Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Dumbledore fugiu.
Depois de tudo o que ainda tentei evitar, nada havia saído como planejado. Gina, aquela mosca morta que todos acham que é esperta, não falou nada. Achou que eu estava brincando, que estava fazendo algo para prejudicá-la. Como pode ser tão burra?
Harry descobriu o que eu tentei fazer, e está com tanta raiva de Cho que é quase impossível explicar as faíscas que saem dos olhos dele quando a vê.
Draco está se sentindo ainda mais, e eu quero matá-lo por ser tão insuportável às vezes, e Lucy está quieta no lugar dela, acho que, por terem descoberto onde eram as reuniões da AD, ela escapou. Mas, mesmo assim, ainda não teve coragem de dizer nada comigo depois de tudo.
– A culpa não é minha. – Gina disse irritada pela décima vez na sala comunal.
– E é minha? – Perguntei, quase dando uns tapas nela.
– Você deveria ter me dito com mais clareza.
– Claro, com a Umbridge me esperando na sala dele e com o Filch na cola seria muito fácil fazer isso.
– A culpa foi sua, Gina. – Rony disse apontando para a irmã. – Você mesma confessou depois que não disse nada por que achava que era implicância da Liz. Sabia decisão a sua.
– E você acha que eu deveria ter levado à sério?
– Só havia você por perto, querida. Acha mesmo que se tivesse outro membro da AD, eu perderia meu tempo falando com você?
– Acalmem-se, as duas! Não é assim que vamos resolver as coisas.
– Desculpe-me, Hermione, mas eu tenho que me defender. Avisei à Gina e tentei tirar Cho de lá, ameaçada de ser enfeitiçada e tudo mais.
– A culpa não foi sua, minha querida. – Harry disse baixinho, com um olhar de compreensão. – Eu estou feliz... quer dizer, todos estamos gratos por você ter tentado nos acobertar. Parabéns pelo seu ato de coragem.
– Também não foi sua culpa, Gina. Mas eu adoraria saber que Umbridge tinha levado Liz para sua sala, e ainda mais que estávamos correndo perigo. Seja mais prudente, da próxima vez.
– Também não foi culpa de Cho. Ela foi sonsa o suficiente pra beber o chá. Nunca aceitem nada daquela velha, pode estar enfeitiçado. – Disse.
– Ainda mais você, já que ela viu que é esperta o suficiente para não cair em suas armadilhas. – Harry alertou.
– Claro.
O clima entre nós estava péssimo. Ainda mais com a escola nas mãos do Ministério e de Dolores, o que era pior. Fiquei em frente à lareira olhando o fogo por tanto tempo, que não percebi todos indo para seus dormitórios aos poucos. Quando dei por mim, só estávamos Harry e eu lá, ele olhando para mim com os olhos vagos e brilhantes.
– Como vão as aulas de Oclumência? – perguntei.
– Péssimas, se quer saber. E ah, Snape sabe de nós. Ele entrou em meus pensamentos algumas vezes. É inevitável Liz, eu não consigo fazer isso.
– Então desistiu?
– Não, eu não posso desistir. Eu não posso me entregar assim tão fácil. Mesmo sendo muito difícil bloquear a mente. Acho que Snape deve ter contado à Dolores, é uma hipótese.
– Não confia nele, não é?
– Por que eu deveria?
– Só acho que deveria dar um crédito, talvez.
– Ele não merece.
– Não deixe essas coisas tomar conta de você, Harry. É melhor que isso. Deixe Snape te ajudar, não vá até ele com ódio em seu coração. Não deixe que essas coisas atrapalhem você.
– É que, tinha mesmo que ser ele? E daí que ele é ótimo nisso, mas sei lá, talvez o próprio Dumbledore deveria tentar me ensinar.
– Mas agora Dumbledore não está aqui, então esquece que você odeia Snape e dá o melhor de si. Esquece que ele pode ver o que você ver, se ele está tentando te ajudar, por que acha que quer prejudicar você?
– Por que... ah, eu não sei! Está me deixando nervoso.
– Me desculpa.
– Não, você até tem razão. Mas é que eu não consigo.
Harry bufava de raiva ás vezes. Vi que ele realmente estava se esforçando e percebi uma coisa esse ano aqui. Harry não fazia as coisas sozinho, sempre tinha alguém orientando e ajudando. Ele não era o tipo de herói que todos esperam ressurgir e matar o vilão sozinho, tudo era um processo difícil e lento, que ele ia levando com a ajuda de todos que o amavam. E, por mais que aqui eu (o eu real) não exista, também quero ajudar, quero ter, nem que seja uma pequena parcela, de reconhecimento sobre isso.
– Sinto sua falta. – Harry disse tirando-me completamente de meus pensamentos.
– Não parece. – Respondi tentando parecer fria. – Você nem olha pra mim mais.
– Estava tentando te evitar pra não arrumar problemas pra você.
– Não ajudou muito, não é?
– Não, mas saiba que talvez o pior está por vir. E eu não quero que você se machuque. Eu não me perdoaria por isso. Liz, quero que saiba o quanto você é importante pra mim. Quero que tudo isso acabe de uma vez por todas. Quero ter paz, quero poder deitar para dormir e não ter pesadelos, e quando acordar saber que não era real. Quero poder ficar com você todos os dias sem medo de alguém te pegar pra me atingir. – Harry ia dizendo enquanto chegava mais perto de mim. – Quero ser livre, ter uma família, amigos que não corram perigo por minha causa.
– Mas você sabe que você deve agüentar tudo até o fim, não é? – disse à Harry abraçando-o. – Ainda tem muita coisa pela frente, infelizmente. E coisas ruins acontecem sempre com todos.
– Mas eu não quero mais que coisas ruins aconteçam, Liz. Não por minha causa.
– E quem disse que é por sua causa? Claro que não é. É por causa dele. Ele é mau, perverso, cruel, e quer acabar com tudo o que há de bom. Então não pense que essa batalha é só sua. Mesmo que ele sempre venha atrás de você, ou que tente machucar quem você mais ama.
Percebi lágrimas escorrerem dos olhos de Harry enquanto falava. Sua cabeça estava encostada em meu ombro. Nunca imaginei aquilo em minha vida, por mais que tivesse mil e umas expectativas sobre ele. Harry estava lá, vulnerável e de coração aberto pra mim. Eu era importante para ele, sabia disso. Eu fazia parte do coração dele, e ele tentava, com todas as suas forças, proteger isso.
– Me prometa que estará comigo sempre. – Harry pediu.
– Eu... prometo. – Menti. Era óbvio que eu não podia prometer aquilo. Mas o que eu deveria fazer? Dizer a ele que eu estava prestes a ir embora e machucá-lo num momento como esse? Pior, e quando eu tiver que ir embora depois que Sirius morrer? Eu vou partir seu coração em pedacinhos, talvez um pouco mais que isso. Mas eu não poderia fazer Harry sofrer por antecipação. – Eu vou estar sempre com você, Harry. Nem que seja em seu coração. – Completei.
Harry sorriu fraco. Parecia que sua força, naquela hora, havia sumido completamente. Parecia pedir colo, carinho e compreensão de alguém. Eu sabia o quanto uma mãe faz diferença nessas horas, então resolvi tentar ser isso para ele quando o deitei em meu colo e acariciei seus cabelos. Harry olhava para mim enquanto cantarolava alguma coisa sem sentindo, por vezes rindo da minha voz ridícula. Por um momento, quis fazê-lo esquecer tudo o que se passava de ruim naqueles tempos, e sentir que eu o amava de uma forma tão pura e intensa, que se pudesse, eu mesma o protegeria com meu amor.
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