Notas iniciais
Capítulo altamente não recomendado pra quem shippa AnaXLuke Esse capítulo é sobre a primeira vez de Harry e Ana Não escrevi nada demais sobre sexo, então podem ler quem tiver até mesmo quatorze anos. Preferi não escrever muito detalhado como costumo fazer em outras histórias minhas - não postadas aqui, por não estarem exatamente prontas. costumo escrever coisas bem detalhadas sobre isso (como tudo realmente aconteceu de verdade, como se fosse relatar algo real) Mas como a maioria aqui não tem 18 anos, preferi não fazer isso, e deixar as coisas mais leves possível. Respeitem o momento Anarry Ana perdeu o juízo. Harry perdeu o juízo. Lucy e Draco já não tinham mesmo. Como é uma história mais voltada para o romance, isso aconteceria de fato, mesmo ela sendo tão nova - o que acho nada recomendável, sexo é coisa séria e deve ser tratado com muito juízo. Boa Leitura

Harry abraçou-me, e enquanto beijávamos as estrelas caindo foi assunto completamente esquecido por nós. Lucy e Draco também, que provavelmente não estavam nem aí pro que nós dois estávamos fazendo.

Se alguém olhasse de fora o que estava acontecendo provavelmente não acreditaria. Duas garotas de quinze anos de idade com seus professores dez anos mais velhos numa torre de astronomia namorando. Pior ainda, esses professores serem Harry Potter e Draco Malfoy, inimigos declarados desde o primeiro ano em Hogwarts.

Mas estávamos lá, sozinhos na torre no meio da madrugada na mais completa escuridão para ninguém descobrir o quanto aquilo era errado.

Minhas pernas tremiam por completo, e a falta de fôlego não era o suficiente pra me fazer parar. Ao contrário do que aconteceu na sala dele, agora eu estava cedendo mais. Talvez fosse por termos a companhia de outras pessoas e provavelmente nada demais aconteceria ali, então deixei acontecer o que tivesse que acontecer, mesmo com o provável arrependimento depois.

Não senti meus passos até encostar-me numa parede – ou algum móvel parecido, não saberia dizer naquela escuridão.

Harry guiava-me pra onde quisesse, e por longos momentos eu não esbocei nenhuma reação contra, apenas aceitava tudo o que ele fazia comigo, sem medo ou receio de onde aquilo iria me levar.

Percebi o quanto minha roupa era inadequada pra esse momento. Fina, por baixo do roupão que eu coloquei antes de me encontrar com Lucy, porque apesar do frio eu não gostava de dormir com roupas muito pesadas.

Como o roupão havia sumido de uma hora pra outra, eu não soube dizer. Provavelmente meu êxtase não me permitiu sentir caí-lo até perceber que as mãos de Harry já passeavam por alguma parte de minhas costas enquanto o arrepio de desejo, medo e frio tomavam conta de todo o meu corpo aos poucos.

Não ouvi nada além de nossos próprios barulhos, e não sabia se Lucy e Draco ainda estavam por ali, esperando por nós para saírem, ou simplesmente nos deixaram porque sabiam que momentos como esse nunca aconteciam. Talvez, pra se sentirem menos culpados pelo erro que eles cometiam sempre, tiveram a esperança de que eu e Harry fizéssemos o mesmo.

Naquele momento isso não importava, nada mais no mundo parecia fazer sentido mesmo.

Harry desceu até meu pescoço, e pude finalmente respirar um pouco – não que aquilo me fizesse recuperar o fôlego.

A língua dele passeava entre parte do meu colo – não chegando exatamente até meus seios — até a orelha, me fazendo dar suspiros e gemidos que me causariam vergonha depois.

Depois disso, foi mais devagar até parar um pouco. Meu corpo suava em meio ao frio e aos movimentos, e a sensação era indescritível.

Harry beijou-me mais suavemente. Provavelmente já estaria a ponto de arrancar toda a minha roupa se não fossem as circunstâncias. Provavelmente eu deixaria.

Seu rosto colou no meu por segundos antes de tentar dizer alguma coisa, mas a voz parecia ter sumido também. Com o corpo totalmente colado no meu e tremendo um pouco, senti que ele na verdade estava quente, e seu coração tão disparado enquanto arfava em busca de mais ar.

– Tenho medo de dizer algo e você for embora. – Harry confessou minutos depois, sua voz soava baixinho, doce e muito mais sentimental do que já ouvi em toda a nossa história. – Por favor, não vá. Sinto tanto medo de te perder outra vez.

– Eu sei.

Por mais que eu e ele tivéssemos mil coisas pra falar um ao outro, não conseguíamos. O medo de magoar Harry pela menor palavra dita não parecia ser o certo, sendo que já havia causado tanto sofrimento à ele.

– Nunca foi a minha intenção. – disse minutos depois, ou talvez tenha se passado horas, não sabia dizer quanto ao tempo que corria. Só parecia ser tudo muito rápido, e muito devagar ao mesmo tempo, pra eu gravar cada momento dentro de mim. Isso me mataria depois, tinha plena certeza.

Harry desgrudou seu corpo do meu, e retirou suas mãos de minhas costas, o que me fez sentir como se algo faltasse nela.

Percebemos que estávamos sozinhos, Lucy e Draco já não estavam ali conosco e não sabíamos dizer a quanto tempo nos deixaram.

– Precisamos voltar para o castelo. – Harry disse, parecendo acordar de um sonho.

– Preciso achar meu roupão primeiro. – ri sobre isso. Não sabia em que momento havia o perdido.

Harry o procurou onde ele mesmo havia o tirado. Vesti o roupão, e saímos da torre em direção ao castelo na calada da noite, tentando não fazer barulho e passar despercebidos até mesmo por fantasmas – que não apareceram, pra nossa sorte.

O Poltergeist era a coisa mais irritante do castelo, e pra minha sorte ele já não aparecia tanto. Mas, quando estava quase perto do retrato pra entrar na torre da Grifinória, um barulho e uma risada nos chamaram atenção.

– Só pode ser aquele maldito fantasma. – Harry disse baixinho. O barulho vinha da direção da torre, e eu não poderia continuar. – Vem.

Harry puxou-me pro lado oposto, descemos as escadas o mais rápido possível e passamos para outra no lado leste do castelo.

Paramos de correr, já não parecia que tinha perigo algum de sermos descobertos pelo fantasma.

– Você não pode ficar aqui esperando ele sair de lá. A gata do Filch pode te encontrar. – Harry disse, e percebi que ele tinha razão. Eram muitos os que vigiavam o castelo à noite, e se me vissem fora da torre, me encheriam de perguntas sobre o que fazia vagando à noite. Ainda mais com Harry.

– O que eu faço então?

– Eu ainda tenho a capa da invisibilidade, ta no meu quarto. – Harry puxou-me para me guiar até onde seria seu quarto, o que eu realmente não sabia a localização.

Ficava muito acima, talvez nos últimos andares do castelo, quase tão alto quanto a torre da Grifinória, mas estávamos perto. Duvidei que ele não planejasse isso desde o momento que começamos a correr.

Harry abriu a porta de seu quarto, e me convidou para entrar. Não era o certo a se fazer numa noite como essas, mas aceitei sem pensar muito. Na verdade, pensar demais sobre as coisas acabaria me levando à loucura mais cedo ou mais tarde, e não pensar me faria cometer loucuras que duvidei que eu nunca as cometesse.

Sua cama era grande. Nos criados mudos, nenhuma foto de seus filhos ou de Gina. Apenas uma de seus pais, que eram incrivelmente bonitos. Olhei em volta, não havia mais nada que sugerisse que aquele era seu quarto, a não ser sua vassoura e seus casacos pendurados. A cama estava desfeita em uma parte dela, na outra perfeitamente intacta, era como um convite tentador a deixá-la completamente bagunçada.

Harry procurava sua capa no baú, estava muito bem escondida já que sua existência era conhecida. Quando finalmente conseguiu tirá-la de lá, minha intenção nem era mais usá-la pra sair dali.

Fui até a porta, e discretamente a tranquei. Não que com um feitiço não pudesse destrancá-la, mas esse gesto me fez lembrar de algo que Lucy disse sobre o juízo que perderia se a porta do quarto fosse trancada.

Encostei-me nela, e sorri. Apenas a luz de um abajur estava acesa, mas era suficiente pra enxergar tudo, inclusive a expressão de Harry quando percebeu o que fiz.

Não precisei falar nada. Harry jogou a capa no chão, não se importando onde ela cairia, e avançou diante mim, me pressionando contra a porta. Aquilo era o que ele mais gostava de fazer, me deixar sem escapatória enquanto grudava seu corpo outra vez no meu.

Depois de me beijar, Harry arrancou outra vez meu roupão com habilidade assustadora, pois só senti quando ele já estava com as mãos outra vez passeando por meu corpo por debaixo das roupas. Num movimento só, ele me ergueu do chão e me levou pra sua cama, jogando-me com cuidado sobre ela e repousando o seu sobre mim enquanto tudo recomeçava num ritmo muito acelerado. Se diminuísse, eu recuperaria o juízo e com certeza sairia dali o mais rápido possível, mas duvidei que tivesse coragem de abandonar essa loucura assim.

Minha roupa foi arrancada aos poucos, e eu me sentia completamente à vontade com isso, por mais incrível que pareça, mesmo tendo um pouco de vergonha por não ter exatamente o corpo de uma mulher. Eu era fisicamente frágil, não sendo exatamente magra, nem gorda, mas não tinha nada de extremamente atrativo em mim que pudesse levar algum homem á loucura. Meus seios eram pequenos, não tinha quadris arredondados, muito menos me sentia sexy, mas pra ele aquilo não parecia ter importância alguma.

Já Harry era um homem. Tinha seus atrativos, era mais forte do que quando o conheci, e tinha um cheiro que era enlouquecedor pra mim. Sabia exatamente onde me tocar, e me provocava sensações completamente diferentes. A cada dia, descobria algo nele que me fazia arrepender de nunca ter pedido pra me esperar voltar. Mas não importava mais.

O mundo ao meu redor nem sequer existia nesse único momento.

Notas finais
Acho que faltaram muitos detalhes, mas realmente eles seriam picantes demais pro capítulo. Ana perdeu a cabeça (e mesmo achando também que não é bem uma coisa certa a se fazer, a história estava assim em minha mente o tempo todo) A história fica mais tensa a partir daqui. Não digo por causa de batalhas, mas o drama que está por vir. Beijos e até o próximo. Obs: o que acharam?