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10 Capítulo 10


Nós devíamos estar naquela posição a mais de uns 5 ou 6 minutos. Jun ficou tão feliz com a noticia que levantou num pulo e me abraçou feliz da vida.

-Eu estou tão feliz – ele disse bem perto do meu ouvido – finalmente chegou o dia em que você iria entrar na banda, eu num posso nem acreditar nisso.

-Chegou o dia em que eu tinha que fazer isso não é? – eu sorri – eu não poderia mais ficar negando isso, sem falar que você e os outros nunca me perdoariam.

-Isso realmente é verdade – ele disse me soltando do abraço – você que experimentasse negar isso mais uma única vez que fosse!

-Eu não seria capaz de fazer isso com você – eu disse sorrindo para ele – bem, eu tenho que ir agora.

-Já? – ele disse desanimado – você bem que poderia passar o dia aqui em casa não é?

-Já faz três dias que eu estou aqui cuidando de você e eu preciso trabalhar para ganhar o meu dinheirinho.

-Mas eu posso piorar a qualquer hora do dia – ele disse para mim – e se você não estiver aqui eu não sei o que pode ser de mim.

-Eu tenho certeza que você vai ficar muito bem sem mim, Jun – eu disse colocando as coisas na pia – eu volto aqui depois do expediente pode ser?

-Fica vai!? – ele disse segurando as minhas mãos e olhando no fundo dos meus olhos – por favor?

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-Porque em todo filme americano tem um negro que é o engraçadinho da historia? – eu perguntei ao Jun.

Nós tínhamos fechado as cortinas do quarto do segundo andar da casa do Jun e deitamos no cobertor para nos aquecer em mais um dia de inverno em Tokio.

-Isso é uma boa pergunta – ele disse fazendo carinho no meu cabelo – isso são mistérios terríveis.

-Nem me fale – eu disse bocejando e fechando os olhos – que sono.

-É bom você dormir um pouco – ele disse colocando a minha cabeça no peito dele me abraçando – faz três dias que você num dormi direito.

-Isso bem é verdade – eu continuei com os olhos fechados – você também deveria dormir, ainda não esta completamente recuperado.

--//--

Eu acordei com o barulho da campainha da casa do Jun tocando. Nós continuávamos na mesma posição em que estávamos vendo filme.

-Oi! – Nino entrou pulando feliz pela entrada – você tava dormindo?

-Sim – eu disse fechando a porta – eu e o Jun começamos a assistir um filme e acabamos dormindo.

-Desculpe ter te acordado – ele disse sentando na mesa.

-Que nada – eu disse sorrindo para ele – quer um suco de laranja?

-Agradeço – ele disse pegando o copo de suco que eu tinha colocado em cima da mesa – desde que dia você esta preso aqui?

-Deve fazer uns três dias – eu disse para ele – e eu não estou preso, posso ir embora a hora que eu quiser.

-Poder até pode, mas aposto que o Jun fez o truque de ‘Eu posso piorar a qualquer hora do dia’ e você caiu como um patinho – eu senti as minhas faces corarem, foi tudo exatamente como Nino disse – eu sabia que ele ia usar dessa vez.

-Isso não vem ao caso – eu disse a ele – tem alguma coisa de especial que te traga aqui?

-Só vim te ver porque faz exatamente três dias que você não aparece no restaurante e ver se o Jun está bem – ele disse terminando de tomar o suco.

-Desculpe não ter ido ao restaurante e o Jun está bem sim – eu disse carinhosamente, levantei e levei o copo até a pia – como vai a sua situação com o líder?

-Agente brigou ontem de novo – ele disse soltando um suspiro.

-Você já experimentou dizer tudo para ele? – eu perguntei sentando ao lado dele na mesa – talvez pudesse ser diferente.

-Eu já pensei, mas eu tenho medo da reação dele – ele disse meio que com vergonha.

-Eu tenho certeza que não vai ser tão ruim assim – eu disse para ele – afinal, eu tenho quase certeza que os seus sentimentos são correspondidos.

-Como você pode ter tanta certeza disso? – ele me perguntou olhando no fundo dos meus olhos.

-É só ver como ele nos trata e como te trata – eu disse simplesmente – ele com certeza se importa com agente, mas se importa mil vezes mais com você.

-Isso não é verdade – ele disse desanimado indo para sofá, desabando nele – ele nem sequer sabe que eu existo.

-Nino, ele presta mais atenção em você do que qualquer outra coisa! – eu disse sentando na parte que tinha sobrado do sofá.

-Você realmente acha isso? – ele disse levantando metade do corpo chegando perto de mim.

-Tenho quase certeza disso – eu disse dando um sorriso para ele – você devia conversar com ele!

-Bom dia ou Noite – Jun disse descendo a escada – oi Nino!

-Oi – ele disse se sentando no sofá para que o Jun também pudesse sentar nele – melhorou?

-Estou bem melhor, obrigado – ele disse sorrindo – já decidiu sua situação com o Líder?

-Porque todo mundo sabe disso hein!? – ele disse tapando o rosto com a mão.

-Não é todo mundo – eu disse tentando consolá-lo – é só a banda, umas 4 pessoas no máximo.

-Espero que isso só fique entre nós seis, entendeu? – ele disse em uma voz imponente – eu vou falar com o Líder assim que der, mas até lá não quero saber de um piu!

-Sim senhor – eu disse meio que com medo – isso não vai sair daqui, promessa de escoteiro.

-Você foi escoteiro? – Jun me perguntou interessado.

-Eu não, Deus me livre – eu disse rapidamente – só achei que ia reforçar a promessa.

-E confesso que isso ajudou bastante – disse Nino fazendo todos nós rirem.

-Antes que eu me esqueça Nino – eu disse parando de rir – eu vou entrar na banda.