Notas iniciais
Olá pessoal :D mais um capítulo saindo, os momentos finais chegando. Chorei nesse capítulo, sério ;-; Boa Leitura.

A noite caiu e o desespero já tomava conta do ambiente. Draco desesperava-a a cada minuto que se passava, enquanto as buscas por Lucy se intensificavam cada vez mais. Parecia impossível ela ter sumido daquela forma, mas a garota parecia que não estava de fato no castelo. Luke e Harry procuraram por toda ala leste nos últimos andares, verificando cada sala, cada banheiro e cada ponto, mas nada. Depois passaram para ala oeste e assim seguiram até vasculhar tudo por lá. Draco entrou na masmorra da Sonserina, tentando parecer discreto, procurou por Lucy em todos os lugares. Mas nada.

Eu procurei pelos corredores do primeiro andar e térreo, nas salas de aula, nos banheiros e até mesmo na biblioteca, mas em vão. Agora, quase oito da noite só nos resta procurar fora do castelo.

A noite estava completamente escura e o frio que soprava era um convite a desistir. Mas Draco mal parecia senti-lo, já que suas roupas finas colavam em seu corpo por causa do vento frio que não cessava, mas ele não reclamou nem um segundo sequer. Tudo o que mais queria era encontrar Lucy.

Tentamos parecer discretos quanto à caça, mas não conseguimos muito. Os alunos olhavam-nos com curiosidade, e em pouco tempo os boatos chegariam aos ouvidos da diretora Minerva.

Subimos à torre de astronomia, no corujal e nada. Fomos até o lago, até a borda da floresta e perto da cabana de Hagrid, que afirmou não ter visto Lucy nos últimos tempos. Tivemos receio de que ela estivesse entrado na floresta para se esconder, e fosse pega por qualquer criatura. Lucy não media as conseqüências, ainda mais tendo os sentimentos feridos daquele jeito.

– Temos de olhar o campo de quadribol antes de entrarmos na floresta. – Luke lembrou, tentando não transparecer o medo que tinha só por estar perto daquela mata.

– É melhor tentar mesmo. Entrar na floresta não é a melhor opção nessa hora. – Harry apoiou.

– Mas se ela não estiver lá, terei que entrar de qualquer forma. – Draco esclareceu. – Ela pode estar ferida, e a culpa é toda minha! Se Lucy estiver dentro da floresta, eu preciso encontrá-la o quanto antes.

– Vamos ao campo primeiro. Procuraremos em cada local minuciosamente, e então se não a encontrarmos, pensaremos sobre a floresta. – disse, enquanto dava meia volta e dirigia para o campo de quadribol.

Luke e Harry postavam-se cada um de um lado. O momento não era de brigas, mas me sentia completamente desconfortável com aquilo. Ambos não falaram mais nada sobre nós, mas sabia que era por causa do sumiço de Lucy. Eles esperariam o problema ser resolvido para, então, retornarmos com a conversa. E era tedioso só de pensar.

Com a varinha em mãos, e parcialmente longe do castelo, Draco, Harry, Luke e eu começamos a gritar pelo nome de Lucy quando adentramos no campo de quadribol. O local era imenso, as arquibancadas eram relativamente altas e os vestiários tão grandes, que para olhar em cada canto levaria mais de uma hora. Separamo-nos por casas, já que haviam quatro partes para cada uma na arena. Harry ficou com a Corvinal, Luke com a Lufa-Lufa, Draco com o local da Sonserina e eu da Grifinória. Separamo-nos e fomos em busca mais uma vez, com os olhos atentos, apesar de pesados por causa de toda a caça.

Comecei pelo vestiário. Olhei em cada canto do local, no armário de vassouras, onde guardam as bolas, no local das roupas e até mesmo nos armários que ali continham, e nada. Fui ao banheiro, olhei em cada repartição, em cada metro quadrado daquele lugar que parecia muito maior naquela noite. Subi para as arquibancadas, olhando com cuidado cada parte de baixo dos assentos, chamando por Lucy enquanto percebia que os outros faziam o mesmo. Harry e Luke já estavam no topo, mas Malfoy ainda não havia aparecido na arquibancada. Então, quando finalmente cheguei ao último degrau, desci em busca do vestiário da Sonserina, sentindo um pouco de esperança de Draco finalmente tê-la achado.

– Desçam. Draco ainda não apareceu. – Gritei para Luke e Harry, que desceram de seus respectivos locais e me acompanharam até o vestiário da Sonserina.

Chegando lá, ouvi Draco clamar pelo nome da minha amiga por diversas vezes, enquanto o corpo dela jazia no chão cheio de sangue.

Senti meu rosto congelar-se e meu corpo ceder. Harry que me segurou para que não caísse no chão, e ele e Luke sentou-me numa cadeira.

– Ela está morta? – Harry perguntou momentos depois, se certificando que eu não desmaiaria.

– Acho que não. Só está desmaiada, e bem fraca. – Draco disse, o desespero apontando em sua voz.

– Ela perdeu muito sangue. Mas seu coração ainda bate. – Harry concluiu momentos depois de checar Lucy.

Ao lado, seu caldeirão jazia no fogo com o resto da poção. Pelo visto ela havia preparado bastante, pois ainda estava bem cheio.

– A culpa é toda minha. – Draco lamentava-se enquanto retirava o casaco fino de seu corpo para envolvê-la. – Precisamos tirá-la daqui o mais rápido possível.

Harry também retirou seu casaco, seguido por Luke. Ambos entregaram para Draco, que envolveu minha amiga até o sangue desaparecer de suas pernas.

– Não podemos tirá-la assim. Eu volto num instante, vou buscar minha capa. – Harry disse, saindo do local em seguida.

– A capa? – Luke perguntou.

– Da invisibilidade. Harry tem uma, e desconfio seriamente que seja uma das relíquias da morte. – Draco disse, não tirando os olhos de Lucy um minuto sequer.

Pouco tempo depois Harry voltava com a capa. Draco colocou minha amiga em seu colo com cuidado, e Harry cobriu-o com cuidado para que ninguém pudesse vê-los. Saímos do campo de quadribol e rumamos para a enfermaria no castelo o mais depressa possível.

Draco entrou com Lucy e antes mesmo de Harry tentar tirar a capa, deitou minha amiga numa das camas ali, deixando-se a mostra para Madame Pomfrey, que olhou horrorizada. Aos poucos, Draco foi retirando os casacos já cobertos pelo sangue, denunciando o porquê de Lucy estar tão mal.

Luke deixou-me com Harry e Draco na entrada do castelo. Precisava cumprir com sua função de monitor antes de qualquer coisa, mas voltaria logo após.

– O que houve? – Madame Pomfrey perguntou, levando sua mão à boca assistindo aquela cena.

Draco olhou para mim em busca de ajuda. A situação só piorava pro lado dele.

– Aborto. – disse, encarando a curandeira. – ela perdeu muito sangue, pois acho que bebeu a poção demais.

– Qual poção ela bebeu? – A curandeira perguntou enquanto procurava os itens para limpar Lucy e cuidar dela devidamente.

– A poção do anticoncepcional. Não lembro-me o nome, ao certo. – respondi, notando o quanto Lucy estava pálida e que permanecia completamente imóvel.

– Sei. – Pomfrey analisou seu pulso. Parecia desconfiada, e um tanto apreensiva e nauseada pela situação. – Algum dos rapazes é o pai da criança?

Harry encarou Draco, que após fitou-me com medo nos olhos.

– Não, senhora. Ambos apenas me ajudaram a trazê-la para cá. Ela havia sumido, e eles me pegaram tentando encontrá-la e me ajudaram depois. – menti.

– Pois então peço que os homens saiam. Preciso tirar a roupa da garota e limpá-la primeiro. – Madame Pomfrey pediu, então Harry puxou Draco para saírem da enfermaria.

Madame Pomfrey retirou as roupas de Lucy com cuidado, pedindo-me para ajudá-la de vez em quando. Limpo-a de todo o sangue que ainda pendia em sua perna e vestiu-a com roupas limpas, retirando também o lençol sujo da cama em que estava e os casacos, embrulhando-os em uma sacola que levaria para o lixo. Remexeu algumas misturas de remédios que estavam em sua prateleira e deu à minha amiga aos poucos, segurando sua cabeça e abrindo sua boca, tomando cuidado para ela não engasgar.

Não me fez mais perguntas, apenas executou seu trabalho com a maior paciência e cuidado do mundo. No fim, Lucy parecia um pouco melhor, e já podia perceber sua respiração por debaixo dos lençóis.

Draco e Harry ainda esperavam pelo lado de fora quando Madame Pomfrey resolveu deixá-los entrar.

Aos poucos, Draco avançou sobre Lucy, seu olhar apreensivo denunciava uma preocupação maior do que um simples aluno poderia provocar em seu professor.

Luke apareceu logo após, abraçando-me por trás e me surpreendendo. Trazia consigo um casaco para mim, o que fiquei imensamente agradecida.

– Senhor Malfoy? – A curandeira chamou atenção de Draco. – Preciso de umas poções para a senhorita. Será que o senhor poderia providenciá-las para mim?

– Imediatamente. – Draco concordou, saindo da enfermaria com Madame Pomfrey em seu encalço.

Luke, Harry e eu ficamos lá observando Lucy. Ela já não estava tão ruim quanto como a encontramos, mas ainda assim preocupava. Seu rosto pálido pelo tanto de sangue que perdera, e sua aparência completamente frágil.

Harry suspirou. Seus olhos pareciam marejar um pouco sob a luz amarela do lugar.

Soltei Luke, fazendo-o perceber que o que faria era um ato de puro carinho. Então abracei Harry, que deixou uma lágrima cair, essa que desceu aos poucos até encontrar-se ao meu ombro.

– Eu entendo. – Harry disse, baixinho. – Agora sei por que não podemos mais.

Por mais triste que fosse, aquela era a conclusão que esperava ouvir.

– Mas eu vou te amar para sempre. – Ele disse, procurando olhar em meus olhos para eu ter a plena certeza daquilo.

– Eu também vou. – Disse, não me importando com a presença de Luke ali me ouvindo.

Harry afastou-se de mim, não deixando de segurar minha mão. Foi até Luke e o fitou. Não gostava do que ia fazer, mas precisava.

– Cuide bem dela, por favor. – Harry disse, enquanto entregava minha mão para Luke.

– Eu cuidarei. – Luke respondeu.

Harry forçou um sorriso, e mais lágrimas desceram quando cruzou a porta de saída.

Notas finais
Agradeço imensamente pelos comentários e recomendações. Vocês são mais que demais ♥ Beijos e até o próximo ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.