[Novo Nome] Perdida na Magia
10 Capítulo 9
Notas iniciais
O.o
Comment?
Comment?
Chego no quarto e sou logo bombardeada com perguntas.
-Onde é que estiveste? -O que é isso? -Estava a ver que nunca mais! Levo as mãos aos ouvidos e espero que elas se calem. Quando por fim oiço silêncio, tiro as mãos e oiço o que elas têm para dizer. -Raquel! – A primeira a falar é Havena – Onde estiveste? -Estávamos à tua espera! – Diz Caroll – Está na hora das compras! -E apesar de sabermos que não podes ir, — continua Thata – deves ter pelo menos o direito de ver os vestidos! Olho para elas todas bonitas, e falo da boca para fora. -Oh suas cabras deslavadas! Eu a pensar que tinha acontecido algo de mal, e afinal é tudo por causa da porcaria de uma saída? Elas olham para mim, feitas parvas, e depois abraçam-me a dizer: “Estavas preocupada connosco” e “dá cá um abraço”, e depois eu derreto-me que nem manteiga nos braços delas, pena não serem nem o Castiel nem o Nathaniel. Mas que coisas pervertidas estou eu a pensar? Pensa em coisas boas, coisas boas, coisas boas… ah, já sei! -Então, onde vamos? Thata arrasta-me até à porta e Caroll e Havena começam a empurrar-me. -Vamos comprar os vestidos para amanhã! -Para amanhã? E só agora? Porquê? Caroll trata de me explicar tudo. -É que a loja de roupas tem uma maneira diferente de trabalhar. Quando há algum evento importante, as roupas mais bonitas só veem na véspera e estão em super híper mega promoção! É como matar dois coelhos com uma cajadada! O problema é que só há UM vestido. Nada de cópias, então temos de nos despachar! Corremos até uma casa roxa (isso mesmo, roxo) atulhada de gente e entramos empurrando pessoas e pessoas. Caroll puxa-me por um braço e corre comigo até um cabide de vestidos e começa a atirar-me com vários para cima. Uns dez minutos ela escolhe um vestido vermelho sem alças e justinho, e depois voltamos a encontrar-nos com Thata. -Onde está Havena? – Pergunto -Está a experimentar um vestido – Diz Thata. Elaine aproxima-se de mim a rir e a cantar, num bonito vestido azul pelo joelho, com uma renda branca e uma faixa rosa. -O que achas do vestido? – Pergunta-me. O meu colar começa a brilhar e a minha fada madrinha sai. Aos risinhos aponta a varinha para Elaine e o seu vestido começa a brilhar, com uma cor mais intensa. Umas pequenas borboletas com as asas da cor da faixa aparecem. -Agora sim, é um vestido bonito – Diz a fada e desaparece. Thata faz sinal a Elaine para rodar, e ela roda com prazer. A rapariga horrorosa do teste de saúde, a Liliane, aparece e começa a rir, com umas madeixas verdes brilhantes recém-feitas. -Bonita? E que raio de vestido é esse? Cresce e aparece! Elaine olha para ela com um brilho maldoso nos olhos. -Pelo menos não estou vestida de cabra frígida… Os olhos de Liliane chispam e ela está preste a dar-lhe um estalo, não fosse Ambre tropeçar para cima dela. As duas começam a puxar o cabelo uma à outra, até que o empregado da loja (Leigh, tenho de dizer que ele está muito bonito?...!) aparece e as expulsa. Elaine sorri com prazer. -Vamos embora? Thata faz que não com a cabeça. -A Havena ainda não apareceu. E eu ainda não me decidi – mostra-nos dois vestidos muito parecidos – amarelo ou cinzento? -Hum… não sei. – Diz Caroll -Eu vou procurar a Havena – Digo. Deixo para trás Thata e Caroll que começaram uma discussão sobre o vestido ideal e dou uma volta á loja. Quando não a acho, pergunto ao primeiro que me aparece à frente. -Desculpe, viu a minha amiga? O homem vira-se. -Bem, eu nunca fui bom em achar mulheres, mas posso sempre tentar! -Raphael! – Digo a rir-me. Ele ri-se também e faz sinal para uma cortina lilás. -Ela entrou lá dentro à uns quinze minutos. Acho que o vestido lhe fica apertado. Queres que eu a vá ajudar? – Diz com um sorriso matreiro. Empurro-o no gozo e ele faz-se de ofendido. Aceno-lhe e vou até à cortina, que descubro ir dar aos vestiários. Há vária roupa no chão: vestidos, camisolas, saias, roupa interior, e começo a ouvir risinhos abafados e sons… íntimos. Avanço até à única cabine fechada e começo a sentir a tão esperada corrente eléctrica no meu braço. Meto a mão no puxador e abro. Um grito. Um soutien a vir na minha direcção. Um pontapé. Quando recupero do choque, encontro Havena com o cabelo todo em pé, Lysandre em cima dela e várias peças de roupas no chão. Havena lança-se sobre mim (ainda bem que ela tem a roupa interior posta) e agarra-me no braço. -Não é o que tu pensas! Enxoto-a e olho-os com repulsa e nojo. -Por favor, não contes à Thata! Olho-a indignada e não digo nada. -Devias ter vergonha… — Digo por fim – e tu, Lysandre, pensava que ias ao baile com a Thata! Ele olha para mim zangado. -Não está numa boa posição para me criticar. -Ai não? Pelo menos não sou eu que ando por aí, a desflorar a primeira que aparece. Aponto a minha mão para o Lysandre e em vez de uma corrente eléctrica a passar, sinto um choque parecido a um térmico, uma brisa fresca a passar por mim e um clarão sai da minha mão. Os olhos do Lysandre ficam cinzentos e sem reação e puxo Havena para mim.
-O que lhe fizeste? – Pergunta com medo -Apaguei-lhe a memória. E vou fazer o mesmo com a tua… — Digo -Não! – Diz cheia de medo – Por favor, eu conto à Thata, prometo! Fico na dúvida mas acabo por aceitar. Mando-a vestir-se e vamos embora. -Espera! – Digo quando saímos do vestiário – Vai buscar um vestido. Ela acena, vai até um cabide e tira um vestido muito bonito, com alças que começa rosa e acaba verde; com os desenhos de pétalas de flores e folhas castanhas (algumas das quais a arder) a serem levadas pela brisa. Tenho de admitir: combina perfeitamente com Havena, mas a única coisa que consigo pensar é: “Galdéria”. Encontramo-nos com as meninas e vamos para casa. Sinto uma dor enorme na cabeça e dobro-me ao meio. Uma outra pancada na barriga e penas na boca. Penas? Abro os olhos e consigo escapar-me de uma almofada na cara. Agarro na minha almofada e dou uma pancada com toda a força a Caroll. Surpreendentemente, ela começa a rir-se. -Bom dia. – Digo quando ela para de rir. -Bom dia… -É a de manhã, da tarde, ou da noite? – Pergunto, como faz a minha mãe. Ela olha para mim confusa. -A quê da manhã, da tarde e da noite? -A pancada – Digo com um sorriso. Ela ainda me dá com uma almofada na cabeça, antes de eu ir tomar o pequeno-almoço na nossa cozinha. Caroll junta-se a mim. Por fim, caio na curiosidade. -Então, vais com quem ao baile? -Oh, eu sou a presidente do comité de boas vindas, então estou demasiado aterefada para ter um par. Olho para ela. -Ele não te convidou, pois não? -Não. – Suspira Conforto-a ao dizer que pode fazer-me companhia nas bancadas/bastidores do baile (descobri na noite passada que apesar de estar de castigo e não poder participar, tenho de ficar nas bancadas do ginásio a observar o baile – apesar de haver uma cortina a separar-nos). Ela sorri e corremos as duas para a aula de Química Mágica. Na aula não fazemos grande coisa, apenas mistura-mos uns líquidos e fazemos aparecer u, canário. Nada fora do normal. Depois vamos almoçar e finalmente, temos ordem para nos arranjar-mos. Ajudo Caroll a atar o cabelo num coque perfeito e preparo-me para a ajudar a vestir, mas Castiel vem-me chamar para o castigo. Sigo-o por entre os corredores, mas quando saímos da escola, ele agarra-me nas mãos e prende-me à parede. Começa a beijar-me a boca, com beijos escaldantes e muito, muito sexy’s, e depois passa para o meu pescoço. Eu sei que chamei a Havena de galdéria e que agora estou a fazer isto, mas eu NÃO tenho escolha! Ele passa a mão debaixo da minha saia e antes que eu faça alguma coisa de que me arrependa, aparece Nathaniel. -Sai já de cima dela, seu filho de uma _____! – Atenção, por motivos de segurança aos mais novos, eu prefiro não dizer TODOS os cinquenta e três nomes que Nathaniel proferiu. Só posso dizer que o Castiel se foi embora vermelho de raiva e envergonhado. -Obrigada, Nathaniel. – Digo tirando o pó da saia. Mas eu cantei vitória cedo demais. Nathaniel toma o lugar do Castiel e prende-me à parede, dando-me beijos de tirar a respiração. A sua mão passa por debaixo da camisola e ele começa a brincar com o soutien. Ponho as mãos no seu peito e tento afastá-lo, mas ele é forte. Penso em lançar um feitiço, mas depois lembro-me de algo melhor. Junto as pernas e quando ele se aproxima de mim (ainda mais), dou-lhe um pontapé no… vocês sabem onde. Ele dobra-se em dois e começa a arfar. -Mas o que é que se passa com os rapazes daqui! – Grito furiosa. -Des… cul… pa… — Diz entre respirações – Não… me… consegui… conter… -Ele olha para mim – és… muito… bonita… Farta, dou-lhe um pontapé na barriga. E depois, arrependida, ajoelho-me e tiro-lhe as dores com um feitiço simples para tirar as dores menstruais (ei, não me olhem assim, funcionou!). Ele olha para mim corado e diz-me que é para eu ir para as bancadas, ver o baile. Agradeço e vou-me embora, deixando-o com uma bengala na mão e a coxear de dores.Quando chego ao ginásio está tudo uma confusão: a diretora e os professores de um lado para o outro, a arrastar cadeiras e por comida em cima das mesas; Castiel e os outros a arrastar cadeiras e a limpar tudo. Castiel acena para mim e sinto-me corar. Primeiro, foi o meu PRIMEIRO beijo; segundo, ele teve as mãos no MEU traseiro; e terceiro, o Nathaniel fez o mesmo! Quer dizer, à primeira vista ele parece bonzinho, mas quando o conhecemos… pervertido! Avanço com eles e ajudo a colocar batatas e carnes frias na mesa, e quando chegam as oito da noite, vou para as bancadas e sento-me ao lado de Raphael. Olho por cima do seu braço e vejo que está a desenhar… a mim. Ele apercebe-se da minha presença e olha para mim assustado. Ok, nada arrepiante. -Raquel… -Desenhas muito bem… Ficamos a escrever uma composição sobre o baile, a decoração, o que acontece… etc., até que Thata aparece num elegante vestido amarelo, com umas manguinhas pequeninas e folhos brancos. Passa através das cortinas e puxa Lysandre consigo; um Lysandre muito elegante num fato e gravata amarela. -Estás ai! – Diz-me. Dá-me um beijo na bochecha e olha para Raphael ainda a desenhar-me. – Uau, nada arrepiante. Está muito parecida. -Obrigada, Raphael.– Diz Raphael. -Thata. Caroll aparece no seu vestidinho super híper mega curto vermelho, muito corada. -Oi, Raquel! Thata, estás aqui! E com o Lysandre… boa. O torneio vai já começar. -Torneio? – Pergunto. Caroll olha para mim entusiasmada -Sim! É um torneio entre os rapazes, quem ganhar recebe um lindo colar para oferecer a uma rapariga, e para ela lhe agradecer, os dois tem de dançar! Thata e Caroll começam a dançar feitas tontas. -E, é apenas uma dança! Thata olha para mim zangada. -Uma DANÇA? Raquel, por onde tens andado! Nunca ouviste dizer, que o primeiro casal, um rapaz e uma rapariga, que se juntarem e dançarem sobre a luz da lua cheia, no primeiro baile do ano, vai ter sorte no amor PARA SEMPRE! Raphael levanta-se num pulo entornando a bebida que Lysandre tinha ido buscar. -Tu disseste, para sempre? -Sim. -Eu posso participar? -Sim. Raphael dá-me as suas coisas e começa a correr em direcção às cortinas. -Onde é que vais? – Pergunto. Ele olha para trás corado. -Ganhar o colar. Ficaria lindo com os teus olhos. O meu coração bate descompassado. Ok, pronto, os rapazes daqui estão doidos, mas ele foi amoroso. Thata olha para mim confusa. -Ele ainda nem viu o colar… Caroll dá-lhe uma cotovelada e sorri para mim. Espreito por entre as cortinas e vejo a professora Jolie subir ao palco (umas mesas de um lado do campo), num vestido vermelho semelhante ao da Caroll. Ela pega no microfone, e anuncia numa voz sedutora. -Senhoras e senhores, que o torneio pela donzela mais bonita comece!
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