Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
15 Capítulo 15: Última Reunião do Ano/ Natal e Ano Novo
Notas iniciais

Última Reunião do Ano
A neve começava a se acumular e os alunos já não saíam tanto do castelo: o que era péssimo, pois se já mal haviam coisas para se fazer com o tempo bom imagine sem. Sair lá fora era o mesmo que entrar numa folha de papel em branco, pois tudo o que se via era o embaço da tempestade caindo em nossas cabeças. O tempo estava frio e úmido, contudo dentro do castelo as coisas não estavam melhores. A melancolia tomava conta de cada ser presente lá dentro. Hogwarts é grande e com muitas alas para serem exploradas, uma biblioteca enorme com bastante conteúdo, comida à vontade, lareiras espalhadas para nos mantermos aquecidos, fantasmas com ótimas histórias para contar, diversos jogos de tabuleiro, deveres para fazer, etc. Entretanto, nada disso parecia ser o suficiente para os 280 alunos que suspiravam entristecidos enquanto vagavam pelos corredores mais lentos do que os fantasmas.
Estava à procura de Lucy quando senti um braço me puxar para um dos corredores entre a masmorra da Sonserina e as escadas. Malfoy apertou meus braços e me colocou contra a parede antes que eu conseguisse escapar.
— Você quer fugir por que? – disse jogando seu hálito quente contra meu rosto. — Tá com medo de sua amiguinha nos ver?
— Exatamente! – respondi encarando-o um tanto nervosa. — Não quero que ela pense que tenho algo a ver com você.
— Tão escorregadia e cheia de ofensas. – Ironizou, enquanto passava uma de suas mãos em meu rosto. — Mas eu gosto assim.
Draco me imprensou um pouco mais contra parede praticamente grudando seu corpo no meu.
— O que pensa que está fazendo?
— Nós dois poderíamos conversar com mais calma. Num local mais reservado, o que acha? – Sugeriu com o rosto tão colado no meu que praticamente podia sentir seus lábios movimentando enquanto falava.
— Nem em seus mais belos sonhos.
— Ah, vamos lá! Aposto que Potter não dá conta de você. Não faz o tipo dele, é muito bonita e esperta. – Draco riu e deslizou o dedo em meus lábios.
— Acha que com esses elogios baratos vão me conquistar? – respondi, retirando sua mão com extrema dificuldade.
— Eu não preciso te conquistar, quando Potter cair, você vai implorar para ficar do meu lado. – ele enunciou e eu ri. Isso nunca iria acontecer.
— Deixa de ser ridículo, Malfoy.
— Se você quiser, podemos ter uma noite igual a que tive com sua amiga. – Malfoy propôs, soltando-me logo após. — Pergunte a ela como foi... encantador.
A minha vontade era socar a cara dele até aquele rosto não existir mais. Como Lucy pôde se apaixonar por ele? É tão arrogante e prepotente. Por certas vezes eu até pensei que pudesse estar errada sobre o seu caráter, porém essas ocasiões eram boas demais pra ser verdade. Eu precisava ainda falar com Lucy, o que me fez ir até a porta da Sonserina.
— Espero que você tenha uma ótima ideia contra Draco. — Disse assim que a vi se aproximar.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim. Ele é o Draco.
— Hmm. — Lucy respondeu sem graça. – É, ele é.
— O que houve?
— Nós dois conversarmos, sabe. – Ela respondeu e abaixou a cabeça um pouco envergonhada. — Resolvemos fazer as pazes.
— Ah não! Por que? Esse maluco acabou de dar em cima de mim no corredor. – esclareci. – Só faltou me roubar um beijo.
— Ah, ele é assim mesmo. Eu já me acostumei. – Informou, me chocando. – Decidimos deixar essas desavenças para lá e nos tornamos amigos.
— Lucy, você não pode ser tão trouxa assim! – disse sem pensar duas vezes. – Ele não é do tipo que tem amigas. Se aproveitará de você quando achar que deve, fará de gato e sapato e lhe dará um pé na bunda outra vez.
— Não fale assim comigo! – Aumentou o tom de voz e voltou a me encarar. – Mantenho esperanças de que consigamos nos tornar algo além sim, entretanto eu preciso insistir nele. Não vim parar aqui à toa, Anne! – se explicou. — Você não entenderia, deu o fora em Harry sem motivo algum.
— Sem motivos? Eu preciso lembrar a você quem somos? Que isso já é motivo o suficiente para eu largar mão dessa... paixão descabida por ele?
— Claro que não! Mas também não podemos ficar morrendo de medo até o final do ano, isso nos atrapalha a viver o que conquistamos. – Lucy defendeu, baixando o tom de voz e notando que não estávamos exatamente protegidas dos ouvidos que as paredes tinham.
— Agora ter precaução é ter medo? – rebati, quase sussurrando inaudível.
— Precaução é uma coisa, medo de se entregar a esse amor que sente por Harry por causa de detalhes que não importam, é outra.
— Detalhes? Tá maluca? Susan... você está equivocada. Tira o Malfoy da cabeça, depois conversamos. – dei um ultimato.
Sai da porta da Sonserina com tanta raiva que nem prestei atenção quando entrei na Grifinória. Harry estava lá conversando distraído com Gina, aparentemente ela é a nova apanhadora do time.
"Que os dois se engulam"— pensei enquanto subia para o quarto exalando ódio. Lucy estava louca, o que ela acha que está fazendo? Transar com Malfoy já foi suficientemente insano, agora confiar nele sabendo que é um traste? E ainda por cima me chamou de medrosa!
Não é medo, é cautela! Não quero decepcionar Harry por causa de uma fantasia amorosa. Eu seria muito ingênua se não percebesse que essa história não iria dar certo. Mas o que estava pensando quando aceitei tudo isso?
E pior, porque diabos eu consegui ir tão longe? Porque roubei o seu primeiro beijo e alguns de seus sentimentos? Isso já havia se tornado algo impossível de contornar, e a partir de agora cada decisão minha levará a um tipo de dor diferente... Me afastar dele agora ou daqui a alguns meses iria machucá-lo de qualquer forma.
Todas as aulas estavam sendo monitoradas por Umbridge por intervenção do ministério, e estava estampado em sua face o prazer de ter tal poder em suas mãos. Se eu tivesse coragem de fazer algo não pensaria duas vezes antes de manda-la para o fundo do lago com uma pedra presa em seu tornozelo, contudo, deveria tomar cuidado até com meus pensamentos, pois ela parecia deduzir o ódio no olhar de cada aluno quando a encaram.
Hermione era a única pessoa que me fazia companhia e mantinha um clima amigável e agradável ao meu lado. Ela, ao contrário de Lucy, tinha bons conselhos e sempre mantinha a cabeça fria e no lugar. Gostava de analisar – apesar de não saber de todos os detalhes – a minha situação e me confortava com algumas palavras de sabedoria. Uma das melhores coisas de voltar nesse tempo é poder fazer amizade com uma pessoa excelente e brilhante como ela.
Conversamos bastante sobre Harry e ela contou-me sobre os sentimentos de Gina. Na hora senti dó, mas depois pensei bem: ela se casaria com ele de qualquer forma. Será que eu devo desistir de ficar com Harry? Eu sei que ele será feliz de um jeito ou de outro. E quando eu me for de certo Gina estará lá para consolá-lo, o que conferia a ela certa vantagem, pois, ele estará ainda mais vulnerável com relação a sentimentos. Precisava conversar com Harry, mas depois que colocasse tudo o que estava errado dentro de mim em ordem. Agora, só me basta observá-lo e ver o que é melhor pra ele.
Enquanto isso, sei que o tempo passa e que me resta pouco para me envolver com ele. Uma decisão precisava ser tomada antes que eu me arrependesse.
Hagrid atrapalhou-se com a aula de Trato das Criaturas Mágicas, estava nervoso com a presença de Dolores, que estava parada à frente quase como uma estátua. De vez em quando anotava algumas coisas e voltava a observar, mas tomava mais a atenção do que o professor.
Esperei a aula terminar pra tentar falar com Harry, já que nos últimos dias eu tentava evitá-lo e estava cuspindo fogo por causa dos acontecimentos recentes.
— Olá. — Cumprimentei-o depois de quase todos os alunos saírem. — Sabia que ficaria pra falar com Hagrid.
— Oi. – Ele corou assim que me viu diante dele. — É, eu preciso mesmo falar com ele.
— E comigo? Pode?
— Me diz você. — Perguntou visivelmente chateado.
— Me perdoe. – Comecei a falar, entretanto mal sabia o que deveria sair de minha boca.
— Te perdoo, mas não sei porque ou do quê. – Murmurou, fixando seus olhos nos meus. — Desculpe.
— É complicado para mim dizer neste momento. – esclareci, notando que Umbridge ainda estava por perto. Olhei para ela e Harry me acompanhou com o olhar. — Podemos conversar depois?
— Hoje a noite. Ou, se eu não aparecer é por causa de Hagrid, então poderá ser depois da reunião da AD, amanhã. – Sugeriu e eu fiz que sim com um movimento.
— Tudo bem. Até mais.
Harry não apareceu a noite no jantar e eu supus que ele estava com o amigo meio gigante. Estava ansiosa para conversar a sós com ele, mas mantive a calma e resolvi abandonar por algumas horas aquela sensação de que o que eu estava fazendo era horrível para nós.
A última reunião da AD do ano foi espetacular. Houveram duelos entre os alunos, que se divertiam com as quedas que cada um levava. As garotas tinham vantagem, visto que nenhum homem queria machucar nenhuma de nós.
Durou mais de duas horas dessa vez, quase todos passariam as festas do fim de ano fora de Hogwarts, e Harry quis prepará-los um pouco mais.
Cho, como sempre, sorria e se fazia de burra — o que me deixava furiosa e me perguntando como ela pretendia passar por toda a dificuldade se portando daquele jeito. Gina era a esperta, que adorava destacar-se dentre todas nós, até mesmo de Hermione. Qualquer dia desses irei duelar com ela, e nesse dia estarei preparada. Não posso deixar que ela acabe com meu ano assim, tentando chamar a atenção de Harry mais que o necessário. Mas antes pego Cho, essa sonsa não me escaparia.
Depois do fim da reunião Harry e Cho estavam conversando num canto da sala enquanto os demais se despediam e sumiam pela porta secreta. Percebi que estava segurando vela e decidi ir embora antes mesmo de presenciar qualquer coisa desagradável aos meus olhos.
— Onde pensa que vai? — Harry gritou, me chamando a atenção assim que tentei abrir a porta.
— Eu... achei que não poderia falar comigo. – soltei a maçaneta e me virei para ele.
— Só um minuto, por favor. — Harry falou mais alguma coisa para Cho e a deixou só, que saiu de cara amarrada e cheia de lágrimas. – Disse que conversaríamos.
— Eu achei que você e Cho estavam num clima bem envolvente e não queria atrapalhar... enfim.
Harry riu e se aproximou um pouco mais. Eu não queria admitir, mas estava com um pouco mais de ciúmes dele naquele dia do que de costume.
— Estou com medo de dizer que não sinto nada por ela e você parar de conversar comigo outra vez.
— É sobre isso que quero falar. – Sobre isso, sobre mim, sobre nós, sobre nossos sentimentos, sobre Hogwarts, sobre sua vida e mais um monte de coisas que fazia minha mente entrar em colapso. — Eu... não sei o que dizer.
— Que tal começar com o por que não fala comigo. – Propôs.
— Eu tenho medo.
— De falar comigo? – Harry se chocou e eu quis rir.
— Não. – Jamais! Meu maior sonho era falar com ele. — Eu tenho medo do que sinto... quando falo com você.
Um silêncio pairou no ar. Eu e Harry ficamos nos encarando por longos segundos antes de dizer qualquer coisa. Provavelmente não esperava por aquilo, éramos tão novos e tão inexperientes quando se tratava de paixões e sentimentos.
— Eu também me sinto assim, confuso. Você me ignora quase o tempo todo e eu gosto de você. – Ele confessou, tocando meu rosto delicadamente e deslizando um dedo em minha bochecha. Uma sensação completamente diferente do toque de Draco tomou conta da minha pele.
— Eu não faço isso por mal. Não quero te magoar.
— Então não magoe. – pediu e se aproximou um pouco mais. – Eu não consigo sentir menos do que admiração por você, mas nós estamos tão longe um do outro... não quero que o que nós temos esfrie, Liz.
Suas palavras me atingiram em cheio. Eu queria me estapear pela teimosia em achar que estava fazendo o melhor para ambos, dando apenas a mim a chance de escolha sobre isso. Encostei meus lábios nos dele e toquei em seus cabelos. Sentia tanta falta de beijá-lo que era como se meu corpo estivesse quase em estado de abstinência. A língua dele adentrou e se encontrou com a minha, me entregando o sabor de sua boca naquele beijo.
Um beijo tão intenso que nem parecia que nosso primeiro foi há umas semanas. Dessa vez durou tanto tempo que precisávamos parar e tomar um pouco de ar. A sensação era quente: algo novo, que nunca senti antes, despertava e subia pelas pernas até tomar conta de todo o meu corpo.
— Fiz algo errado? — Harry perguntou quando eu me afastei dele por precaução.
— Não, só... está ficando um pouco intenso demais. – Expliquei e sorri, sentindo a pele do meu rosto esquentar. Harry lambeu os lábios e concordou com a cabeça, se afastando um pouco também. — Tive uma conversa nada agradável com Susan. Depois eu te conto, já está tarde. – resolvi mudar de assunto.
— Está tudo bem com vocês?
— Na verdade não.
— O que houve?
— Malfoy... ele é que "houve". – Ele é quem está me perturbando a mente ultimamente. – Mas não foi nada. Depois conversarmos com mais calma.
Natal e Ano Novo
Antes mesmo de conseguir falar com Harry, ele, Hermione, Rony, Fred e Jorge foram para a casa dos Weasley's. Hermione explicou que Harry havia sonhado que Arthur corria perigo, e era real. Então percebi que estava começando a acontecer. Harry e Voldemort tinham uma ligação especial e eu sabia muito bem do que se tratava, mas não poderia interferir em absolutamente nada. O que era lastimável, pois eu conhecia detalhes sobre Harry, sobre a batalha de Hogwarts e muito sobre as Orcrux.
O natal foi muito solitário, mas serviu para pensar. E quando eu me for, o que direi à Harry?
Tudo o que sabia era que não podia contar nada pra ele, Harry não me perdoaria.
O ciúmes bateu ao imaginar Harry passando o natal ao lado de Gina, por sorte eu tinha Hermione ao meu lado. Ela me contaria o que acontecesse, já que torce por nós.
Lucy não falava comigo e também passou o natal e ano novo só, já que Draco foi para casa. Eu poderia deixar ela se ferrar sozinha, por que era exatamente isso o que aconteceria se continuasse com essa loucura. Mas Lucy era minha amiga, e de qualquer forma eu que levá-la comigo no final.
No ano novo muitos alunos já tinham voltado, mas eu não conversava com nenhum deles. Sentia falta das reuniões da Armada de Dumbledore e de todas as pessoas, com exceção das que você já sabe.
Tudo estava um tédio, os dias passavam devagar, Umbridge acabava com a nossa alegria, meus deveres estavam completamente prontos e revisados umas cinco vezes.
Sentia falta de casa, de ter uma família. Do natal cheio de presentes e comida, do ano novo na praia, das risadas e dos meus amigos. Lembrei-me que em 1995 eu tinha, no fim do ano, 5 anos, e em fevereiro faria seis. Eu existia naquela época, em dois lugares completamente diferentes. Hoje com certeza iríamos para a praia. Marie nunca deixou de fazer esse ritual no ano novo, e nós sempre montamos uma barraca por lá.
Lembrei-me também que meus pais estavam se separando, e que talvez nada seja como antes, nunca mais. As mudanças nesse último ano foram bastante pesadas, e eu aqui presa em 1995 podia parar e analisar cada uma delas com paciência, antes mesmo de Marie contar-me que a separação foi consumada.
— Oi. — Harry chamou a atenção quando tentava concentrar-me num feitiço pela décima vez.
— Olá.
— O que está fazendo?
— Tentando um feitiço novo, sozinha.
— Ah, legal. E como foram as festas de fim de ano?
— Péssimas, se quer saber.
— Hmm. E sua família? Não entraram em contato?
— Sim, claro. — Menti. — Só não deu pra ir passar com eles.
— OK, que pena.
— E como foi o seu? Deve ser legal ter amigos pra ficar com você no Natal. — Disse tentando parecer irônica.
— É sim. Eu sei como se sente, passei minha infância toda com os Dursley. Duda ganhava sempre as melhores coisas, e eu sempre ficava com as coisas velhas dele.
— Ah. Sinto muito, mesmo.
— Tudo bem. Eu queria poder te chamar para lá. Mas, enfim... não foi muito bom. Passamos o natal na enfermaria com o senhor Weasley.
— Sei.
— Você parece ignorar.
— Eu quero, pra falar a verdade. Senti muita raiva esses dias, como se estivesse abandonada.
— Não foi minha culpa ter que sair às pressas.
— Eu sei.
O clima estava estranho outra vez entre mim e Harry. Parece que sempre tem alguma coisa que nos atormenta, e eu sei que não posso pedir muito a ele, porém eu não queria mais me sentir abandonada. Mas, eu sabia que pior estava por vir: Harry tinha visões do lorde das trevas, e com certeza afastaria as pessoas dele por causa disso.
— Eu comprei uma coisa pra você. — Harry disse tirando uma caixinha de dentro do bolso da blusa. — Eu vi e achei que combinava com nós.
Harry entregou-me a caixinha. Dentro havia uma colar de prata, com a corrente fina e um pinjente oval, com um bonito desenho de rosas.
— Abra. É uma caixinha.
Dentro do pinjente havia uma frase: "você encontra a felicidade de repente, mas o amor vem com o tempo."
— É lindo, obrigada.
— É pra você lembrar que, mesmo longe, eu quero estar perto de você.
— Eu não tenho nada pra te dar.
— Tudo bem. Eu só quero que prometa uma coisa: mesmo que as coisas fiquem difíceis, você não deixará de gostar de mim.
— Jamais. Eu prometo.
— E que vai esperar as coisas ficarem calmas pra podermos falar de nós.
— Eu sei por que está falando isso. As aulas de oclumência, não é?
— Talvez.
— Ele pode entrar em sua mente. Ver o que você vê, poderia me ver.
— Eu prometo que vou tentar bloquear.
— Tenha paciência com Snape, ele quer te ajudar.
— Tenho dúvidas quanto á isso.
Qual seria a aceitação de Harry, caso eu resolvesse contar á ele que Snape era um bom homem? Será que, se eu realmente tentasse interferir em algo, funcionaria?
— Boa sorte.
— Eu vou conseguir, prometo.
— Você tem medo que Voldemort me descubra?
— Tenho medo que ele tente te usar contra mim, não quero que você passe por isso. Por favor, quero que me entenda. Você não precisa disso, e eu ficarei mais tranquilo.
— OK. Mas quando chegar a hora, eu vou estar com você. Disso você não pode me privar.
— A hora? Do que?
Como explicar á Harry que acontecimentos importantes estavam prestes a acontecer? Que haveria uma batalha, que Sirius morreria? Eu não podia dizer nada, eu não posso mudar a história.
— Ignore por enquanto, Harry. Eu vou estar sempre ao seu lado.
OK. A partir daqui eu devo dizer que Hogwarts virava mais um pesadelo do que sonho. Eu não tinha Harry, não tinha Lucy, não falava com meus pais, Mione mal tinha tempo pra mim, Umbridge continuava uma vaca e eu via de longe as consequências das aulas de oclumência em Harry. Eu estava prestes a explodir, queria contar tudo, dizer o que aconteceria e deixar as minhas consequências de lado. Mas se fosse apenas, até poderia, mas tinha Lucy. E eu não tinha o direito de estragar a vida dela também.
As reuniões da AD continuavam, o que me deixava muito mais feliz. E eu praticava todos os feitiços, às vezes até mesmo sozinha, mas longe de alguém ver pois, Umbridge estava de olho em nós. Obvio que algum dedo-duro estava querendo nos prejudicar.
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