Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
29 Capítulo 29: A Despedida.
Notas iniciais
O último dia em Hogwarts foi de despedidas. Fiz questão de dar um abraço muito apertado em todos os alunos que eu conheci e me afeiçoei. De algum modo, eu sabia que não veria a maioria deles tão cedo – e muitos ali morreriam na batalha de Hogwarts, o que deixava meu coração muito apertado.
Harry não me deixava sozinha, como também percebi a presença do professor Dumbledore quase todas as horas, para ver se eu estava bem. Acho que não corro riscos, apesar de Harry já saber de tudo, ele não fez questão de descobrir nada de seu futuro, nem mesmo se Voldemort seria derrotado algum dia.
Ao contrário disso, ele se mostrou muito compreensivo, e nada mudou entre nós. Mesmo sabendo da falta que ele faria pra mim, eu me sentia completamente confortável ao seu lado. E, pela primeira vez eu podia ser eu mesma, mesmo que os outros não saibam quem eu era.
O trem partiria logo, e eu já estava com tudo pronto. O vira-tempo estava bem guardado, seguro com um feitiço e pronto para ser receber as voltas que precisava dar pra voltar pra 2005. E senti uma angústia por isso. Por mais que a experiência tenha sido dolorosa, eu adoraria ficar aqui e enfrentar tudo ao lado de Harry. Mas Dumbledore jamais deixaria, e, mesmo sendo tão compreensivo e gentil comigo e com Lucy, eu sabia que nós não podíamos fazer mais nada a não ser voltar. E era o certo a se fazer.
Antes de descer com as malas, decidi procurar Gina. Há algum tempo eu precisava ter uma conversa com ela, e mesmo que eu não goste de sua personalidade – pra mim, ela sempre foi a garota que faz as coisas boas não por que gosta, mas por que vai colher algo a seu favor no futuro – eu precisava falar com ela sobre Harry de alguma forma.
Bati na porta de seu quarto, e pra minha sorte só havia ela e mais uma garota, que já ia saindo com suas malas.
– Eu quero falar com você. – Disse, surpreendendo-a.
– E existe algum assunto que nós deixamos pendente? – Ela perguntou, irônica.
– Assuntos em comum nós não temos, realmente. Alias, não tenho como saber se há algo em você que eu poderia passar horas conversando. E sinceramente, não me interessa saber. – respondi. E mesmo parecendo muito grossa, não me importei com isso. Sentia muito ciúmes de saber que ela ficaria com Harry, meu primeiro grande amor, e teria a vida que eu queria com ele.
– Então, o que a primeira dama quer? Eu não escondi Harry no bolso, pode procurar se quiser.
– É sobre ele mesmo que eu quero falar. Não temos assunto em comum, mas temos alguém que amamos em comum. – Respondi.
– Eu não sei do que está falando. – Gina tentou disfarçar.
– Não tente bancar a inocente pro meu lado, Gina. Eu sei exatamente o que você sente por Harry, e que mesmo saindo com outros – que por sinal, eu acho desnecessários serem muitos – você ainda tenta chamar a atenção dele.
– Querida Liz. Você é um doce, sabia? E ta morta de ciúmes, mas por que? Harry já disse que te ama na frente de todo mundo, e eu tenho consciência disso OK? Você tentou salvar a vida de Sirius, e ele nunca vai deixar de ser agradecido por isso. Você sobreviveu a uma maldição de morte – e eu ainda vou descobrir como fez isso. – Vocês se completam, não é? Eu sei quando eu não tenho mais chances. Não sou idiota.
– Acha mesmo que eu não sei disso? Acha que te procuraria pra falar do meu namorado se não fosse importante? – disse, percebendo que nem se eu quisesse, eu e Gina seríamos amigas.
– Pois bem. O que foi?
– Eu não vou voltar. Vou embora e não posso mais vir pra Hogwarts, não por pelo menos... alguns anos. Eu não quero, e nem preciso, entrar em detalhes com você.
– E porque ta me dizendo isso? – Gina perguntou, desconfiada.
– Por causa de Harry. Enfim, nós não nos damos bem, mas... acho que o certo é pedir pra você estar ao lado dele nos momentos que ele precisar de você. E, por favor não desista dele.
– Mas, mesmo que você não volte, vocês podem se comunicar por carta.
– Não, nós não poderemos. E não posso dizer o porque a você, mas Harry sabe. E ele está péssimo com isso, mas eu não tenho escolha. Eu não vou continuar com ele, eu não posso, por mais que eu o ame muito.
Gina parecia surpresa com toda minha confissão, e um pouco intrigada também. Mas eu não estava disposta a contar a ela o porquê disso.
– Tem a ver com você-sabe-quem, e o fato de você não ter morrido no Ministério? – perguntou.
– Sim, mas não posso te explicar exatamente o porque. Só peço que entenda, e que nunca – jamais – deixe Harry sozinho. E, como sei que você o ama muito, eu também peço que esse amor dure até nos momentos mais difíceis. Harry vai precisar que você seja forte.
– Eu não sei o que dizer. – Gina respondeu, chocada.
– Eu só quero que saiba, que eu o amo demais e que faço isso porque realmente não tem outro jeito. E que sei, você o ama tanto quanto eu. Por isso te entrego ele. Mesmo que isso doa muito mais que a maldição Cruciatus.
– Não vai dar certo. Harry não gosta de mim, ele nunca vai gostar. Por ele e Cho serem um desastre como casal, eu ainda achava que tinha chance, mas com você foi diferente. E, sei que ele não vai deixar de te amar.
– Talvez não. Mas isso não vai te impedir de tentar. – Disse a Gina, virando-me para sair do quarto e dando o assunto por encerrado. Aquilo me doía muito, e eu não queria desabar em choro na sua frente, e me desesperar, desistir de tudo o que tenho que fazer e voltar atrás. Talvez Harry me esperaria no futuro, mas não era isso o certo a se fazer. – Boa sorte. – Desejei, e sai do quarto o mais depressa possível. O trem não esperava despedidas.
Harry, Lucy e eu sentamos no último vagão. Aquele parecia ser o lugar preferido de Harry, e não me surpreendia o porquê. Ele não gostava da fama que carregava e o monte de alunos e perguntas em seu encalço. Era realmente tedioso, levando em conta a fama que recebi nos últimos tempos. Hermione e Rony juntariam a nós mais tarde, pois ainda tinham que fazer papel de monitores até na volta pra casa.
Harry tinha a mania de comprar todos os doces que via pela frente sempre que o carrinho passava. Parecia uma criança em um parque de diversões.
– Os Dursley nunca me deixam comer direito. – Disse, enquanto me entregava todos os doces que ia pegando do carrinho. – Ei, não foi aqui que nos vimos pela primeira vez? – Lembrou.
– É mesmo. Eu fiquei tão extasiada naquele dia, que não consegui pensar no que tava fazendo naquele momento. – confessei.
Enquanto comprávamos os últimos doces, Malfoy apareceu, para a minha surpresa. Pensei que ele e Lucy não se falavam mais.
– Posso falar com Lucy? – Perguntou, e parecia tão cabisbaixo e triste que me deu dó por um momento.
– Ela está na cabine. – respondi.
Malfoy entrou, e antes de fazermos o mesmo Harry parou-me, um pouco assustado.
– Malfoy sabe o nome verdadeiro da sua amiga? – Harry perguntou.
– Sabe? Não... – Respondi confusa.
– Ele a chamou de Lucy. Não de Susan, de Lucy. Eu ouvi. – esclareceu.
– Foi mesmo? Eu não reparei. É melhor entrarmos, já.
Quando entramos na cabine, depois de jogar toda a comida na poltrona, Harry trancou a porta da cabine, afim de não deixar Draco sair sem uma resposta.
– Como sabe o nome verdadeiro dela? – Harry perguntou apontando pra Lucy. – Ana disse que ela não tinha te contado...
– Ela não contou. – Malfoy esclareceu. – Eu descobri sozinho, há uns meses já.
– O quê? – Lucy não acreditou.
– Eu conheço a família Barbaz. E não me lembrava dela. No início eu não desconfiei, mas com o passar do tempo, e conhecendo-a bem, eu desconfiei. Descobri que a verdadeira Susan não tinha vindo pra Hogwarts. Mas, por mais que eu tentasse descobrir algo de Lucy, não consegui nada, até que um dia eu ouvi Ana chamando-a de Lucy, e Lucy chamando-a de Ana. E então presumi que ela havia usurpado o lugar da verdadeira Susan pra entrar em Hogwarts.
– E porque não me desmascarou? – Lucy respondeu.
– Porque nós também temos nosso segredo, lembra? Eu confiei em você, então eu não quis pôr tudo em risco. – Draco lembrou.
– Segredo...? – Harry disse, desconfiado.
– Não é de sua conta, Potter.
– OK. Deixa pra lá, desde que você não conte a ninguém. – disse em tom ameaçador.
– Se fosse pra contar, eu já teria. Apesar de ainda ter dúvidas sobre quem são ou de onde vem. Não importa, acho que não quero saber mais.
– De qualquer forma, estou na sua cola, Malfoy. – Harry avisou.
– E quando não está, hein, Potter?
– Se vocês começarem, nós vamos mudar de cabine. – Lucy avisou. – Dá pra ter um pouco de paz?
O resto da viagem foi tranqüila, apesar de Lucy e Draco se estranharem ás vezes. Imaginei os dois casados, com certeza brigariam todos os dias por motivos bobos, e depois fariam as pazes. Rony e Hermione surpreenderam-se ao entrar e ver que Draco fazia-nos companhia durante a viagem – afinal, não era todo dia que aquilo acontecia.
Então o trem chegou à estação Kings Cross. Com ele, algumas lágrimas também.
Harry me beijou tanto, que fiquei vermelha de vergonha e de tantos apertos que ele me dava. A falta que eu faria a ele era iminente, mas agora ela se concretizava.
Ele não se importou com a presença dos Dursleys esperando-nos de cara fechada, afinal eram nossos últimos momentos juntos.
– Harry, quero que fique com isso. – disse, entregando à ele o cordão que ele havia me dado no ano novo. Dentro havia uma frase, esta que se tornou a minha favorita: Você encontra a felicidade de repente, mas o amor vem com o tempo.
– Mas... é o meu presente. É pra você se lembrar de mim. – Harry protestou.
– Eu sempre vou me lembrar de você. Daqui a pouco, por exemplo, eu já terei avançado nove anos. Já você, vai passar por todos eles. Então, quero que fique pra você se lembrar de mim. – insisti, entregando-lhe o cordão.
– O amor vem com o tempo... mas não passa com ele, Ana. Eu sempre vou amar você.
– Eu também, Harry. – disse, dando-lhe um último beijo. – acho que está na hora de você ir, ou pode ficar um mês sem comer por fazer hora com seus tios.
– Eu não me importo com isso.
– Então, adeus, Harry.
– Eu diria mais um até logo, Ana. Nós ainda vamos nos encontrar.
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