Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
43 Capítulo 43: A confirmação de Lucy.
Notas iniciais
Logo após entregar a poção à Lucy, esta adrentou para as masmorras outra vez para fazer o teste, retornando dez minutos depois, mais branca que uma folha de papel. Seus olhos marejavam, e seus lábios tremiam enquanto ela tentava dizer alguma coisa. Mas, de certa forma, eu não precisava ouvir.
Abracei Lucy, e senti algo quente descer pelo meu ombro. Lágrimas, provavelmente.
Acariciei seus cabelos, e durante minutos ficamos paradas lá, sem nos importarmos com as pessoas que passavam e olhavam perguntando-se o que estava acontecendo.
Tirei minha amiga dali. O clima não estava propenso para darmos respostas aos Sonserinos curiosos. E precisávamos de privacidade para conversar sobre o que iríamos fazer a partir daquele momento.
Entramos em uma sala vazia, e ajudei Lucy a se sentar numa cadeira. Ela não poderia passar mal a ponto de recorrermos à enfermaria, então teria que dar o máximo de si para passar alguns dias agüentando tudo o que viesse, pelo menos até Draco voltar.
– Acha que devo mandar uma coruja à ele? – Lucy perguntou instantes depois, ainda com os olhos molhados e a voz fraca.
– Não. Espere até segunda-feira. Até lá, nós conversamos sobre a melhor solução. Precisa desse tempo também para perceber o que fizemos. Sim, porque eu também faço parte disso. Quero que pense em todos os seus momentos com Draco, e veja se vale à pena tudo o que você vai passar daqui por diante.
Lucy sorriu logo após. Como poderia ainda sorrir com as lembranças, por mais maravilhosas que fossem?
– Eu e Draco nos amamos, Aninha. Eu sei disso, e eu tenho certeza que não é mais da mesma forma do passado. Draco amadureceu, e esse tempo longe de mim o fez perceber que eu era a mulher da sua vida.
– Lucy, Draco está casado. Por mais que ele te ame de verdade, isso é um erro! Destruir uma família? Não podemos ser responsáveis por isso, eu me recuso! Quer dizer, não deixarei Harry jamais fazer isso por mim. – disse, tentando por um pouco de juízo na cabecinha tola da minha amiga.
– Eu sei... mas o que posso fazer? Tenho quinze anos, não quero cuidar dessa criança sozinha. Meus pais não vão aceitar, e eu não tenho condições de tê-la, a menos que Draco aceite, e me ajude. Eu preciso dele. – As lágrimas de Lucy jorravam enquanto ela falava. Sua situação era um beco sem saída.
– Astoria tem um filho muito novo também. Provavelmente de menos de dois anos, sabe-se lá. Quero que pense na situação dela.
– Situação dela? – Lucy pareceu zangar-se com o que eu disse. – Ok, vamos ver: esposa de Draco, tem um filho dele. Mas já é formada, tem uma casa, tem uma profissão, e nenhum de seus parentes vão olhar para ela com desprezo por ter feito algo tão abominável quanto ser amante de um homem casado. Claro, a situação dela está muito pior do que a minha.
Lucy concluiu, e ela tinha razão. Mas eu não tinha certeza se ainda era o certo fazer Draco se separar de sua esposa, pra ficar com Lucy. Porém, nada parecia ser o melhor nessas condições, já que Lucy não foi a única a ser imprudente. Draco é o pai dessa criança, e ele também deveria arcar com as conseqüências.
– Draco nunca vai me perdoar. – Lucy disse, parecendo desesperar-se ainda mais. – ele vai me odiar por causa disso, tenho certeza.
– Não seja exagerada, Lucy. Você não fez isso sozinha, a culpa é dele também. Como ele pode te odiar pelo que ele mesmo fez?
Lucy soluçava, e por longos minutos não conseguiu falar mais nada.
– Você precisa descansar. Está muito alterada, e não é bom ficar assim no início da gravidez. Você pode perder seu filho por causa do stress e de muito esforço. – Disse, tentando alertar minha amiga.
– Talvez se isso acontecer, seja melhor pra mim.
– Não diga besteiras! Não é dessa forma que você vai fugir de suas responsabilidades. Preste atenção no que está dizendo, você não pode querer que seu filho morra. – respondi à minha amiga. Ela não poderia nem pensar nessa possibilidade, era muito cruel.
Ajudei Lucy a se levantar, e a levei de volta para a Sonserina. Pedi à ela que dormisse um pouco, e que se esquecesse por um momento suas dificuldades. Ela tinha até segunda-feira para pensar no que diria à Draco, mas até lá precisava de muito repouso e pouco stress.
Pedi também que ela não pensasse em qualquer outro modo de resolver essa situação. Pois, por mais difícil que fosse, ela deveria enfrentar de frente as conseqüências das suas noites de loucuras com o Malfoy.
Voltei para a Grifinória e tomei um banho. O almoço já havia passado, e a tarde caía junto com o frio que aumentava. Aquele sábado estava muito mais do que deprimente, e por mais que eu não devesse procurar alguém para me fazer companhia, a presença de Luke sempre estava lá de qualquer forma.
Quando me sentei perto da lareira, ele apareceu com umas tortinhas salgadas para mim e um pouco de suco de amora.
Entregou-me quando se sentou ao meu lado, e não disse mais nada. Apenas observou eu comer aos poucos. Por mais fome que eu sentisse, o gosto da comida passou despercebido por mim.
Coloquei as coisas de lado, e cheguei bem perto dele. Queria mais do que tudo naquele momento um abraço bem apertado, e os braços de Luke eram como um convite bem feito.
Ele apertou-me, como se fosse algo precioso que ele tentava proteger. E por longos minutos pude agradecer por ele existir, e sempre estar ali depois de todo papel de trouxa que eu fiz com ele. Eu era mesmo uma estúpida.
– Está melhor? – Luke perguntou enquanto acariciava meus cabelos, o que me fez relaxar por completo.
– Estou sim, obrigada. – agradeci um pouco mais. Nenhuma palavra no mundo poderia expressar o que estava sentindo por ele naquele momento.
– Se eu pudesse, te abraçaria o dia inteiro. – ele confessou, e senti certa felicidade ao ouvir isso.
– Gostaria que me abraçasse o dia inteiro. – Confessei. E senti que ele sabia que era verdade.
Luke beijou minha testa levemente. Um gesto de carinho que eu adorava.
Sentia o cheiro de suas roupas. Era muito diferente do de Harry, mas ainda assim era maravilhoso. Senti certa curiosidade de saber como era o perfume de sua pele, mas isso eu não poderia tentar fazer ali, e não era o momento certo.
– Quando quiser me dizer alguma coisa, estou pronto para ouvi-la. Juro a você que não vou julgá-la, mas tentar ajudar o máximo que puder.
Respirei fundo, tentando me controlar para não chorar. Em algum momento eu desabaria como Lucy fez, mas eu não queria fazer isso na frente de Luke. Precisava fazer só depois que dissesse tudo o que tinha de dizer para Harry. Teria que terminar esse relacionamento, nem que me matasse por dentro depois. Era a melhor coisa a se fazer, e eu já estava determinada à isso.
– Obrigada. Eu prometo que vou contar, mas não agora. Eu só preciso que entenda Luke, que eu estou passando por uma situação desesperadora, e que preciso de sua compreensão agora mais do que qualquer coisa.
– Eu entendo sim, Ana. Se quiser, e se puder, fique comigo o dia todo. Eu não me importo, na verdade eu quero mais do que tudo ficar com você todos os minutos possíveis.
O afeto de Luke era indescritível. Ele parecia tão inocente perto de tudo, tão amável.
Olhei para Luke, sem me soltar de seus braços. Estava tão confortável, que eu não queria sequer dar um movimento errado e perder aquela posição.
Mas foi impossível segurar por muito tempo. Os olhos de Luke brilhavam com a esperança e a alegria que sentia por estar ali comigo.
Devagar, meus lábios se encontraram com os dele mais uma vez naquele dia. Estavam tão quentes e molhados, que a sensação foi de arrepiar.
De todos os beijos que dei nele, aquele foi o único que senti que estava fazendo algo certo. E, naquele momento a imagem de Harry ia sumindo dos meus pensamentos, sendo tomados por completo pela sensação que era beijar Luke.
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