Novice
17 Big Bad Wolf
Notas iniciais
O domingo de Altair poderia ter virado o tédio se Umar não tivesse inventado de marcar com seus amigos de trabalho que poderiam assistir ao jogo da temporada de futebol americano. Claro, porque apenas naquela casa a discussão sempre seria quem teria o poder do controle, isso quando Umar estava em casa ou de folga.
Depois daquele evento na casa dos Auditore, Altair não ouviu do pai o que aconteceu quando o mesmo foi defender Maria de Giovanni, mas sabia que o mesmo parecia tão leve quanto uma pena que só foi passar reto pela casa em plena sexta-feira e ignorar o jantar pronto. Aquilo deixou Altair assustado de inicio, mas ignorou pelo fato do pai não questionar a ausência de Ezio pela casa já que o mesmo passaria o fim de semana ali para Maria arrumar um lugar onde ela e os filhos ficariam. Sim, Maria deixaria sua casa devido aos conflitos com o marido até o mesmo criar um mínimo de bom-senso.
Quando terminou o relatório ridículo da aula do professor Ethan Frye, Altair bufou cansado e comemorou silenciosamente, xingando em baixo tom o professor e o filho do mesmo pelo que aconteceu na sexta com Aurora, bancando o pegador de sotaque inglês. Quantos anos aquele cara tinha? Vinte anos, talvez mais, mas não importava, ele sabia de algo relacionada a Abbas e assim como o Sofian, o tal Jacob tinha a nuvem de problema a sua volta, mas não o nível desgraçado, pelo menos era assim que Altair gostaria de pensar.
O barulho no andar de baixo chamou pouco sua atenção e pelo que parecia, Umar tinha voltado do mercado com a cerveja comprada e com a companhia de alguns dos seus colegas e até amigos como Ahmar tinham chegado e Altair suspirou em alivio ao ver da escada que Abbas não estava com o pai. Estranhou a presença de Volpe, o apelido que Umar e Mário tinha lhe dado para o até então conhecido Gilberto. Latas de cerveja eram abertas e Altair notou que logo o jogo da temporada começaria e a gritaria da torcida chegaria até o segundo andar, o que acabaria perturbando sua paz.
Suspirou fundo e tomou o celular que estava na cama, o lingando e notando o tanto de mensagens recebidas quando o aparelho estava desligado, parecia que o mundo quase entrou em guerra e Altair tinha se desligado apenas para fazer lição, típico. Dentre as mensagens estava a de Kadar, mensagem essa interessante por pedir a ajuda de Altair em se livrar do irmão.
|tá, o que aconteceu?|
|resumo de tudo, minha mãe saiu para encontrar com a mãe do Ezio, Arno está vindo para casa e Malik está tentando arrumar a antena de casa para assistir o jogo dos Eagles contra o New England|
Altair franziu o cenho com aquilo, por que diabos Kadar queria se livrar do irmão?
|o que eu tenho em relação a isso tudo?|
|você é lerdo, sendo da família, sua primeira tarefa é me ajudar a tirar meu irmão de casa|
|Kadar, você tá prestando bem a atenção no que acabou de digitar?|
|caralho, Altair! Eu e o Arno vamos transar! Me ajuda a tirar o meu irmão de casa para vocês dois fazerem o mesmo na sua casa... Por favor, nunca te pedi nada|
‘Tá, aquela era nova. Se o rosto de Altair estava franzindo, imagina no momento em que leu a mensagem do pequeno Kadar. Como se Altair fosse fazer aquilo.
|Malik está tentado assistir o jogo, aqui em casa meu pai reuniu os amigos para assistir, avisa para ele|
|ele se recusa a sair só porque eu estou pedindo, ele acha que vou aprontar alguma coisa|
Mas ele não iria mesmo? Transar com o namorado se categoriza no patamar de aprontar algo.
|ligue no celular dele, vou te passar o número|
E Altair nem precisou dar uma resposta quando tinha recebido o número de Malik, mas pior do que isso foi apertar para ligar sem querer. Entrou em desespero quando a ligação foi atendida e caso não falasse nada, Malik indagaria o porquê a ligação repentina.
— Malik? Oi... — Engoliu em seco, nervoso — Sou eu, Altair... Você, bem, você ‘tá assistindo o jogo dos Eagles? — Nunca que se interessaria por futebol americano, mas era um dos esportes que Malik jogava na escola e um tipo de esporte que todos a sua volta gostavam, mas para prolongar a ligação, acabou acatando o pedido de Kadar, era isso ou falar que foi engano.
— Altair — Claramente pela voz do mesmo ele não esperava sua ligação — Kadar pediu para você ligar para mim não é? — Indagou e Altair riu sem jeito, o Al-Sayf não parecia disposto nem em desistir.
— Isso me decepciona um pouco, seu namorado não pode ligar mais? — Fingiu decepção, tentando ser convincente — Queria saber se você gostaria de assistir aqui em casa... — Faltava apenas o detalhe que tinha vários amigos de seu pai na sala — Ou ficar comigo no domingo... — Aquilo era uma má ideia, não tinha nem recebido o pedido de namoro e já estava naquela, Kadar estava lhe devendo uma.
— Ficar com você? — Indagou interessado e Altair sentiu arrepios passarem por seus braços — Para assistir o jogo? Mas você não gosta de futebol americano... — Sua voz parecia se divertir com a proposta de Altair — Não sei, seu pai não vai gostar da minha presença depois da cena em que ele lhe viu em cima de mim.
— Você não queria beber o maldito remédio, custava ter bebido o remédio para aquilo não acontecer? — Esbravejou contra o celular, sentindo o sangue ferver ao ouvir a risada de Malik.
— Você ficou em cima de mim, não posso negar que neguei beber o remédio ao tê-lo em cima de mim — Contou e o rosto de Altair corou — Você é leve e magro, mas tem suas curvas.
— Pare de falar coisas constrangedoras... — Resmungou em um tom baixo, envergonhado ao se lembrar do dia por outro ângulo e com um toque de imaginação a mais, sentindo seu corpo esquentar e uma parte em especifica do seu corpo ser motivada pela imaginação.
— Ou o quê? — Maldito bastardo, ele estava gostando da provocação e Altair também, sentia vontade de brigar com o Al-Sayf, mas não tinha coragem — Altair?
— Já fiz o convite, fique em casa se quiser — Resmungou.
— Chego em vinte minutos — Respondeu Malik.
— Lhe dou dez minutos e ainda receberei você na porta — Falou antes de desligar a chamada e jogar o celular na cama.
Kadar estava lhe devendo uma, conversaria com o garoto depois que ele tivesse os seus minutos de glória com Arno, e ainda tentaria bancar o irmão mais velho, pois como ele ousava falar uma coisa dessas?
Bufou zangado com Malik pelo mesmo ter lhe provocado e por ter sentido o estimulo de tal, tocando a ereção e estremecendo, mas logo balançando a cabeça e preferindo deixar a cabeça limpa de tudo, mas o difícil foi querer realmente deixar tudo àquilo para trás, o calor dominando seu baixo ventre, se apossando de si e lhe implorando por atenção.
A gritaria de empolgação acabou por fazer a excitação se esvair, Altair relembrou que não estava apenas o pai em casa. Tirando os óculos e colocando as lentes de contato, Altair trocou por uma blusa mais leve, notando que no meio das suas roupas estavam as que Malik tinha emprestado depois da chuva de quarta-feira. Separou as peças de roupa numa sacola, mas trocando novamente a sua blusa pela de Malik, retirou-se de seu quarto, descendo as escadas e franzindo o cenho com a bagunça toda devido a caixas de cerveja sob a mesa, petiscos comprados prontos e os colegas de trabalho de Umar reunidos na cozinha, rindo de algo.
— Oh, Altair — Ahmar sorriu ao lhe ver — Espero que não se incomode com um monte de velhos comemorando a final da temporada.
— Velho é o seu passado, Sofian — Umar lançou uma careta para o amigo, mas rindo em seguida — E Ezio, Altair? Pensei que ficaria na companhia de alguém hoje.
— Ezio está aproveitando o seu dia com alguém mais interessante, talvez com Leonardo — Deu de ombros — Tudo bem se Malik assistir o jogo aqui em casa, pai? — Perguntou, suspirando ao notar o olhar sério de Umar.
— Quem é Malik? — Indagou Gilberto, olhando para Umar.
— É o meu namorado — Respondeu Altair.
— E eu não estou sabendo de nada, esse tal Malik não falou comigo ainda — Cruzando os braços, Umar fitava Altair e o mesmo rolou o olhar.
— Só perguntei se ele poderia assistir ao jogo, mas pelo visto Malik vai ter que assistir no meu quarto — Bufou impaciente enquanto ouvia as risadas dos amigos de Umar.
— Nem pensar! — Reclamou, mas foi meio ao ver Altair se retirar da cozinha — Altair! Eu não quero vocês dois sozinhos como naquele dia! — Gritou.
— Deixe o garoto aproveitar, Umar. Você também era assim, lembra? — Ahmar se pronunciou.
O sol de domingo parecia tímido, mas mesmo assim Altair preferiu esperar do lado de fora, abraçando a si mesmo e olhando de um lado para outro, mas acabou sorrindo ao ver um moto familiar aproximar, estacionando bem em frente à garagem.
Malik retirava o capacete e saia da moto, sorrindo para Altair, coisa que ele nunca imaginaria era ver Malik Al-Sayf sorrindo para si, só não queria que fosse outra pessoa a faze-lo e não deixaria que tomassem seu lugar, talvez estivesse tendo pensamentos de posse e ciúmes bem adiantados, mas era melhor prevenir do que remediar.
— Devo ter chegado dois minutos atrasado, mas aqui estou eu... — Sussurrou, puxando Altair pela cintura contra seu corpo.
— Está aqui apenas para ver o jogo — Resmungou, virando o rosto, mas tendo a mão de Malik lhe virando para si, o encarando até poder fechar os olhos e sentir o beijo de Malik, beijo esse que não se prolongou muito, mas que surtiu os mesmos efeitos de antes, o calor que se alastrava rapidamente para zonas perigosas.
— Estou aqui porque recebi um ultimato seu e porque esse ultimato foi bem interessante — Murmurou contra o pescoço de Altair — E essa é a minha camisa? — Altair engoliu em seco com tamanha provocação e tom falso de ingenuidade de Malik — Estou achando que você realmente gosta das minhas coisas.
— Aquela vez a usei sem querer, eu iria chegar atrasado — Respondeu envergonhado — Vamos entrar, mas não seja idiota, meu pai não esqueceu o que aconteceu — O alertou, respirando fundo ao ver Malik rolar o olhar — Por favor, Malik, seja um bom garoto — Pediu e recebeu um beijo rápido de Malik.
A mão de Altair tremia ao ter aberto a porta de casa, mas foi segurada por Malik e vendo o mesmo fecha-la, o puxou até a sala, notando todos os colegas do seu pai olhando vidrados para a televisão.
— Quem está ganhando? — Malik perguntou curioso, puxando Altair pela cintura.
— O New England está quase passando dos Eagles e—porra! Que filho da puta, será que não sabe fazer um arremesso direito? — Esbravejou Umar, deixando Malik assustado e Altair rindo da reação do mesmo — Malik, certo? Pode assistir ao jogo conosco que sozinho no quarto do meu filho você não fica — Olhou brevemente para ambos e Ahmar riu ao lado de Umar — Espero que você não fique torcendo pelo time New England antes de temos uma conversa — Ditou e Malik engoliu em seco.
Ocupando a poltrona preta, Altair preferiu abraçar as pernas e encarar Malik no meio de águias do que olhar o jogo que passava na televisão, rindo quando Umar o analisava. O problema era que Umar era um tanto maior que Malik, o que deixava Altair um pouco preocupado, seu pai poderia derrubar Malik de maneira fácil.
No fim do jogo, Gilberto escondia a cara por vergonha alheia pelo que os outros passavam se abraçando e comemorando como se fossem do colegial, Altair segurava a risada pelos mesmos terem puxado Malik para o meio da comemoração, rindo da cara que o namorado fazia como se pedisse ajuda.
Ajudando Umar as coisas assim que todos foram embora, Altair estranhou o silêncio que permaneceu em casa logo depois das gritarias de torcida do povo.
— ‘Tá, para mim chega — Umar falou, apoiando-se na pia e olhando Malik e Altair que terminaram de arrumar as coisas — Você está namorando ele — Apontou para Malik e Altair concordou com a cabeça — Sendo que não faz nem um mês que você chegou com um olho roxo em casa e que pelo que eu soube, Abbas tinha brigado com ele — Apontou para Malik novamente — Sendo que no dia em que Ahmar e Abbas tinham vindo até aqui em casa você deu a desculpa que iria estudar na casa de um tal Malik, mas a questão é que vocês estão namorando desde aquele dia? — Perguntou.
Bem que Altair queria, pelo menos assim Abbas teria pensado mil vezes antes de ter lhe beijado e levado um chute.
— Não, Malik me pediu em namoro na sexta, pai — Explicou e olhou de relance para Malik que parecia sério.
— Peço desculpas se acabei não conversando com o senhor primeiro, senhor Ibn-La'Ahad — Altair fechou os olhos com força quando Malik se pronunciou, conseguindo pelo visto surpreender Umar ao ter falado seu sobrenome.
— Não peça desculpas, garoto, quem deve pedir desculpas é Altair que mentiu para mim falando que antes de você busca-lo aqui em casa para “estudar” — Fez aspas com os dedos — Ele falou em alto e bom tom que vocês eram mais do que amigos, não apenas para mim, mas como para Ahmar e Abbas, o colega de escola de vocês — Explicou e Altair engoliu em seco, não esperava realmente que Umar fosse revelar algo como aquilo.
Olhou de soslaio para Malik que franzia o cenho, aquela cena só estava acontecendo por causa de uma pessoa. Kadar.
— Pai, por favor...
— Vocês pelo menos usam camisinha? — Perguntou — Tiveram aula de educação sexual e—
— Pai, por favor, apenas não — Resmungou Altair, sentindo o rosto vermelho e ouvindo a risada contida de Malik, olhando com uma careta para o mesmo.
— Vocês realmente estudaram naquele dia? — Franziu o cenho, desconfiado.
— A mãe e irmão do Malik estavam em casa — Cobriu o rosto com a mão, envergonhado.
— Então quer dizer que se eles não estivessem vocês teriam feito algo? — Indagou, mas voltando-se para Malik.
— Se eu tivesse tanta certeza dos meus sentimentos por Altair como agora, poderia ter acontecido algo — Altair arregalou o olhar com a resposta de Malik.
— E esse algo seria?
— Não ultrapassaria dos beijos — Explicou e Altair que se esconder em algum buraco.
— Se você chamou Malik para ter algo a mais, pode esquecer, agora... — Respirou fundo antes de falar — Eu vou sair para o novo apartamento da senhora Auditore e querem saber? Se eu falar que vocês não vão fazer nada, uma hora depois na certeza que ambos vão acordar os vizinhos e o que menos quero é um velho do exercito achar que estamos sendo atacados, podem fazer o que quiserem, vão... — Falara, pegando o molho de chaves e se retirando da cozinha.
Não foi necessário falar uma segunda vez, Altair puxou Malik para fora da cozinha, subindo as escadas e o empurrando para dentro do seu quarto, fechando o quarto em seguida. O coração de Altair parecia pular para fora do peito.
Assustou-se quando sentiu a mão de Malik em seu ombro, virando-se para o mesmo e ainda que tremulo, o puxou para perto até sentir o peito do outro contra o seu, fitando o escuro do olhar de Malik e o beijando, mas com urgência.
Altair queria sentir naquele beijo a certeza que Malik realmente estava ali, que ele realmente não iria empurra-lo para longe e lhe olhar com nojo, Altair só queria ser amado ali por Malik, sentir mais da língua dele contra a sua, sentir mais firmeza das mãos que apenas seguravam sua cintura. A mão de Altair passava pelo braço que continha a tão chamativa tatuagem, como teve a vontade de parar o beijo e arrancar a camiseta de Malik apenas para contornar a pele marcada com a língua.
Sentia-se afogando em sensações e pareceu voltar à superfície quando pararam o beijo para buscar um tanto de folego.
Altair sabia que mesmo seu pai poderia bater na porta mesmo anunciando que iria sair e com isso trancou a porta, empurrando Malik em direção a cama enquanto retirava sua jaqueta preta, Altair retirou meio que atrapalhado a blusa de Malik e voltou a beija-lo com mais afinco, caindo por cima de Malik ao terem chegado a cama.
— Seu pai ainda pode voltar... — Falou entre o beijo, mas recebendo um xingamento de Altair que se erguia, ficando sentado no colo de Malik— Alt, você tem certeza disso? — Malik engolira em seco, fitando o peito nu de Altair e o mesmo pegou a mão de Malik, a deixando pousada em sua barriga.
— Eu apenas... Eu... — Olhava perdido para qualquer ponto que não fosse a cara do Al-Sayf, sentindo o rosto esquentar assim como o seu corpo, não conseguindo ignorar o calor da mão de Malik em si assim como a formicação em seu baixo ventre.
Poderia sim ter passado dos limites, só não pensou que receberia a indagação de seus atos, pensara que Malik não indagaria, mas era clara a preocupação na voz dele, não medo, preocupação. Suspirou, remexendo-se no colo de Malik para poder levantar, mas ao ouvir algo como um gemido contido teve seus olhos pouco arregalados, virando a face para então ver Malik mordendo o lábio inferior e não fechando por completo seus olhos.
Perdido, Altair tentou fazer o mesmo processo, mexendo-se novamente e tendo a visão de Malik fechar os olhos com força, sentindo a outra mão dele apertar a cintura e o fazendo ofegar, o deixando prosseguir com o ato.
Cada reação de Malik demonstrava, um sorriso brotava no rosto de Altair, com certo receio deixou com que sua mão tocasse sua própria ereção, mas olhando surpreso para a mão de Malik que a afastou e fez o ritmo diante do membro ainda coberto pela roupa de Altair. Aquele olhar escuro lhe fitando parecia querer devora-lo e o mesmo grunhia em resposta aos suspiros de sôfrego de Altair, o qual mexia-se mais e mais, mas sem tirar o olhar de Malik, ponderando a cabeça para o lado.
Se aquilo fosse mais um dos devaneios de Altair, ele gostaria muito que ninguém chegasse, senão sua mão doeria pelo soco que daria no ser humano.
Não ouviu sua calça jeans ser aberta, mas engasgou ao sentir o tecido da cueca ser deixado de lado apenas para a mão de Malik envolver sua ereção, apertando a glande e a fenda, gotejando. Altair não conseguiu processar o que já acontecia quando Malik o deixou cair ao seu lado na cama, retirando sua camisa e abaixando a calça junto da cueca, voltando e deitando-se sobre Altair.
— Você pediu para eu ser um bom garoto, mas e você Altair? — Sussurrou roucamente no ouvido de Altair, mordiscando o lóbulo de sua orelha e erguendo-se para tirar por completo a calça e cueca.
— Você... Você já é um mau garoto, sou inocente — Contorcia-se sentindo a mão de Malik agarrar seu membro e junta-lo ao dele, os movimentando em conjunto — M-Mal... — Murmurava o nome do namorado, o puxando pelo pescoço para poder beija-lo de forma desajeitada, agarrando seus ombros, sentindo seus dentes se chocarem antes de suas línguas se tocarem.
Suas pernas se agarravam aos poucos a cintura de Malik, gemendo entre o beijo e rolando o olhar quando o mesmo passou a mordicar de leve o pescoço, beija-lo a cada mordida e aumentando o ritmo da masturbação conjunta.
Se contraído pelos espasmos, Altair agarrou e maltratou as costas de Malik ao sentir que estava próximo de gozar e quando parecia que iria explodir, sentiu a última mordida em seu pescoço, forte e com um grunhido de Malik. Da barriga de ambos podia se ver o sêmen espalhado, ofegante, Malik deitou-se ao lado de Altair, o encarando com um sorriso em sua face e puxando Altair para um beijo.
— Nós fizemos... Nós... — Tentava falar algo, mas a cada tentativa sentia o rosto pegar fogo.
— Não teve a penetração, mas mesmo assim foi sexo — Argumentou e Altair virou o rosto, corado, mas tendo Malik o puxando para olhar para si — Ei, você não gostou?
— Não é isso, é que foi tão bom que eu quero fazer de novo — Engoliu em seco, sentindo-se mais envergonhado com a cara de choque de Malik — Precisamos nos limpar... — Murmurou, levantando-se da cama, mas sentindo um tapa ser desferido em sua bunda — Ei!
— Desculpe, não resisti — Sorriu com malicia e Altair apenas rolou o olhar.
Não buscou roupa nenhuma para cobrir sua nudez, apenas destrancou a porta do quarto e olhou de soslaio para Malik, sorrindo brevemente antes e retirando-se, mas rindo ao notar o Al-Sayf levantar com rapidez da cama e o acompanhar.
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