita certeza. Por mais que confiasse em suas amigas, ela não conseguia não se preocupar. "Deve estar tudo bem." Ela murmurou, tentando tranquilizar a si mesma.

"Será que ela já acordou?"

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Quinn & Rachel

"Quinn!"

"Rachel!" Respondeu a loira, tirando um bico cor de rosa de dentro da mala e estendendo-o triunfante para Rachel.

"Não está funcionando!" Exclamou a morena.

"Eu percebi."

"Por que ela não para?!" Rachel se abaixou para ajuntar o bico amarelo que havia sido rejeitado há alguns segundos.

"Ela está com fome.."

"Por que nenhum bico funcionou?" Perguntou ela, colocando os três objetos em cima da mesa de centro e olhando para sua noiva com desespero.

"Por que ela está com fome!" Respondeu Quinn, soltando o cinto que mantinha Valerie dentro do bebê conforto e pegando-a no colo.

"Então por que a gente não está dando comida pra ela?"

Quinn não respondeu, apenas balançou a nenê de um lado para o outro, fazendo sons reconfortantes em uma tentativa de acalmá-la.

"Quinn?!" Exclamou a morena mais uma vez, frustrada por estar sendo ignorada e sem saber o que fazer.

"Rachel, você não está ajudando!" A assistente social se afastou em direção a cozinha, abraçando Valerie contra o peito.

A morena respirou profundamente e seguiu sua noiva pelo apartamento. "Eu poderia te ajudar se você me dissesse o que fazer."

Quinn parou em frente a geladeira, seus ouvidos apitavam por causa dos gritos estridentes de sua afilhada e sua cabeça estava começando a latejar. "Desculpa.." Murmurou ela. "Você poderia esquentar uma mamadeira?"

"Sim." Respondeu Rachel, fazendo um gesto determinado com a cabeça e ganhando um pequeno sorriso em resposta.

Os movimentos de Quinn se tornaram mais vigorosos e ela começou a cantarolar uma canção de ninar que mal podia ser ouvida através do berreiro. A morena separou uma mamadeira e colocou-a dentro do micro-ondas.

"Você tem que desatarraxar o bico antes de esquentar." Disse Quinn apressadamente, passando por trás dela.

"Oh, sim.." Rachel abriu a porta e destampou a mamadeira. "E agora?"

"Agora você põe no micro."

"Sim, eu sei disso! Mas quanto tempo?" Rachel revirou os olhos enquanto Quinn tentava mudar Valerie de posição sem deixa-la cair, o que era complexo considerando-se o quanto a menina se contorcia em seus braços. "Será que ela não está com dor?" Perguntou a morena, preocupada.

"Por que ela estaria com dor?" Quinn sentiu uma onda de pânico.

"Eu não sei.. Bebês com fome se contorcem assim?"

"Eu não sei. Acho que, bem, Shhh..." Ela não conseguia formular uma frase coerente. "Shhhh... Rachel, só esquenta a mamadeira e vamos ver o que acontece." Valerie continuou chorando e Quinn sorriu hesitante. "Dois minutos."

Rachel mordeu o lábio e programou o micro-ondas antes de se aproximar da loira e segurar a mãozinha da nenê. "Como pode um ser desse tamanhinho fazer tanto barulho?"

A assistente social arqueou as sobrancelhas em resposta e a morena revirou os olhos com uma risada no momento em que o forno terminou de funcionar.

"Você precisa ver se não está quente demais." Disse Quinn, passando uma mão pelos cabelinhos escuros da nenê que não parecia nem perto de parar de gritar.

"Ver se não está quente demais?" Repetiu a morena. "Eu não vou provar os fluidos corporais da Santana!"

A loira parou de embalar Valerie e se virou para encarar Rachel. Seu lábio tremeu e ela começou a rir desesperadamente.

"Isso não é engraçado!" Exclamou a diva, batendo o pé.

"Desculpa, só..." Mais uma risada escapou de sua garganta. "Deixa que eu faço isso." Ela passou Valerie para os braços de sua noiva e pegou a mamadeira enquanto a morena tentava ajeitar a nenê em seu colo. "Você não precisa provar para ver se está quente, Rach." Ela arregaçou a manga de sua blusa e pingou algumas gotas do leite na parte interna de seu pulso. "Viu?"

"Oh.." Ela murmurou, sentindo suas bochechas esquentarem e aceitando a garrafa de vidro.

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Santana & Brittany

"Quais sãos os planos agora?" Santana deixava que Brittany a guiasse em direção a saída do restaurante, os braços da dançarina a envolviam protetoramente por trás e ela se sentia incrivelmente satisfeita, de todas as formas possíveis.

A loira sorriu e dispensou o manobrista que se oferecia para buscar o carro no estacionamento. "O que você quer fazer?" Perguntou ela.

Elas caminhavam desajeitadamente através dos carros, um vento morno e úmido as envolvia, a noite estava agradável e por um momento, Santana pensou em sugerir que elas ficassem ali mesmo, não no estacionamento, mas passeando por Nova York.

"Acho que podemos ir para casa." Ela acabou respondendo. E por algum motivo, a ideia do que elas iriam fazer quando estivessem sozinhas, em casa, fez com que a latina corasse levemente. Santana Lopez nunca corava. Ter um bebê realmente mudava tudo.

"Ok." A morena não viu, mas uma sombra cor de rosa também tingiu as bochechas de sua esposa.

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Quinn & Rachel

Rachel olhava com espanto para a menininha em seus braços enquanto ela drenava a mamadeira como se sua vida dependesse disse. E talvez dependesse, pensou ela, usando a mão livre para ajeitar os cabelinhos negros e revoltos que contrastavam com a brancura do travesseiro de amamentar.

Quinn estava de cócoras em frente a mala que Santana havia trazido, ela havia separado algumas coisas e a morena se perguntava sobre o que sua noiva estaria pensando.

"Ah!" Exclamou a assistente social, sorrindo e se levantando bruscamente, fazendo com que os olhos da cantora voassem em sua direção. "As fraldas estão em uma sacola separada..." Ela murmurou, abrindo a tal sacola e revelando o pacote de fraldas.

"Será que ela vai começar a chorar de novo?" Perguntou Rachel, analisando o rostinho aparentemente tranquilo de Valerie.

"Não sei, talvez... Espero que não." Respondeu a loira, massageando as têmporas e sentando ao lado da diva, repousando o queixo em seu ombro enquanto contemplava a nenê.

"Você acha que nossos bebês vão ser assim também?" A morena fez a pergunta em voz baixa, seu tom era quase conspiratório. "E se você fizer alguma apologia a minha voz, tamanho ou incapacidade de ficar em silencio, eu juro que peço o divorcio."

Quinn sorriu e depositou um beijinho no pescoço dela. "Só você pra pensar em divórcio antes mesmo do casamento."

"Por que você está se esquivando da minha pergunta?"

"Eu não estou. Só é um pouco estranho pensar nos 'nossos bebês'."

"Quinn... Se isso te incomoda..."

"Não incomoda. Eu te amo." Ela pontuou a afirmação com mais um beijo suave agora na mandíbula da diva. "E respondendo a pergunta. Nossos filhos serão meus também."

Rachel virou o rosto para encarar sua noiva e seu nariz encostou no dela. Seus olhos se encontraram e ela se perdeu em um mar dourado por alguns segundos, até que elas foram interrompidas por um grunhido.

"Acho que ela está satisfeita." Comentou Quinn, sem desviar o olhar da cantora.

Rachel se moveu lentamente e entregou a mamadeira quase vazia para a assistente social antes de reajeitar Valerie em seus braços. "O que eu faço agora?" Perguntou ela quando Quinn se levantou.

"Você precisa fazer ela arrotar."

"Arrotar?"

A loira riu da cara de sua noiva. "Sim."

"Eu acho que já vi isso nos filmes..." Murmurou a cantora, apoiando Valerie em seu ombro e dando palmadinhas em suas costas.

Quinn chacoalhou a cabeça de um lado para o outro e pescou uma toalhinha de dentro da mala.

"O que você vai fazer?" Rachel perguntou quando a loira se aproximou com a toalhinha.

"Proteção contra vomito." Foi a resposta de Quinn, que colocou o paninho entre o ombro de sua noiva e a cabeça da nenê.

"Oh.."

"É..."

"Como você sabe tudo isso?"

Quinn deu de ombros. Ela havia trabalhado como babá algumas vezes e observado suas primas lidarem com seus filhos, sem falar dos materiais sobre bebês que lera durante sua própria gravidez. Ela formulava uma resposta quando Valerie finalmente arrotou e Rachel sorriu em sua direção, fazendo-a perder a linha de raciocínio.

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B & S

O som de seus passos ecoando pela casa escura parecia ampliado, Brittany parou perto da escada e se apoiou no corrimão para tirar os saltos enquanto Santana derrubava sua bolsa e chaves no chão, junto com seu casaco. Ela não estava com vontade de guardar tudo em seu devido lugar, a única coisa que queria fazer naquele momento era correr os dedos pelos cabelos loiros da mulher a sua frente, que, através da luz fraca que entrava pela janela, pareciam implorar para serem soltos.

Foi exatamente isso o que ela fez, deu um passo a frente, seus sapatos a davam uma pequena vantagem em altura e ela adorava a sensação. Seus lábios percorreram o rosto de sua esposa, que tinha os olhos fechados enquanto mãos familiares subiam por seu pescoço e dedos gentis se infiltravam em seus cabelos, afrouxando o amarrador.

"Eu senti sua falta." Murmurou a latina contra a bochecha da loira antes de envolvê-la em um abraço apertado e inspirar profundamente. O cheiro adocicado de Brittany continuava exatamente o mesmo, desde o dia em que a conhecera, mesmo quando ela usava perfumes diferentes. Era o melhor cheiro do mundo e ela fechou os olhos, sentindo seu corpo relaxar contra o da mulher da sua vida.

"Eu também senti saudades." Respondeu a dançarina, se entregando ao abraço completamente.

O Sr. Branca de Neve levantou a cabeça de seu posto no sofá e encarou suas donas por um segundo antes de voltar a ignorá-las como de costume. Nenhuma das duas mulheres percebeu a presença do gato e elas permaneceram conectadas pelo que pareceu uma eternidade até que alguém decidiu que era hora de subir as escadas.

Elas subiram devagar, seus dedos entrelaçados e pequenos sorrisos estampados em seus rostos, como crianças que compartilham um segredo.

A porta do quarto estava aberta e elas entraram, Santana sentou na cama enquanto a loira permaneceu em pé a sua frente. Ela hesitou por um segundo antes de se impulsionar para frente e unir seus lábios aos de sua esposa, deitando com cuidado sobre ela. Os beijos que elas trocavam eram curtos e passavam uma incerteza que nenhuma delas jamais havia experimentado antes. Era novo e assustador, mesmo depois de anos de casamento.

Nenhuma das duas ousava aprofundar os beijos, seus lábios deslizavam sem pressa em um ritmo desordenado, mas perfeito. As pontas dos dedos da latina escorregaram por debaixo da blusa da loira. Elas estavam frias e Brittany ofegou com o toque, arqueando as costas para se esquivar involuntariamente. Santana a segurou com mais firmeza, fazendo o corpo da dançarina colar ao seu. Um gemido abafado escapou de sua garganta e ela sentiu vontade de rasgar as roupas que estavam entre elas.

Brittany, como sempre, pareceu ler seus pensamentos, ela se afastou e removeu a blusa quadriculada, deixando-a cair ao lado da cama. Habilmente, ela desfez o botão traseiro de sua saia e deixou que o material se soltasse de seu corpo enquanto ela sentava sobre as pernas de sua esposa.

Olhos azuis encontraram os castanhos nublados antes que suas mãos se movessem para despir a latina também. Ela desabotoou o casquinho preto lentamente, intercalando cada botão com um beijo, revelando o vestido vermelho sangue. Seus dedos quentes encontraram o zíper escondido na lateral e começaram a abaixa-lo quando Santana, inesperadamente, segurou seu pulso.

Brittany lhe lançou um olhar confuso e a morena fechou os olhos.

"Estrias."

"Hum?" A loira se endireitou para permitir que sua esposa se sentasse.

"Meu corpo está cheio de estrias, B. É... Não é bonito, nem atraente, eu não quero que você me veja assim." Ela chacoalhou a cabeça e cruzou os braços sobre o peito. Ainda de olhos fechados, sentiu o peso e o calor da dançarina desparecerem de perto de si.

Momentos depois, a luz se acendeu e ela piscou algumas vezes, a visão da loira apenas de calcinha fez com que um calor se espalhasse por seu rosto e pescoço. Ela encolheu em si mesma sob o olhar inquisidor de sua mulher. Britt nunca havia lhe lançado um olhar tão sério antes.

"Santana," Começou ela se demorando ao pronunciar cada silaba, passando uma mão pelos cabelos e apoiando a outra no quadril.

Santana. A dançarina raramente falava o seu nome inteiro, sempre algum diminutivo, ou apelido carinhoso. A morena sentiu-se incrivelmente excitada pelo tom da mulher a sua frente. Havia algo de extremamente sexy em uma Brittany irritada.

"Eu quero ver você." Britt deu um passo a frente. "E vou tirar o seu vestido." Mais um passo. "E então eu vou tocar você." Mais um passo. "Eu amo o seu corpo." Ela parou, seus olhos brilhavam, mais escuros do que o normal. Seus dedos mais uma vez encontraram o zíper. "Mas mais ainda, Santana, eu te amo." A ultima frase veio em um sussurro contra o ouvido da morena, seguida por um beijo atrás de sua orelha. "E a minha San não é insegura, ela não precisa ser..."

Santana abriu os olhos e mordeu o lábio. Ela acreditava em Brittany mais do que em qualquer outra pessoa, mas não conseguia evitar o sentimento de não ser boa o bastante que a perseguia desde o inicio da gravidez. Ela não era mais ela mesma. As pessoas mudam e havia acontecido com ela também a Santana cruel e confiante que reinava no ensino médio havia dado lugar a uma mãe carinhosa e cheia de preocupações. Não que a antiga Satan não existisse mais, mas suas prioridades haviam mudado e ela não sabia mais voltar ao estado original.

De repente, ela sentiu uma vontade avassaladora de chorar. E se Brittany não a quisesse mais? E se ela percebesse que todo o amor que sentia era pela Santana que já não existia? O que iria acontecer?

Ela foi trazida de volta para a realidade quando o vestido, antes colado ao seu corpo, se soltou totalmente. Ela prendeu a respiração.

Brittany franziu o cenho em preocupação. A sombra que acabara de percorrer os olhos de sua esposa a fez congelar. Santana estava com medo. Seu olhar se suavizou ao entender e suas mãos deixaram o vestido para acariciar a pele bronzeada do rosto da latina.

"Nada vai fazer com que eu te ame menos, meu amor." Ela murmurou contra a boca da morena. "Deixa eu te mostrar isso, S."

Por alguns instantes, não houve resposta, apenas silencio. Então Santana inspirou profundamente e elevou o quadril, permitindo que a loira terminasse de despi-la. Brittany sorriu e depositou um beijo em seus cabelos.

O corpo da latina estava diferente, constatou a dançarina, mas não de um jeito ruim. Ela ainda não havia perdido todos os quilos que tinha ganhado com a gravidez, mas isso apenas adicionava curvas a sua forma pequena. Brittany percorreu-as com as mãos, sentindo cada nova volta e textura. Sua pele parecia ainda mais macia que o normal, seus seios estavam cheios e pesados. Ela era linda. E as estrias, a loira sorriu para elas, traçando uma com a ponta do indicador, eram lindas também.

"O que você está fazendo?" Perguntou Santana, apreensiva enquanto observava as mãos da loira percorrerem seu abdômen.

Brittany sorriu ainda mais e depositou uma serie de beijos nas linhas transparentes e quase invisíveis que marcavam a pele de sua esposa.

"Por que você está fazendo isso?" A latina arregalou os olhos, sem entender.

"Porque eu te amo. Eu amo as suas estrias. Elas contam uma história, sabia?" San fez que não com a cabeça, passando uma mão pelos cabelos loiros da dançarina e afastando-os de seu rosto. "Se elas não existissem, nossa filha também não existiria."

"Nunca tinha pensado assim..." Ela mordeu o lábio.

O sorriso no rosto da loira se suavizou e a latina podia ver a sinceridade nos olhos azuis. "Posso fazer amor com você agora?"

Santana concordou com a cabeça e puxou sua esposa para cima, unindo seus lábios com desejo renovado. Seus dedos percorreram a linha da coluna de Brittany provocando arrepios agradáveis e uma risadinha musical contra seu ouvido.

A loira começou a beijá-la em todos os lugares, seu pescoço, ombros, clavícula, o volume de seus seios... Santana fechou os olhos e respirou tremulamente quando o nariz dela percorreu um mamilo intumescido, ela sentia o ar quente de sua respiração contra a pele hipersensível e esperou por algum tipo de contado.

"Está tudo bem, B?" Ela se forçou a perguntar, abrindo os olhos em fendas para espiar o que estava acontecendo. Brittany contemplava seu lado esquerdo.

"É estranho que eu queira tocar os seus seios? Com a minha boca?" Perguntou a dançarina ao levantar os olhos.

A morena riu. "Eu acho que não... Não é nada que você nunca tenha feito antes."

"Eu sei, mas antes nós não tínhamos..." Santana alcançou por sua mão e apertou os seus dedos antes que ela continuasse a falar. Ela sabia o que a loira queria dizer, mas não queria pensar em Valerie. Aquele momento era delas, distinções deveriam ser feitas.

Ela guiou os dedos pálidos para o seu próprio peito, indicando que queria sim ser tocada. Brittany entendeu o recado e acariciou um seio com a mão enquanto a ponta de sua língua percorria curiosamente o outro mamilo.

Santana semicerrou os olhos e seus lábios se partiram involuntariamente quanto uma onda de calor percorreu o seu corpo e se acumulou no meio de suas pernas.

"É meio doce..." Sussurrou a loira se afastando. Uma gota quase transparente se materializou no bico do seio da latina e escorreu até o meio do seu abdômen. As duas mulheres trocaram um olhar. "Posso..?"

Santana não respondeu e Brittany se abaixou um pouco mais, beijando sua barriga e deixando que sua língua percorresse a trilha da gota de volta ao peito de sua esposa. Ela fechou os dentes gentilmente em volta do mamilo, arranhando a pele escura e distinta que o envolvia. Um gemido profundo irrompeu do fundo da garganta da latina.

"Não estou te machucando?"

"Não." As pequenas mordidas da loira doíam mais do que o normal, mas a dor subsidia rapidamente para dar lugar à um prazer denso que nublava seus sentidos.

Toda e qualquer incerteza que elas tivessem com relação às mudanças do corpo de Santana pareceram desaparecer e elas se encontraram rapidamente envolvidas uma na outra, seus beijos eram profundos e lentos, seus corpos se moviam em compasso, como se aquele momento fosse mais uma coreografia criada pela dançarina e seguida por ambas à perfeição. Elas se conheciam tão bem...

As mãos da morena queriam sentir tudo, relembrar tudo. Suas mãos encontraram a umidade de sua esposa rapidamente e ambas gemeram ao primeiro contato.

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Quinn & Rachel

"Ela definitivamente vai precisar de um banho..." Comentou Quinn, entregando uma fralda suja para sua noiva que apenas a encarou sem se mover. "Você pode jogar no lixo?" Pediu a loira depois de alguns instantes enquanto passava um lencinho umedecido na bunda da nenê que resmungava audivelmente.

"Oh, sim!" Rachel chacoalhou a cabeça, como se estivesse saindo de um transe e se apressou para a área de serviço, jogando a fralda na lixeira e olhando em volta por algo que pudesse servir como banheira improvisada para o banho da Valerie. Ela acabou se decidindo pela bacia azul transparente que havia comprado há alguns meses em uma loja de departamentos só por que estava em promoção.

"O que é isso?" Perguntou a assistente social quando ela voltou com a bacia.

"Acho que pode servir para dar banho nela... A gente ainda vai dar banho nela, não é mesmo?" Rachel questionou com olhos arregalados. "Eu nunca vi tanto..." Ela começou sem terminar, lembrando da quantidade de cocô que a menininha havia acabado de fazer. Ela não fazia ideia que tanta coisa pudesse caber dentro de um bebê e ela e sua noiva haviam passado a ultima meia hora tentando limpar Valerie.

"Ah, boa ideia Rach!" Sorriu a loira, pegando Valerie no colo e fazendo um gesto com a cabeça que indicava o banheiro. A diva a seguiu e elas encheram a bacia com agua morna, colocando a bebê dentro dela logo em seguida. "Eu vou buscar as coisinhas dela..."

Rachel se viu sozinha com Valerie pela primeira vez naquela noite e sorriu com ternura para a menininha, segurando sua cabecinha elevada com uma mão e derramando a agua morna por cima de seu corpo com a outra. Valerie pareceu gostar daquilo, parando de se mover e ficando em silencio. Um sorriso banguela se formou em seu rostinho quando as pontas dos dedos da morena percorreram sua barriga. Rachel sorriu de volta para ela, abobadamente, fazendo sons incoerentes até que Quinn voltou.

"Ela sorriu pra mim, Quinn!" Ela exclamou em um sussurro, não querendo assustar a nenê com barulhos inesperados, com medo que ela voltasse a chorar. "Olha, ela está fazendo de novo!" Ela disse sem folego puxando o braço da loira com uma mão molhada.

"Ela gosta de você..." Comentou a Quinn, depositando um beijo na parte de trás de sua cabeça e parando às suas costas com um shampoo na mão.

"Eu sou muito esperta, não é mesmo? Quem não gostaria da tia Rachel?" A cantora murmurou, brincando com o pezinho da nenê e fazendo-a se contorcer, ainda sorrindo.

Quinn riu e abriu o shampoo, pingando uma gotinha na mão de sua noiva e observando enquanto a diva dava banho em sua afilhada. Rachel estava sendo tão cuidadosa, apesar de nunca ter convivido com bebês e definitivamente não saber o que fazer na maioria das vezes. A loira sentiu algo em seu peito se incendiar. Valerie poderia ser filha delas... Naquele momento ela teve certeza de que teria filhos. Talvez não tão logo, mas com certeza algum dia, e Rachel estaria ao seu lado quando acontecesse.

"Você realmente vai ser uma boa mãe." Ela declarou de repente, enquanto a cantora envolvia a pequena menina sonolenta em uma toalha de banho amarela e fofinha. Rachel levantou os olhos e lhe ofereceu um meio sorriso, seus olhos castanhos brilharam por um momento.

A loira desviou os olhos para baixo, encontrando a bacia e descobrindo que uma camada de espuma havia se formado por sobre a água. Ela sorriu consigo mesma e a próxima coisa que Rachel sentiu foi algo úmido escorrendo por seus cabelos e se infiltrando pelas costas de sua blusa.

"Quinn!" Exclamou ela, se olhando no espelho e vendo a espuma deslizar por seus cabelos.

"O que?" Perguntou a loira, fingindo inocência e sorrindo como uma criança.

Rachel equilibrou Valerie em um braço e usou a mão livre para jogar um pouco da agua da bacia em cima de sua noiva. Quinn abriu a boca quando o liquido já frio entrou em contato com sua pele. Ela passou a mão pela espuma e assoprou as bolhas brancas na direção da diva.

"Eu estou segurando um bebê!" Falou Rachel, e Quinn não tinha certeza se ela dizia aquilo por que não queria acordar a menininha ou para apontar sua obvia desvantagem na brincadeira.

A loira deu uma passo a frente e removeu a espuma dos cabelos negros com os dedos, só para aplicar um pouco dela na ponta do nariz da cantora.

"Eu te amo, Rachel."

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S & B

Santana havia esquecido o quanto seus dedos eram sensíveis até que dois deles deslizaram facilmente para dentro de sua esposa. Ela podia sentir tudo na ponta de seus dedos, desde a pulsação do coração de Brittany até o calor e umidade que emanavam de seu centro. Seus lábios se partiram em um gemido silencioso quando a loira fez o mesmo por ela.

Santana ainda estava sensível em função do parto normal e sentiu um pouco de dor ao ser penetrada, mas Brittany estava sendo incrivelmente gentil e a dor logo se dissipou, dando lugar a uma onda branca de prazer.

Os dedos da latina se moviam descompassadamente e ela não sabia se se concentrava no que estava fazendo ou no que estava sentindo. Sua mão livre se movia sem parar sobre o corpo da dançarina, como se não conseguisse se decidir sobre onde parar e seus lábios e dentes faziam o mesmo, beijando e mordendo toda a pele que conseguiam encontrar.

Eventualmente, ela acabou agarrando os fios de cabelos dourados e puxando a cabeça de sua esposa para baixo em um beijo quente e profundo. Seu orgasmo se aproximava e ela conseguia sentir que o de Brittany também e de repente, a loira parou de se mover, sentando em seus calcanhares.

Santana sentiu um arrepio percorrer seu corpo com a ausência do calor que a loira trazia. Ela tentou puxá-la de volta, mas a dançarina acabou ganhando, fazendo-a sentar também. Cuidadosamente, Brittany partiu suas pernas, acariciando suas coxas antes de se aproximar, apertando sua nuca gentilmente. Santana entendeu o que sua esposa queria fazer e cobriu as nádegas dela com mãos espalmadas, puxando-a para perto. Ar se perdeu nos pulmões da loira e suas pernas se intercalaram de modo a permitir que seus centros se encontrassem.

Brittany olhou entre seus corpos e mordeu o lábio à imagem da umidade de sua esposa contra a sua. Aquela era a conexão mais intima que elas poderiam ter e ela queria chegar ao clímax daquela forma, em uma tentativa de mostrar para a latina o quanto a amava e o quanto a queria. Seus braços envolveram o pescoço da morena, que ainda segurava seu quadril firmemente, guiando seus movimentos.

Seus olhos se conectaram enquanto elas se moviam, a principio lentamente. Os mamilos da dançarina pareciam arranhar a pele da latina, que gemia todas as vezes que eles esbarravam nos bicos de seus seios. Seus movimentos se tornaram mais rápidos e desenfreados e Santana não sabia mais dizer qual som vinha dela e qual vinha de Brittany, ela não tinha certeza se a coxa que agarrava era a de sua esposa ou a sua própria. Calor as envolvia enquanto elas se tornavam uma só.

Os sons de seus corpos suados e seus centros úmidos deslizando em sincronia preenchia o quarto e a sobrecarga sensorial as consumiu fazendo com que ambas sucumbissem ao êxtase quase simultâneo.

Santana deixou-se cair para trás contra os travesseiros e puxou Brittany consigo, segurando a cabeça da loira contra seu peito, de modo que ela conseguisse ouvir as batidas do seu coração. Foi ao som forte e ritmado de seu pulso que as duas mulheres pegaram no sono.

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Q & R

Já passava da uma da tarde quando Santana e Brittany apareceram no apartamento, elas estavam algumas muitas horas atrasadas, mas os sorrisos de felicidade que ambas carregavam fez com que Quinn e Rachel ignorassem o fato. Valerie, que chorava quando elas chegaram, parou imediatamente ao reconhecer as vozes de suas mães.

"Como foram as coisas?" Perguntou Brittany, pegando a mala de sua filha enquanto Santana recebia Valerie dos braços de Rachel.

"Tranquilas..." Mentiu a cantora. Ela e Quinn haviam passado a noite em claro, se revezando para cuidar da bebê que se recusava a dormir. Santana percebeu as bolsas escuras em baixo dos olhos das duas, mas fingiu acreditar e encheu o rostinho de sua filha de beijos. "Vocês se divertiram?"

A dançarina e a neurologista trocaram um olhar intenso e Quinn arqueou suas sobrancelhas ao notar as bochechas da latina se tingirem de vermelho. Santana nunca corava.

"Eu aposto que sim.." Disse ela com um sorriso torto, abraçando sua noiva por trás e apoiando a bochecha nos cabelos castanhos. As mãos de Rachel cobriram as suas contra seu abdômen e ela fechou os olhos, sentindo-se cansada, mas feliz.

As quatro conversaram brevemente antes que despedidas fossem feitas e San e Britt voltassem para casa. Assim que a porta se fechou, Rachel virou-se nos braços da assistente social, lhe oferecendo um sorriso preguiçoso e passando uma mão por seus cabelos. Ela ficou nas pontas dos pés e seu hálito fez cocegas contra o ouvido da loira.

"Mal posso esperar para que elas tenham que tomar conta dos nossos filhos..."

Notas finais
Desculpem pela demora, sei que é um saco, mas a vida acontece fora daqui e eu tive muitas coisas com as quais lidar nos últimos meses... Espero que me perdoem e continuem lendo. Obrigada a todos que comentaram durante a minha ausência, prometo que não desaparecerei mais por tanto tempo...
Ah, estou postando e o mundo ainda não acabou! Talvez ele acabe hoje, já que essa atualização meio que é um milagre...
Espero que vocês tenham gostado e que comentem!
Abraços, A.