Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
37 Capítulo 37: O encontro com Luke
Notas iniciais
– Vocês fizeram o quê? – Lucy perguntou pela terceira vez, depois de eu ter que explicar pra ela todos os detalhes da minha “conversa com Harry”.
– Pelo amor de Odin, Lucy! Você entendeu o que... nós fizemos OK? – disse já perdendo a paciência.
A próxima aula seria com Malfoy. Lucy ficou de boca aberta o tempo todo durante a aula de Adivinhação e mal prestou atenção nos detalhes. Quando acabou, fomos andando até a sala de Poções. A aula começaria em cinco minutos, mas Draco já estava lá esperando por seus alunos. Ficamos na porta, e Lucy ainda tentava tirar mais alguma informação que ela tinha certeza que eu havia esquecido de dar.
– Certeza que ele não disse mais nada? E quanto à Gina? E quais são os planos pra daqui pra frente? Vocês não conversaram mesmo? Só se beijaram e pronto?
– É a quarta vez que eu explico pra você. Não dissemos muita coisa. Ele disse que me ama, que foi duro esse tempo sem mim, que achou que eu era invenção da mente dele pra superar os tempos difíceis que estava passando. Disse que precisava estar aqui esse ano pra provar a si mesmo que eu existia de fato. Enfim... e nos beijamos muito, tanto que eu até confesso que senti algo – parei um pouco pra respirar. Sentia uma sensação estranha de meu corpo esquentar toda vez que eu me lembrava de tudo. – senti que eu poderia continuar lá até perder a cabeça por completo e me entregar a Harry ali mesmo. – confessei com muita vergonha.
– Agora você sabe o que senti quando...
– Bom dia meninas. – Draco apareceu do nosso lado, e duvidei que ele não estivesse escutando tudo o que eu dizia à Lucy. – Estou atrapalhando?
– Bom dia, professor Malfoy. – cumprimentei-o tentando não parecer tão afobada com a situação.
– Bom dia. – Lucy disse baixinho. Parecia inevitável ela não ficar mais branca toda vez que via Malfoy.
Draco sorriu pra Lucy e olhou para mim como um tom de súplica para deixá-los uns momentos a sós. Sai de fininho, tentando fingir que a situação não era constrangedora o bastante.
Entrei na sala de aula e deixei Lucy pelo lado de fora com Malfoy. A aula começaria em poucos instantes, e eles não teriam muito tempo pra falar o que quer que fosse antes dos alunos chegarem, fora aqueles que passavam de vez em quando por perto por causa das salas que haviam do lado.
Um minuto depois Lucy entrou, enquanto Draco esperava os alunos na porta. Ela sorria, apesar de tentar disfarçar um pouco, não conseguiu tirar a satisfação do rosto.
– O que houve? – perguntei.
– Não foi nada. – Lucy respondeu, e eu duvidei que realmente não tivesse acontecido nada.
– Ah, qual é? Te contei quatro vezes o que aconteceu entre mim e Harry, e você não pode me explicar um minuto de conversa com Draco?
– Ele quer me ver hoje á tarde. Foi só isso.
– E porque está sorrindo assim?
– Porque eu me imaginei no seu lugar. Quer dizer, fazendo o mesmo que você e Harry fizeram ontem, sabe?
– Você é louca? – surpreendi-me com a confissão de Lucy.
– E por quê? Você e Harry podem, eu e Draco não?
– A questão não é essa, Lucy. Eu tive que me controlar, já você perdeu o juízo quando Draco tinha quinze anos e era muito inexperiente. Imagina agora? Ele é bem mais velho, é casado e tem muito mais experiência. Vai te levar à loucura em poucos segundos.
– Talvez eu queira que ele faça isso. – Lucy confessou. Só podia estar louca.
– Acorda pra vida. Draco é casado! Você não pode ficar com ele, será sua amante. Isso é errado, não é?
– Não acho que eu serei sua amante. Quer dizer, ele me ama, não aquela garota com quem se casou. Ele quer a mim, não ela. Ele veio atrás de mim porque sente saudades do que tivemos, eu sei.
– Em que momento Draco te disse isso, hem?
Todos os alunos da sala já haviam chegado, e nossa conversa foi interrompida pelo professor Malfoy, que sorria de um jeito tão bonito e sedutor que poderia apostar que todas as garotas da sala se derreteram por ele – confesso que até eu gostei do modo que ele olhava.
– Ele não precisa dizer nada. – Lucy disse, enquanto sorria ainda mais quanto viu que Draco direcionava seu sorriso á ela.
Eu não quis dizer nada. Como amiga, eu tinha o dever de tentar alertar Lucy no que estava prestes a fazer, mas ela não me ouvia. Estava louca outra vez, como ficou quando conheceu Draco. Ela não conseguia resistir à ele, e eu sabia no que isso ia dar. Só esperava que dessa vez ela tivesse um pouco mais de juízo e compreensão do quanto aquele momento era muito pior do que no passado. Lucy estava se metendo com Draco outra vez, e por mais que eu achasse que ele a amava muito, ainda não confiava plenamente nisso.
Sei que se a situação fosse do contrário, e eu e Harry estivéssemos passado dos limites quando ele era adolescente, provavelmente agora eu já teria me entrego à ele outra vez. Eu sabia que essas coisas costumavam ser difíceis de controlar, por mais força de vontade que você tivesse. E um amor tão forte como o nosso, e agora mais do que proibido ainda era um convite, a porta de entrada pra sucumbir à tentação.
Em alguns momentos algo inadmissível por mim. Em outros, algo tão perturbador e tentador que faziam minhas pernas tremerem.
Vi que não era boa em conselhos quando insisti para Lucy ter juízo quando se encontrasse com Malfoy, mas não deu em nada. Lucy mal me ouvia, e em um desses momentos me mandou ir procurar Harry pra acalmar um pouco sufocando em beijos. Grande amiga eu tinha.
Fui para a torre da Grifinória logo após o almoço. Achei melhor não continuar a conversa com Lucy, pois além de tudo estava me esgotando.
Minha colega de quarto, Mirtes, esperava-me com um bilhete nas mãos. Fiquei com muito medo de que fosse de Harry, e que ele havia confiado algo assim a uma colega que mal conhecia. Mas era de Luke, que pedia para me encontrar com ele na torre de astronomia às duas horas.
– Então... – Mirtes começou, e parecia curiosa demais. – Você e Luke estão bem próximos não é?
– Ele tem se mostrado um bom amigo. – disse, tentando não dar a entender que eu tinha algo com ele.
– Só amigos? Ele é bem bonito pra alguém querer considerá-lo só como amigo, não é?
– Bom... eu não sei as outras, mas eu não tenho nada com ele a não ser amizade.
– E não quer ter? – Mirtes perguntou-me, curiosa.
– Não. – respondi. Mas já não tinha muito certeza dessa afirmação. Talvez um novo amor pudesse apagar o que eu sentia por Harry. E Luke era um amigo dedicado apesar do pouco tempo em que nos conhecemos, e era muito bonito também.
– Então, quer dizer que ele ainda está...disponível para as outras? Quer dizer, a maioria das garotas está tentando chamar a sua atenção, mas ele parece que só tem olhos pra você.
– Acham que Luke gosta de mim? – perguntei surpresa.
– Se achamos? Ele não conversa com uma garota desde que a loira foi embora. E ele é tão popular, bonito, é monitor e goleiro da Grifinória. Todas as garotas querem ficar com ele, até mesmo das outras casas. Mas ele não parece se importar com nenhuma de nós. Apenas com Viollet, que deu um pé na bunda dele, e com você agora.
– Bom... ele foi uma das primeiras pessoas a falar comigo. E continuamos a conversar depois disso e só. Pode dizer às sua amiga que eu não tenho nada com ele, e que podem continuar tentando a conquistá-lo. – esclareci e sai do quarto. Já eram quase duas horas, e Luke provavelmente já me esperava.
Quando cheguei á torre ele realmente estava lá já me aguardando. Ainda não havia tido aulas ali naquele ano, e me lembrei que aquele lugar era o meu preferido junto com Harry pra ver o castelo enquanto namorávamos escondidos.
– Como foi a conversa? – Luke perguntou no momento em que me viu.
– Foi... estranha, sabe? Nós não resolvemos nada, não esclarecemos muita coisa.
– Então o que houve?
Fiquei em dúvida se eu deveria dizer que nos beijamos, afinal, de acordo com Mirtes, Luke gosta de mim.
– Eu não agüentei a pressão e saí correndo. – não menti quando disse isso.
Luke riu. Olhando assim de fora parecia mesmo engraçado.
– Eu acho que ele é um idiota. Acho que ele deveria largar tudo pra ficar com você outra vez.
– Largar tudo? – assustei-me com a confissão de Luke.
– É. A garota que ele está agora. Duvido ser melhor do que você. Se fosse, ele realmente não estaria aqui por sua cauda.
– Ah, claro. Escuta Luke, soube que a maioria das garotas de Hogwarts está tentando sair com você. – tentei mudar de assunto.
– Estão. Eu sei. – Luke parecia se sentir o melhor partido de todos ali.
– E porque você não faz isso? Quer dizer, pra tentar esquecer Viollet. – sugeri.
– Eu até estou tentando fazer. – Luke sorriu ao dizer aquilo.- mas escolhi uma garota tão difícil quanto.
Parece que os homens gostavam de me deixar sem escapatória quando queriam me beijar.
Luke foi chegando perto, e pude perceber uma semelhança entre ele e Harry ao tentar fazer isso.
Ele queria me beijar, e por instantes eu quis recusar. Mas minhas pernas simplesmente não se moveram e eu deixei ser levada pela situação.
Talvez conseguisse esquecer Harry se gostasse de Luke. Mas devo confessar que, por mais que o beijo dele me arrepiasse por inteiro como foi a primeira sensação que tive quando senti seus lábios encontrarem-se com os meus, dentro de mim algo gritava. E eu só podia ouvir um nome que não era o de Luke.
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