Notas iniciais
Tanta coisa aconteceu na minha vida esses meses, que não vou parar pra contar. Mas uma delas é: fiquei noiva ♥♥♥ Não, não é do Maxon Schreave, nem do Harry Potter, mas eu amo meu noivo (kkk) Saudades? Eu não vou abandonar a fic, nem que demore um ano para terminar de escrevê-la, OK? Finalmente eu escrevi sobre os Nom's, e a parte séria da saga tá chegando (rezemos por Sirius Black) Essa história, eu não sei se contei pra vocês, veio a partir de um sonho que eu tive (dentre muitos que já tive em Hogwarts) Resolvi escrever sobre, e vou juntá-la com o ano de 2014 ainda, quando nossa rainha JK Rowlling fez um conto sobre o quadribol. Esse conto me fez ter a ideia de continuar a história até aqui. Então, recapitulando: 1995- Harry com 15 anos, Ana com 5 (15, por causa do vira-tempo). 2005: Harry com 25, Ana com 15. 2014: Harry com 34, Ana com 24. Então é isso, mais detalhes nos próximos capítulos. Boa Leitura.

Há dez dias Hermione não fala comigo. Tentei fingir que estava tudo bem entre nós, que era a tensão pré prova, que começaria essa manhã, porém, uma das coisas que eu e Hermione mais fazíamos juntas era estudar, e Harry logo percebeu a tensão quando nos juntamos para nos prepararmos para os testes uma semana antes. Particularmente, eu não sou muito boa com defesa contra as artes das trevas, mas como não tinha nada melhor para fazer, concentrei-me em treinar essa matéria para não me sair ruim. Harry percebeu que as aulas dele, na Armada de Dumbledore, surgiu algum efeito, pois estava realmente dominando a matéria melhor do que até mesmo poções. Melhor do que eu, apenas ele. E eu tinha certo orgulho por isso, Harry era simplesmente brilhante.

Passávamos todo o tempo treinando e estudando, parando de vez em quando para comer algo, e voltávamos a estudar. A única coisa que Dolores não podia reclamar, agora que suas exigências foram ficando cada vez piores. Parei diante a dúvida de que eu deveria ter voltado no tempo no quarto ano. O torneio Tribruxo havia sido incrível, apesar da morte de Cedrico, e eu poderia ter ido ao baile com o Harry. Não precisaria encarar Dolores todos os dias, e talvez Draco e Ana fossem mais responsáveis do que agora. Porém, já era tarde demais pra pensar nisso. Eu e Harry havíamos nos apaixonado um pelo outro, e era tudo o que eu mais queria, eu era, e tinha certeza disso, seu primeiro amor. Não é mais Cho, nem sequer pode ser Gina, mas sim eu. E eu tinha orgulho disso.

Às vezes, quando acabava o jantar, nós dois fugíamos debaixo da capa da invisibilidade até a torre de Astronomia. Deixávamos a escuridão tomar conta do lugar enquanto olhávamos as estrelas no céu, e o castelo iluminado, o que parecia perfeito. Na maioria das vezes, não falávamos nada. Era como se a menor das palavras estragasse nossos momentos, como se caso eu resolvesse abrir minha boca, tudo o que fiz de errado para estar ali, saísse de repente e me entregasse. Então, era melhor ficar calada. Por vezes eu achei que deveria contar à ele. Olhava em seus olhos e via sempre uma pureza em seu coração, e tinha tanto medo de corrompê-la. Tinha medo de que ele se magoasse a ponto de nunca mais amar alguém na vida. Medo de que ele me acusasse de não ser fiel, de ser tão perversa e falsa a ponto de mentir descaradamente para ele. Eu não podia contar.

A manhã parecia agitada. Alunos corriam pelos corredores entre as salas carregando folhas com suas últimas observações. A nossa primeira prova seria em dez minutos, e Harry segurava minha mão tão forte que parecia estar numa fila pro sacrifício.

– Vai dar tudo certo, Harry. – disse o mais calma possível.

– Como pode estar tão certa e calma? – perguntou com um toque de medo na voz.

“Por que não é esse que conta pra mim.” – pensei.

– Por que eu estudei com o melhor. – respondi abrindo um largo sorriso para ele.

– Boa sorte a todos. – Hermione apareceu. – É melhor vocês se soltarem, Umbridge está vindo aí. – Disse, se dirigindo para mim e Harry.

– Boa sorte. – Harry desejou, soltando minha mão e dando-me um beijo na testa.

– Principalmente pra você. – Respondi e fomos para nossos respectivos lugares.

E foi assim a semana quase toda. As provas estavam particularmente fáceis, contando que esse ano eu passei quase todos os meus horários livres estudando para não ter que encarar certos assuntos, ou pra suprir a falta de Lucy, que a cada dia estava mais grudada em Draco – hoje, até acho que ele realmente gosta dela. – então, não foi nada difícil – com exceção de ruínas antigas, matéria que deixava até mesmo Hermione de cabelos em pé.

Snape me olhou com cara feia logo após entregar a poção do morto vivo perfeita aos mestres que estavam ministrando a prova. Presumi que aquilo era porque ele já me viu várias vezes com Harry, inclusive de mãos dadas, e nada que fosse relacionado com ele, era de agrado para Snape. Como se isso fosse me enganar.

Fui uma das primeiras a acabar a prova de poções, e ao sentar do lado de fora da sala, percebi uma coisa. E se Lorde Voldemorte soubesse da minha existência aqui?

Quero dizer, e se ele soubesse que eu sei de tudo o que vai acontecer com ele, com seus comensais, com Harry e todo o resto? Se ele soubesse que sei que Snape é um espião, e o melhor que já existiu até hoje – quero dizer, ele quase me convence que odeia todo mundo, principalmente Harry, quando na verdade, o tenta proteger como um pai protege seu filho.

Eu seria torturada. E, eu não duvido que isso poderia acontecer. Eu precisava procurar Lucy, precisava saber o quanto ela confia em Draco. Pois em relação a Harry, eu sei que não seria perdoada. Mas e Draco? Se conheço bem a sua pervertida mente, ele usaria isso a seu favor.

Harry foi um dos últimos a sair da sala, e julgar pela sua cara de desapontamento, não foi muito bem.

– Adeus a profissão de Auror. – Foi a primeira coisa que disse.

Se eu me lembro bem, Harry foi aceito pelo professor Slugorn, no sexto ano. O que não o fez desistir da profissão. – Sim, eu tenho uma biografia de Harry guardada em casa.

– Deixa de ser pessimista. Aposto que vão deixar você fazer a matéria ano que vem, mesmo que tenha ido mal, se você pedir ao professor Dumbledore, e dizer quais são suas intenções.

– Não é bem assim. – Harry parecia realmente triste. – Mas acho que posso tentar. Posso te contar um segredo? – perguntou baixinho, enquanto segurava minha mão. Fiz que sim com a cabeça. – Quando eu olho pra você, todos os dias, nasce uma certeza ainda maior de que, no futuro, tudo vai estar bem.

– Seu futuro será brilhante, Harry.

– E você estará nele.

– Eu não posso te dizer que sim.

– Eu não estou perguntando. Estou afirmando. – Harry respondeu com tanta certeza, que por um momento eu poderia dizer que aquilo era mesmo verdade.

– Ham-ham. – Hermione grunhiu como Umbridge, o que me fez dar um passo pra trás de susto.

– Não faça mais isso. Quer dizer, que susto, Hermione.

– Se fosse Dolores, vocês estariam em apuros, tomem cuidado.

A última prova era dela. Aquele vaca cor-de-rosa fazia questão de nos vigiar em todos os momentos, revistar nossas roupas, procurar qualquer tipo de cola proveniente das bugigangas das Gemialidades Weasley. Pena que os gêmeos realmente não pensaram nisso.

A sala estava silenciosa, mas dava pra ouvir cada suspiro de desespero dos alunos, ainda mais daqueles que não faziam parte da Armada, e não conhecia muitos dos feitiços que aprendemos sozinhos, mas que caíram na prova que o Ministério mandou. Anotei em meu pensamento, que era necessário fazer uma ocorrência, alegando que metade da prova não havia sido ensinada em sala de aula, quando ouvi um ruído vindo detrás, perto da porta de entrada. Não parecia nada, porém em questão de segundo, coisas brilhantes apareciam zunindo no ar, rodopiando e crescendo. Coisas essas, que iam atrás da professora cor-de-rosa, como se a perseguissem , e a cada segundo aumentavam de tamanho, explodiam no ar, e iam de um lado para o outro, enquanto Dolores corria. Nunca vi nada tão engraçado em toda minha vida.

Os alunos se amontoavam pelo lado de fora para ver o que era. Enquanto Umbridge corria de um lado para o outro pedindo socorro, os gêmeos Weasley se revelaram, lançando mais fogos de artifício que corriam atrás dela sem cessar. Em questão de segundos, toda a escola estava no pátio, rindo a gritando, curtindo aquele momento de prazer e vingança pessoal. O céu estava repleto de fogos, quando apareceu um grande W, o que revelou mais ainda os donos daquela brincadeira. Duvidei que os Weasley’s estavam com medo do que poderia acontecer com eles a partir dali.

Senti alguém cair ali perto de mim, e quando me virei, foi que me dei conta. Harry estava lá, e eu nem percebi.

Foi quando me toquei. A visão falsa de Sirius sento torturado estava acontecendo.

Notas finais
Beijos e até a próxima ♥