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26 Capítulo 26
Duas semanas se passaram desde então, estou deitado na minha cama comendo um pote de sorvete de morango e creme.
-Yuushi – Takahito saiu da cozinha com dois copos de refrigerante – porque você mora aqui?
-Porque depois que a minha mãe se casou com o meu padrasto, uma pessoa extremamente nerd – eu comi mais uma colher de sorvete – e de brinde ganhei um irmão problemático que esta ficando com o Mukai.
-Isso sim é que é vida – ele colocou os copos em cima da mesinha de centro e sentou do meu lado do sofá – poderia ter um pouco de sorvete?
-Claro que sim – eu levei uma colher de sorvete à boca dele – gostoso?
-Só não mais que os seus lábios.
-Você é mestre em me deixar envergonhado – levantei e fui para cozinha com o rosto vermelho, mas ele veio atrás de mim.
-Uma das melhores coisas que eu sei fazer depois do basquete – ele tinha um sorriso enorme no rosto – e a que eu mais gosto.
-Obrigado – eu virei para o lado onde ele estava – agora eu tenho que ir trabalhar.
-Eu também tenho que ir para o meu trabalho – ele pegou a bolsa dele e segurou minha mão – eu te levo até lá.
--//--
-Quem era o bonitão parecido com o Hiro? – Osamu me perguntou assim que entrei no nosso camarim.
-Atoda Takahito, um amigo de infância – eu disse colocando minha mochila em cima da mesinha de centro.
-Amigo de infância? – ele sentou no sofá – me engana que eu gosto.
-Como anda com o meu irmão?
-Muito bem – ele deu um sorriso enorme – você não imagina como ele é bom de cam...
-Não precisa terminar a frase – eu peguei um pouco de Fanta Uva na geladeira – posso imaginar no que ele é bom.
-Você tem alguma coisa contra o nosso relacionamento?
-Se vocês se gostam, problema nenhum.
O silêncio se instalou na sala para não sair mais. Não abrimos a boca para falar nada até que alguém bateu na porta.
-Com licença – um contratado trazia o nosso almoço dentro de uma sacola – eu trouxe o almoço.
-Nakamoto? – chamei – Nakamoto Kazuyoshi?
-Sim, o qu... – ele parou de falar assim que me viu – Yuu-chan?
-Eu mesmo!
Nakamoto Kazuyoshi era um amigo de escola, estudamos na mesma sala durante 8 anos seguidos.
-Você sumiu! – ele me disse com um sorriso no rosto – desde que nos formamos no colegial.
-Eu que sumi? – olhei fundo nos olhos dele – você que sumiu com o Miyasato depois que agente se formou.
-Eu não sumi com ele – o rosto dele corou violentamente – agente ficou morando na casa dele.
-Mesmo assim, nunca mais me ligou ou algo do tipo.
-Nós estávamos ocupados, se é que você me entende.
-Estou cercado de tarados – eu sentei no sofá entre o Osamu e o Nakamoto – literalmente.
-Eu vou indo porque minha cena vai começar – Osamu saiu do camarim – até mais.
-Você não sabe como o Kazuma é bom de cam...
-Não termine a frase – eu disse inconscientemente Déjà Vu.
-Disse alguma coisa?
-Nada, eu não disse nada – tentei disfarçar – e o Miyasato, como vai?
-Vai bem também, está trabalhando de Empresário na empresa do pai dele – os olhos dele estavam brilhando – você precisa ver como ele fica gatão no terno.
-Posso imaginar – dei um sorriso fraco.
Ele não tinha mudado nada dos tempos de escola, sempre foi vidrado no Miyasato mesmo tendo a pose de garanhão da escola. No fundo tudo o que ele precisava era ser reconhecido pelo Miyasato e no final das contas se deu bem.
-Está ganhando bem o bastante para nos sustentar, só que eu não aguento ficar o dia inteiro sentado dentro de casa sem fazer nada.
-E então você arrumou um trabalho aqui para passar o tempo?
-Exato – ele levantou do sofá feliz pela minha rápida compreensão – e você anda bem mais feliz do que na época da escola.
-Com a vida que eu tenho levado é meio difícil ser infeliz – dei um sorriso feliz – só falta eu encontrar o Kajiyama e o Murakami para me deixar mais feliz.
-Vai ser meio difícil porque eles estão em Londres – ele me explicou meio triste – eles voltam daqui um mês.
-Fazendo o que em Londres?
-O Kajiyama foi estudar e o Murakami não quis deixar ele sozinho e foi junte de intrometido.
-Até parece que o Murakami-san iria deixar o Kajiyama-kun ir sozinho para Londres.
-Ele já teria se jogado da Torre de Tókio se isso tivesse acontecido – ele deu um sorriso – ele é vidrado no Kaji.
-Que nem alguém é viciado em um certo empresário – provoquei ele para ver o seu rosto corar novamente.
-Pare de me fazer sentir vergonha – ele fechou a cara – eu sei muito bem do seu ‘pequeno-precipicio’ pelo Atoda.
-Tempos passados, caro Nakamoto – sorri para ele sem me abalar – já em certos casos...
-Quieto! – ele disse nervoso – esta começando a me estressar.
-Também te amo – pisquei com um olho só.
-Besta – ele ainda disse estressado.
-Yuu-chan! – Hiro entrou feliz pelo camarim – quanto tempo!
-Agente se viu a uma hora atrás Hiro – eu disse – ou menos.
-É que é muito tempo longe de você!
-Ele é mais parecido com o Atoda pessoalmente – Nakamoto disse assustado.
-E isso seria bom ou ruim?
-Ótimo, afinal o Atoda é um gatão que tinha quase todo mundo que ele queria nos tempos de escola.
-Porque quase todos? – Hiro perguntou interessado – ele não teve todo mundo que ele quis?
-Todos menos um – ele me olhou profundamente – menos o Yuushi.
-Isso é assunto intimo Nakamoto – eu disse envergonhado.
-Agora não é mais – Nakamoto veio e me abraçou – o doce e delicioso sabor da vingança, caro amante.
-Eu te pego na saída, caro amigo – eu sussurrei para ele – até mais.
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