Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
42 Capítulo 42: As Duas Poções
Notas iniciais
– Você já disse isso pro Draco? – perguntei à Lucy mediante sua informação sobre gravidez.
– Não. – Lucy respondeu ainda um pouco pálida.
– Nem a suspeita? Quer dizer, se tem mais de um mês, ele não perceberia?
– Acha mesmo que homem sente falta da TPM de uma mulher? Claro que ele não percebeu, e eu não tive coragem nenhuma de falar sobre isso.
– Mas você vai, não é? – Achei Lucy um pouco desesperada demais, e certo medo em seus olhos só de pensar no assunto.
– Não, por enquanto eu acho que não é o melhor a se fazer. Quer dizer, eu descobri agora! Não quero assustá-lo.
– E vai dizer quando? Você precisa contar imediatamente, não espere sua barriga aparecer para isso. É a coisa mais estúpida a se fazer, e se você não disser nada, eu vou. – ameacei Lucy, afinal alguém deveria recuperar o pouco de juízo que ainda tinha.
– Não faça isso! Apenas eu é quem deve dizê-lo, e eu não estou pronta pra isso, eu não sei ainda como fazer. – Ela chorava em meio ao desespero.
– OK. Voce terá o fim de semana inteiro pra pensar em como vai dizer ao Malfoy, mas, por favor, não adie mais do que isso. Estamos numa escola! Se Minerva descobrir que você está grávida e o exato mês de gravidez, saberá que aconteceu aqui, já que nunca saímos para nem visitas sequer à Hogsmead.
– Não, eu não posso ser expulsa Aninha. Meus pais vão me matar!
– Está mesmo preocupada com isso? Com ser expulsa de Hogwarts, ao invés desse seu filho que é de um homem casado? – perguntei à Lucy, quando percebi que talvez pudesse estar na mesma situação que ela. A noite com Harry foi esquecida por mim por um instante por causa do choque, mas agora o pânico também tomava conta por causa disso. Eu também fui inconseqüente, e grandemente estúpida.
– Não, você não está entendendo. Se eu for expulsa, e se descobrirem o que fiz na escola com o meu professor, eles podem tirar a minha varinha! E eu não quero ser um aborto, quer dizer... Eu não posso virar trouxa. Draco jamais olharia para mim outra vez.
– Lucy, uma coisa de cada vez. Esse fim de semana, você deve pensar exatamente no que fazer, e em como contará ao Draco sobre essa gravidez. Depois, a gente pensa direito em como despistar os outros.
Lucy parecia confusa, e tinha certa razão nisso. Ela estava num beco sem saída, e eu não duvidava que pudesse sim ser expulsa. Talvez tirar sua varinha seria demais, pois ela não havia machucado alguém, nem era acusada de fazer algum mal. Porém, ter um caso com um professor da escola não era bem visto, e certamente Draco perderia seu cargo imediatamente. Talvez até fosse acusado de algo pior.
Pensei em Harry. Se, nesse caso, fosse eu, estaria morrendo de culpa e medo de estragar sua vida e a vida de sua família. Os filhos dele não têm culpa de nada, e se eu conheço bem Harry, ele deixaria qualquer coisa pra ficar ao meu lado nesse momento. Pois, por mais que ele já tenha uma família linda com Gina, sei que era comigo que sempre quis ter.
Senti um mal estar de imediato só de pensar na possibilidade de acabar com uma família assim. Eu não era capaz disso, por mais que eu amasse Harry mais do que a minha própria vida. Fazer isso significava que eu estava interferindo em seu futuro, e eu prometi que isso não aconteceria.
Fora que a dor da separação é muito forte. Nos últimos tempos, nem venho recebendo cartas de meus pais, pois estão num processo delicado de separação, que por algum motivo eu ainda não sei como está. Mamãe e papai estavam decididos a se separarem no início do ano, me mandaram pra cá pra não sofrer com o divórcio, e eu seria o motivo de uma família tão linda como aquela se acabar?
Harry teria de me perdoar, mas eu não faria isso nem se estivesse no lugar de Lucy.
Talvez fugiria... era uma questão a se pensar.
– Ana? – Lucy acordou-me de meus pensamentos. Aparentemente estava tão pálida quanto ela, e minha visão fixava-se num ponto qualquer no chão.
– Eu estou pensando no que fazer. Não em relação à você, essa é sua decisão pessoal. Mas eu preciso pensar também. Enfim, vamos entrar, aqui fora está muito frio.
Tomei minha amiga pelo braço e entramos no castelo. Levei-a até a masmorra de Sonserina, e pedi que ela se deitasse um pouco para se recuperar do choque.
Draco também não passava os fins de semana no castelo. Já tinha um filho com Astoria, e ele sempre ia visitá-los como Harry fazia. Então Lucy teria tempo para pensar sem ter que ver Draco de imediato, o que achei ótimo.
Fui andando até a torre da Grifinória, mas antes tive uma idéia antes de entrar na torre. Dei meia volta, e rumei á biblioteca o mais rápido possível, como se cada segundo fosse crucial para mim.
Na seção de poções, procurei em vários livros dois tipos de poções: anticoncepcional e teste de gravidez, e surpreendi-me ao perceber que não era tão difícil assim de conseguir receitas para os dois. O primeiro era para mim, já o segundo para confirmar a suspeita de Lucy uma vez por todas.
Os ingredientes não eram difíceis, e prepará-los era menos complicado ainda. Só precisava do acesso á sala de Draco, e tava tudo bem. Precisava ver Lucy outra vez.
Escrevi os ingredientes em um pergaminho e rumei outra vez para a Sonserina.
Chamei Lucy, que veio rapidamente, porém seu rosto parecia um pouco verde, e ela estava muito pior do que minutos atrás quando a deixei na masmorra.
– O que houve? – perguntei de imediato, ela parecia que iria desmaiar a qualquer momento.
– Estou com enjôo. – Lucy respondeu, e senti certa dó dela. A partir daqui, as coisas não seriam nada fáceis.
– Eu preciso de sua ajuda. Consegue abrir a sala do Draco? Preciso de ingrediente para uma poção pra ter certeza da sua suspeita, já que não podemos ir até uma farmácia.
– Eu sei como abrir a porta, mesmo sem chave. – Lucy disse, e fiquei feliz por aquilo, e por Draco pelo menos ser professor de Poções, o que facilitava em alguma coisa.
Fomos até o segundo andar, e quase no final do corredor da ala leste, encontrava-se uma porta preta com o nome de Draco nela. Era diferente da sala do professor Snape, parecia bem mais sofisticada. Entramos depois de Lucy pronunciar umas palavras, que tratei de guardá-las para mim, caso precisasse de mais algum ingrediente.
Entramos, e imediatamente procurei todos os ingredientes que precisava para as duas poções, não esclarecendo para Lucy que alguns eram para mim mesma, a fim de evitar o desagradável, e a fim de que ela não descobrisse. A poção em questão poderia se tornar abortiva, e eu não daria essa possibilidade à ela.
– Pode voltar para a Sonserina, Lucy. Quando eu terminar, te entrego a poção e digo como funciona. – pedi à Lucy, que parecia muito doente naquele momento. Ela precisava descansar e recuperar forças pro que viria.
– Tudo bem, eu preciso mesmo deitar um pouco. Quando terminar, me avise imediatamente. Eu preciso confirmar isso, apesar de sentir que há um ser crescendo dentro de mim.
Lucy me deixou sozinha, e rumei para o banheiro feminino da murta-que-geme, que já não incomodava mais. Ela preferia, atualmente, perturbar os garotas no banheiro masculino, mas muitas garotas ainda tinham medo de ir até lá por causa da abertura para a Câmara Secreta. Mas eu duvidava que ela representava algum perigo atualmente.
Escondi os ingredientes antes de ir buscar meu caldeirão de bronze para fervê-los. As receitas eram muito simples, e com meia hora para cada, estariam prontas. E eu era boa em poções, tinha certeza que ambas dariam certo.
Na volta para o banheiro, esbarrei em Luke. A minha pressa era tanta que nem percebia as pessoas ao meu redor, e não imaginava que alguém mais poderia ter a curiosidade sobre o que estava fazendo.
– Porque a pressa? – Luke perguntou, e me fez tremer da cabeça aos pés, pois não sabia o que responder à ele com aquele caldeirão na minha mão. Se ao menos eu tivesse a capa da invisibilidade de Harry...
– Preciso fazer umas poções... – respondi sem pensar. Eu nem precisava dizer que eu faria poções, só que emprestaria meu caldeirão a alguém.
– Por quê? – Luke pareceu ainda mais curioso.
– Eu não posso te falar. Por favor, Luke, eu realmente não posso. Sei que é monitor, e que tem de estabelecer a ordem na casa que é responsável, mas minha amiga está em apuros... e eu não posso dizer o que é. Mas só me deixe ir fazer o que tenho de fazer.
– Ana, está me assustando.
– Não é nada demais. Não vai fazer mal a ninguém, te juro.
– Então eu vou com você, só pra ter certeza de que não é nada muito grave.
Eu não poderia dizer à Luke o que eu estava prestes a fazer. Mas como ele provavelmente não tinha noção do que aquelas poções fariam, aceitei de imediato sua companhia. Era melhor, porque aí teria um cúmplice.
– Promete que não contará a ninguém? E que não fará perguntas sobre o que estou preparando?
– Tudo bem.
Levei Luke ao banheiro feminino, e ele assentiu um pouco em entrar, mas viu que não havia ninguém por lá.
Espalhei os ingredientes em montes para as duas poções, e comecei pela que tomaria primeiro, indo mais rápido em seu preparo por causa da ajuda de meu amigo, que apenas concordava com o que eu estava fazendo, sem perguntar nada.
Terminei a poção em vinte minutos, e ela parecia boa. Tomei-a na frente de Luke, que me olhou perguntando a si mesmo se eu era louca.
– Essa é a primeira parte. – Disse, fingindo que era algo muito natural. – Agora vem a outra, a que Lucy precisa.
– Tudo bem. – Luke apenas concordou.
Preparei a poção de Lucy imediatamente após isso, e mais vinte minutos depois ela estava pronta. Essa poção não servia para tomar, pois era um teste de gravidez bem parecido com os normais.
Luke ajudou-me bastante, e guardou tudo depois.
– Posso perguntar de onde saiu os ingredientes? – Luke olhou-me desconfiado, e apenas neguei com a cabeça. – Ótimo. Mas prometo que não vou contar nada ao professor Malfoy, porque sei que apenas ele tem acesso à essas coisas.
– Obrigada Luke. – agradeci-o por ser tão compreensivo, apesar de que naquele momento, ele estava de cara fechada para mim.
Luke suspirou, pegou meu caldeirão em suas mãos e o resto dos ingredientes. Não o deixei ver a receita, nem o que estava escrito nela, mas ele provavelmente já conhecia quase tudo o que eu havia usado, pois fazia parte de nossos ingredientes convencionais.
– Vou levar tudo para a torre para você. Estou vendo que está com pressa, e não sei por que Lucy não te faz companhia, mas espero que esteja tudo bem.
– Obrigada, Luke. – Agradeci. Luke era mesmo um amigo formidável, e não sei como uma garota tão estúpida como eu consegui sua amizade. Era óbvio que ele não merecia gostar de alguém tão complicada como eu, mas ele estava sempre pronto para me ajudar, e isso era mais do que perfeito para mim. – Prometo que vou te contar tudo, se tiver um pouco de paciência e até lá não quiser se afastar de mim por eu ser tão burra às vezes.
– Eu espero que você conte. Prometo que não vou te perturbar por causa disso.
Dei um beijo em Luke antes de sair do banheiro. Era pra ser no rosto, mas algo em mim me fez mirar em sua boca. Me senti um pouco suja depois disso, mas haviam coisas muito mais importantes a serem resolvidas no momento.
E sabia que eu não queria mais sequer beijar Harry. Esse dia estava sendo suficientemente desesperador para ver o quanto tudo aquilo servia de lição para mim.
Mais uma vez eu resolvia que continuar com Harry não era a melhor solução.
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