Notas iniciais
Hey! Primeira vez que me aventuro escrevendo para Once e para esse casal maravilhoso que só sofre e faz os fãs sofrerem juntos! Essa história é apenas algo que quero que aconteça, espero que gostem! - Annie Dari.

Estava um alvoroço lá fora, a Salvadora em seu ato final para conter as trevas e salvar a Regina acabou com seu nome na adaga e desapareceu, mas isso não importava. Não agora pelo menos. Para Bela apenas o homem deitado no chão a sua frente importava.

Rumple não acordava e mal respirava, o Aprendiz não sabia se ele poderia ser ajudado e isso a aterrorizava. Não queria pensar em perde-lo mais uma vez, tudo bem que as coisas não estavam boas entre eles, que ela estava extremamente irritada com ele, mas ainda o amava.
Bela estava sentada ao seu lado e com os olhos cheios de lágrimas acariciava seu cabelo, porém o barulho da porta sendo aberta a fez tentar recompor-se. Will tinha entrado.

— Está tudo bem? — ele perguntou olhando entre a Bela e Rumple no chão.

— Eu não sei. — ela disse com a voz fraca levantando-se.

Will aproximou-se e abraçou-a.

— O que aconteceu? Vi alguma coisa preta pegar a Emma e depois ela desapareceu. Deixei o Roland com o pai e vim correndo pra cá ver se você estava bem. — ele disse se afastando um pouco mas mantendo as mãos nos ombros dela.

— Eu estou bem. Essa coisa preta era as trevas do Senhor das Trevas, o Aprendiz tirou do Rumple. — ela falou se afastando olhando o homem no chão.

— Ele está morto?

— Não. — ela disse com firmeza tentando também se convencer de que ele ainda estava ali. — Só está muito fraco e....não sei se vai acordar.

— Bom, magia sempre tem um preço, não? — Will disse tentando pegar a mão dela mas ela desviou.

— Às vezes o preço é muito alto...

Ficaram em silencio alguns minutos até Will quebra-lo.

— Você ainda o ama, certo?

— O que?

— Quero dizer, ele é seu amor verdadeiro, isso é claro.

— Will...

— Tudo bem, eu mesmo não esqueci a Ana. — ele abraçou-a de novo. — Se cuida, espero que ainda possamos ser amigos.

E com isso ele foi embora mas não sem antes olhar pra trás e vê-la num misto de surpresa e confusão. Eles não foram feitos para ficarem juntos, sabiam disso, apenas pensaram poder superar a dor de terem sido traídos por aqueles que amavam estando juntos, mas agora com o feiticeiro de volta na jogada, Will sabia que não tinha como continuar, contudo realmente esperava que pudessem ser bons amigos, Bela realmente o cativou. Pensou na Anastásia. Queria encontra-la mas ainda era cedo, talvez fosse visitar a Alice, quem sabe ela não o aconselhava, fazia tempo que não a via, desde o casamento com o Gênio. Lembrou da Ana ao seu lado naquele dia. Suspirou e fez o caminho até sua casa.

Na loja de penhores, Bela pensava no que acabou de acontecer. Ao que parecia tinha terminado com o Will. Estava feliz com isso, nunca o tinha amado realmente e desde que o Rumple voltou pra cidade as coisas nunca mais foram as mesmas. Rumple. Esperava que ele acordasse logo, se ao menos pudesse ouvir sua voz novamente ficaria mais tranquila. Queria se desculpar, queria arrumar as coisas, queria estar com ele de novo. Apesar do coração ferido e a raiva que ainda sentia, tinha esperanças de conseguir, aos poucos, faze-lo entender que não importa o que aconteça, ela sempre vai ama-lo. Como o Will disse, ele é seu amor verdadeiro.

Sentou-se ao lado do Rumple novamente, colocou a mão em seu peito e sentiu sua respiração. Ainda era fraca. Devagar, inclinou-se para analisar seu rosto. Ele não parecia dar qualquer sinal de que iria acordar. Suspirou e sentiu as lágrimas querendo voltar a formarem-se. Inclinou-se novamente.

— Volte para mim, acorde, por favor — ela sussurrou e em seguida depositou um suave beijo em seus lábios.


Um círculo colorido os envolveu e a magia começou a agir. Rumple começou a respirar com mais força fazendo com que Bela se afastasse. Ele começou a voltar a si, sentiu a força retornando para seu corpo e não sentiu a dor de seu coração, porém sentiu a dor do tornozelo quebrado. Não sentiu também a magia fluindo em seu corpo. Entrou em pânico. Estava tão acostumado a ter a magia como uma muleta que agora não sabia o que fazer. Ouviu alguém chamando seu nome e logo reconheceu a voz, era a Bela. Abriu os olhos e viu-a chorando. Admirou sua
beleza por um momento, pensou que nunca mais veria seus lindos olhos azuis.

Sentou-se e abraçou-a.

— O que aconteceu? — ele perguntou.

— O Aprendiz tirou as trevas do seu coração e você parecia estar em coma...achei que nunca mais acordaria. — Bela falou com a voz embargada do choro e um pouco abafada pois estava agora com a cabeça enterrada no peito do Rumple.

— Com tudo aquilo dentro de mim, eu devia estar morto, por que não estou? — ele perguntou mais para si do que para ela.

— Bom — um sorriso brincou nos lábios da Bela quando ela se afastou um pouco e o encarou — beijo de amor verdadeiro, suponho.

Rumple acabou com espaço entre eles e a beijou. Ela levou a mão até sua cabeça e enroscou os dedos em seu cabelo. Foi um beijo calmo que durou até o ar se fazer necessário. Eles se afastaram um pouco mantendo as testas coladas. Se olharam e sorriram.

— Eu te amo e vou fazer de tudo para reparar meus erros. — Rumple disse a olhando profundamente. Ele se arrependia tanto de tudo que a fez sofrer por sua culpa.

— Eu também te amo, nunca tenha dúvidas disso.

— Nunca mais terei, prometo.

— E não pense que vai ficar tudo bem assim tão rápido, ainda estou brava com você. — ela disse fechando a cara mas com um meio sorriso em seu rosto.

— Acharia estranho se não estivesse. — ele disse sorrindo também. — Quem sabe agora podemos ter um novo recomeço?

— Sim, um novo recomeço.

E com isso se beijaram mais uma vez. Teriam muito trabalho pela frente, sabiam disso, teriam que reconstruir a confiança perdida, curar os corações feridos, mas enquanto estiverem juntos, sabiam que poderiam fazer tudo e encarar qualquer desafio.

Notas finais
Por favor deixem um comentário dizendo se gostaram ou não! (Pelos deuses! Como apanhei pra conseguir editar e deixar certinha a história no site, postava e desformatava tudo ¬¬)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!