Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
13 Capítulo 13: Revelações
Notas iniciais
Revelações:

"Aviso: todas as Organizações Estudantis, Sociedades, Times, Grupos e Clubes estão dissolvidos, só podendo voltar com a autorização da Alta Inquisidora."
— Outro decreto? Daqui a pouco não podemos fazer nada. — Lucy comentou contrariada ao perceber o pequeno quadro pendurado em uma das paredes perto da sala. Dezembro havia chegado de um jeito nada amigável e com o clima tenso junto ao frio e neve.
Fitei aquele aviso e revirei os olhos. Pelo visto, Umbridge já ficou sabendo sobre o nascimento da Armada de Dumbledore.
— Precisamos conversar. — alertei a ela. — Nesses últimos dias nós mal nos falamos e há algo que eu gostaria de dividir com você.
— Eu sei, me desculpe. — Ela respondeu tentando ignorar a multidão que se aglomerava em frente ao aviso de Dolores. — Estava insegura sobre uma coisa e fiquei com medo de te contar.
Arrastei Lucy para um canto do castelo a fim de conversarmos melhor, faltavam ainda quinze minutos para a próxima aula.
— Foram tantas coisas que aconteceram desde o piquenique e aquele dia que estava lamentando a sua briga com Malfoy. — Comecei dizendo quase num sussurro para ela. — Mas acho que vou direto ao assunto: — olhei para Lucy sem graça. — eu e Harry nos beijamos.
Lucy fitou-me chocada, sua boca formando um grande O.
— O que? Sério? — ela deu um grito, balançando-me de um lado para o outro um tanto eufórica. — Minha nossa! Seu primeiro beijo com o amor da sua vida.
— Sim... e não foi só um dia. — confessei, rindo nervosa pelo escândalo que ela fazia naquele momento.
— Como é? E como foi? Que dia? Vocês estão namorando? — ela me encheu de mais perguntas saltitando ao meu lado. Lucy parecia mais eufórica do que eu por causa daquele acontecimento. Na verdade, eu estava um pouco melancólica e meus momentos com Harry pareciam que ficaram para trás desde minha última conversa com ele.
— Foi incrível. — respondi e suspirei, sentando-me perto de uma parede no chão. Lucy me acompanhou. — Nós dois estávamos mais próximos semanas atrás e acabou acontecendo. Está certo que o primeiro beijo foi o melhor, mas eu e ele estamos estranhos desde que conversamos sobre... estar apaixonado. Para falar a verdade, não falo com ele há quase uma semana desde então.
— Por que você tem prazer em fazer isso? — Lucy me repreendeu. — Está maluca? Ele deve estar achando que você é louca neste momento. Anne... Liz – Lucy corrigiu e abaixou a voz. — Você se aproxima dele, faz ele cair de amores por você, vocês se beijam e depois não fala mais com ele por achar que ele está apaixonado? Ou está com medo de admitir que você está?
— Eu realmente achei que ele fosse já se confessar apaixonado por mim, Lucy. — revelei, fitando o teto e batendo os pés nervosa.
— E o que tem de errado nisso?
— O que tem? Eu não vou aguentar. Eu vou querer ficar com ele, e não só nesse ano, por todos os outros. Eu vou querer estar ao seu lado quando precisar e quando eu o ver passar dificuldades, como será? Eu sei de tudo o que acontece em sua vida, não posso mais fingir que não conheço seu sofrimento. Lucy, eu vou acabar contando e revelando quem eu sou, quem nós somos.
— Não, isso jamais! Você não pode, isso seria trair a nós mesmas e ao nosso juramento. Ainda mais agora que estou tão bem com Draco. — ela completou e sorriu boba.
— Mesmo? — me surpreendi. — Vocês estão juntos?
— Nós ficamos.
Lucy ficou vermelha e mordeu os lábios, desviando o seu olhar do meu para o chão.
— Sério? E como foi? Gostou do beijo dele? — questionei curiosa e super feliz pela conquista de minha amiga.
— Não, Anne. Nós dois... — Lucy parecia sem jeito de contar. — Sabe... fizemos.
Ela tentou manter seu olhar sob o meu por alguns segundos, mas voltou para o chão quando eu finalmente entendi o que ela quis dizer. Pelos céus!
— Eu não acredito no que estou ouvindo! — repliquei Lucy um tanto assustada. — Você está brincando comigo, não é?
Ela balançou sua cabeça em negativo e eu podia sentir meu corpo paralisado no lugar por causa daquela informação.
— Você é louca?!
— Por quê? — ela finalmente me fitou, mas seu rosto permanecia corado em vergonha. — Eu amo Draco.
— Isso não é amor Lucy, é desespero. Você não podia se entregar a ele assim, vocês mal se conhecem.
— Eu conheço Draco perfeitamente. Eu queria que minha primeira vez fosse com ele e foi. Estou feliz... — ela se defendeu, mas sua voz saiu falhada.
— Tudo bem então. Digamos que foi bom. — tentei amenizar meu tom de voz. — Vocês estão namorando? Não me diga que não estão...
— Não, mas...
— Então! Amiga, que fez foi errado por mais que você ame Draco incondicionalmente. E ele, o que sente por você se não atração?
— E você não faria com Harry? Seja sincera. — Ela desafiou.
— Não assim. Harry é diferente de Draco e você sabe disso. Nem eu e nem ele faria algo assim de modo tão estúpido... Mal nos conhecemos e temos consciência disso. Mal conseguimos olhar um para o outro agora por causa de uma discussão sobre paixão. Somos imaturos, Lucy! E você e Draco também são. — Dei uma bronca nela. Afinal era verdade!
— É impossível conversar com você.
Lucy saiu nervosa e quase chorando após minhas duras palavras. Eu sabia que ela amava Draco, porém o que fez foi precipitado e muitíssimo errado. E se ele a magoasse? A trocasse por outra sem ao menos se importar com seus sentimentos. Pelos deuses, estamos falando em Draco Malfoy e sabemos que ele faria isso sem peso na consciência.
O dia passou um pouco arrastado depois dessa pequena desavença. Fiquei pensando em Lucy e Harry a noite toda quando me vi sozinha na torre da Grifinória e sem nada para fazer. Será que eu faria o mesmo com Harry? Será que teria coragem de me entregar assim tão rapidamente? Meu primeiro beijo foi a poucos dias, e Lucy e Draco já passaram muito além disso sem pudor algum. Não que fosse assim tão ruim, mas Draco não é exatamente um homem para se confiar de imediato.
*
Hogwarts parecia tão monótona e eu estava mais sozinha do que nunca. Harry não falava comigo, ou eu não falava com ele, confesso que essa parte estava confusa dentro de mim. Lucy estava com raiva por eu não entendê-la e Hermione, que era uma das poucas amigas que conquistei, ficava o dia quase todo ocupada como monitora. Umbridge estava transformando a escola num inferno, tantos decretos e regras foram aparecendo aos montes e deixavam-nos com poucas coisas a fazer. Parecia que até mesmo o ato de respirar fora do castelo era proibido. O que me restava era estudar, já que não tinha alternativas.
— A primeira reunião foi marcada. — Hermione disse empolgada assustando-me por completo ao aparecer do meu lado.
— Mesmo? — Finalmente uma notícia boa. — Onde?
— Na sala precisa. — ela disse, sentando-se ao à mesa de estudos na biblioteca. — Mas por favor, não conte a ninguém. Aparentemente já estão espalhando fofocas por aí.
— Onde é sala precisa? — perguntei tentando me recordar se conhecia aquele lugar.
— Você verá quando chegarmos lá, ela não é uma sala que fica as vistas das pessoas.
— Tudo bem. Quando der a hora me avise por favor, estarei esperando pelo seu chamado. – Respondi Hermione e voltei minha atenção para o pergaminho em minha frente. Não queria que ela reparasse no quanto eu estava chateada naquele momento.
— E como vai? – ela perguntou após abrir seu livro e pegar sua pena e tinteiro.
— Estou bem. – Menti. Eu me sentia péssima e queria sair gritando isso para todo mundo, mas como boa cidadã que sou guardei para mim e fingi um sorriso. Eu estava prestes a pirar, confesso.
— Não parece. – ela disse após uma análise do meu rosto mesmo cabisbaixo. — Sei que você e Harry não se falam a tempos.
— Ele disse isso? Disse que não nos falamos?
— Sim, mas ele não precisava dizer porque eu reparei. – ela deu de ombros.
— Pergunte a ele por que não fala comigo. Ou qual foi a última discussão que tivemos que nos levou a isso.
— Harry é orgulhoso, Liz, mas ele acha que não fez nada demais. Ele já me contou.
— Então vocês conversaram sobre mim?
— É... – ela balançou a cabeça afirmando. – Sim, conversamos.
— Sobre tudo?
— Acho que sim, ele não costuma ter segredos comigo ou com Rony, acostume-se. – Alertou. — Como foi? Quer dizer, o beijo.
— Qual deles?
— Teve mais de um? — ela questionou surpresa. Ora, pensei que Harry tivesse contado todos os detalhes. — Não acredito.
— Tecnicamente sim. – arfei e finalmente encarei Hermione. Meus olhos estavam pesados pelas noites mal dormidas pensando em Harry e Lucy, mas eu não queria que ninguém visse o quanto eu estava morta por causa deles. — E foram... perfeitos. Eu acho perdi a cabeça, Mione.
— Foi assim tão bom? – ela perguntou rindo da minha expressão.
— Tanto que estou com medo de continuar. – confessei.
— E por quê? Se Harry está apaixonado.
— Não, pelos céus. – repreendi Hermione. — Não diga isso. Harry não sabe se está apaixonado por mim ou não, não deu tempo para saber. Eu não fiz nada demais para ouvir tal declaração dele, não estou pronta...
Emiti a confusão que estava instalada em meu peito através de minhas palavras.
— Ele não me disse que está, eu percebi. Ele tem seus momentos de raiva e rancor, mas eu posso ver os momentos raros de felicidade e suspiros dele. E não é por causa de Cho. Ele vive com a cabeça nos problemas que o acercam, mas quando o pego sorrindo sozinho às vezes eu consigo perceber que há algo no meio disso tudo que o está fazendo feliz, e esse algo é você. Mas por que você não o quer mais? Por que está tão apavorada em saber que Harry está apaixonado por você?
— Eu não sei, Mione. – coloquei minhas mãos em minha face e abaixei minha cabeça. Eu não podia contar para Hermione que estava apavorada porque finalmente percebi o impacto que seria ter Harry Potter apaixonado por mim. Eu não seria capar de contar que eu não podia ficar com ele mais do que alguns meses. Que eu partiria seu coração, que eu fiz tudo aquilo sem pensar nas consequências para ele. — Preciso pensar.
Tudo o que imaginei a todo o tempo ao me deparar com o plano de Lucy era o quanto eu estaria ferrada se alguém o descobrisse, mas nunca pensei no coração de Harry e no quanto eu o partiria se conseguisse conquista-lo, e esse era o ato mais mesquinho que eu poderia cometer.
— Tudo bem. – ela continuou. — Mas você vai para a aula não é?
— Sim. Eu prometi para ele.
— Ótimo! Sábado às duas, espere na sala comunal e nós vamos juntas.
Sorri para Hermione fraco e assenti.
— Por favor, não vamos mais falar sobre Harry até lá. – Pedi e ela concordou, passando sua mão em meu ombro como forma de consolo.
No sábado a sala comunal da Grifinória estava cheia com os alunos que iriam, com exceção daqueles das outras casas que também participariam. Hermione apareceu para guiar-nos até a sala precisa, onde teríamos nossa primeira aula com Harry. Ela ficava no meio de uma parede lisa e que aparecia quando alguém precisava dela. Genial.
O que chamamos de Armada de Dumbledore estava toda lá. Harry tinha no rosto um mix de medo e orgulho de poder ser o professor deles e por ter tantas pessoas ao seu lado. Ele disse que começaria com o feitiço simples do Riddikulus, mesmo todos ali já tendo o praticado.
Resolvi apenas observar, afinal tinha pouco tempo que eu o pratiquei. Além do mais, notava a expressão de todos os alunos que miravam Harry à frente e no quanto ele era habilidoso em ensinar. Se não tivesse o sonho de ser auror poderia muito bem ser professor de Hogwarts.
— Não vai testar? É legal, há muito tempo não faço esse feitiço, mas o acho super divertido. — Hermione perguntou ao ver-me sozinha em um canto.
— Eu já estudei essa fase a alguns dias atrás. – Comentei. – Já levei tombos o suficiente, acredito.
— Mas que tal você demonstrar aos outros? — Harry perguntou aproximando-se de nós.
— E todos verem que tenho medo de um Espectro? – sussurrei para ele e senti minhas mãos tremerem nervosas. — Melhor não.
— Todos viram que eu tinha medo de um Dementador no terceiro ano, não vão rir de você, prometo. – ele sorriu um pouco sem graça. – Além do mais, temer dementadores é menos vergonhoso do que aranhas. – ele riu alto dessa vez, olhando em direção ao Rony. – Venha testar suas habilidades mais uma vez.
Assenti e fui até a caixa com o bicho papão. Harry abriu e ele apareceu em forma de Espectro.
— Riddikulus. — Gritei alto e bem claro. Segundos depois ele se transformou em várias borboletas brilhantes que saíram voando pela sala. Ouvi aplausos calorosos e depois Harry acabar com a reunião.
Apesar da brilhante aula eu ainda não tinha vontade de falar com Harry. As reuniões da AD foram se tornando frequentes e eram ótimas, e a cada dia mais aprendíamos coisas novas.
Gina sobressaia aos olhos de muitos alunos, percebi sua dedicação e empenho para com as atividades. Vi Harry ensinar a ela muitas coisas enquanto os outros treinavam sozinhos, via ele conversar com os outros e se distrair dos problemas. Cho era, por outro lado, muito ruim, ou fingia ser para ele dar-lhe atenção também. Eu odiava aquelas duas com todas as minhas forças, mas não sabia se continuaria interferindo na vida deles ou se lutaria pelo amor de Harry. Afinal, que direito eu tinha sobre isso?
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